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Crise financeira e de meia-idade: efeitos da pandemia em uma geração

A pandemia da covid-19 criou um choque tão grande na vida das pessoas que gerou um acerto de contas semelhante ao de uma crise de meia-idade.

Basta perguntar a Stacy Small, 51. O lucrativo negócio de viagens sofisticadas da moradora de Maui permitiu que ela comprasse a casa de praia dos seus sonhos e dirigisse um PorscheCayenne. Em 20 de março, ela foi forçada a cancelar reservas, perdendo centenas de milhares de dólares em renda. Em uma semana, cortou relações com 28 contratados independentes. Na mesma época, três amigos próximos foram diagnosticados com câncer no estágio 4, enquanto outros lutavam contra a covid-19.

E então ela teve um acidente de carro quase fatal em 21 de abril. “A covid matou o negócio de viagens que passei 15 anos construindo”, disse ela. “O acidente de carro poderia ter me matado. Foi realmente um sinal de alerta para fazer muitas grandes mudanças.”

Sem opções, ela vendeu sua casa em setembro. Parou de se concentrar em ganhar dinheiro e começou a se concentrar em seu bem-estar emocional. Como parte de seu processo de cura, começou a assar biscoitos. Desde então, o transformou em um negócio — Stacy Maui Cookies — investindo 50.000 dólares de seu próprio dinheiro, junto com um investidor/parceiro e um “compromisso bastante significativo” para um acordo de licenciamento com uma franquia de alimentos saudáveis em rápido crescimento.

“Agora estou vivendo uma versão de vida muito mais simples e feliz”, disse ela. “Aluguei uma bela casa com vista para o mar e dirijo um Jeep.”

O que aconteceu com Small foi o que alguns tradicionalmente consideram uma crise de meia-idade. Na imaginação do público, isso leva os homens a comprar carros esportivos e ter casos amorosos, mas geralmente seus efeitos são mais comuns e silenciosos. Diante de sustos de saúde, mudanças de comportamento ou perdas de empregos, as pessoas começam a questionar suas escolhas de vida e a ponderar sobre a percepção de que ninguém é imortal.

E embora o fenômeno tenha sido associado a pessoas entre 35 e 50 anos, psicólogos dizem que não está vinculado a uma idade, mas simplesmente a um choque semelhante ao que a pandemia trouxe.

“Alguns de nós entramos em certas áreas de trabalho porque sentimos que seriam mais seguras”, disse a coach financeira Amanda Clayman. “Dissemos: ‘farei alguns sacrifícios entre o quão empolgante e apaixonado ficarei com meu trabalho, porque ele será confiável e apoiará outros valores que são importantes’. E então, quando essa segurança financeira é realmente retirada de nós, pensamos, ‘Por que estou fazendo isso?’”.

Michael Woodcock, 40 anos, foi dispensado de seu emprego no final de março como gerente de recepção de uma grande rede de hotéis em Boston. Foi um despertar desagradável. “Quando eles disseram que estavam dispensando pessoas, alguns foram mantidos”, lembra ele. “Comecei a pensar: ‘O que fiz ou não fiz para ser uma daquelas pessoas que seriam mantidas?’”

Perder o emprego que ele amava o fez questionar suas escolhas de carreira e identidade — e se ele poderia sustentar sua esposa e filha de 9 anos em Beverly, Massachusetts. Conseguiu um emprego entregando pacotes, refinanciou sua casa e passou a gastar menos, enquanto dependia do salário de sua esposa.

A covid-19 tem interrompido trajetórias profissionais, forçando pessoas a se concentrarem em outras áreas da vida — talvez pela primeira vez em anos, disse David H. Rosmarin, PhD, professor assistente da Escola de Medicina de Harvard e fundador do Centro de Ansiedade, em Manhattan.

“Ter mais tempo para dormir, amigos, família e apenas pensar pode ser maravilhoso se alguém tiver uma identidade fora da carreira”, disse ele. “Mas pode ser um inferno na terra se eles não a tiverem.”

As condições criadas pela pandemia estão colocando as pessoas à prova.

A taxa de desemprego nos EUA disparou para 14,7% em abril, mas caiu para 6,7% em novembro, de acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho do governo. O número esconde que mais de um terço dos desempregados — 3,9 milhões de pessoas — procuram trabalho sem sucesso desde que a pandemia atingiu o país com força total. E o número de pessoas que desistiram — 657.000 que dizem que não há empregos para elas — é mais que o dobro do que era no fim do ano passado.

Saúde mental piora

Isso veio junto com um desespero intenso. A visão dos americanos sobre sua saúde mental diminuiu significativamente em 2020, com 23% se descrevendo como quem tem uma saúde mental regular ou ruim, contra 17% no ano passado, de acordo com pesquisa Gallup divulgada nesta semana.

E cerca de 30% dos adultos americanos agora apresentam sintomas que atendem aos critérios para um transtorno de ansiedade, em comparação com 19% antes da pandemia, afirma o Centro para Controle e Prevenção de Doenças.

É difícil permanecer positivo quando o trabalho de sua vida foi destruído.

Aron “Teo” Lee, 53 anos, um empreendedor em Rockville, Maryland, está tentando permanecer no caminho certo com sua carreira dos sonhos, administrando uma startup educacional, a DEILAB, que ensina engenharia, design e pensamento crítico para crianças por meio de desafios baseados em Lego e outros projetos.

Em um verão normal, ele passaria de junho a agosto viajando para várias comunidades em todo o país. Não neste ano. Em vez disso, ele passou o verão em casa com sua esposa e dois filhos adolescentes, ensinando robótica online, vendo sua dívida aumentar e sua conta bancária minguar, enquanto seus 30 clientes diminuíam.

“Emocionalmente é muito difícil, porque sinto que falhei com as pessoas que acreditaram na empresa e acreditaram em mim”, disse ele. “Eu tenho um filho na faculdade e uma filha no colégio, e estar com 53 anos e me perguntando como as luzes ficarão acesas mês a mês é realmente um fardo pesado.”

Lee confiou no trabalho freelance de produção musical, no salário de sua esposa e na ajuda financeira de sua família.

Embora não tenha encontrado um conselheiro para conversar, Lee se apoia em sua esposa e no círculo íntimo de amigos e familiares. Ele tem realizado workshops semanais sobre justiça e equidade racial, tocando e gravando música e realizando trabalho de consultoria. Pensou em voltar para o mundo corporativo, mas está tentando manter sua paixão.

“Também não desisti de buscar investimentos-anjo de pessoas boas que querem mudar o mundo”, disse ele. “Não vou desistir do meu negócio.”

Fonte: Exame

Uma lei do superendividamento para o Mercosul

Um corpo técnico do Mercosul apresentará na próxima semana uma proposta para a criação de uma resolução para a proteção do consumidor superendividado para países do Mercosul

Sancionada em julho deste ano, a lei do superendividamento poderá alcançar alguns países do Mercosul em breve. Nos próximos dias 3 e 4 de novembro, um corpo técnico do bloco econômico vai discutir uma proposta para a criação de uma resolução de proteção ao consumidor superendividado na Comissão de Comércio de Mercosul. Se aprovada, a norma deverá ser incorporada aos estados partes, assim como aconteceu a placa de carro do Mercosul.

A proposta de resolução foi comentada por Juliana Domingues, secretária nacional do consumidor (Senacon), durante o encontro nacional dos Procons (o primeiro presencial após a pandemia), ocorrido nos dias 25 e 26 de outubro em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O encontro também contou com a participação de outros importantes representantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

“É muito importante lembrar que o tema (do superendividamento) tem sido discutido no Mercosul. Existe proposta sendo discutida nesse âmbito, sem contar que a lei já cumpre uma agenda internacional. Então, ao aprovarmos essa lei, estamos cumprindo com as melhores práticas internacionais e isso muitos desconhecem. É uma agenda importante”, disse Juliana.

Comitê Técnico 7

Sobre a proposta, ela foi negociada dentro do Comitê Técnico 7, grupo que reúne os órgãos nacionais de defesa do consumidor dos Estados Partes e que tem o objetivo de buscar estabelecer o diálogo entre as agências nacionais e tratar das políticas e ações de modo que sejam aprimoradas e desenvolvidas a proteção e defesa dos consumidores no Mercosul.

O grupo é presidido justamente por Juliana, sendo que a próxima reunião do CCM acontecerá nos próximos dias 3 e 4 de novembro.

A proposta

Em linhas gerais, a proposta contém diretrizes gerais sobre o tema, muitas delas baseada na experiência brasileira com o superendividamento. E o motivo é simples: o Brasil é o único país do Mercosul que possui uma proteção para o consumidor superendividado.

A proposta terá desde uma definição de superendividamento, defenderá pontos como o crédito responsável, terá deveres para as instituições financeiras, além de incluir medidas preventivas para o judiciário, educação financeira, entre outros pontos.

E se for aprovada?

Caso a iniciativa seja aprovada, em tese, os países partes deverão internalizar a resolução dentro das legislações nacionais.

Hoje, existem cinco países partes ou membros: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela (que está suspensa, por enquanto). Esses estados deverão incorporar a lei, caso ela seja aprovada pelo bloco econômico.

O bloco ainda possui os chamados países associados. Ao todo são 7: Bolívia (que poderá ser incorporado aos países membros em breve), Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. Para eles, a resolução não é obrigatória.

Um exemplo que ilustra a atuação do bloco econômico na  internalização de leis foi a substituição das placas de veículos do padrão Mercosul. Nela, são exibidas as bandeiras da cidade, estado, país e do bloco. A mesma lei é válida justamente para os países membros.

Fonte: Consumidor Moderno

Banco Cetelem anuncia novo CEO

O Banco Cetelem, especialista em soluções de crédito e membro do grupo francês BNP Paribas, anuncia, nesta quarta-feira, mudanças na gestão e no corpo diretivo da empresa.  Antônio Nuno Verças decidiu deixar a Cetelem e o Grupo BNP Paribas, onde trabalhou por mais de 10 anos, para liderar novas iniciativas pessoais e profissionais, e a partir de 1º de dezembro de 2021, o executivo Jean-Christophe Coquillaud passa a ocupar a cadeira de CEO da companhia.  Bacharel em Economia, com especialização em Estudos Comerciais e mestrado em Gestão, Jean-Christophe iniciou sua carreira no ano 2000 como um consultor e entrou no grupo BNP Paribas em 2006, quando participou no desenvolvimento de projetos de transformação em âmbito global. Jean-Christophe traz um grande repertório de conhecimento internacional, com passagens pela Tunísia, Rússia, México e Brasil, onde tem atuado como Diretor de Operações (COO) desde janeiro de 2021.

Com a mudança de cadeiras, o comitê executivo da empresa passa a contar com Alberto Cardoso, profissional com mais de 20 anos de carreira e, até então, superintendente de cobrança e atendimento ao cliente, agora na posição de Head de Operações e Miguel Pereira, com mais de duas décadas de carreira no grupo BNP Paribas e com experiência em países da Europa e América Latina, para reforçar o time como Diretor de Riscos (CRO). Jean-Christophe reforça que os executivos chegam para somar ao novo time de liderança do banco, o qual conta com Nicolas Kern (VP de Marketing, Comercial e Produtos), Antônio Neto (Diretor de Tecnologia – CIO), Diego Cascaldi (Diretor de Compliance), Cintia Hutchinson (Diretora de Legal) e Rafael Bandeira (VP Financeiro e de Recursos Humanos).

Jean-Christophe comenta que continuará fortalecendo as parcerias comerciais, que é o DNA do Banco Cetelem, e também desenvolvendo ainda mais as áreas digitais e de tecnologia, além de investir em eficiência operacional para reforçar seu modelo. “Esses serão os pilares do novo plano estratégico 2022-2025, com maior enfoque na inovação, nas pessoas e na política ESG, um compromisso importante para o Banco Cetelem e o grupo BNP Paribas”, afirma o novo CEO.

Fonte: Redação (Blog Televendas)

Pagamento em dinheiro ainda é preferência de mais da metade dos brasileiros

Estudo revela que 53,4% dos brasileiros preferem o dinheiro como forma de pagamento e que 38,5% não têm conta em banco. Entre as mulheres, o percentual de não-bancarizadas (43,4%) é maior do que entre os homens (33,2%). Os resultados mostram ainda que o percentual de mulheres que não possuem renda própria (7,7%) é aproximadamente três vezes maior do que entre os homens (2,0%).

As informações são da pesquisa “Meios de Pagamentos no Brasil”, conduzida pela Fundação Dom Cabral – FDC, com o apoio da BRINK’S, em todas as regiões do Brasil, com maior incidência em cidades do interior, seguido pelas capitais e regiões metropolitanas. O objetivo da pesquisa, que ouviu 2 mil pessoas entre 20 de julho e 13 de agosto de 2021, foi identificar e compreender os hábitos e preferências da população brasileira em relação aos meios de pagamento.

Segundo a FDC, a pesquisa traz um retrato fidedigno do Brasil, um país de dimensões continentais com grande disparidade econômica e de infraestrutura em suas regiões. “Ainda mais evidentes com o avanço da tecnologia e que refletem na preferência da população em relação aos meios de pagamento, levando em consideração o contexto de aceleração digital durante o distanciamento social causado pela pandemia da COVID-19”.

Quase metade dos nordestinos são desbancarizados

A região Sul é a que possui menor índice de consumidores não-bancarizados (27,7%). No Nordeste, nota-se a maior incidência de desbancarização (47,1%). Entre os motivos apontados por quem prefere o uso do dinheiro estão o controle dos gastos (26,0%) e facilidade (22,4%).

Depois do dinheiro, cartões de crédito e débito ainda lideram

Os cartões de crédito e débito (20% e 16,5% respectivamente) são as principais alternativas apontadas para pagamento, seguidos pelo boleto bancário (4,6%). O PIX, que vem se consolidando como uma alternativa pelas pessoas, foi utilizado ao menos uma vez por quase metade da população (49,2%). Porém, apenas 3,5% têm preferência pelo novo recurso digital.

A pergunta norteadora para o público (a) População Brasileira é:

Quais são os hábitos e as preferências dos brasileiros em relação aos meios de pagamento?

“Entre os resultados observados, vemos números reforçam a disparidade econômica regional do país, onde grande parte da população ainda sofre consequências da falta de infraestrutura para acompanhar a digitalização global”, explica Fabian Salum, professor Ph.D. em Estratégias Competitivas e Modelos de Negócios da Fundação Dom Cabral, responsável pela equipe de pesquisadores do projeto.

Outros dados Apesar de a maioria dos entrevistados receberem seus rendimentos em conta bancária, tem-se que 34,3% ainda recebem em dinheiro. A renda familiar de até dois salários-mínimos (até R$ 2.200,00 é a predominante, sendo a maioria dos entrevistados 56,3%).

A pesquisa também procurou analisar o futuro do dinheiro em um mundo cada vez mais digitalizado. A maior parte afirma que no futuro irão reduzir o uso do dinheiro, porém nunca irão deixar de utilizá-lo (44,7%). Os mais jovens se mostram mais propensos à adoção de outros meios de pagamento, em detrimento ao dinheiro. As Gerações Z (43,2%) e Y (27,9%) são as que mais afirmam que utilizam muito o PIX.

Fonte: Cantarino Brasileiro

Mastercard lança cartão acessível para deficientes visuais

A Mastercard lança o Touch Card, cartão acessível para pessoas que não enxergam e deficientes visuais que possui entalhes que permitem identificar se o cartão que eles manuseiam é de crédito, de débito ou pré-pago. O Touch Card tem um sistema de entalhes na lateral para ajudar os consumidores a usá-lo da maneira correta, apenas pelo toque.

O entalhe dos cartões de crédito é redondo; dos cartões de débito é amplo e reto; e nos pré-pagos, o entalhe é triangular. O padrão foi projetado para funcionar com terminais de pontos de venda e caixas eletrônicos, garantindo que possa ser implantado em escala.

No mundo, segundo a Mastercard, 2,2 bilhões de pessoas têm restrições visuais e existem poucas maneiras eficazes para elas determinarem rapidamente se estão com um cartão de crédito, débito ou pré-pago, principalmente à medida que mais cartões mudam para designs planos sem nomes e números em relevo.

A empresa também vem incorporando sua melodia característica nos balcões de checkout em todo o mundo, um sinal para todos – os deficientes visuais em particular – de que a transação do cartão foi realizada com sucesso.

Segundo o diretor de marketing e comunicação da Mastercard, Raja Rajamannar, o Touch Card vai aumentar a sensação de segurança, inclusão e independência para pessoas com deficiência visual, em todo o mundo. Para elas, “identificar os cartões de pagamento é uma verdadeira luta. Esta solução tátil permite ao consumidor posicionar corretamente o cartão e saber qual cartão de pagamento está usando”.

O conceito da Mastercard foi examinado e endossado pelo Royal National Institute of Blind People (RNIB) no Reino Unido e pelo VISIONS/Services for the Blind and Visually Impaired nos EUA. O cartão foi desenvolvido conjuntamente com a IDEMIA, empresa global em identidade aumentada, que fornece soluções para espaços físico e digital.

Com informações da assessoria de imprensa

Fonte: Cantarino Brasileiro

Superendividamento na Cobrança: Quais os impactos e como a nova regulamentação afeta o setor

A conhecida Lei do Superendividamento na Cobrança foi publicada e entrou em vigor no dia 1º de Julho de 2021, trazendo diversas novidades na relação de consumo, sobretudo nas relações entre consumidores e financeiras. Mas quais são os impactos no momento da recuperação destas dívidas?

Superendividamento na cobrança e a relação de consumo, quais as novidades trazidas pela Lei?

Ao falarmos sobre o os impactos do superendividamento na cobrança, inicialmente é importante esclarecer que, de acordo com a Lei 14.181/2021 (Lei do Superendividamento), “entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação.”

A legislação possui poucos meses e, como diversas outras, ainda há o típico questionamento brasileiro: “será que vai pegar essa lei de superendividamento na cobrança?”. Essa resposta será vista com o tempo, porém, nos primeiros meses que a lei se encontra em vigor, é possível identificar movimentações referentes ao Superendividamento na cobrança, na concessão e em órgãos de proteção ao crédito, por exemplo.

Quais as premissas utilizadas para classifica um superendividado?

Depreende-se da lei que, para a configuração do superendividamento, devem estar presentes as seguintes condições: (1) a impossibilidade manifesta do consumidor; (2) a boa-fé; (3) o pagamento da totalidade das dívidas vencidas e a vencer e, por fim, (4) não comprometimento do mínimo existencial para a sobrevivência do consumidor. As condições, portanto, devem adequar-se ao caso concreto, sendo que, considerando o superendividamento na cobrança, o mínimo existencial para um devedor solteiro, sem filhos pode ser R$ 1.000,00, enquanto para um(a) devedor(a) responsável financeiro de uma residência com dependentes, pode ser R$ 5.000,00, ou mais.

A grande novidade, em relação aos mutirões já realizados atualmente para a regularização de dívidas é que, considerando a lei do superendividamento na cobrança, o devedor deverá procurar o Poder Judiciário ou órgãos especializados, como os Procons para a regularização da totalidade de suas dívidas, as quais serão negociadas com o auxílio de um conciliador, sendo avaliada sua capacidade de pagamento, para que a negociação não prejudique a dignidade, como o pagamento de suas contas regulares de consumo, alimentação e lazer, por exemplo.

Como as operações devem preparar-se para a recuperação de crédito envolvendo a lei do superendividamento?

A lei do superendividamento na cobrança funciona para Pessoa Física de forma muito semelhante à Recuperação Judicial para Pessoa Jurídica, sendo que, caso um credor não aceite os termos propostos para a negociação, este será encaminhado para o “fim da fila” de pagamentos, sendo que a exigibilidade dos valores ficará suspensa até a finalização do acordo pactuado.

Ou seja, ficou ainda mais importante conseguir negociar e localizar o devedor com agilidade, para evitar-se perdas ainda maiores com negociações envolvendo o superendividamento na cobrança!

Para obter auxílio em atualização de dados cadastrais e afastar necessidade de negociações envolvendo o superendividamento na cobrança, os credores contam com as soluções da Think Data, bureau de informações referência no mercado nacional, que possibilitam a certificação de dados provenientes de mais de 400 fontes!

Como agilizar o contato com o devedor e evitar o superendividamento na cobrança?

Think Data conta com soluções inovadoras para localização de devedores, cabendo destacar a qualidade dos telefones que compõem sua base de dados para pessoas físicas de todo o Brasil. A identificação de telefones na base da Think Data, contam com tecnologia de ponta que utilizam inteligência artificial e machine learning para que credores identifiquem os contatos mais atualizados e evitem o superendividamento na cobrança, já que, quem chega primeiro tem mais chances de conseguir uma boa negociação na regularização de dívidas.

Para que seja realizada uma boa negociação, é possível identificar se, de fato, existe e, caso exista, afastar o superendividamento na cobrança, além de e uma futura quebra de acordo, já que, por meio das soluções da Think Data, é possível identificar a renda presumida do devedor (ou sua renda familiar per capita), sua profissão, vínculo empregatício, a identificação de recebimento de bolsa família e seguro-desemprego e muito mais!

Além disso, a Think Data, sendo um dos maiores distribuidores Serasa Experian, apresenta um amplo book de consultas que possibilita avaliar ainda mais profundamente a situação atual do devedor, através de consultas que podem ser adequadas às mais diversas necessidades, desde a mais simples identificando-se suas dívidas vencidas e cheques devolvidos até o envolvimento em ações judiciais, como a relacionada ao superendividamento na cobrança e seu score de crédito, por exemplo.

As discussões envolvendo o superendividamento na cobrança ainda são muito incipientes e aguardam maturação no Poder Judiciário. No entanto, há grande probabilidade de que se torne cada dia mais comum, dependendo de grande adaptação nas operações, que podem envolver a necessidade de disponibilização de prepostos em audiências de conciliação e obrigatoriedade de aceite de condições impostas juridicamente, por exemplo.

Considerando este cenário, a Think Data, atenta a todas as evoluções relacionadas ao mercado de crédito, cobrança e também jurídico, fornece consultoria e suporte a seus clientes, de forma a garantir que suas operações estejam alinhadas à nova legislação relacionada ao superendividamento na cobrança.

Fonte: Think Data

Inadimplência atinge 5,84 milhões de empresas em setembro

A inadimplência alcançou 5,84 milhões de empresas em setembro deste ano. O aumento de 0,1% em comparação a agosto foi impulsionado, principalmente, pelos negócios de todos os portes do setor de Serviços, que representou a maior parcela dentre os negativados (51,7%). Em relação ao mês anterior a participação desse segmento cresceu 0,5 ponto percentual, atingindo um número recorde na série histórica do índice, iniciada em 2018.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, existe um conjunto de motivos que podem ter ocasionado o crescimento da inadimplência em setembro. “Com uma maior inflação e a alta da taxa de juros, os empresários são impactados direta e indiretamente. Primeiro pelo encarecimento dos insumos necessários para manter o próprio negócio funcionando, depois, pela sensação de incerteza gerada aos consumidores, que cortam ou priorizam gastos, enfraquecendo o fluxo de caixa das empresas”. Rabi ainda comenta que, “depois de quatro meses com quedas consecutivas na inadimplência, essa expansão, mesmo que leve, pode ser o prenuncio de um cenário mais complicado daqui até o final do ano”.

– 5,34 milhões de negócios com o nome no vermelho são MPEs

Agosto de 2021 registrou 5.339.564 micro e pequenas empresas inadimplentes. No mês seguinte, setembro do mesmo ano, esse número cresceu para 5.341.462. A análise por segmento mostra que, diferente do setor de Serviços que teve alta de 0,1%, os negócios das áreas de Comércio e Indústria obtiveram melhora, ambos com queda de 0,1%. Além disso, a região Sudeste foi a única a marcar retração, essa de 0,2%. Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

Fonte: Blog Televendas

Endividamento chega a 71,3% das famílias e bate recorde na cidade de São Paulo

Pesquisa da Fecomercio-SP indica que inadimplência teve leve aumento e confiança do consumidor caiu

endividamento das famílias na cidade de São Paulo teve um crescimento de 15,2% em um ano e atingiu 2,84 milhões de famílias na capital paulista, ou 71,3% dos lares, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e obtida com exclusividade pela Jovem Pan. Em números absolutos, isso representa quase 620 mil famílias a mais com dívidas em quase um ano, já que em novembro de 2020 o porcentual de endividados estava em 56,1%. As principais causas para esse crescimento, de acordo com os autores do levantamento, são o crescimento da inflação, o baixo desempenho da economia e o desemprego ainda em níveis altos.

Ao todo, 74% das famílias que recebem até 10 salários mínimos estão endividadas e 63% das que recebem mais de 10 salários mínimos também contraíram dívidas, o que representa os maiores números da série histórica da Fecomercio-SP. A alta em outubro de endividados é 11ª consecutiva em São Paulo. A maior parte das famílias tem dívidas financiadas no cartão de crédito, 82,6%, número que representa um crescimento de 12,6% em um ano (desde outubro de 2020). Os carnês são destaque nas compras parceladas (22%, maior porcentual desde março de 2015).

Já a inadimplência teve aumento de 19% em setembro para 19,7% em outubro, passando de 721 mil famílias para 787 mil. O número não está fora da série histórica da pesquisa, que começou em 2004, mas é o maior desde abril de 2020. A maior parte das famílias inadimplentes demonstra intenção de quitar os débitos — apenas 7,1% do total acredita que não poderá pagar as dívidas, menor patamar desde janeiro de 2018. A pesquisa também apontou que a confiança do consumidor está em baixa: caiu 4,6% e voltou para 109,4 pontos (a escala vai de 0 a 200). Por outro lado, o índice de consumo das famílias teve um ligeiro crescimento de 0,4% e atingiu 71,7 pontos (a escala também vai de 0 a 200). Foram ouvidos 2,2 mil consumidores na capital paulista.

Fonte: Jovem Pan

Governo admite inflação maior, e salário mínimo pode ir a R$ 1.210

Piso da remuneração deve subir 10,04% e representará o terceiro ano sem reposição do poder de compra dos trabalhadores

A SPE (Secretaria de Política Econômica), vinculada ao Ministério da Economia, elevou de 8,4% para 10,04% a aposta de salto do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2021. O indicador é responsável por medir a inflação das famílias mais pobres e serve como base para o reajuste do salário mínimo.

Caso a expectativa seja confirmada, o piso da remuneração dos trabalhadores brasileiros subirá dos atuais R$ 1.100 para R$ 1.210,44 em 2022. O valor representa um aumento de R$ 110,44 em relação ao salário mínimo em vigor e equivale a mais R$ 63,44 na comparação com os R$ 1.147 propostos inicialmente para 2022 na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

A explicação para esse reajuste é o impacto da inflação de 2021, puxada, principalmente, pela evolução do preço dos combustíveis, dos alimentos e da energia elétrica. Apesar de maior, o valor deve representar o terceiro ano consecutivo em que o piso nacional não garantirá uma reposição do poder de compra à população mais carente.

Entre 2015 e 2019, o salário mínimo pago aos brasileiros era calculado com base na expectativa para o INPC do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes.

A medida, estabelecida pela lei 13.152, visava aumentar o poder de compra das famílias mais pobres, mas foi interrompida a partir de 2020, quando o reajuste passou a ter como base apenas a expectativa para a inflação do ano anterior, sem garantir ganho real.

Segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo é a base da remuneração de 50 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e deveria figurar, em outubro, na casa dos R$ 5.886,50.

Ao conceder um reajuste do salário mínimo sem a reposição do poder de compra, o governo federal gasta menos. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o piso da remuneração.

Cálculos mostram que cada real no salário mínimo implica despesa extra superior a R$ 350 milhões nos cofres públicos. A Constituição, no entanto, determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do INPC do ano anterior.

Fonte: R7