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Crédito e volta aos trilhos

Estudo global do BIS sugere que 50% das empresas enfrentarão problemas de serviço de dívida no próximo ano
Estima-se que, em condições normais, a maior parte das pequenas e médias empresas (PME) da América Latina têm recursos próprios para fazer frente a custos fixos por até no máximo trinta dias. Assim que parece razoável assumir que boa parte daquelas PME poderia entrar em quebra técnica durante a crise da covid-19, colocando milhões de empresas em risco e paralisando cadeias de pagamentos, o que ampliaria os efeitos adversos da crise.
Foi neste contexto que muitos governos da região implementaram programas públicos emergenciais de apoio às empresas. Os programas destravaram o crédito oferecendo linhas e garantias parciais de crédito, programas de diferimento de pagamento de dívidas, obrigações financeiras e impostos e programas de apoio temporário a folhas de pagamento.
Estudo global do BIS sugere que 50% das empresas enfrentarão problemas de serviço de dívida no próximo ano
Os programas deram novas oportunidades para empresas que padeciam de problemas de liquidez, o que foi determinante para a manutenção de empregos e do tecido produtivo. Mas mudanças nas condições de mercado associadas à crise, como mudanças tecnológicas e nos padrões de consumo e renda, e incertezas quanto à duração e formato da recuperação econômica, possibilidade de segunda onda de infecções e incertezas sobre a disponibilidade da vacina têm complicado ainda mais a situação de muitas empresas. De fato, em meio a uma crise sem precedentes como esta, pode ser difícil diferenciar iliquidez de insolvência até mesmo de empresas presumidamente sólidas antes da crise.
Parece razoável assumir que parte das empresas beneficiadas por programas públicos poderá ter problemas de solvência mais adiante, provavelmente após o fim dos períodos de graça de financiamentos emergenciais e de diferimento de pagamentos de dívidas e impostos, o que pode se transformar numa armadilha para a própria recuperação econômica. Afinal, programas emergenciais podem postergar, mas não impedir eventuais falências de empresas.
O problema é que a sobrevida daquelas empresas não é neutra e pode comprometer a competitividade de outras empresas com as quais elas fazem negócios; ser uma barreira de entrada para novas empresas e para o crescimento de empresas que entraram no mercado; dificultar o aumento da produtividade média da economia; afetar as finanças e fundos públicos de garantias; e deteriorar a qualidade das carteiras de crédito dos bancos, comprometendo balanços e requerendo aumento de provisões, o que poderia impactar a disponibilidade de recursos e o apetite de risco para novas operações de crédito mais adiante.
Estudo global do BIS sugere que 50% das empresas enfrentarão problemas de serviço de dívida no próximo ano. Não seria exagero conjecturar que esta proporção poderá ser ainda maior entre as PME da região.
Tudo isto aponta para a utilidade de se dispor de uma espécie de “chave do crédito”, que alocaria recursos para empresas de forma racional e eficiente para promover uma recuperação saudável. Mas, infelizmente, o mundo é bem mais complicado. Afinal, num contexto tão hostil como o atual, pode haver muitos falsos-positivos e falsos-negativos na identificação de debilidades e condições de sobrevivência de empresas.
O tema torna-se especialmente inquietante quando se leva em conta a realidade de grande parte das PME da região, para as quais dificuldades de acesso a crédito e a mercados e problemas de capacidades, de gestão e de deficiências tecnológicas são a norma, e não algo próprio de períodos de crise, o que sugere resiliência. Assim, os tomadores de decisão estão sendo confrontados com a difícil tarefa de pavimentar o caminho da retomada econômica ao tempo em que têm que reconhecer a difícil realidade da maioria das empresas.
O que fazer neste contexto tão complexo? Por suposto, não haveria um conjunto único de recomendações, já que medidas dependem das condições específicas de cada país, incluindo estágio da crise sanitária, espaço fiscal, sistema financeiro e instituições. Porém, há pontos de interesse geral.
Será especialmente útil avançar em métodos mais sofisticados de conhecimento e identificação de problemas das PME, de forma a lhes dar tratamento adequado de crédito. Neste sentido, bases de dados inovadoras, como as utilizadas por fintechs, por exemplo, poderiam ser empregadas como instrumentos adicionais de avaliação de crédito.
As intervenções públicas poderiam mirar na sustentabilidade da recuperação das empresas. Neste sentido, poder-se-ia condicionar o apoio de programas emergenciais à participação ativa das empresas em programas de capacitação de recursos humanos, melhoria da gestão e incorporação e uso de novas tecnologias, especialmente as associadas à transformação digital, de forma a reduzir custos e aumentar a produtividade e a competitividade.
Outras recomendações incluiriam trocas de dívidas, titularização de carteiras de PME e reformas das legislações de falência, que são, em boa parte, pouco eficientes e precipitam a quebra de empresas solventes e viáveis, mas que passam por problemas de liquidez.
Por fim, uma eventual orientação limitante de acesso a crédito que possa levar à quebradeira de PME deveria vir acompanhada de programas de renda mínima e de empregos emergenciais, de forma a mitigar o aumento do desemprego e da pobreza e gerar renda para apoiar a retomada da economia.
As boas notícias são que a crise sanitária já está sob controle em vários países, economias da região já começaram a dar sinais de recuperação e as políticas emergenciais estão dando tempo aos bancos para reforçarem as suas reservas de liquidez para fazer frente à eventuais necessidades. De tudo, uma coisa é certa: a gestão adequada e oportuna do crédito será o fator determinante para a economia voltar e se manter nos trilhos.
Fonte: Valor Econômico

Inadimplência: Como lidar com clientes nesta situação evitando a quebra de relacionamento

Podemos considerar que é bastante comum uma empresa ter que lidar com a situação de inadimplência de um cliente, principalmente no cenário econômico atual do país. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas no Brasil chegou a 67,1% em junho desde ano, o que significa que, mais do nunca, as empresas devem estar preparadas para enfrentar essa circunstância da melhor forma possível.
Nessas ocasiões, a ideia de encerrar o relacionamento com o cliente e levar a situação para o campo jurídico pode parecer a mais simples, porém, com a negociação, torna-se mais fácil a inadimplência ser quitada a curto prazo, além de estabelecer um relacionamento mais duradouro com o cliente.
Para Estácio Silva, gerente de operações da Meireles e Freitas Cobrança Digital, empresa que atua há mais de 40 anos no mercado de recuperação de recebíveis, encontrar ações para evitar o rompimento do relacionamento com o cliente é essencial. “O bom relacionamento com os clientes é um fator essencial para a subsistência de qualquer empresa, afinal, um negócio não consegue se manter sem a presença dos seus consumidores. Por isso é tão importante pensar em soluções alternativas antes da negativação”.
A seguir, apresentamos algumas maneiras de realizar esse tipo de ação, a fim de dar mais uma chance ao relacionamento empresa-cliente, abrindo mais portas para as renegociações.
Diálogo:
Esse pode ser considerado o primeiro e mais importante de todos. Não existe relacionamento efetivo sem a empresa estar aberta a ouvir o cliente. Por isso, é indispensável disponibilizar canais de diálogo, analógicos ou digitais, para que através deles o cliente tenha acesso rápido para expor sua situação e buscar regularizar os seus débitos.
Desconto por faixa de atraso:
Se antecipar é uma dica preciosa para esse cenário. Sabendo que um volume maior de inadimplentes está chegando e que teremos que cobrá-los, deixar prontos descontos pré-estabelecidos para que esse contato seja agilizado é uma boa opção, podendo ser automatizado por robôs que disponibilizam esses descontos baseados no tempo e tamanho da dívida do cliente.
Plataformas digitais:
Quanto mais formas a empresa tiver de se comunicar, negociar e receber os pagamentos dos clientes, melhor. A utilização de ferramentas, como portais, robôs e afins, além dos meios tradicionais, torna mais prático para o cliente chegar ao desconto e ao pagamento. Resolver isso em casa e de maneira prática influencia em um retorno positivo.
Ações de desconto em massa:
Uma medida prática e com bastante adesão ainda são as ações de desconto em massa para regularização de débitos, como os conhecidos “feirões de negociação”. É uma oportunidade de, em um só dia, conseguir eliminar uma expressiva porcentagem de suas dívidas. Mesmo sendo o valor mais acessível para o cliente, receber esse montante de uma vez é bastante positivo para a empresa.
Ações preventivas:
Ações digitais também são fundamentais para que o cliente esteja atento a progressão da sua dívida e das maneiras como ele pode quitá-las. Assim, a empresa deve estar em contato constante para que não aconteça do cliente esquecer a dívida. A utilização de SMS, e-mail, WhatsApp, Telegram, redes sociais facilitam esse contato. Cada perfil de cliente tem diversas possibilidades e, com uma boa análise de dados, é possível criar diversas estratégias.
A negociação da quitação de dívidas por meio dessas ações pode servir como um diferencial da empresa na percepção do seu público, preservando uma imagem positiva, além de favorecer o aumento da arrecadação. Estácio Silva afirma que aplicar essas ações ajudam a empresa a adotar uma postura de conciliação, o que facilita bastante no momento de negociação. “Com as nossas experiências conseguimos perceber que esse tipo de ação faz total diferença no momento de abordagem do cliente. É importante estarmos abertos às possibilidades de negociação para que haja um retorno positivo por parte da pessoa inadimplente”, reitera o gerente de operações.
Meireles e Freitas Cobrança Digital disponibiliza diversos tipos de tecnologia, serviços e estratégias para facilitar o contato com o seu cliente e, assim, evitar a quebra desse relacionamento valioso com a empresa. Para saber mais sobre as ações citadas nesse conteúdo, entre em contato através do (85) 99778.0071 ou via WhatsApp clicando aqui.
Fonte: Blog Televendas

CONVITE PALESTRA LGPD DIA 15 DE OUTUBRO

ASERC / SECOBESP e UNIASERC APRESENTAM:

PALESTRA SOBRE LGPD – O QUE VOCÊ PRECISA SABER A RESPEITO

O que é a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados (contextualização com a GDPR)

A necessidade da Proteção de dados

O que é dado e tratamento de dado

Princípios e Bases legais da LGPD

Impactos no RH

Sanções

Quem é o Encarregado de Proteção de Dados

A LGPD será um custo ou um investimento?

Como implantar na minha empresa.

Dando continuidade ao ciclo de palestras (iniciado com o projeto Brasil em Home Office, levada ao ar em 22/09/2020, disponível no site www.aserc.org.br e www.secobesp.org.br, através do link https://www.youtube.com/watch?v=5oyXbB2KXmM&feature=youtu.be até o dia 20/10) a ASERC, SECOBESP e UNIASERC  apresentam mais um assunto de alta importância no momento:

LGPD (Lei geral de Proteção de Dados) que será disponibilizado aos nossos associados.

DIA 15 DE OUTUBRO ÀS 10 HORAS

As inscrições podem ser feitas através dos nossos canais “home office” disponíveis tanto para empresas sindicalizadas, como associadas nos endereços abaixo.

administrativo@aserc.org.br   ou   secretaria@secobesp.org.br

Os tópicos abordados são de extremo interesse de todos e será ministrada por William França, conforme elencados no início desse convite.

  • Graduado e pós graduado em gestão de pessoas, especialista em direito do trabalho com bacharel em Direito, juiz arbitral, mediador, docente em empreendedorismo, direito do trabalho, legislação trabalhista, previdenciária, LGPD (lei geral de proteção de dados); palestrante em liderança, motivação, responsabilidade civil, relação sindical;
  • Sócio fundador do grupo de recursos humanos Naif RH. Grupo com palestras mensais para apoiar os profissionais da região entre outras atividades, instrutor de cursos profissionalizantes e consultorias para empresas com ênfase em RH e Adm de Pessoal.

PARTICIPEM!!! ESSA A MAIS UMA INICIATIVA DAS NOSSAS ENTIDADES EM BENEFÍCIO DO NOSSO SEGMENTO.

SECOBESP: O ÚNICO SINDICATO EXCLUSIVO DA CATEGORIA

ASERC : ASSOCIAÇÃO OFICIAL NACIONAL DA CATEGORIA

Sisbajud acrescenta a visão do credor à ferramenta de penhora online de ativos de devedores

Uma boa notícia para os credores: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou um novo Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) para localização e bloqueio de ativos de devedores com dívidas reconhecidas na Justiça. A novidade, que substitui o Bacenjud, criado nos anos 2000 foi, pela primeira vez, melhorada para a visão do credor.

A importância da penhora online é dada pelos números. Somente no ano passado, os bloqueios para o pagamento de credores feitos pelo Bacenjud somaram R$ 55,9 bilhões, abrangendo cerca de 18 milhões de decisões judiciais. Do total bloqueado nas contas dos devedores, R$ 31,2 bilhões se transformaram em depósitos judiciais para o pagamento a credores. Como a nova ferramenta, o valor deve ser muito maior, uma vez que agora o Poder Judiciário pode requisitar para o Banco Central informações detalhadas de extrato de conta corrente. É um avanço imenso, pois antes apenas o saldo podia ser consultado.

Outras funcionalidades incluídas foram os bloqueios de investimentos, de poupança e de aplicações financeiras. O juiz pode, ainda, emitir uma ordem para as instituições financeiras e demais empresas que estão sob o controle do Banco Central para conseguir informações como cópia de abertura de conta corrente e investimento, fatura do cartão de crédito, contratos de câmbio, cópia de cheques e extratos e do PIS e FGTS.

Entram ainda nessa conta os ativos mobiliários como títulos de renda fixa e ações nas quais a pessoa física ou jurídica investiu como, por exemplo, cotas de investimentos, clubes de investimentos em quaisquer ativos e derivativos. O sistema não inclui a busca de imóveis e veículos, ou seja, não estão incluídos bens e direitos que não estejam sob o controle do Banco Central.

Importante ressaltar que isso só é feito quando a dívida e o valor da dívida forem reconhecidos pelo poder judiciário ou por decisão irrecorrível.

O Sisbajud chega em uma boa hora. A nova ferramenta promete aumentar a confiança no poder judiciário e reduzir a insegurança jurídica ligada ao risco dos negócios. Hoje, investir no Brasil é muito ruim, pois a maioria das aplicações depende de cobrar dividas. O processo demorava muito e o Poder Judiciário não tinha ferramenta atualizada.

Agora, a nova ferramenta promete trazer mais dinheiro circulando na economia e consegue colocar o devedor numa posição vantajosa, ainda que contra a sua vontade. Após os tramites judiciais, seus ativos são bloqueados ou penhorados e transformados em quitação da dívida existente. Após o pagamento, o devedor volta a ter crédito mais barato no mercado, o que é bom para movimentar a economia. Para o credor, isso é excelente, pois, a maioria dos devedores se desinteressa de pagar as dívidas em pouco tempo porque achou outras formas de pegar crédito no mercado.

Fonte: Blog Televendas

Vendas de carteiras devem aumentar no próximo ano

Executivos do setor preveem que o volume de ativos cedidos por bancos e varejistas, que costuma ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões, pode até dobrar

Empresas de recuperação de crédito preveem um salto no total de carteiras colocadas à venda no mercado em 2021, quando a inadimplência tende a subir. Executivos do setor preveem que o volume de ativos cedidos por bancos e varejistas, que costuma ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões, pode até dobrar.

A perspectiva de mais negócios atrai novos competidores. A europeia Intrum, que já vinha atuando no Brasil na recuperação de créditos imobiliários, vai entrar na disputa por operações no mercado de consumo. A companhia lançou um piloto nessa área e reservou € 20 milhões para a compra de carteiras no país no próximo ano.

“O crédito imobiliário não deve sofrer tanto porque tem taxas mais baixas e é de longo prazo. Mas a inadimplência nas linhas mais ligadas a consumo, como cartão e cheque especial, vai aumentar”, diz Ulisses Rodrigues, contratado para comandar a Intrum Brasil. “É nisso que a gente vai focar.”

A unidade brasileira, que tem cerca de R$ 2 bilhões sob gestão, é a primeira da Intrum fora da Europa. Ainda que o mercado local de recuperação de crédito seja pequeno, a escala e os retornos oferecidos no país são atrativos, segundo o executivo. “A grande massa de devedores está na parte de baixo da pirâmide. Quando parar o pagamento do auxílio emergencial, [a inadimplência] vai explodir.”

Os bancos esperam um aumento das operações em atraso entre o fim deste ano e o começo do próximo – à medida que as prorrogações de contratos oferecidas aos clientes forem encerradas – e já constituíram provisões para se proteger. “O orçamento de 2021 vai ser mais difícil para os bancos”, afirma Alexandre Nobre, sócio da RCB.

De acordo com o executivo, as vendas de carteiras pelas instituições financeiras estão represadas por causa da crise e é possível que terminem este ano muito abaixo do patamar habitual. “Se chegarem a R$ 12 bilhões, é muito.”

Embora os bancos sejam os vendedores mais tradicionais de carteiras em atraso, a crise tem levado companhias de outros setores a cogitar essa possibilidade. “As empresas têm ativos para oferecer e precisam de caixa”, diz o presidente da Recovery, Wagner Sanches.

De acordo com o executivo, houve aumento de quatro vezes no número de companhias procurando a Recovery nos últimos meses para falar sobre vendas de carteiras. Entre elas, estão bancos digitais e varejistas, mas também nomes de segmentos menos tradicionais nesse mercado – como companhias de educação e de serviços.

Sanches estima em quase R$ 1 trilhão o volume de ativos em atraso nos bancos e em companhias não financeiras. No Brasil, apenas uma fração disso é oferecida ao mercado, mas o executivo avalia que a pandemia levará a uma mudança de comportamento, já que as empresas precisarão manter o foco em suas atividades principais para sair da crise.

No setor financeiro, a expectativa é que os bancos digitais comecem a negociar no mercado suas carteiras em atraso e que os bancos de médio porte coloquem à venda operações de pequenas empresas, atingidas pela crise.

Embora os grandes bancos sejam controladores das principais empresas de recuperação de crédito, algumas instituições financeiras também optaram por reforçar suas áreas internas de cobrança. O Itaú Unibanco, dono da Recovery, anunciou em junho a criação de uma diretoria-executiva de crédito e cobrança, comanda por Marcos Magalhães, ex-presidente da Rede.

Fonte: Valor Economico

Número de inadimplentes cresceu em novembro de 2019

O total de inadimplentes, pessoas com contas em atraso, ficou em 63,8 milhões em novembro de 2019, ante 62,6 milhões registrados em igual mês de 2018. Os dados foram divulgados hoje (21) pela Serasa Experian.

Em novembro de 2019, o número de contas não pagas ou atrasadas chegou a 226,6 milhões, uma relação de 3,5 contas por CPF. Em novembro de 2018, o total era de 234,4 milhões, o que representava 3,7 contas por CPF.

As dívidas negativadas podem gerar a inclusão do nome da pessoa inadimplente em listas mantidas por instituições de proteções de crédito, como Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa, o que impede a obtenção de empréstimos e financiamentos.

Total de inadimplentes no país fica em 63,8 milhões em novembro

Dos sete estados da Região Norte, três apresentam índices elevados de inadimplência.

No Amazonas, mais da metade da população, 55,7%, não conseguiu deixar as contas em dia, em novembro de 2019. A condição de inadimplente também englobava metade dos habitantes de Roraima e 49,4% dos residentes do Amapá. Os estados que ostentavam os três melhores índices eram Piauí (33,2%), Rio Grande do Sul (34,7%) e Santa Catarina (34,8%).

Contas

De acordo com o Serasa Experian, a quitação de contas de serviços de telecomunicação, como de internet e telefone, foi o que mais colaborou para o resultado apurado. Esse setor fechou novembro de 2019 com uma redução de 2,4 pontos percentuais na taxa de inadimplência.

Já as dívidas com bancos e cartões, que permaneciam em aberto, eram a maioria, representando 28,1% do total, com variação positiva de 0,6 ponto percentual, ante novembro de 2018.

No setor de serviços, constatou-se a mais alta variação, de 0,8 ponto percentual. Nesse caso, as contas atrasadas respondiam por 9,4% do total registrado em novembro de 2019.

O economista do Serasa Experian Luiz Rabi disse que os números sinalizam que as pessoas inadimplentes começaram a organizar seus débitos, aproveitando, principalmente, as últimas ações de feirão de renegociação. Para ele, mais pessoas deixarão essa condição, gradualmente, nos próximos meses.

Fonte: Agencia Brasil

BRASIL EM HOME OFFICE ESTA DISPONOVEL NO YOUTUBE

BRASIL EM HOME OFFICE

Dia 22/09/2020 foi ao ar pelo Youtube a palestra sobre o tema ” Aprendendo a viver e trabalhar no novo normal”, em que o palestrante MARIO PERSONA apresentou de uma forma bem objetiva as situações que deverão ser ponderadas, na adoção ou não dessa modalidade de trabalho, inclusive olhando pelo lado dos funcionários das empresas.

Obviamente que outras ponderações de caráter legal trabalhista e fiscal deverão ser pensadas, mas o que se procurou pintar, e ele o fez com excelência, foi, até por experiência própria, o que parece ser uma nova forma de trabalho e, que se viu, não é tão nova assim.

A ASERC / SECOBESP acompanhando o andamento da nova realidade está procurando informar e participar da análise das novas tendências para estarmos preparados para buscar e atender o melhor para os interesses do segmento.

SE VOCÊ NÃO VIU, NÃO PERCA.!!!

Essa palestra ficará disponível, somente através do link  https://youtu.be/5oyXbB2KXmM no site da ASERC ( www.aserc.org.br ) e no site do SECOBESP ( www.secobesp.org.br ), até dia 20/10/2020.

Taxas de juros de empréstimos diminuíram em agosto

Balanço produzido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) indica que as taxas de juros de operações de crédito apresentaram queda, em agosto. Os principais fatores atribuídos à redução são a diminuição da taxa básica de juros (Selic) e a redução de depósitos compulsórios.

Segundo o diretor executivo Miguel Ribeiro de Oliveira, que assina o relatório, também é possível relacionar o cenário a aportes destinados pelo governo federal para o pagamento de folhas de empresas de pequeno e médio portes. Ele ainda destaca a renegociação de dívidas com juros menores e a redução de juros para não agravar ainda mais o quadro de inadimplência e solvência das empresas e pessoas físicas.

Entre março de 2013 e agosto de 2020, constatou-se uma redução da Selic da ordem de 5,5 pontos percentuais (redução de 72,41%). A taxa passou de 7,25% ao ano, em abril de 2013, para 2% ao ano, em agosto de 2020.

De acordo com a análise, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,65 ponto percentual no ano). O valor corresponde a uma redução de 0,53% no mês (0,70% em doze meses). A variação foi de 5,62% ao mês (92,73% ao ano), em julho, para 5,59% ao mês (92,08% ao ano), em agosto. Trata-se da menor taxa de juros registrada desde novembro de 2013.

Já a taxa de juros para pessoa jurídica foi reduzida em 0,04 ponto percentual no mês (0,66 ponto percentual no ano), correspondente a uma redução de 1,35% no mês (1,57% em doze meses). Em julho de 2020, era de 2,97% ao mês (42,08% ao ano), caindo para 2,93% ao mês (41,42% ao ano) em agosto, quando atingiu o menor nível da série histórica.

Fonte: Agencia Brasil

Inadimplência vai explodir em 2021, diz nova gestora de crédito

A empresa sueca de recuperação de crédito Intrum montou um escritório no Brasil e já tem R$ 2 bilhões em dívidas sob administração, disse o presidente da Intrum no Brasil, Ulisses Rodrigues.

Jeff Hoberman, fundador e controlador da Recovery em 2000, empresa de recuperação comprada pelo Itaú Unibanco em 2016, foi o responsável por trazer a Intrum para o o Brasil. Hoberman é o presidente do conselho da nova empresa e recrutou Rodrigues em abril de 2020. Rodrigues já havia atuado no mercado de cobrança antes, como responsável pela operação da Credigy no país entre 2004 e 2017. A equipe total tem cerca de 30 pessoas.

“A inadimplência vai explodir em 2021 e o mercado vai precisar de liquidez. Queremos estar prontos para essa oportunidade”, disse Rodrigues em entrevista. A Intrum vai se concentrar em comprar créditos de pessoas físicas, em particular financiamento ao consumo e crédito imobiliário, vendidas por bancos e incorporadoras.

Os bancos brasileiros têm adotado várias “medidas de contenção” para o avanço da inadimplência, o que tem retardado o aumento dos índices, afirma Rodrigues. Desde o começo da crise, as grandes instituições financeiras renegociaram dívidas de clientes ou congelaram parcelas por alguns meses, o que atrasa a entrada desses créditos em inadimplência.

No Santander Brasil, por exemplo, a inadimplência acima de 90 dias da pessoa física de junho estava menor do que em dezembro — caindo de 4% para 3,5%. No Bradesco, o índice ficou praticamente estável.

Fonte: Paraíba Total

A covid-19 vai pôr fim ao dinheiro?

O papel-moeda vem perdendo força como mecanismo de pagamento

Quatro anos atrás, Kenneth Rogoff, um ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma defesa enfática da extinção gradual do papel-moeda. Em seu livro “A maldição do dinheiro”, Rogoff argumentou que o grande volume de papel-moeda em circulação, especialmente de cédulas de valor elevado, facilita a evasão fiscal e alimenta o tráfico de drogas – em toda a cadeia de fornecimento: um estudo britânico de 1999 constatou que apenas quatro de 500 notas testadas em Londres não tinham vestígios de cocaína.

Além do mais, a existência do dinheiro limita a política monetária. É mais difícil para os bancos centrais implementar taxas de juros negativas quando os investidores possuem a alternativa de manter um cofre cheio de notas de US$ 100. Isso pareceu um ponto obscuro para alguns na época, mas a crise de covid-19 colocou de uma maneira resoluta os juros negativos na agenda política de vários países, embora ainda não nos Estados Unidos.

No futuro previsível, viveremos num tipo de sistema de pagamentos de economia mista. O papel-moeda continuará exercendo sua função, embora mais modesta do que no passado, juntamente com uma variedade de cartões e transferências digitais diretas

Desde as anotações de Rogoff, o papel-moeda vem perdendo força como mecanismo de pagamento. Na Suécia, por exemplo, o fim da coroa no papel parece estar à vista. O sistema de pagamentos móveis Swish domina o cenário de notas de pequenas denominações. Como sabe qualquer pessoa que recentemente tentou comprar uma cerveja em Estocolmo, você continuará com sede se tudo que tiver for uma carteira cheia de dinheiro.

E a crise de covid-19 está dando às pessoas mais um motivo para ficarem longe das cédulas de papel. É de conhecimento público que o vírus pode ser transmitido pelo manuseio de dinheiro, o que está levando muitos estabelecimentos comerciais a colocarem avisos “no cash”. Em minha cidade, até mesmo a van que faz entrega de “fish and chips” agora só aceita cartão sem contato. Na verdade, há pouca ou nenhuma validade nessa história de terror. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já disse que não há evidências de que as cédulas de dinheiro transmitem o coronavírus. O vírus tem a mesma duração nos cartões de plástico e Christine Tait-Burkard, uma especialista em doenças infecciosas da Universidade de Edinburgo, diz que o dinheiro não é um vetor da doença, “a menos que alguém espirre numa cédula”.

Mas o dano está feito e no primeiro mês da crise o uso de papel-moeda no Reino Unido caiu mais de 60%. Os volumes transacionados caíram à metade. Uma pesquisa mostrou que quase 75% dos participantes disseram que pretendem usar menos papel-moeda no futuro.

Essa tendência, que vem se repetindo em todo o mundo desenvolvido, deu um empurrão adicional às atividades bancárias digitais e aos provedores não bancários de sistemas de pagamento. Apple Pay e PayPal estão se saindo bem. Os “neobanks fintechs” continuam ampliando suas bases de usuários, embora muitos questionem se eles já encontraram um modelo de negócios sustentável. A libra, a moeda do Facebook, ainda não decolou, com seus defensores tentando convencer as autoridades reguladoras de que seu modelo é seguro e alinhado aos protocolos de combate à lavagem de dinheiro.

O maior declínio do papel-moeda também vem dando um ímpeto maior ao trabalho dos bancos centrais sobre as moedas digitais. Por meio das cédulas, cidadãos e empresas há séculos conseguem ter uma ação direta sobre o banco central. Se o papel-moeda desaparecesse, isso não seria um argumento a favor da moeda digital de um banco central, seja no atacado, no varejo ou ambos?

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) informa que vários bancos centrais estão considerando ativamente a introdução da moeda digital, embora nenhum deles tenha mergulhado nisso de cabeça até agora. O Riksbank da Suécia poderá ser o primeiro, com a coroa eletrônica pronta para ser lançada.

Portanto, isso é um adeus para o dinheiro na mão? Será que até mesmo a “greenback” vai morrer?

A resposta não é tão clara. Em primeiro lugar, embora o número de transações realizadas por transferências de dinheiro esteja de fato caindo, até mesmo no segmento inferior, o volume de dinheiro em circulação na verdade continua aumentando em muitos países. Desde o fim do ano passado, segundo o BIS, o valor da moeda em circulação aumentou 8% na Itália e 7% nos EUA. A manutenção de dinheiro por precaução aumentou. Não são apenas os traficantes de drogas e evasores fiscais que veem a atração do dinheiro como reserva de valor e que valorizam a privacidade. Entre as maiores economias, apenas a China começou a ver um declínio absoluto na relação de moeda física sobre o PIB.

Há também sinais de uma reação política contra a retirada das facilidades de manuseio de dinheiro. Nova York, San Francisco e o Estado de Nova Jersey proibiram os comerciantes de recusar pagamentos em dinheiro. No Reino Unido, o governo publicou uma análise “acesso ao dinheiro”, em que recomenda a manutenção obrigatória de um grande número de terminais de autoatendimento (ATMs) muito embora sua utilização venha caindo bastante.

Em resumo, pode ser cedo demais para se escrever o obituário da Cédula de Dólar. A demanda por seus serviços é vigorosa. Pode fazer sentido para os bancos centrais oferecer serviços digitais para não-bancos, talvez em parte para evitar a perda dos rendimentos de senhoriagem, que enriqueceriam o Facebook, em vez dos governos, num mundo dominado pela libra. Mas a menos que os bancos centrais também queiram entrar no negócio de alocação de crédito, eles vão querer evitar a desintermediação em grande escala do sistema bancário.

Suspeito que, no futuro previsível, viveremos num tipo de sistema de pagamentos de economia mista. O papel-moeda continuará exercendo sua função, embora mais modesta do que no passado, juntamente com uma variedade de cartões e transferências digitais diretas. (Tradução de Mário Zamarian)

Fonte: Valor Economico