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Estudo do Idec aponta abusos da publicidade de crédito no Brasil

Pesquisa analisou mais de 100 mensagens publicitárias de 5 modalidades de crédito oferecidas e identificou armadilhas que podem levar consumidor ao superendividamento

O Idec, ONG de Defesa do Consumidor, divulgou o resultado da análise de mais de 100 mensagens de publicidade de crédito oferecidas por instituições financeiras no país. A pesquisa buscou identificar mensagens agressivas que estimulem o consumidor a tomar empréstimos sem planejamento financeiro, utilizando de práticas abusivas.

O estudo aponta que todas as instituições pesquisadas apresentam publicidades com presença de frases de impacto entre argumentos utilizados para o convencimento para a contratação do crédito. As alegações de “praticidade” e “rapidez de contratação” são amplamente exploradas como facilitadoras de acesso.

Além disso, a pesquisa identificou que 40,8% das publicidades de crédito continham asteriscos ou letras pequenas que dificultam a leitura, principalmente nas publicidades impressas e nos cartazes das agências. Em 35,3% desses casos, esse artifício foi usado em anúncios de crédito por consignação (crédito consignado e cartão de crédito consignado), que tem o público idoso como um dos principais alvos.

“O objetivo da pesquisa foi avaliar como as mensagens publicitárias sobre a contratação de crédito influenciam as decisões dos consumidores, muitas vezes com informações insuficientes ou enganosas, despertando o impulso do consumidor e desconsiderando riscos e contribuindo para o aumento do superendividamento. Em nenhuma publicidade avaliada havia alertas sobre riscos”, afirma a economista do Idec, Ione Amorim.

Além de apontar os principais problemas, o estudo também apresenta recomendações aos consumidores para não cair em armadilhas do crédito. Entre as sugestões está planejar a contratação do crédito e avaliar se conseguirá pagá-lo; analisar as condições oferecidas por várias empresas e calcular as condições com auxílio de ferramentas financeiras, como por exemplo, a calculadora do Banco Central; se precaver contra propagandas que vendem “felicidade” e “realização de sonhos”; e ler todas as informações presentes na propaganda, atentando-se principalmente àquelas que estão no rodapé em letras quase ilegíveis.

Na pesquisa foram analisadas cinco linhas de crédito (crédito pessoal, crédito consignado, cartão de crédito, crédito para negativados e crédito para renegociação de dívidas) e as mensagens predominantes nos diversos tipos de publicidades realizadas por 31 empresas, sendo 12 bancos, 8 financeiras, 8 fintechs (empresas de tecnologia financeira que atuam exclusivamente online) e 3 correspondentes bancários.

Fonte: Blog Televendas

Contas de luz terão bandeira verde em fevereiro, sem taxa extra, diz Aneel

As contas de luz terão bandeira verde no mês de fevereiro, anunciou hoje a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, não haverá taxa extra nas tarifas de energia. Em janeiro, vigorou a bandeira amarela, com cobrança adicional de R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em nota, a Aneel informou que houve melhora na previsão de chuvas nas regiões dos principais reservatórios de hidrelétricas do país, o que permitiu a adoção da bandeira verde.

“A expectativa é a de que ocorra recuperação mais intensa do armazenamento ao longo de fevereiro”, diz a nota.

Segundo a Aneel, isso diminui a necessidade de acionamento de termelétricas, que produzem energia mais cara.

No sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, a cor verde não tem cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no país. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha pode ser acionada em um dos dois níveis cobrados, dependendo da quantidade de termelétricas acionadas. No primeiro nível, o adicional passa a ser de R$ 4,169 a cada 100 kWh. No segundo nível, a cobrança extra será de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

As bandeiras tarifárias indicam o custo da energia gerada e possibilitam o uso consciente por parte dos consumidores. Antes do sistema, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, com incidência da taxa básica de juros.

Fonte: Uol Economia

Desemprego cai a 11,9% na média de 2019; informalidade é a maior em 4 anos

A taxa média de desemprego no país caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% no ano passado. Foi a segunda queda anual consecutiva. A média de pessoas desempregadas em 2019 foi de 12,6 milhões, 1,7% a menos do que em 2018.

A informalidade —soma dos trabalhadores sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar— atingiu 41,1% da população ocupada, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas, o maior número desde 2016, quando a informalidade foi de 39% (35,056 milhões de pessoas).

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Brasil conta com 11,6 milhões de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, exceto empregados domésticos —aumento de 4% em relação a 2018 e o mais alto patamar da série histórica iniciada em 2012.

O número de trabalhadores por conta própria atingiu o maior nível da série, subindo para 24,2 milhões, sendo que a maior parte (19,3 milhões), sem CNPJ. O número também representa um acréscimo de 3,9 milhões de pessoas desde 2012. Na comparação com 2018, a expansão foi de 4,1% (958 mil).

4,8 milhões desistiram de procurar emprego

De acordo com o IBGE, o país registrou 4,8 milhões de pessoas em situação de desalento (que desistiram de procurar emprego) em 2019. Em relação a 2018, o crescimento foi de 1,4%.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade —e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Rendimento médio de R$ 2.330

O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.330 no ano passado, com pequena variação de 0,4% em relação a 2018, segundo o instituto.

Em dezembro, desemprego ficou em 11%

A taxa de desemprego no país fechou em 11% no trimestre encerrado em dezembro, queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de julho setembro (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (11,6%), houve queda de 0,6 p.p.

A população desocupada somou 11,6 milhões de pessoas. O número caiu 7,1% (menos 883 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e recuou 4,3% (menos 520 mil pessoas) em relação a igual trimestre de 2018.

A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Metodologia da pesquisa

A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Existem outros números sobre desemprego, apresentados pelo Ministério da Economia, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados são mais restritos porque consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Fonte: Economia Uol

Linhas de crédito com garantia, juro menor e prazo maior devem ganhar espaço em 2020

Destaque deve ficar para crédito consignado e financiamentos imobiliário e para veículos

As linhas com maiores garantias e prazos mais alongados serão as melhores opções para os consumidores que precisarem tomar crédito em 2020, afirmam especialistas. Dentre as modalidades mais vantajosas, destacam-se os financiamentos imobiliários e para veículos, além do crédito consignado.

O motivo para o crescimento calcado nessas linhas é o apetite bancário ainda restrito ante a lenta recuperação econômica e a baixa demanda do consumidor frente ao alto comprometimento da renda familiar.

Dados do Banco Central apontam que o endividamento e o comprometimento da renda das famílias (descontados os financiamentos imobiliários) atingiram 26,2% e 18,4% em outubro. Eram de 23,9% e 17,3%, respectivamente, no mesmo mês de 2018.

Segundo a superintendente executiva do Santander, Sandra Rodrigues, o crescimento das linhas com mais garantias também acontece em prol da maior atratividade para o consumidor.

“É exatamente porque essas modalidades têm algum tipo de garantia na operação que o banco consegue trazer taxas mais reduzidas na ponta consumidora. E esse é um cenário que continua com avanços expressivos quando olhamos para 2020”, diz a executiva.

Ainda de acordo com dados do BC, os juros cobrados nestas três linhas são os únicos que conseguem estar abaixo da taxa de juros média (considerando recursos livres e direcionados) cobrada no mercado de crédito —que ficou em 23,9% ao ano em novembro.

Enquanto o consumidor paga 23,8% ao ano para o crédito consignado, as taxas para aquisição de veículos estão em 21,5% ao ano e a de financiamentos imobiliários, em 8,8% ao ano.

O avanço nas concessões dessas linhas já era visto pelo mercado. Os empréstimos consignados para pessoas físicas subiram 60,6% em novembro contra igual mês de 2018. Nos financiamentos para aquisição de veículos e de imóveis, a alta foi de 15,9% e 13,6%, respectivamente.

Para o diretor da área de empréstimos do Bradesco, Leandro Diniz, foi a perspectiva de retomada da economia e dos níveis de emprego que incentivou os consumidores a buscarem novos recursos.

“Esse tomador, agora, tenta equilibrar as contas para não levar mais sustos em casos de emergência. Ele está mais realista e começa a adaptar a decisão de dívida para dentro do que ele pode assumir de compromisso mensal”, afirma.

Segundo o vice-presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Antônio Corrêa de Lacerda, isso também sinaliza a necessidade de as reduções das taxas de juros se expandirem também para as demais linhas.

“O primeiro desafio é para o Banco Central, que precisa regular esse processo para que os recuos cheguem em todas as linhas e não apenas em mercados específicos. O segundo desafio é do governo, que precisa incentivar uma recuperação do emprego e da renda, que continuam a limitar a tomada de crédito”, diz Lacerda.

Do ponto de vista do consumidor que precisar de recursos emprestados nos próximos meses, o planejador financeiro do C6 Bank Daniel Varajão, afirma que alguns cuidados precisam ser tomados.

“A primeira decisão é não tomar a linha de crédito mais fácil, porque comodidade também significa pagar mais caro”, diz ele, referindo-se ao cartão de crédito rotativo e ao cheque especial, as duas linhas mais caras do sistema financeiro.

Em novembro, os juros médios do cheque especial ficaram em 306,6% ao ano, o equivalente a 12,4% ao mês. Já os juros totais para o cartão de crédito rotativo atingiram 318,3% ao ano (12,7% ao mês). No parcelado, alternativa para aqueles que usam o rotativo do cartão, as taxas estavam em 159,6% ao ano no período.

“É preciso analisar as alternativas, a quantidade de recursos necessária para reorganizar as contas e a capacidade de pagamento mensal para que seja uma decisão acertada de crédito”, diz Varajão.

O vice-presidente de controles internos do Banco do Brasil, Carlos Renato Bonetti, afirma que dois passos são importantes para a tomada de crédito. Ter uma noção clara sobre a atual capacidade de pagamento é a primeira coisa a ser pensada pelo consumidor.

“Não se pode consumir crédito por impulso. Observado o nível de renda, é preciso pesquisar as diversas ofertas e ponderar os prazos e taxas que melhor se adequam à necessidade do momento, sempre olhando para o custo total e não apenas os juros”, diz.

Já em relação à renegociação de dívidas, o superintendente executivo de renegociação do Santander, Ricardo Olivare, afirma que, em caso de débitos anteriores ainda não quitados, a principal atenção deve ser para o pagamento dessas contas.

“Imprevistos acontecem e essa é uma realidade do mercado. Em casos de inadimplência do consumidor, o ideal é readequar a dívida para uma linha com taxas mais baratas. Mas é preciso também ter cautela para evitar a reincidência”, diz Olivare.

Fonte: Folha de São Paulo

Crédito à pessoa física preocupa economistas

Endividamento elevado e recuperação lenta do emprego reforçam temor de inadimplência

Economistas acenderam ‘sinal amarelo’ para o crédito às pessoas físicas, uma vez que as concessões têm crescido em ritmo acelerado frente à lenta criação de empregos na economia. O estoque de crédito aos indivíduos atingiu recorde de 27,5% do PIB em outubro, o que evidencia o aquecimento do mercado num momento em que o endividamento das famílias alcançou 44,8% da renda dos brasileiros, nível que se aproxima do pico histórico de 46,7%, em abril de 2015. Em janeiro do ano passado, o índice havia caído para 41% e neste ano voltou a subir, mesmo com o ciclo de queda dos juros.

Por ora, um tom mais alarmista foi afastado em razão das projeções de recuperação mais forte da economia em 2020 (previsão de crescimento de 2,2%), juros menores e implementação do cadastro positivo a partir de janeiro. No entanto, o cenário pode se tornar sensível caso o crescimento projetado para o próximo ano não se materialize e a agenda de reformas não seja capaz de trazer um avanço mais forte nos próximos anos.

Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, explica que, durante a crise, os bancos se tornaram mais seletivos no crédito às famílias e a demanda das pessoas caiu por causa do medo do desemprego. Esse cenário, no entanto, foi revertido com a queda dos juros e a volta da disposição para emprestar nos principais bancos do país. “Estou incomodada com os novos indicadores do crédito à pessoa física”, afirmou Zeina. O temor é de aumento da inadimplência.

Fonte: Valor Economico

Reconhecimento facial vira obrigatório para quem compra linha de celular na China

A medida foi descrita pelo governo chinês como uma forma de “proteger os legítimos direitos e interesses dos cidadãos”

O reconhecimento facial é cada vez mais presente na vida dos chineses, e uma nova lei deve garantir que todos os cidadãos conectados tenham seu rosto arquivado nos bancos de dados do governo. Essa medida tornou obrigatória à população digitalizar o rosto ao contratar uma nova linha de celular ou novo plano de dados para o telefone.

A decisão, que entrou em vigor neste mês, significa que todos os novos contratos de telefonia móvel exigirão a digitalização da face do consumidor para verificar se quem está contratando a linha é a mesma pessoa no documento do governo.

A medida foi descrita pelo governo chinês como uma maneira de “proteger os legítimos direitos e interesses dos cidadãos no ciberespaço”, mas especialistas afirmam que a nova regra facilita o rastreamento dos usuários chineses de telefones celulares e internet.

Jeffrey Ding, pesquisador em inteligência artificial chinesa da Universidade de Oxford, afirma que uma das motivações para a nova medida é reduzir as fraudes online.

Mas outra motivação provável, disse ele, é a de rastrear melhor a população. “Isso está ligado a um esforço muito centralizado para tentar manter o controle de todos, ou essa é pelo menos a ambição”, disse Ding, em entrevista à BBC.

Vigilância constante

A China já usa há alguns anos a tecnologia de reconhecimento facial para monitorar sua população. Em 2017, o país já tinha 170 milhões de câmeras de segurança instaladas pelo país, e o objetivo é ter 400 milhões até 2020.

O país também está montando um sistema de “crédito social” para acompanhar a conduta e as interações públicas de todos os seus cidadãos em um único banco de dados.

Lançado em 2014, o sistema de classificação afeta tudo, desde a aprovação de empréstimos até a permissão para embarcar em voos.

Segundo o South China Post, espera-se que o sistema esteja totalmente em funcionamento até 2020.

No entanto, o reconhecimento facial não é usado apenas para monitorar a população. Na China, está se tornando comum para autenticação em comodidades e serviços diários, como a realização de pagamentos, entrada no metrô ou registro de cartão de ponto no trabalho.

Fonte: Consumidor Moderno

Guia rápido de como montar um call center

Montar um call center exige um bom planejamento e a elaboração de estratégias eficazes de vendas e atendimento.

Confira agora um guia rápido para que você invista neste mercado e monte a sua empresa de call center.  Todas estas ações farão a diferença na hora de colocar as suas ideias em prática.

1. Defina os serviços oferecidos

A primeira etapa para se montar um contact center é definir os serviços que serão oferecidos. Dessa forma, é possível determinar toda a estrutura necessária, os tipos de profissionais que serão contratados e traçar as estratégias.

Entre os serviços oferecidos por call centers, estão:

Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) ou Central de Relacionamento

Área responsável pelo atendimento a clientes e consumidores que buscam orientações, explicações, reclamações e agendamento sobre produtos ou serviços.

Ouvidoria

Setor responsável pela solução de problemas e erros relacionados aos produtos ou serviços oferecidos pela empresa e deve ser a última instância de atendimento aos clientes.

Help desk

Serviços para a solução, via telefone, de dificuldades ou problemas técnicos encontrados por clientes. Esta opção, geralmente, é utilizada para empresas do setor de TI.

Telemarketing

São as operações utilizadas para promoção, anúncios e vendas de produtos ou serviços pelo telefone. Serve para a prospecção de novos clientes e fortalecimento da publicidade que é oferecida pela empresa.

Cobrança

Canal que localiza os clientes devedores e negocia dívidas.

É importante destacar que, além de saber os serviços que serão executados dentro de seu contact center, deve-se ter em mente qual será a abrangência das operações realizadas. Opte por atender clientes que estejam localizados em determinada cidade, região, estado ou país.

2. Escolha o tipo de operação para o seu call center

Agora é hora de definir o tipo de operação que será realizada. É dessa forma que você determinará o perfil de seu contact center.

Ativas (outbound)

Contact centers que apenas localizam clientes, fazem ligações e não oferecem nenhum serviço de receptivo. Exemplos de operações com este perfil são empresas de telemarketing e cobrança.

Receptivas (inbound)

Tipo de central de atendimento que apenas recebe ligações. Este é o perfil para contact centers que oferecem os serviços de SAC, ouvidorias e help desks.

Mistas (blended)

Envolve os dois tipos de operações mencionadas acima. E é um modelo interessante para aquele tipo de negócio que demande ligações a realizar e ligações a receber.

3. Procure a tecnologia e equipamentos necessários

Para a sua central funcionar você precisa da estrutura adequada na realização das operações:

Discador

Equipamento ou sistema que realiza as chamadas. O discador pode ter três formatos: manual, preview e power.

3.1 O manual é para fazer ligações manualmente como em um telefone analógico.

3.2 O preview é um sistema discado um por um que apresenta os dados do cliente na tela do computador antes de cada ligação para uma venda mais persuasiva.

3.3 O discador power, popularmente apelidado de metralhadora de chamadas, utiliza um algoritmo para disparar várias chamadas (o número é configurado pelo cliente) e entregar ao agente disponível somente quando o cliente estiver dizendo “alô”.

Gravação de chamadas

Tecnologia que grava os áudios das operações de atendimento. Além de ser um requisito exigido por lei, estes registros serão importantes para a avaliação dos serviços prestados.

Unidade de Resposta Audível (URA)

Sistema que permite ao usuário escolher as opções de um menu por meio da fala por meio da discagem de teclas numéricas.

Armazenamento

Equipamentos ou sistemas que são responsáveis pelo armazenamento das gravações e dados das operações realizadas e informações de clientes e usuários. Por meio desta funcionalidade é possível acessar os diversos dados que darão suporte para os agentes em seu atendimento.

Além destes recursos, é importante também que a sua central de atendimento conte com soluções de telefonia adequadas à sua operação, além de outras funcionalidades que trarão diferencial para os serviços executados dentro de seu contact center.

4. Contrate profissionais

Para que você ofereça sempre os melhores serviços dentro de sua central, é importante que se tenha uma equipe adequada de profissionais. Em um contact center, o ideal é dividir basicamente o seu recurso humano em:

Agentes

Constitui a maior parte dos profissionais de sua central e são os responsáveis pelo atendimento aos clientes. O perfil mais adequado é de profissionais comunicativos e que lidem com os mais variados tipos de público.

Além disso, é importante que eles sejam capacitados de acordo com os objetivos da empresa e conheçam bem as legislações que regem os serviços de call center.

Supervisores

Devem coordenar e monitorar os serviços executados pelos agentes. O objetivo destes profissionais deve ser o de garantir a qualidade e dar bom andamento ao atendimento de clientes e usuários.

Eles precisam também produzir e analisar os relatórios e fornecer feedbacks para que haja as melhorias e adequações necessárias. Para ocupar este cargo, é necessário que se busque aqueles candidatos que já possuem experiência no mercado.

É importante, também, contar com uma boa equipe de apoio administrativo e financeiro.

Fonte: Callix

Receita recupera R$ 5,2 bilhões em dívidas de empresas com o Simples

Mais de 230 mil pequenos negócios regularizaram situação

Mais de 230 mil micro e pequenas empresas quitaram  débitos com o Simples Nacional no segundo semestre de 2019 e foram mantidas no regime especial de tributação em 2020. A regularização das pendências permitiu ao governo recuperar R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos.

O balanço da regularização foi divulgado pela Receita Federal. Em setembro do ano passado, o governo tinha notificado 738.605 contribuintes de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No total, as micro e pequenas empresas deviam R$ 21,5 bilhões ao Simples Nacional.

Dos R$ 5,2 bilhões recuperados, R$ 3,6 bilhões referem-se a dívidas com a Receita Federal, e R$ 1,6 bilhão a débitos cobrados pela PGFN.

Só foram mantidos no Simples Nacional, regime tributário que unifica a cobrança de tributos federais, estaduais e municipais e tem alíquotas especiais, os contribuintes que quitaram os débitos até 30 dias depois da data de ciência da notificação. Em caso de discordância, micro e pequenos empresários poderiam pedir a impugnação do ato de exclusão.

Quem não pagou os débitos foi retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro deste ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

Regularização

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal, requerendo certificado digital ou código de acesso.

O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhem, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Fonte: Agencia Brasil

Riscos inesperados ameaçam retorno do crédito privado no Brasil

Gustavo Poletto comprou R$ 200 mil em debêntures de infraestrutura emitidas por uma concessionária de rodovias brasileira em 2015, atraído pelo alto retorno e isenção de impostos. Seu corretor disse que era uma oportunidade única. Agora, o radiologista, de 39 anos, pode perder todo o investimento.

O pessimismo de Poletto é provavelmente justificado. A Concessionária Rodovias do Tietê, que vendeu os títulos, vem tentando reestruturar a dívida e disse que é pouco provável que consiga pagar integralmente os credores. Ainda que Poletto afirme ter aprendido a lição, outros milhares de brasileiros seguem encantados com as debêntures de infraestrutura, ou incentivadas, e outros títulos de crédito privado de alto rendimento. Para muitos, pode ser um sinal de alerta.

“Os riscos em um projeto de infraestrutura podem ser muito grandes”, diz Jean-Pierre Cote Gil, responsável pela área de crédito do family office do Julius Baer Group no Brasil. “Para um investidor de varejo, é difícil analisar, entender e precificar esse risco.”

Os brasileiros estão assumindo mais riscos por uma razão simples: com os juros baixos, precisam encontrar alternativas de melhor rendimento do que os títulos do Tesouro ou a poupança. Muitas vezes, porém, os investidores novatos não estão acostumados com as flutuações do mercado local de títulos corporativos, e não se dão conta que pode ser difícil recuperar perdas ou vender títulos.

As debêntures de infraestrutura usam o fluxo de caixa de um projeto, como de uma estrada pedagiada, para pagar investidores. Projetos mais arriscados deveriam, em tese, pagar prêmios mais altos em relação aos títulos do governo brasileiro, oferecendo retornos atrativos.

As debêntures de infraestrutura também são isentas do Imposto de Renda para pessoas físicas, um outro chamariz. “O Brasil incentivou investidores de varejo a comprar esse tipo de título, mas sabemos que eles geralmente não analisam um projeto em detalhes — se baseiam em um relatório que leem ou em uma recomendação”, diz Cote Gil, que analisa risco de crédito há mais de 20 anos.

Alguns gestores de fundos de investimento no Brasil estão preocupados com a popularidade desses títulos entre clientes do varejo. Desde que o programa de incentivo às debêntures de infraestrutura foi iniciado em 2012 até outubro, foram emitidos cerca de R$ 75,5 bilhões desses títulos, segundo dados compilados pela Bloomberg. Entre os gestores que têm alertado para os riscos está a Quasar Asset Management.

Em outubro, o sócio-fundador Carlos Maggioli disse em um tuíte que os investidores não devem comprar novas debêntures de infraestrutura, porque os spreads não compensavam adequadamente o risco e o prazo.

Por que os gestores estão preocupados? O crédito é uma classe de ativos em rápida expansão no Brasil. Os fundos que investem em dívida corporativa detinham cerca de R$ 15 bilhões em ativos em 2014. Esse volume subiu para quase R$ 100 bilhões em junho, ou cerca de 2% do total da indústria de fundos, de R$ 5 trilhões, diz Alexandre Muller, sócio e gestor da JGP Gestão de Recursos, uma das maiores gestoras independentes do Brasil. Ele compara esse número com os EUA, onde os fundos de crédito representam quase metade do total de ativos. “Então, há muito espaço para crescer”, diz Muller.

Mas os gestores de fundos de crédito querem evitar que esse crescimento traga problemas que possam afastar investidores dessa classe de ativos.

Investidores de varejo costumam demorar para perceber que um título de crédito privados está com problema. Isso acontece porque as corretoras normalmente informam apenas o valor de face dos títulos ao fornecer saldos aos clientes. Portanto, quando ocorre um não-pagamento, os clientes podem acabar surpreendidos com um título sendo marcado a praticamente zero, segundo Muller.

“Estamos fazendo um grande esforço para melhorar a transparência e os processos de marcação a mercado para a maioria dos títulos para que tenham um preço justo e que possa ser confirmado em operações reais”, diz.

A JGP atua como formadora da preços de títulos, um papel geralmente desempenhado por uma corretora ou por um banco. Para Muller, isso ajuda a melhorar a transparência do mercado e também beneficia os fundos da JGP que precisam de uma referência para uma boa negociação.

Fonte: Uol

45 milhões de endividados passaram a ignorar telefonemas por medo de cobrança, mostra pesquisa

Apesar da expectativa de crescimento da concessão de crédito, graças aos novos mecanismos em desenvolvimento no mercado, como o cadastro positivo e open banking, a demanda por empréstimos pode contrariar a tendência, tendo em vista o comportamento do consumidor. De acordo com o levantamento do Instituto Locomotiva, apenas 1/3 dos brasileiros se sentem seguros financeiramente para tomar dinheiro emprestado, o que torna o jogo da cobrança mais complicado do que em outros momentos.

O instituto constatou ainda que este comportamento receoso se explica por conta do pessimismo em relação ao cenário econômico: 2/3 dos brasileiros acham que estamos apenas na metade do começo da crise. E 97% dos entrevistados dizem que a crise impactou suas vidas. “E quanto menor a renda, maior o número de brasileiros que afirmam ter dificuldades para pagar as contas. Não é um cenário muito fácil”, comenta João Paulo Cunha, marketing research manager do Instituto Locomotiva.

A pesquisa aponta ainda que estar inadimplente transcende o transtorno financeiro na vida de um indivíduo, afetando também as esferas social e emocional. “Nove em cada 10 devedores estão muito preocupados com as dívidas, o que soma 57,9 milhões de brasileiros. E essa preocupação afeta o cotidiano. Hoje, 51% admitem ter brigado com alguém da família por conta da dívida e ¾ não atendem chamadas de números desconhecidos com medo de ser uma empresa de cobrança. São 45 milhões de pessoas que passaram a ignorar telefonemas”, continua Cunha.

Outras constatações importantes da pesquisa mostram que 73% dos inadimplentes afirmam ter vergonha que terceiros descubram a sua condição e que 78% acreditam que terão, sim, condições de honrar seus compromissos. Neste recorte entre os otimistas, 80% conta que vai regularizar as dívidas basicamente controlando-as, além de economizar e gerar novas receitas.

João Cunha chama atenção para a desconexão entre empresas de cobrança e tendências de mercado. “Há um consenso entre consumidores e profissionais de cobrança de que a melhor forma de negociar é por meios digitais, que constrange menos e talvez ofereça chance melhor de negociação. Mas 45% das empresas entrevistadas não adotam nenhuma tecnologia na recuperação, das quais 57% pretendem não adotá-las.”

Trabalhar medidas para recuperar este cliente negativado deve ser, na opinião do especialista, a principal jogada do mercado financeiro, já que os 63 milhões de inadimplentes são consumidores. “Não vemos pessoas andando sem roupa na rua, deixando de comer, de andar de ônibus, deixando de comprar. A pesquisa deixa claro que a grande maioria dos inadimplentes fez compras no mercado, online, em shoppings, viu filmes e séries”, continua o especialista do Instituto Locomotiva.

Mais que continuar a consumir, os reinseridos no ciclo compram até mais. “57% deles têm a intenção de comprar móveis para a casa, 47% querem comprar carro, 37% sonham com tvs, 35% com smartphones, geladeiras, máquinas de lavar”, ressalta Cunha.

A fim de repensar o ciclo de crédito, Rodrigo Sanchez, executive VP da Serasa Experian, pontua que não existe concessão de crédito sem inadimplentes e que, para reduzi-la, uma das atitudes é investir na educação financeira ao consumidor. Assim, cria-se um ciclo mais sustentável, em que seja possível reduzir o custo do spread: hoje 37% do spread bancário vem da inadimplência.

No entanto, criar mecanismos para diminuir o número de consumidores com dívidas em abertos e recuperar valores emprestados pode ser mais simples do que se imagina. Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, conta que um dos grandes aprendizados que teve em sua experiência do mercado é que só se paga dívida velha com dinheiro novo.

“Inovação não precisa de muita tecnologia na cobrança. Um comerciante de Capinzal, em Santa Catarina, fez uma campanha com os clientes. Como a maioria é pedreiro e faz compras recorrentes, ele colocou um informativo dizendo: ‘Se você me deve e comprar à vista na minha loja, a cada R$ 100 gastos, abato 3% da dívida velha’. Assim, ele criou um mecanismo para manter o cliente e ainda receber a conta no médio prazo”, conclui Pellizzaro.

Fonte: Blog televendas