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Brasileiro não consegue pagar gastos de início do ano com o que ganha

Cresce, porém, número dos que poupam dinheiro para tais despesas, diz pesquisa

Apenas 9% dos brasileiros dizem que têm condições de pagar as despesas sazonais do início do ano com o próprio rendimento, mostra levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento considera despesas como o pagamento dos impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do material escolar. De acordo com a pesquisa, 11% dos entrevistados não fizeram planejamento financeiro para pagar tais compromissos neste início de ano.

Foram entrevistadas 804 pessoas de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Cresceu, por outro lado, o percentual de consumidores (21%, em 2017, para 31% em 2018) que juntaram dinheiro ao longo do ano passado para arcar com essas despesas típicas deste período. Um terço dos entrevistados disse ter guardado ao menos uma parte do13º salário para cobrir esses gastos, enquanto 24% abriram mão das compras de natal para economizar.

O levantamento aponta ainda que 19% fizeram algum bico ou trabalho extra para aumentar a renda e honrar esses compromissos.

Simulação

Para saber a melhor forma de pagar os impostos do início do ano, à vista com desconto ou parcelado, a CNDL e o SPC fizeram uma simulação. As entidades destacam que, para saber o que é mais vantajoso, é preciso avaliar se o desconto oferecido é maior do que o valor que esse dinheiro renderia caso estivesse em alguma aplicação financeira de fácil resgate. Cada estado e município têm regras próprias.

A simulação mostra que, no caso do IPVA, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde o imposto pode ser dividido em até três pagamentos, a quitação à vista tende a ser mais vantajosa. O desconto oferecido é de 3%.

Considerando um valor hipotético de R$ 1.200, o desconto resultaria em um abatimento de R$ 36 se fosse pago de uma única vez. Se a escolha fosse investir o valor do IPVA e sacar as parcelas a cada vencimento, o rendimento final seria de R$ 6, considerando uma aplicação com juros de 0,5% ao mês, equivalente a investimentos de renda fixa.

Fonte: Exame.com

Somente 9% dos brasileiros conseguem pagar despesas de início de ano com o que recebem, mostra levantamento da CNDL/SPC Brasil

Por outro lado, 31% dos consumidores juntaram dinheiro ao longo do ano para quitar tributos, como IPTU e IPVA. Simulação do SPC Brasil mostra que pagamento à vista é, em geral, mais vantajoso do que parcelamento

Passada a euforia das compras de Natal e das comemorações do Réveillon, o mês de janeiro é um período de reflexão, que exige do consumidor muito planejamento para não começar o ano com as finanças desajustadas. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que apenas 9% dos brasileiros dizem ter condições de pagar as despesas sazonais do início de ano, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e material escolar, com os próprios rendimentos. A pesquisa ainda mostra que 11% dos entrevistados não fizeram qualquer planejamento financeiro para pagar esses compromissos neste início de ano.

A boa notícia é que cresceu o percentual de consumidores que juntaram dinheiro ao longo do último ano para arcar com essas despesas sazonais, saltando de 21% em 2018 para 31% em 2019. Há ainda 31% de entrevistados que garantem ter guardado ao menos parte do décimo terceiro salário para cobrir os gastos, ao passo que 24% decidiram abrir mão de compras no Natal passado para sobrar recursos. O levantamento também descobriu que 19% fizeram algum bico ou trabalho extra para aumentar a renda e conseguir honrar esses compromissos.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, para começar 2019 com a saúde financeira em dia é preciso que o consumidor mantenha a disciplina nos gastos e monte um planejamento. “O mês de janeiro concentra muitas despesas como viagens de férias, parcelas remanescentes das compras de Natal e despesas de impacto considerável para o orçamento, como IPTU, IPVA e aquisição de material escolar. O recomendável é que o consumidor já tenha traçado no final do ano passado um planejamento das suas despesas sazonais, separando mensalmente uma quantia para essa finalidade. Mas quem ainda não teve tempo ou nem pensou nisso, precisa agilizar a organização para não passar sufoco”, alerta a economista.

Um dado que sinaliza como o orçamento do consumidor tende a ficar pressionado neste início de ano é que, em média, os consumidores que dividiram o pagamento dos presentes de Natal devem terminar de quitar as prestações somente entre os meses de abril e maio, segundo levantamento do SPC Brasil, fato que exige ainda mais disciplina para não atrasar o pagamento de tantas despesas. 

Simulação mostra que pagar impostos de uma vez é mais vantajoso do que optar pelo parcelamento

Pagar os impostos de início de ano à vista ou parcelado? Na avaliação da economista Marcela Kawauti, para quem já possui uma reserva financeira, o ideal é quitar de uma vez o pagamento do IPTU e do IPVA, assim o consumidor se livra dessas despesas e fica com orçamento menos pressionados nos meses seguintes. “Mas é preciso tomar cuidado para que o consumidor não fique sem reserva nenhuma ao usar todo o dinheiro que possui guardado para honrar esses compromissos, pois caso surjam imprevistos como desemprego ou doença, ele terá de recorrer a alguma reserva em vez de se endividar com empréstimos”, alerta a economista.

Para quem quiser avaliar se o desconto no pagamento à vista é mais vantajoso do que o parcelamento, o consumidor deve fazer um cálculo criterioso. O primeiro passo é avaliar se o desconto oferecido é maior do que o valor que esse dinheiro renderia caso estivesse em alguma aplicação financeira de fácil resgate. Lembrando que cada Estado e município tem suas próprias regras de desconto e é preciso ficar atento a essas diferenças.

No caso do IPVA, que pode ser parcelado em até três vezes em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o pagamento à vista tende a ser mais vantajoso. Nesses três Estados o desconto oferecido no pagamento único é de 3%. Isso significa que, um pagamento hipotético de R$ 1.200 resultaria em um abatimento de R$ 36 se fosse pago de uma única vez. Por outro lado, se o consumidor investisse o valor do tributo e sacasse as parcelas a cada vencimento, o rendimento final seria de apenas R$ 6, considerando uma aplicação com juros de 0,5% ao mês, como é o caso de alguns investimentos de renda fixa, que superam a poupança.
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Fonte: Segs

Bradesco prepara entrada no crédito de imóvel na planta em 2019

O Bradesco prepara seu ingresso no mercado de “crédito associativo”, modalidade na qual o financiamento do imóvel é feito ainda na planta e não somente após a conclusão da obra. A ideia do banco é começar a explorar esse mercado a partir do início próximo ano. Depois de estudar o segmento ao longo deste exercício, o Bradesco já teria alguns projetos no radar para dar o pontapé nessa linha. Na semana passada, o Santander Brasil anunciou, em parceria com a MRV, sua entrada no crédito associativo. O banco tem apetite para construir uma carteira da ordem de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão no primeiro ano de atuação. A modalidade é vista pelas construtoras como a segurança que faltava para retomarem com mais fôlego os lançamentos. Já do lado dos bancos privados, ainda havia receio quanto ao risco da linha, uma vez que a garantia na concessão do financiamento não estava consolidada. Teme-se uma inadimplência mais alta do que a do crédito imobiliário tradicional.

Ampliou o leque. A chegada dos bancos privados aumenta o número de competidores que explora o crédito associativo no Brasil. Até então, somente a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil atuavam nessa linha, por meio do financiamento de imóveis enquadrados nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida (MCMV). Procurado, o Bradesco confirmou as informações. O Itaú, questionado sobre seu interesse em atuar em crédito associativo, informou que sempre avalia oportunidades no segmento de financiamento imobiliário, mas que não tem planos de disponibilizar essa modalidade no curto prazo.

Fonte: Blog Televendas

Credor colaborador: uma opção para receber dívidas

Uma alternativa para as empresas que têm valores a receber de entidades que entram em recuperação judicial é de se tornar, nos termos do Plano de Recuperação oferecido, seu “credor colaborador”. Segundo Letícia Martins de França, sócia do Departamento de Contencioso e Arbitragem da ABA, nesses casos, o objetivo é participar das atividades da empresa em dificuldade para receber antes e/ou um maior valor do que receberia sem tomar essa providência.

Para isso, no entanto, é preciso analisar cuidadosamente o Plano de Recuperação Judicial, que esclarece como a companhia será reestruturada e, principalmente, como os credores serão pagos. “O que costuma assustar são os prazos de carência para a quitação da dívida. Os recebimentos começam após cerca de dois anos e, o que é pior, com uma redução significativa do valor (deságio), além dos longos prazos de parcelamento que chegam a 30 anos”, explica Letícia Martins de França.

Como funciona

Com o deságio e os longos prazos, o credor recebe uma parte reduzida dos créditos. Tradicionalmente, a regra prevê o pagamento prioritário das dívidas trabalhistas, depois aquelas com garantia real e, somente depois, o restante.

Aqui entra a figura do credor estratégico, grupo que, anteriormente, poderia ser formado apenas por bancos financiadores e fornecedores, e que hoje é aberto aos outros tipos de credores que servem de apoio para a empresa em recuperação judicial. Diversas decisões judiciais admitem a inclusão dos clientes da empresa em questão, por exemplo. São clientes que se dispõem a continuar os negócios com a empresa em crise financeira, com o benefício de receber o pagamento dos seus créditos antecipadamente e, ainda, com deságio menor e em menos parcelas.

Fonte: Blog Televendas

Simples Nacional: As principais mudanças e as novas atividades de 2019

O ano novo já chegou e a consultas acerca das principais mudanças no Simples Nacional 2019 já estão aumentando. Afinal, o número de empresas enquadradas nesse regime tributário é enorme. E claro, todo ano algumas mudanças são feitas, forçando os empresários e profissionais contábeis a estarem sempre atentos a todas as novidades.

Para lhe ajudar a conhecer as principais mudanças no Simples Nacional 2019, criamos um pequeno guia que elenca os pontos mais importantes. Com isso, você terá uma ideia clara de todas as alterações e de como elas poderão afetar o seu negócio. Portanto, não deixe de acompanhar até o fim. Vamos começar?

Os objetivos do Simples Nacional 2019

Para quem ainda não se aprofundou no estudo desse regime tributário, é sempre bom explicar como ele funciona. Nesse caso, podemos considerar o Simples Nacional como uma forma de tributação mais descomplicada (na teoria), cujo objetivo é agilizar os processos e simplificar a cobrança de impostos de todas as empresas que recebem até R$ 4,8 milhões por ano.

No caso do Simples Nacional 2019, os objetivos permanecerão os mesmos. Contudo, como sempre gostamos de destacar, o Simples não é tão simples quanto indica a teoria. Dizemos isso, pois esse regime tributário deve ser muito bem estudado, já que ele possui uma série de tabelas e anexos. E, óbvio, cada um desses elementos possui suas regras, alíquotas, etc.

Ademais, é por esse motivo que sempre destacamos a necessidade da realização de um bom planejamento tributário no início do ano. Com esse planejamento, é possível avaliar as opções e verificar se o Simples Nacional é realmente a alternativa que fará o seu negócio pagar menos impostos.

Portanto, todo regime tributário tem as suas particularidades, o que faz com que a necessidade de encontrar um contador capaz de realizar um bom planejamento tributário aumente ainda mais. Pense bem: você não gostaria de pagar menos impostos, dentro da lei?Então, esse é o objetivo de um bom planejamento tributário e, sem dúvidas, um contador de qualidade conseguirá lhe ajudar nesse sentido.

As principais mudanças no Simples Nacional 2019

Agora que já falamos sobre o Simples Nacional e seus objetivos, podemos falar sobre as mudanças que chegarão com a virada do ano. Felizmente, o Simples Nacional 2019 passou por menos mudanças do que no ano passado. De qualquer forma, algumas dessas alterações podem impactar muitos negócios.

Para começar, uma das principais mudanças no Simples Nacional 2019 foi a diminuição do número de tabelas. No ano passado, o número havia sido reduzido para seis. Neste ano, teremos apenas cinco. Confira quais são elas:

  • Comércio;

  • Indústria;

  • Receitas de locação de bens e prestação de serviços relacionados no parágrafo 5º – B, D, E, F do art. 18 da Lei Complementar nº 123;

  • Receitas de prestação de serviços relacionados no parágrafo 5º – C, do art. 18 da Lei Complementar nº 123;

  • Receitas decorrentes de prestação de serviços relacionados no parágrafo 5º – I, do art. 18 da Lei Complementar nº 123.

Além disso, as mudanças no Simples Nacional 2019 também têm como destaque uma diminuição nas alíquotas de cada anexo e nas faixas de renda.

O Simples Nacional 2019 terá novas atividades

Como costuma acontecer a cada novo ano, a lista de atividades que permitem o enquadramento no Simples Nacional foi atualizada. Desse modo, um novo grupo de negócios poderá optar pelo regime tributário. Confira a lista:

  • Indústria ou comércio de bebidas alcoólicas: micro e pequenas cervejarias, micro e pequenas vinícolas e afins. (Desde que não produzam ou comercializem no atacado);

  • Serviços médicos: atividades de medicina, enfermagem, medicina veterinária, odontologia, psicologia, psicanálise, etc.

  • Representação comercial e outros serviços relacionados à intermediação de negócios e serviços de terceiros: auditoria, economia, consultoria e afins.

Novamente, é sempre bom lembrar que, apesar de o Simples Nacional parecer ser atrativo, é imperativo avaliar minuciosamente as projeções tributárias para saber se, na prática, esse regime tributário será melhor para o seu negócio. Isto é, antes de ingressar no Simples Nacional, faça o possível para verificar se essa é realmente a melhor escolha.

E os parcelamentos no Simples Nacional 2019?

Para encerrar, é bom ressaltar que, dentre as mudanças do Simples Nacional 2019, a possibilidade de fazer mais parcelamentos é, sem dúvidas, uma das alterações mais atrativas. Assim, caso o seu negócio esteja com problemas financeiros, será possível refinanciar os débitos e organizar o seu orçamento.

Obviamente, é sempre importante realizar os devidos estudos de forma prévia. Com isso, será possível garantir que os parcelamentos possam realmente ser benéficos para o seu negócio. Enfim, nesse caso, não haverá jeito melhor do que organizar as contas e avaliar os mais diversos cenários.

Aliás, se quiser uma ajudinha para montar o seu orçamento anual, não deixe de baixar (de forma gratuita) o nosso eBook: Planejamento Anual Crie o seu Orçamento e mude o rumo do seu negócio. Com ele, você terá uma série de dicas e uma planilha interessante para lhe ajudar com as contas. Não deixe de conferir!

Atenção ao Simples Nacional 2019

Neste post, apresentamos as principais mudanças no Simples Nacional 2019. Como pôde perceber, algumas alterações podem impactar o seu negócio de forma relevante. Por isso, é sempre importante prestar bastante atenção às mudanças, regras, etc.

Neste post, apresentamos as principais mudanças no Simples Nacional 2019. Como pôde perceber, algumas alterações podem impactar o seu negócio de forma relevante. Por isso, é sempre importante prestar bastante atenção às mudanças, regras, etc.

Fonte: Jornal Contabil

Custo de vida na região metropolitana de São Paulo sofre queda de 0,36% em novembro, a maior do ano

De acordo com a FecomercioSP, segmento de transporte foi o principal responsável pela desaceleração do custo de vida

Após duas altas consecutivas, o custo de vida na região metropolitana de São Paulo caiu 0,36% em novembro, a maior queda de 2018. Contudo, no acumulado do ano, o indicador registrou variação positiva de 3,14%, e nos últimos 12 meses, a elevação foi de 3,91%. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Entre as nove categorias que compõem o indicador, quatro sofreram variação negativa em novembro. Destaque para transporte (-0,78%), que, ao contrário de outubro, quando apontou a maior alta, desta vez foi a principal contribuição de baixa no resultado no mês. Contudo, de janeiro a novembro, acumulou variação positiva de 3,06%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,87%.

O segmento de saúde também influenciou na queda do custo de vida, com baixa de 0,90%. No acumulado de 2018, apontou altas de 2,60% e de 3,09% (nos últimos 12 meses). O grupo ficou abaixo da média geral dos preços para ambos os períodos.

Na segmentação por renda, as classes A e B foram as que menos sentiram o recuo dos preços em novembro, encerrando o mês com quedas de 0,08% e 0,26%. As classes D e E foram as mais favorecidas em novembro, com recuos de 0,59% e 0,53%, respectivamente.

IPV

O Índice de Preços no Varejo (IPV) sofreu queda de 0,80% em novembro, o maior recuo desde julho deste ano. Contudo, no acumulado do ano, houve alta de 2,67%, e nos últimos 12 meses, apontou acréscimo de 3,37%. No mesmo período de 2017, os preços dos produtos mostravam uma alta média de 1,59%.

Dos oito segmentos que compõem o IPV, cinco encerraram o mês com queda em seus preços médios no comparativo com outubro: transportes (-1,29%); saúde e cuidados pessoais (-2,13%); alimentação e bebidas (-0,65%); vestuário (-0,52%); e educação (-0,04%).

Ao contrário de outubro, o segmento de transportes foi o principal responsável pela baixa dos preços em novembro (-1,29%). No entanto, no acumulado em 12 meses, apontou alta de 6,12%. Em 2018, verificou-se acréscimo de 4,8%. Destaques para os subgrupos automóvel novo (-0,64%); óleo lubrificante (-0,40%); acessórios e peças (-2,85%); pneu (-0,29%;, gasolina (-3,72%); e óleo diesel (-0,07%). A assessoria econômica da FecomercioSP já havia alertado sobre o recuo nos preços dos combustíveis nos meses anteriores, em virtude dos anúncios da Petrobras de redução no preço do componente energético.

O grupo de saúde e cuidados pessoais também sinalizou preços mais baixos em novembro, com queda de 2,13%. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1,29%. No acumulado de 2018, a baixa foi de 1,47%. Os principais destaques foram vistos em analgésico e antitérmico (-0,21%); vitamina e fortificante (-1,93%); hormônio (-1,85%); psicotrópico e anorexígeno (-0,49%); produto para pele (-11,97%); produto para unha (-1,60%); perfume (-7,08%); sabonete (-2,18%); e artigos de maquiagem (-6,14%).

Na segmentação do IPV por faixa de renda, as classes D e C foram as mais beneficiadas, com recuos de 0,91% e 0,86%, respectivamente. Já as classes E e B terminaram, ambas, em novembro com baixa de 0,76%.

IPS

O Índice de Preços de Serviços (IPS) subiu pelo terceiro mês consecutivo, com leve alta de 0,10% em novembro. No acumulado dos últimos 12 meses, os serviços obtiveram variação positiva de 4,46%. No acumulado de 2018, houve uma elevação de 3,61%. Considerando os dados de 2017, o indicador apontou aumentos de 0,58% no mês e de 5,58% nos últimos 12 meses, findos em novembro do ano passado.

Dos oito segmentos que compõem o IPS, apenas habitação registrou recuo (-0,87%) em novembro ­– a principal influência foi a queda de preço na energia elétrica residencial de 5,32%. Contudo, nos últimos 12 meses, habitação obteve acréscimo de 4,71%, e, em 2018, a alta foi de 4,73%. Por outro lado, comunicação e educação se mantiveram estáveis em comparação a outubro. Os outros seis grupos encerraram com variação positiva em seus preços médios.

O segmento de alimentação e bebidas foi o principal a puxar a alta dos preços, com aumento de 1% em novembro. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apontou acréscimo de 4,82%, e, em 2018, a alta foi de 3,22%. Os subgrupos que se destacaram foram: refeição (1,21%); lanche (0,31%); café da manhã (1,26%); refrigerante e água mineral (0,62%); cerveja (0,92%); e doces (0,68%).

Na segmentação do IPS por faixa de renda, as classes A e B foram as que mais sentiram as variações, com altas de 0,36% e 0,19%, respectivamente. Já para as classes E e D, o IPS apontou decréscimos de 0,18% e 0,12%, consecutivamente.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, influenciado pelo preço dos produtos, o custo de vida na cidade de São Paulo caiu em novembro. Entretanto, mesmo com a desaceleração dos preços médios, ainda há alta real de preços em grupos que são essenciais para o orçamento familiar (alimentação, habitação, transportes e educação), e isso restringe, inevitavelmente, a renda das famílias de renda mais baixa.

Segundo a Entidade, ainda é esperado alguma pressão nos preços dos alimentos em dezembro, principalmente por haver uma procura maior por itens importados que são utilizados nas festividades de fim do ano, o que está registrado na avaliação da série histórica. A Federação lembra que o medidor oficial da inflação (IPCA-IBGE) deve fechar o ano com alta próxima a 4%, dentro da meta estipulada pelas autoridades monetárias.

Metodologia

O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços e o IPV, 181 produtos de consumo.

As faixas de renda variam de acordo com os ganhos familiares: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,23 (A). Esses valores foram atualizados pelo IPCA de janeiro de 2012. Para cada uma das cinco faixas de renda acompanhadas, os indicadores de preços resultam da soma das variações de preço de cada item, ponderadas de acordo com a participação desses produtos e serviços sobre o orçamento familiar.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 137 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro – gerando em torno de 10 milhões de empregos.

Fonte: Segs

Títulos de dívida corporativa crescem 34% em 2018 em 2018

Debêntures representaram 74% do volume total de emissões do ano

Em 2018, os títulos de renda fixa corporativos (Debênture, CRA, CRI e Nota Comercial), mais os FIDC, apresentaram crescimento de 34% no volume de emissões em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 200 bilhões em novos registros, segundo levantamento da Unidade de Títulos e Valores Mobiliários da B3.

Os títulos mais emitidos foram as debêntures, com R$ 147 bilhões, 62% a mais do que no ano de 2017. O estoque fechou o ano em R$ 354 bilhões. Já o CRI apresentou aumento de 16% em relação ao ano anterior, com R$ 9,5 bilhões emitidos, contra R$ 8,2 bilhões em 2017.

“O mercado de capitais continuou sendo fundamental para o financiamento de longo prazo das empresas em 2018. Nossa expectativa era a de termos um primeiro semestre mais forte e depois uma estabilização, por conta do período pré-eleitoral, mas o ritmo de emissões continuou intenso até outubro, contribuindo para o volume recorde desse mercado”, analisa Fábio Zenaro, diretor de Produtos de Balcão, Commodities e Novos Negócios da B3.

Os investidores institucionais, segmento onde estão incluídos os fundos de investimento, foram o destaque, representando 44% do total distribuído em 2018.

O segmento de captação bancária também teve bom desempenho em 2018. Além das opções já consolidadas como CDB, LF, LCI e LCA, instituições como bancos e sociedades de crédito passaram a contar com uma nova opção de produto para captar recursos: a Letra Imobiliária Garantida (LIG).

Entre 21 de novembro, data do primeiro registro de LIG na B3, e 28 de dezembro, foram emitidas 36 LIGs, totalizando um volume de R$ 2 bilhões, que também corresponde ao estoque do produto.

Já o estoque de CDBs bateu sucessivos recordes no ano, chegando ao final de dezembro com R$ 875 bilhões. O volume de emissões no ano chegou bem perto de 5 trilhões.

Sobre a B3

A B3 S.A. (B3SA3) é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e uma das maiores em valor de mercado, entre as líderes globais do setor de bolsas.

Conecta, desenvolve e viabiliza o mercado financeiro e de capitais e, junto com os clientes e a sociedade, potencializa o crescimento do Brasil.

Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Londres e Xangai, desempenha funções importantes no mercado pela promoção de melhores práticas em governança corporativa, gestão de riscos e sustentabilidade.

Fonte: Segs

44% dos brasileiros já usaram o nome de outra pessoa para fazer compras a prazo, revela estudo do SPC Brasil e CNDL

Embora tenham contado com ajuda financeira de terceiros, 48% disseram que eles próprios se negariam emprestar seus nomes a alguém; maioria pediu dinheiro porque passou por imprevisto ou estava com ‘nome sujo’

Em tempos de crise e de crédito mais escasso, pedir o nome emprestado para realizar compras é a saída que muitos brasileiros encontram para não deixar de consumir. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que essa prática não é incomum no país. Em cada dez brasileiros, quatro (44%) já pediram o nome emprestado a outras pessoas para fazer compras a crédito – principalmente as pessoas das classes C, D e E (48%) e as mulheres (49%). Os que disseram nunca terem lançado mão dessa atitude somam 56% dos entrevistados.

De acordo com o estudo, a prática é utilizada, principalmente, pelos consumidores que passaram por situações de emergência e não contam com uma reserva financeira (27%) ou pelos que estão com o nome inscrito em cadastros de devedores (22%). Outras razões ainda mencionadas são o crédito negado (16%) e o limite estourado do cartão de crédito (13%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que ao assumir a dívida de terceiros a pessoa passa a responder por todas as consequências financeiras e jurídicas da situação, caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido. “A responsabilidade sobre a dívida é sempre do titular daquela pendência financeira. Ajudar alguém em situação de necessidade é uma atitude correta, mas emprestar os documentos ou dinheiro para alguém que vive dificuldades pode ser arriscado. O maior perigo é ter o próprio CPF negativado caso o devedor não cumpra o acordo. Dizer ‘não’ pode até abalar a amizade, mas se a pessoa diz ‘sim’ sem pensar nas consequências do ato, corre o risco de perder não somente o amigo, mas também dinheiro e ficar com o nome sujo”, alerta a economista

Pais, cônjuges e familiares são os mais procurados na hora de pedir o nome emprestado; 30% não usaram qualquer argumento para convencer a pessoa solicitada

Uma das constatações da pesquisa é que a proximidade da relação acaba sendo um dos fatores que contribuem para estimular esse tipo de prática. De acordo com a pesquisa, as pessoas às quais os entrevistados mais recorreram em busca de ajuda financeira foram os pais (29%), cônjuges (24%), familiares (21%), amigos (18%), irmãos (18%), namorados (6%) e até mesmo colegas de trabalho (5%).

Segundo o levantamento, dos que pediram o nome emprestado, 30% não usaram qualquer argumento para convencer a pessoa solicitada sobre a razão do pedido e 6% nem mesmo avisaram ao dono do documento o valor que seria gasto na compra. Além disso, em 82% dos casos, os entrevistados não sofreram qualquer dificuldade nas lojas em realizar compras com documentos que não eram seus.

Um dado curioso é que, embora tenham sido beneficiados pela ajuda de outra pessoa, 48% desses entrevistados reconhecem que não teriam a mesma atitude e, portanto, não emprestariam seu nome ou documentos para que outras pessoas realizassem compras. Dos que pediram o nome emprestado, 64% consideraram o pedido fácil de ser atendido.

Eletrônicos e roupas são os produtos mais adquiridos com documentos de terceiros; em 33% dos casos, cartão de crédito foi a modalidade utilizada

A pesquisa mostra que, na maior parte dos casos, os pedidos de empréstimo de nome serviram para o consumidor adquirir produtos que nem sempre estão ligados à necessidade de primeira ordem. Em primeiro lugar do ranking, por exemplo, estão eletrônicos, como smartphones, TVs e notebook, com 28% de citações. Em segundo lugar surge a aquisição de roupas, calçados e acessórios, com 25% de menções. Outros itens que os entrevistados compraram por intermédio de terceiros foram produtos de supermercados (23%), eletrodomésticos (19%), produtos de farmácia (15%) e móveis para a casa (11%).

“A lista mescla produtos que podem ser necessários em um momento de dificuldade com outros que poderiam ser adquiridos quando houvesse sobras no orçamento. Quem empresta o nome ou o documento precisa entender a fundo as razões do pedido e quem faz a solicitação tem o dever de ser transparente”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Outros detalhes revelados pelo levantamento é que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais solicitado (33%) pelos consumidores que realizam compras em nome de outra pessoa – essa proporção aumenta para 36% nas classes de mais baixa renda e para 38% entre as mulheres. Em seguida, aparecem crediário (12%), cheque (4%), empréstimos (3%) e financiamento (3%) como as modalidades mais frequentes.

Metodologia

Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: Segs

Banco só poderá oferecer consignado depois de seis meses de aposentadoria

Novas regras para oferta de empréstimo para aposentados do INSS tentam reduzir reclamações e fraudes

Quando toca o telefone da aposentada Maria de Fátima Lima, de 63 anos, a família já desconfia: deve ser oferta de crédito consignado. Ela, que nunca tomou um empréstimo, recebe dez ligações por dia de bancos e financeiras.

“Já pedi várias vezes para me tirarem da lista dos serviços de telemarketing. Da última vez, a atendente disse que eu deveria aceitar o crédito, mesmo sem estar endividada ou doente, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Fiquei tão revoltada, que falei para ela ir agourar outra pessoa.”

Nesse mercado, o assédio ao consumidor é bem comum. Em muitos casos, os aposentados começam a receber telefonemas, mensagens de texto e correspondências antes mesmo de o INSS informar que a aposentadoria foi aprovada.

Justamente por ser uma opção de empréstimo de baixo risco, a oferta do produto é farta e, muitas vezes, incômoda. A partir deste ano, no entanto, os bancos, financeiras e correspondentes que oferecem crédito consignado aos aposentados vão precisar esperar seis meses após o início do recebimento do benefício para vender o serviço.

As reclamações constantes dos aposentados fizeram o INSS publicar em dezembro uma instrução normativa determinando que as empresas só poderão oferecer crédito antes do prazo de seis meses se o segurado for pessoalmente ao banco onde tem conta para pedir o desbloqueio. Ainda assim, o consumidor precisa esperar ao menos 90 dias após o recebimento do primeiro benefício para fazer um consignado.

As novas regras foram publicadas em dezembro, mas começam a valer 90 dias depois. A instituição que descumprir a norma vai ser notificada e pode ter o contrato rescindido.

Para o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), este é um problema antigo, que o INSS tenta resolver. A presidente da entidade, Adriane Bramante, aponta que muitos segurados, por falta de informação, aceitam o contrato sem saber que se trata de um empréstimo.

Já o diretor da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Alex Sander Gonçalves, pondera que o prazo de seis meses até o início da oferta de consignado pode ser ruim para o consumidor. “O cliente, muitas vezes, espera a aposentadoria para conseguir um crédito mais barato.”

A demora na recuperação da economia e o crédito escasso fizeram a busca por esse tipo de operação explodir. Entre janeiro e novembro do ano passado, o volume de consignados do INSS concedidos foi 18,6% maior que no mesmo período de 2017. É que para aposentados e pensionistas, os juros não ultrapassam 2,08% ao mês, ou 28,02% ao ano.

Para se ter uma ideia do quanto o consignado é atrativo, entre as principais linhas de crédito livre para pessoas físicas, os juros do cheque especial eram de 305,7% ao ano em novembro.

Fraudes

Na avaliação de especialistas, o prazo de seis meses para que as empresas comecem a ofertar o crédito consignado também pode ajudar a reduzir o número de fraudes, já que os recém-aposentados costumam ser alvos mais fáceis das quadrilhas. Entre o início de 2016 e o primeiro semestre do ano passado, a ouvidoria do INSS recebeu 97 mil reclamações de consignados.

O aposentado Aloisio Medeiros, de 65 anos, foi uma das vítimas. Ele teve os documentos falsificados por um homem que tentou fazer um empréstimo em seu nome. “A minha sorte é que o gerente do banco desconfiou. Até hoje não sei como tinham todos os meus dados.”

Uma reportagem publicada pelo Estado há dois anos mostrava que há um mercado paralelo de vendas de planilhas com informações pessoais – como CPF, telefone, número do benefício e motivo da aposentadoria. Em um site de venda de eletrônicos, os dados de cada aposentado saíam por menos de R$ 0,10.

Gonçalves, da ABBC, diz que as empresas são orientadas a não usar bases de dados para contatar aposentados.

A Febraban, que representa os bancos maiores, afirma que as empresas trabalham para garantir o sigilo de dados. “No caso de fraude, colaboramos com autoridades policiais e Procons, para coibir eventuais irregularidades.”

A Previdência, por sua vez, informa em seu site que recebe denúncias pelo telefone 135 e que não fornece dados pessoais dos segurados a terceiros. O INSS também lembra que o aposentado pode, a qualquer momento, bloquear o benefício para que não sejam feitos empréstimos em seu nome. Basta ir a uma agência da Previdência Social e solicitar o serviço.

Fonte: Terra

Banco erra e clientes ficam milionários por algumas horas após o Natal

Entre as festas de Natal e Ano-Novo, alguns clientes do Banco Safra ficaram milionários de repente. Devido a um erro no sistema da instituição, foram depositados milhões de reais para alguns correntistas. Pouco tempo depois, o dinheiro foi estornado e, até agora, não houve esclarecimentos sobre o ocorrido por parte da situação. 

O empresário gaúcho Renan Rezende da Costa, de 36 anos, estava dormindo quando recebeu a ligação do sócio às 7 horas do dia 27 de dezembro: “Cara, olha a nossa conta a-go-ra. A gente tá milionário.”

O Banco Safra havia depositado quase R$ 200 milhões nas contas corporativas movimentadas por Renan e três primos, donos da rede Atacadão dos Móveis, com sede em Porto Alegre. Foram feitos depósitos de R$ 52,5 milhões, R$ 35 milhões, R$ 42 milhões e R$ 70 milhões em quatro contas bancárias corporativas. 

O dinheiro entrou como se fosse resultado de compras feitas por clientes da rede no cartão de crédito. “Eu recebo esse tipo de crédito na conta todos os dias, mas são valores normais, nunca nesse porte”, disse Renan. 

Ele logo imaginou que fosse um erro do banco e nem chegou a procurar a instituição. “Fiquei monitorando por quase quatro horas e não fiz nenhuma movimentação. É triste estar milionário e não poder mexer no dinheiro”, brinca. “Me senti como um Eike Batista, com os bens bloqueados.” 

No dia seguinte, toda a movimentação feita pelo Safra nas contas da empresa foi excluída e não aparece sequer no extrato de dezembro. 

Assim como ele, outros clientes passaram pelo mesmo susto, mas ainda não se sabe quantos casos aconteceram nem o valor total dos depósitos realizados por engano. 

Procurado, o Banco Safra informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se posicionar sobre o tema.

Fonte: Agencia Brasil