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SECOBESP INFORMA

SECOBESP INICIA TEMPORADA DE PARCERIAS

Visando oferecer novos benefícios aos seus filiados, o  Secobesp iniciou contato com fornecedores de assessoria e serviços para o segmento, buscando qualidade e eficiência, além de preços incentivados para as empresas que fazem parte da entidade.

As empresas selecionadas já prestam serviços ao segmento há algum tempo e são conhecedoras de suas necessidades, desenvolvendo produtos adequados aos serviços prestados por elas em consonância com as demandas de seus contratantes.

Essas empresas parceiras poderão ser encontradas em nosso site, http://www.secobesp.org.br/parcerias/ ou  secretaria@secobesp.org.br

COMUNICADO SECOBESP 2 PARTE DO DISSÍDIO

COMUNICADO IMPORTANTE

São Paulo, 31 de março de 2022

Prezados (as) Associados (as), conforme estabelecido em convenção coletiva vigente, reajuste salarial salarial de 2.82% deverá ser realizado agora no MÊS DE ABRIL/2022.

Recomendamos que verifiquem as suas convenções, mas para maior celeridade e acesso, transcrevemos a seguir o item correspondente a cada SEAAC e seus filiados :

SEAAC: SÃO PAULO
“4 – CORREÇÃO SALARIAL: Os salários de agosto de 2.020, assim considerados aqueles resultantes da aplicação integral da norma coletiva de 2.020, serão corrigidos em 8,99% (oito inteiros e noventa e nove centésimos por cento), a titulo de atualização salarial, mediante obediência aos seguintes procedimentos:
4.1. Em 01/08/2021, os salários de agosto de 2.020 serão majorados em 6,00% (seis inteiros por cento).
4.2. Em 01/04/2022, os salaries resultantes da aplicação da majoração prevista no parágrafo 4.1. supra serão majorados em 2,82% (dois inteiros e oitenta e dois centésimos por cento).”

SEAAC BAURU E MARÍLIA :
“REAJUSTES/CORREÇÕES SALARIAIS CLÁUSULA QUARTA – CORREÇÃO SALARIAL: Os salários de agosto de 2.020, assim considerados aqueles resultantes da aplicação integral da norma coletiva de 2.020, serão corrigidos em 8,99% (oito inteiros e noventa e nove centésimos por cento), a título de atualização salarial, mediante obediência aos seguintes procedimentos: Parágrafo primeiro: Em 01/08/2021, os salários de agosto de 2.020 serão majorados em 6,00% (seis inteiros por cento). Parágrafo Segundo: Em 01/04/2022, os salários resultantes da aplicação da majoração prevista no parágrafo primeiro supra serão majorados em 2,82% (dois inteiros e oitenta e dois centésimos por cento).”

Atentem para atualização de seu cadastro no Secobesp , estejam em dia com suas contribuições sociais, participem e saibam mais sobre os benefícios, desafios e conquistas do setor.

Atenciosamente,
SECOBESP – Sindicato das Empresas de Cobrança do Est.de São Paulo
Presidência

Banco não deve realizar operação “tele saque” em cartão consignado

O magistrado determinou que a modalidade de contratação deve ocorrer apenas por (i) meio eletrônico com uso de senha personalíssima ou (ii) através de contrato assinado.

Em liminar, o juiz de Direito Eduardo Veloso Lago, de Belo Horizonte, determinou que um banco se abstenha de realizar contratação de operação de saque, vinculado a cartão de crédito consignado, por meio telefônico. A decisão do magistrado foi proferida em ação na qual o banco é acusado de prática abusiva por meio de “tele saque”, ferramenta em que o consumidor (geralmente idoso) autoriza via telefone um “novo empréstimo”, cujo valor é creditado em sua conta.

O Instituto de Defesa Coletiva ajuizou ação ACP alegando que um banco vem cometendo prática abusiva, consistente na liberação de recursos vinculados a cartão de crédito consignado, sem a prévia solicitação/autorização do consumidor, ou ainda mediante oferta na qual o consumidor é induzido em erro quanto à natureza do contrato, confundindo-o com empréstimo consignado. De acordo com a entidade, o negócio se concretiza através da modalidade de “tele saque”, via ligação telefônica.

O instituto discorreu, ainda, que o perfil das vítimas da modalidade “tele saque” são, majoritariamente, idosos e aposentados que recebem benefícios previdenciários da instituição financeira. Sustentou, ainda, que tal prática é abusiva, motivo pela qual solicitou a proibição da conduta.

Prática abusiva

Ao analisar o caso, o juiz Eduardo Veloso Lago deferiu a liminar para que o banco se abstenha de creditar recursos em conta de consumidores, a título de “saque” vinculado a cartão de crédito consignado, sem a prévia e expressa solicitação dos consumidores, sob pena de multa de R$ 50 mil.

Na decisão, o magistrado autorizou que a instituição financeira apenas realize contratação de saque vinculado a cartão de crédito consignado, por meio eletrônico com uso de senha personalíssima, ou por meio de instrumento escrito específico para a operação, contendo suas condições, e devidamente assinado.

Para assim decidir, o magistrado considerou que a conduta do banco é “prática abusiva”, denota vício de origem nas contratações e afronta o sistema de proteção aos direitos dos consumidores.

O juiz ainda anotou que a conduta, se praticada em grande escala, é um “expediente artificioso” podendo ser bastante rentável, pois “atinge uma quantidade expressiva de consumidores hipervulneráveis, muito dos quais sequer tomam ciência exata da situação ocorrida ou diligenciam para defesa de seus direitos, acabando por acatar uma operação não solicitada, ou contratada mediante indução a erro, e assumir o correlato pagamento de obrigações mensais, descontadas em folha, nas quais estão embutidos juros elevados, que retratam o lucro da instituição financeira”.

Nesse sentido, o julgador proibiu o banco a prática dessa modalidade de contratação por meio telefônico ou sem a autorização do consumidor, sob pena de multa de R$ 50 mil a cada evento que caracterize descumprimento da determinação.

Fonte: Migalhas

Risco de elevação da inadimplência já preocupa sistema financeiro

O brasileiro está mais endividado. Em 2021 o endividamento das famílias chegou a 70,9%, o que é considerado um recorde. Na comparação com 2020, o crescimento foi de 4,4 pontos porcentuais, o maior aumento registrado nos últimos 11 anos, quando teve início a série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Por traz desse aumento das dívidas está a elevação de mais de 10% na inflação e a consequente perda do poder aquisitivo da população. Todo esse cenário acelera os temores de um risco sistêmico do sistema bancário. Assim, a maior facilidade de acesso ao financiamento para o consumo das famílias se torna um dos principais vetores de aumento desse risco, devido ao aumento da inadimplência. Essa é a conclusão de um relatório elaborado pela XP.

Segundo os dados levantados pela corretora, como o Sistema financeiro Nacional (SFN) é fortemente concentrado em cinco bancos, que respondem por mais de 70% do crédito. Por isso, fica evidente o temor diante dos balanços destas instituições, que passam a fazer maiores provisões com possíveis prejuízos, caso haja problemas de falta de pagamento. O Bradesco, por exemplo, surpreendeu o mercado no início deste ano ao indicar um aumento de quase 30% na provisão para devedores duvidosos. Ou seja, ele já estima um risco mais alto de calote. Em conferência a investidores, o próprio presidente do banco, Octavio de Lazari, afirmou que é intuitivo imaginar que a inadimplência aumente diante do cenário de juros altos. Já o Itaú, outro grande banco, indicou em seu balanço de 2021 que a inadimplência subiu 2,8% no espaço de um ano, para R$ 6,2 bilhões. Dessa forma, as despesas com provisões somaram R$ 6,827 bilhões, com expansão de 21% em um ano.

Para a XP, desde o quarto trimestre de 2021 já se via um aumento nos indicadores de inadimplência da pessoa física em várias instituições. O comprometimento da renda das famílias e nível de endividamento subiram seguidamente e a tendência é continuar assim ainda este ano, em função da alta inflação. Para a corretora, a alta generalizada de preços marcou todo o ano de 2021 e, em 2022, não deve ser diferente, especialmente diante das incertezas em torno da economia em um cenário de ano eleitoral e de inflação global elevada, comprimindo a renda da população em geral.

“Projetamos Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,2% em 2022 e de 3,25% em 2023. Como resultado, esperamos taxa Selic em 12,75% no final do ciclo de ajuste monetário, em junho de 2022, reduzindo para 12,25% em dezembro e 8,0% em 2023”, indicou a XP em seu relatório. Em seu relatório, a XP conclui a situação exige atenção, mas que “o sistema financeiro está capitalizado e com boa liquidez. E as provisões realizadas pelos grandes bancos ao longo do ano devem ser suficientes para continuar acomodando um aumento de inadimplência”.

Fonte: Isto É dinheiro

Itaú ganha mercado no crédito imobiliário

Integração das áreas de atacado e varejo ajudou banco a avançar na modalidade em 2021

O crédito imobiliário foi parte importante do resultado do Itaú Unibanco no quarto trimestre. A carteira da modalidade cresceu 8,3% em relação a setembro, chegando a R$ 85,6 bilhões. A originação foi recorde, o que acabou levando o banco a fechar 2021 como o maior entre as instituições financeiras privadas na oferta de recursos, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Ficou atrás só da Caixa.

Executivos do Itaú atribuem o avanço à integração da área de financiamento a pessoas jurídicas na construção de imóveis com a de crédito para pessoas físicas que buscam recursos para comprar a casa própria. Ambas atuam em parceria para gerar negócios.

Thales Ferreira Silva, diretor de crédito imobiliário e consórcios do Itaú Unibanco, afirma que o financiamento para pessoas físicas cresceu 130% em relação a 2020, totalizando R$ 45,5 bilhões, enquanto esse mercado como um todo registrou uma expansão de 75%. Como resultado, o market share do banco subiu de 21% para 28% em 2021.

Já Bruno Bianchi, diretor comercial do Itaú BBA, diz que, do lado do atacado, foram R$ 8 bilhões em concessão de financiamento à construção, o que significou avanço de 140% sobre 2020. O mercado cresceu 74% no mesmo período.

“Fazemos uma análise avaliando desde a construção do empreendimento até o atendimento da pessoa física. Nossas áreas trabalham em conjunto para pessoa física e jurídica. O objetivo do imobiliário não é conceder o imóvel, mas fechar com sucesso toda a operação”, diz Bianchi.

Para 2022, no entanto, o cenário se encontra mais complexo para o setor imobiliário devido ao aumento da taxa Selic. Na avaliação de Ferreira, qualquer base de comparação com o ano passado se torna difícil por ter sido um período de recordes, mas o mercado mudou de patamar, com recuperação dos preços que estavam estancados. “Nossos investimentos não são de curto e médio prazos. A conjuntura é mais difícil, mas o mercado ainda vive um bom momento”, afirma.

Miltom d’Avila, superintendente do segmento imobiliário do Itaú BBA, destaca, por sua vez, que houve uma profissionalização maior no mercado nos últimos anos, algo que ajuda as companhias do setor a atravessar qualquer ambiente mais difícil.

Fonte: Valor Econômico

Por induzir cliente ao erro, contrato de cartão de crédito é anulado pelo TJ-SP

Para ser considerado como defeito viciador da vontade, o erro há de constituir uma opinião errada sobre condições determinantes da manifestação de vontade, cujas consequências não são realmente queridas pelo agente.

O entendimento foi adotado pela 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ao determinar que um contrato de adesão a cartão de crédito, firmado por um aposentado com um banco, seja convertido em empréstimo pessoal consignado.

Pela decisão, o banco deverá recalcular o valor devido, considerando os valores creditados na conta corrente do autor como empréstimo consignado tradicional e computando como parcelas de pagamento os valores já descontados na amortização da dívida.

De acordo com os autos, o aposentado adquiriu do banco réu um cartão de crédito com reserva de margem consignável (RMC) e, no período de cinco anos, efetuou apenas dois saques nos valores de R$ 1.064 e R$ 265. Ele nunca utilizou o cartão para pagamento de compras.

Nos meses seguintes aos saques, o banco passou a deduzir do salário do autor valores que correspondiam ao pagamento mínimo das faturas do cartão, cujo débito só aumentou ao longo dos anos, tornando-se maior que o valor dos dois saques iniciais.

Segundo o relator, desembargador Edgard Rosa, apesar de ter buscado um empréstimo consignado tradicional, o autor foi induzido a contratar um cartão na modalidade consignado, com aparência de empréstimo consignado tradicional, “sem que lhe fossem explicitadas as reais condições do negócio jurídico”.

O magistrado destacou que o contrato não é claro quanto a seu funcionamento, confunde o consumidor e o induz em erro, pois, além de cobrar juros superiores aos de um empréstimo consignado tradicional, prevê o pagamento de uma parcela mínima que apenas perpetua a dívida.

“A adesão consciente do consumidor a esse procedimento não é verossímil, considerando que ninguém assume empréstimo com a intenção de passar anos pagando apenas os juros, com dedução direta em seu benefício previdenciário”, pontuou Rosa.

Para o relator, esse contexto evidencia a ocorrência de “erro essencial no tocante ao negócio jurídico”. Ele afirmou ainda que as ambiguidades existentes no documento colocam em dúvida o negócio jurídico e devem ser interpretadas em favor do consumidor, conforme disposto nos artigos 46 e 47 do CDC.

“O erro substancial escusável do autor sobre a natureza do negócio permite a anulação do negócio jurídico entabulado entre as partes, nos termos dos artigos 138 e 139 do Código Civil, sem prejuízo do reconhecimento do desrespeito ao dever de informação (artigo 6º, III), de prática abusiva (artigo 39, V) e da nulidade de cláusulas contratuais (artigo 51, IV e XV) previstos no CDC”, concluiu.

Fonte: Conjur

Alta dos calotes deve fazer bancos fecharem a torneira do crédito

Ao longo deste ano, o brasileiro deverá ver prazos de financiamento menores, a entrada do crédito imobiliário mais gorda e o limite do cartão de crédito travado. Esses são alguns efeitos rapidamente sentidos pelos clientes, com os bancos restringindo o desembolso de crédito diante de um cenário de juros em dois dígitos e desaceleração da economia. Outro efeito que começa a ser observado na carteira dos grandes bancos é o aumento da inadimplência.

Baseado neste cenário, mês passado a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) disse que o desembolso em empréstimos e financiamentos deverá crescer 6,7% neste ano, ante uma projeção anterior de 7,3%.

Os executivos dos maiores bancos privados confirmam o sinal de alerta. “Não digo tirar o pé, mas a gente está mais cauteloso”, diz o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr.. O banco projeta expansão de 10% a 14% na carteira este ano, nível menor do que os 18% observados em 2021.

Com a taxa básica de juros tendendo a superar 12%, Lazari acredita que linhas como financiamento imobiliário terão menos interessados.

O presidente do Bradesco também espera empresas menos interessadas em tomar empréstimos, pois não vão fazer investimentos em infraestrutura com o juro nesse nível.

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, vê o crédito crescendo entre 11,5% e 14,5% este ano no País, abaixo dos 23% observados em 2021, quando a carteira do banco bateu na marca inédita de R$ 1 trilhão. “Como a gente teve ano muito forte em 2021, é natural que haja arrefecimento em 2022, seja pela base de comparação, seja pela perspectiva macro”, disse o presidente do banco, Milton Maluhy Filho, prevendo um arrefecimento dos empréstimos em todas as carteiras, como a de financiamento imobiliário, e um aumento da inadimplência.

No Santander, a expectativa é de um crescimento de até 9% este ano. O banco projeta um possível aumento na inadimplência – a instituição separou R$ 13,8 bilhões para fazer frente a possíveis calotes, aumento de 10,3% ante 2021.

Sergio Rial, que acaba de deixar o principal posto executivo do Santander Brasil para assumir a presidência do conselho, ressalta que a inflação alta, que teve em janeiro a maior taxa para o mês em 6 anos, é um fator novo que pode afetar o crédito em 2022, pois corrói o poder de compra da população.

Analista da Ohmresearch, Carlos Macedo aponta que o desembolso de crédito já está mais fraco, diante do crescimento rápido da inadimplência, como resultado do fim dos programas do governo, que injetaram dinheiro na economia, e o vencimento de carteiras de clientes que foram renegociadas na pandemias.

“A onda de adimplência vai desaparecer”, comenta o especialista. Ele, contudo, não acredita que os índices ficarão fora de controle e lembra que os bancos brasileiros estão bem provisionados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Isto É dinheiro

COMUNICADO IMPORTANTE : PROJETO DE LEI 116/22

SECOBESP

PROJETO DE LEI EXCLUI A ATIVIDADE DE COBRANÇA DO CADASTRO DE BLOQUEIOS DE RECEBIMENTO DE LIGAÇÕES DE TELEMARKETING

Em 15 de março de 2022 foi protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), o projeto de Lei 116/22 de autoria dos deputados Sérgio Victor e Ricardo Mellão, ambos do Partido Novo, propondo ajuste na Lei de n.º 13.226 de 07/10/2008, alterada pela lei 17.334 de 09/03/2021 para excluir a atividade de cobrança do cadastro de bloqueios de recebimento de ligações de telemarketing.

A alteração da Lei 17.334 de 09/03/2021 incluiu como serviço de telemarketing os “Serviços de cobrança de quaisquer naturezas”. Ocorre que a atividade de telemarketing não se confunde com a atividade de cobrança.

Conforme a justificativa para os ajustes na lei, trata-se de institutos jurídicos distintos, enquanto no telemarketing as ligações telefônicas são realizadas para ofertar produtos e serviços, no caso da telecobrança as ligações materializam o direito do credor que busca o adimplemento da obrigação.

Enquanto no telemarketing não existe nenhuma relação jurídica pré-existente entre as partes, no caso da cobrança existe, e essa é a condição da cobrança, uma obrigação contratual não cumprida.

Segundo Eric Garmes, presidente do SECOBESP: “O ajuste na Lei é legalmente necessário e essencial ao setor”.

“Entendemos que a telecobrança é a melhor ferramenta ao credor e ao consumidor para uma negociação mais rápida e menos custosa, pois o aumento da inadimplência não interessa a ninguém, uma vez que os juros dos financiamentos ficariam cada vez mais caros aos consumidores”, comenta Garmes.

O deputado Sérgio Vitor reafirma em seu projeto que “a mudança na proposta visa adequar e assegurar o direito do credor em reaver o seu crédito, ao mesmo tempo em que garante concretude aos princípios constitucionais da efetividade e da celeridade evitando, na maioria das vezes, a judicialização da questão”.

O SECOBESP, A ASERC (associação nacional das empresas de recuperação de crédito) e o IGEOC (instituto gestão de excelência operacional de cobrança) apoiam o projeto.

Em 2022, uso do cartão deve chegar a 60% do consumo

Setor já respondeu em 2021 por mais da metade de todo o volume de recursos movimentados pelas famílias brasileiras

Os hábitos de consumo no Brasil e no mundo estão em constante transformação, assim como a forma como o consumidor realiza seus pagamentos. Há três anos, a diretoria da Abecs, entidade que há 50 anos representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, projetou um cenário de avanço expressivo da participação dos cartões no consumo das famílias pelos três anos seguintes no país. A expectativa era migrar de 38%, lá no início de 2019, para 60%, em 2022.

Ainda estamos no início do ano, com muitos desafios pela frente, porém afirmo com bastante confiança que o objetivo está muito perto de se concretizar. A projeção da Abecs é que o setor tenha encerrado 2021 com 54% de participação no consumo privado, sendo assim responsável, pela primeira vez, por mais da metade de todo o volume de recursos movimentados pelas famílias brasileiras. Anteriormente, em 2020, o indicador havia ficado em 49%.

Mais do que números, na prática isso significa que o uso dos cartões de crédito e débito nunca foi tão difundido na sociedade brasileira como nos dias atuais. O sistema de cartão ocupou, aos poucos, um espaço relevante de meios como dinheiro em espécie, cheque (à vista e pré-datado), boleto, carnê, entre outros. E, nos últimos dois anos, essa substituição ficou ainda mais evidente, já que a sociedade passou por um intenso processo de transformação digital devido à pandemia.

Ao alcançar o patamar de 60% do consumo das famílias neste ano, o setor de cartões deverá ultrapassar a cifra histórica de R$ 3 trilhões em pagamentos, o que representará um crescimento de 21% ante 2021. Por outro lado, segundo dados do Banco Central, o volume de dinheiro em circulação caiu 8,5% no ano passado – primeira queda desde 1994. O uso de cheques caiu 23% em 2021 e está em um patamar 93% menor desde 1995, de acordo com dados recentes divulgados pela Febraban.

Esse processo de substituição de meios de pagamento ajuda a explicar por que o tíquete médio do cartão é relativamente baixo, girando em torno de R$ 85, enquanto o do cheque passa de R$ 3 mil, segundo dados da Febraban, e o do Pix, que substitui principalmente os tradicionais canais de transferências, como DOC e TED, é de R$ 508, de acordo com o Banco Central. Se considerarmos apenas os cartões de débito, o valor médio é ainda menor, de R$ 68.

Já imaginou o mundo hoje sem o processo de modernização dos pagamentos protagonizado pelo sistema de cartões? Provavelmente teríamos números e uma realidade muito diferentes. Não foi por acaso que o brasileiro passou por essa mudança cultural e acostumou-se a usar o cartão em todo tipo de transação, abrindo espaço para inovações atuais como as carteiras digitais, as compras por aplicativo, o pagamento por aproximação e até mesmo o Pix. Existe uma combinação de atributos, como conveniência, segurança e eficiência, patrocinada pela indústria de pagamentos, que entrega valor para o consumidor, para o lojista e para a sociedade.

Não fosse assim, a substituição do dinheiro pelo cartão não chegaria nas diversas camadas sociais, incluindo os microempreendedores individuais, os vendedores ambulantes e as demais atividades em que o uso do papel moeda sempre foi predominante. Hoje, já é possível pagar por aproximação com o cartão no transporte público e em pedágios. A digitalização das transações nesses segmentos é um exemplo de que o cartão gera benefícios a todos os elos da economia, principalmente em comparação com outros meios de pagamento.

As vantagens do cartão nós conhecemos bem: parcelamento e disponibilidade de crédito, segurança de não andar com dinheiro, possibilidade de contestar despesas, pagamento garantido (acaba com o temido cheque sem fundo), programa de recompensa, compras pela internet e aplicativos, pagamento por aproximação, prevenção a contágios, entre muitas outras praticidades.

No fim das contas, é a experiência da jornada do consumidor que torna o cartão tão atrativo frente ao dinheiro e a outros instrumentos. Mais recentemente, as inovações contribuíram para ampliar o escopo de atuação do setor. O pagamento por aproximação cresce a uma taxa perto de 400%. O uso do cartão de crédito no e-commerce já representa mais de 30% de todo o valor transacionado por esse meio de pagamento.

Por fim, a eficiência que o sistema de cartões traz para a sociedade é outro ponto forte, ainda mais para um mercado gigantesco como o Brasil, que realiza mais de 60 mil transações por minuto. Todos esses pagamentos são rastreáveis, diferentemente do dinheiro, o que representa um ganho para a formalização da economia, além de inibir a prática de sonegação, corrupção e lavagem de dinheiro.

Os últimos anos têm nos mostrado a importância das inovações e do mundo digital para o bem-estar da população. O cartão segue cumprindo seu importante papel de incluir financeiramente e democratizar o acesso do consumidor às facilidades dos meios digitais.

Fonte: Valor Economico

O que as faturas de cartão contam sobre 2021? Veja estudo

Algumas categorias registraram 68% de aumento no uso da modalidade. Pagamentos em atraso do crédito rotativo dobraram em dezembro, segundo BC

Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central. Apesar de uma redução importante de 39 para 36 milhões de novas operações só entre janeiro e julho, em dezembro o número de clientes com novas concessões retomou ao patamar de 2019, de acordo com o BC. Entre as maiores emissoras de cartões do país, a Credicard fez um Raio X de como o brasileiro usou o cartão em 2021 e detectou, por exemplo, um forte crescimento de gastos com reformas de imóveis, enquanto as despesas com viagens recuaram.

Segundo o levantamento, feito com base nos dados de consumo dos cartões da marca, entre as categorias que mais tiveram incremento no valor consumido na comparação anual, o pagamento de empreiteiros teve um aumento de 53%. Na mesma linha, houve aumento de 68% nas despesas dos clientes relacionadas ao serviço de arquitetos responsáveis por projetos de reforma.

A rotina de trabalho remoto e outras atividades, como estudos e cuidados via telemedicina, gerou a necessidade legítima de mais conforto, na avaliação de Paula Sauer, professora de economia comportamental da ESPM. “Estamos falando de dois anos em casa. Não dá para ficar improvisando um escritório, uma sala para estudar. Isso acabou imputando às famílias uma despesa que antes não era urgente, porque o espaço do trabalho e da escola estavam disponíveis”, comenta.

O risco para a saúde financeira ao fazer mudanças na estrutura da casa ou até mesmo pequenos ajustes – só em itens decorativos os clientes gastaram quase 64% a mais na comparação dezembro 2021 ante ao mesmo mês de 2020 – usando o cartão reside no chamado “sunk cost”, os custos irrecuparáveis.

“Quando você se planeja para fazer uma reforma, o viés comportamental faz com que você ignore os valores gastos. É como se o cérebro falasse: ‘já que comecei, não tem problema gastar um pouco a mais para incrementar o projeto’. O sunk cost, se traduz em um gasto 30% maior do que o valor planejado nos casos de reforma. Isso é um risco importante de endividamento”, explica.

Outro ponto de preocupação é apontado por Dirlene Silva, economista e fundadora da DS Estratégias. “Preocupe-se com a taxa de juros. Quando o parcelamento é feito pela administradora, e não pela loja, significa que em todas as parcelas incidirão juros. Antes de parcelar, é preciso perguntar em quantas vezes é possível fazer a compra sem juros”.

Considerando aquisições que envolvem um volume maior de recursos, os gastos com automóveis e veículos (que englobam concessionárias, revendedores de carros, caminhões e motos, lojas de peças e acessórios e postos de combustíveis, entre outros) cresceram 34,7% no período, diz a Credicard.

Bem estar humano e animal em destaque

Os números da empresa de soluções de pagamentos, que pertence o Itaú Unibanco, apontam que, apesar da retomada de gastos mais associados ao consumo fora de casa (+31% em Bares e Restaurantes), em 2021, depois da casa, os brasileiros consolidaram a tendência de aumento dos gastos com os animais domésticos.

A compra de brinquedos e petiscos e serviços de banho e tosa foram as formas que os humanos usaram para retribuir os fiéis e pacientes companheiros. Soma-se a isso o fenômeno dos últimos anos de humanização — em que os pets são considerados membros da família — e a conta das PetShops ficou quase 25% maior na comparação anual. Na mesma linha, os gastos com veterinário somaram alta de 22%.

Na hora de cuidar dos bichinhos, as especialistas reforçam a necessidade de também proteger o bolso: “Eu não posso prever que o meu pet vai adoecer. Mas posso guardar um dinheiro mês a mês para que ter o recurso quando for necessário. Esse é um exemplo de situação que algumas famílias poderiam evitar um endividamento com um planejamento financeiro adequado”, comenta a professora Paula Sauer.

“É essencial entender que cartão de crédito é dinheiro e a fatura mensal do uso do meio de pagamento não pode estar acima de sua capacidade financeira. Uma compra com o cartão significa assumir uma dívida. Por isto, reavaliar os hábitos de consumo deve ser uma constante, lembrando que saúde financeira representa sobretudo, qualidade de vida”, complementa Dirlene, ao indicar a prática da regra dos 3 P’s: Por que comprar? Preciso? Posso pagar sem sacríficos, como entrar no rotativo do cartão?

Outra categoria de destaque foi a de cuidados com beleza e bem estar, com um aumento constante ao longo do ano. Segundo o levantamento, os gastos com salões de beleza, massagem e spa cresceram 47% em 2021 na comparação com 2020. O faturamento no último mês de dezembro foi, ainda, o mais alto do ano. Ao observar os dados, a professora da ESPM lembra que a categoria não foi deixada de lado pelas pessoas na pandemia, só passou a ser consumida de outra forma no período de distanciamento social.

“Há um viés comportamental muito forte nessa categoria. As pessoas consomem para serem vistas de uma determinada maneira nos ambientes onde circulam. Os gastos não deixaram de ser feitos, só migraram. Teve um aumento importante nas compras feitas pela internet de cursos de maquiagem, produtos de beleza, e itens de cuidados pessoais para serem consumidos em casa”, diz.

Na contramão dos resultados, na comparação entre dezembro e novembro de 2021, os gastos envolvendo passagens aéreas (- 25%), bufê (- 10,3%) e diversão e entretenimento (-4,5%) já foram afetados por conta do aumento dos casos de covid.

Pagamentos em atraso do crédito rotativo dobram em dezembro, segundo BC

Fugir dos riscos financeiros de parcelar o total da fatura do cartão de crédito é um dos ensinamentos que a educação financeira busca difundir. A fama dos juros cobrados nesta modalidade são bem conhecidos por boa parte da população: podem chegar a mais de 350% ao ano, um dos mais altos do mundo. Na prática, esclarece a economista Dirlene Silva, significa que se R$ 1.000 forem deixados para trás, em 12 meses este valor se transforma facilmente em R$ 4.500, ou seja, mais de 4 vezes o valor original.

Apesar da recomendação de usar o cartão de forma consciente para evitar o crédito rotativo, nem sempre isso é possível. Dados do Banco Central mostram que, no último mês de novembro, 19,13% dos clientes que usaram o rotativo estavam com os pagamentos atrasados entre 15 e 90 dias. No mesmo período em 2020, o percentual estava em 9%. O índice de atrasos só não é pior do que o registrado em maio de 2015, quando 19,18% dos clientes estavam atrasados.

Uma das possíveis causas para o endividamento é o fim do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, então, em vigor em 2020. Com a instabilidade econômica e sem melhora de renda, o atraso dos pagamentos se abateu sobre muitas famílias.

“Desde que a pandemia começou, assistimos a inúmeras situações que levam ao endividamento, como perda de renda, desemprego, morte ou adoecimento de um familiar, divórcios. A falta de planejamento financeiro está longe de ser o principal vilão do endividamento”, observa Paula.

Entre a população de baixa renda, as modalidades de cartão de crédito à vista e de cartão de crédito parcelado e rotativo somam os maiores volumes do crédito total usado em 2021, de acordo com cenário agregado observado no Relatório de Cidadania Financeira.

Fonte: Valor Investe