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Qual é a importância da nota de crédito para o consumidor?

Cada vez mais o consumidor brasileiro tem buscado informações referentes ao seu próprio histórico de crédito. Também conhecido como score ou cadastro positivo, a nota de crédito indica o risco de inadimplência, além das chances de conseguir um empréstimo ou crediário.

Consumidor de olho na nota de crédito

A pontuação de crédito do consumidor pode ir de 0 a 1000, desse modo, quanto maior a nota, menor o risco de se tornar inadimplente. A consulta é gratuita e pode ser feita através do site da Serasa. Com uma nota alta, o consumidor tem acesso a mais oportunidades no mercado, como a facilidade de tirar empréstimos.

De acordo com informações da terceira edição da Sondagem Educação Financeira e Nota de Crédito, realizada pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito, a ANBC, oito em cada dez consumidores brasileiros conhecem o significado de nota de crédito. Cenário bastante positivo, em comparação aos dados de maio de 2021, quando o levantamento apontava um índice de seis em cada dez.

A pesquisa ainda aponta que 74% dos brasileiros afirmam conhecer sua pontuação, no levantamento de 2021, o índice havia registrado 44%. Entre os consumidores que conhecem seu próprio score, 96% contam que tomaram conhecimento por iniciativa própria.

Aumento no número de  inadimplentes no país

Apesar do aumento do número de brasileiros que conhecem sua nota de crédito, cresce também no país o número de endividados e inadimplentes. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, a Peic, divulgada no início de março, cerca de 12,5 milhões de pessoas encerraram o mês de fevereiro endividadas, o número representa 76,6% das famílias do país.

O grau de endividamento é o maior dos últimos 12 anos, e ao menos 10,5% dos endividados, o que representa 1.215.816 de pessoas, não conseguirão quitar suas dívidas ou pagar suas parcelas, seguindo inadimplentes.Importância da nota de crédito para as finanças do consumidor

Diante da atual situação econômica, com o bolso do consumidor sendo atingido, reduzir o número de inadimplentes não parece uma tarefa fácil. Por isso, estar atento à sua situação em particular é essencial para evitar ser mais um endividado e inadimplente no país.

Acompanhar sua nota de crédito é um bom caminho para auxiliar no desenvolvimento da sua educação financeira. Construir um bom histórico lhe permitirá ter acesso a vantagens quando necessitar de crédito, permitindo maior movimentação das suas atividades econômicas, sem perder o controle das suas finanças.

Fonte: FDR

STJ destrava ações de busca e apreensão em todo o país

Paralisação de processos gerou insegurança no mercado financeiro

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverteu uma decisão que deu muita dor de cabeça ao mercado financeiro neste último mês. As ações de busca e apreensão vão voltar a tramitar normalmente em todo o país. O comando para a liberação desses processos foi dado ontem pelos ministros da 2ª Seção.

Essa discussão tem origem em uma sessão virtual. Os ministros resolveram julgar, em caráter repetitivo, se as notificações enviadas pelos bancos aos seus clientes endividados precisam ser assinadas. E, nessa ocasião, determinaram que as ações de busca e apreensão que discutem esse ponto deveriam ficar suspensas até o julgamento e conclusão do tema.

A forma como a decisão foi redigida, no entanto, gerou interpretações divergentes no mercado. Advogados que atuam na área entenderam que todas as ações de busca e apreensão haviam sido suspensas – e isso se estendeu para o Judiciário.

A primeira e a segunda instâncias começaram a aplicar a suspensão de forma indiscriminada. O assunto foi noticiado, com exclusividade, pela coluna digital do Valor, o Valor Jurídico.

Essa discussão envolve, especificamente, os contratos garantidos por alienação fiduciária. É o caso dos financiamentos de veículos. O pagamento é garantido pelo próprio bem que está sendo financiado e se o cliente não pagar o que deve, o banco pode tomar.

Só que com a suspensão das ações de busca e apreensão, as instituições financeiras ficam sem acesso a essas garantias. Por isso, tanta preocupação.

Existem requisitos que os bancos precisam cumprir antes de entrar com a ação. O principal deles é constituir o devedor em mora, ou seja, dar ciência ao cliente de que as parcelas estão em atraso e se não houver regularização há risco de perder o bem. Isso pode ser feito por protesto ou notificação extrajudicial.

Os bancos geralmente optam pela notificação extrajudicial. Costumam enviar pelos Correios a partir de 90 dias de atraso das parcelas. A discussão que está no STJ – e será decidida em caráter repetitivo – é sobre os avisos de recebimento dessas notificações.

Não há ainda uma data marcada para o julgamento em repetitivo. Os ministros da 2ª Seção trataram ontem somente da determinação que suspendeu as ações em todo o país (enquanto esse julgamento não acontece). Eles abordaram o tema por meio de uma questão de ordem. O próprio relator, Marco Buzzi, foi quem levantou a discussão.

O ministro informou aos colegas que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que atua como amicus curiae no caso, e a Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, parte no processo, comunicaram nos autos sobre as decisões de primeira e segunda instâncias suspendendo toda e qualquer ação de busca e apreensão e apresentaram pedido para que a determinação da Corte fosse revista.

Buzzi concordou. A liberação de todas as ações, ele disse, vai “evitar risco de perecimento dos direitos e a propagação equivocada da leitura do comando” dado pelo STJ. O ministro acrescentou que a liberação, nesse caso, é possível porque a 3ª e a 4ª Turmas – que estão abaixo da 2ª Seção – têm entendimento favorável às instituições financeiras.

O entendimento do relator foi acompanhado, de forma unânime, pelos demais integrantes da 2ª Seção. Essa decisão acaba com um problema grave e imediato, mas, segundo advogados, ainda não resolve tudo. Há dúvida no mercado em relação ao que será exatamente discutido no julgamento em repetitivo.

O texto do ministro Buzzi diz que a Seção vai “definir se é suficiente, ou não, o envio de notificação extrajudicial ao endereço do devedor indicado no contrato, dispensando-se, por conseguinte, que a assinatura do aviso de recebimento seja do próprio destinatário”.

O ministro usa a expressão “do próprio destinatário” e esse termo tem dado margem a interpretações divergentes no mercado. Advogados de bancos que atuam junto a montadoras disseram ao Valor que dá a entender que a discussão será ampla: se pode, um terceiro, assinar o recebimento (os porteiros, por exemplo, que recebem as correspondências nos prédios).

Já a Febraban tem uma interpretação mais restritiva. Entende que o caso em discussão na 2ª Seção trata especificamente sobre as notificações que retornaram sem assinatura (nem do próprio devedor nem de terceiros).

A entidade diz que o STJ já tem jurisprudência firmada sobre a assinatura de terceiros – permitindo – e que o caso escolhido agora para julgamento trata especificamente sobre a falta da assinatura.

Ministros ouvidos pelo Valor, entretanto, trazem uma terceira versão. O objetivo seria definir se basta o envio da correspondência para o endereço do devedor que consta no contrato – não tratando, portanto, de assinatura de terceiros ou da devolução da notificação sem nenhuma assinatura. Ponderam, no entanto, que essas questões podem vir à tona durante o julgamento.

Ainda não há data para a análise do assunto, mas segundo consta no regimento da Corte, deve ocorrer no prazo máximo de um ano. O tema será analisado por meio de dois processos do Rio Grande do Sul (REsp 1951888 e REsp 1951662).

Fonte: Valor Econômico

Ganho com crédito ou recessão: o dilema dos bancos com o juro alto

Resultados do primeiro trimestre de bancos americanos mostram ganhos maiores com empréstimos, ao mesmo tempo em que cresce o temor de recessão

Os chefes de alguns dos maiores bancos regionais dos Estados Unidos veem riscos crescentes de uma recessão provocada pelos aumentos das taxas de juros do Federal Reserve, embora esse movimento deva elevar a receita de empréstimos.

Os formuladores de política monetária do Federal Reserve, o Fed, lutam para conter preços ao consumidor que subiram 8,5% em março na taxa em 12 meses, e o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, disse na última semana que um aumento de meio ponto percentual na taxa de juros “estará na mesa” em maio.

Embora o aperto beneficie os bancos no curto prazo, aumentando os juros que cobram sobre empréstimos, os executivos dizem que existe o perigo de o banco central americano ser agressivo demais.

“Pode ser difícil aterrissar a economia”, disse o CEO do Fifth Third Bancorp, Greg Carmichael, em entrevista. “No final de 2023, podemos estar em um estado de recessão.”

Enquanto isso, os negócios de empréstimos estão mais fortes. O crescimento de crédito no primeiro trimestre foi de 1,4% em média em relação aos três meses anteriores em um grupo dos maiores bancos americanos de capital aberto que divulgou resultados na última quinta-feira, dia 21, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Excluindo os saldos de empréstimos vinculados a um programa de proteção de salários e uma carteira de crédito de veículos vendida pela empresa, as concessões médias do KeyCorp cresceram 15% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

Isso ajudou a neutralizar a fraqueza na área de banco de investimento do credor sediado em Cleveland, algo que o CEO Chris Gorman atribuiu à volatilidade do mercado.

“Se você fosse fazer uma oferta pública inicial, não entraria deliberadamente em um mercado instável”, disse Gorman em entrevista.

No curto prazo, o credor espera ver os empréstimos para o ano inteiro aumentarem em torno de 15%, e outros bancos estão igualmente otimistas.

Previsão de alta nos empréstimos

O PNC Financial Services Group espera um crescimento médio de empréstimos de 10% para o ano inteiro, disse o diretor financeiro Robert Reilly a analistas e investidores.

Mesmo com perspectivas de empréstimos tão otimistas, os executivos estão cientes de que o quadro econômico pode piorar.

“Embora acreditemos que a economia esteja em bases sólidas no curto prazo”, disse o CEO da Truist, Bill Rogers Jr., em teleconferência com analistas, “os ventos contrários da incerteza geopolítica, juntamente com o ambiente inflacionário e a previsão agressiva para o aperto da política monetária, criam uma ampla gama de perspectivas econômicas à medida que avançamos neste ano e no próximo”.

Fonte: Exame

Pode colocar experiência fora da minha área no CV? Especialista responde

No novo episódio do Entre Trampos e Barrancos, podcast de Carreira da Exame, especialista do Vagas.com responde dúvidas sobre o processo de recrutamento

Como foi o processo do seu emprego atual? Os leitores da Exame mandaram suas histórias e dúvidas sobre o processo de seleção de vagas e a Luciana Calegari, especialista de RH do Vagas.com, respondeu no episódio do podcast Entre Trampos e Barrancos.

Um leitor comentou no Instagram que, quando procurava por um estágio, ficou receoso em colocar uma experiência fora da sua área e sem contrato CLT no currículo.

Para a especialista, EXAME perguntou: quem não tem um currículo longo ou muita experiência, o que pode colocar no currículo?

“Quando a pessoa não tem tanta experiência, tudo ela deve colocar. Seja uma experiência numa empresa familiar, seja uma experiência sem registro, seja uma experiência na própria graduação”, recomenda a especialista. “Enfim, às vezes a pessoa nem tem essas experiências para contar. Então ele pode contar um pouco das atividades que exercia, por exemplo, na própria faculdade. Como ‘eu assumi a responsabilidade de liderar os grupos quando tinha trabalho em equipe’ ou ‘eu era a pessoa que formatava o trabalho’”.

Para ela, é importante lembrar que todos nós temos uma história para contar. “Lógico, conforme a gente vai evoluindo na carreira, essa experiência fica mais sólida. Então coloque a sua experiência e sua vivência mesmo que não tenha a oportunidade de ter um trabalho. Se teve, mesmo que informal, coloque essa experiência”, fala Calegari.

Dessa maneira, é importante pensar em o que as experiências passadas agregam para o seu perfil profissional. Organização, responsabilidade, resiliência e liderança são algumas das habilidades que o mercado (e os recrutadores) sempre busca nos profissionais.

Para o leitor da Exame que mandou sua história, colocar uma experiência de outra indústria trouxe uma feliz coincidência: a recrutadora da empresa onde ele buscava uma oportunidade já havia trabalhado no local. E o conhecimento sobre os desafios que o cargo anterior apresentava foi o bastante para querer contratar o candidato.

E, com o tempo, as experiências menos coerentes com a sua trajetória de carreira podem sair do CV para dar espaço a informações mais relevantes, como cursos concluídos, promoções de cargo e resultados alcançados.

Fonte: Exame

Perfil Socioeconômico do Cliente: Como identificá-lo facilmente e ter mais sucesso nas ações de venda e cobrança?

Em qualquer negociação, é importante identificar o perfil socioeconômico do cliente, pois ao conhecer a capacidade de pagamento, a venda ou cobrança será feita de forma mais assertiva, personalizada, aumentando as chances de sucesso.

No momento inicial da venda, quando o negociador entende as necessidades e qual é o perfil socioeconômico do cliente, ele identifica qual é a forma de abordagem e oferecimento do produto, qual a melhor forma de entrar em contato com o prospect apresentando o produto de forma que demonstre que este realmente seja interessante e brilhe aos olhos do comprador, acarretando o sucesso da negociação.

Por outro lado, ao falarmos de cobrança, não é segredo para nenhum cobrador, que o inadimplente utiliza de mecanismos a fim de se esquivar da cobrança e de negativações ou prejuízos e por isso, é tão importante identificar o perfil socioeconômico do cliente não somente no momento da venda, mas também na cobrança.

No momento da cobrança, pode ser ainda mais importante tomar cuidado em mapear o perfil socioeconômico do cliente do que na compra, pois caso a inadimplência se torne recorrente entre os demais compradores, a empresa terá sérios prejuízos financeiros.

Como o ICP pode te ajudar a identificar o perfil do cliente?

Antes de tudo, ICP é a sigla para Ideal Customer Profile, uma estratégia utilizada para entender o perfil do cliente ideal. Quando usada, auxilia que a empresa identifique a melhor forma de abordagem através, como por exemplo a análise do perfil socioeconômico do cliente.

Estratégias de vendas que são direcionadas corretamente, acarretam o aumento de fechamento de contratos e o mais importante, quando o perfil socioeconômico do cliente se encaixa com o perfil da empresa, dificilmente esse negócio tende a dar prejuízos.

A melhor forma de identificar o Ideal Customer Profile, é utilizar de soluções que através de consultas em base de dados, facilitem uma análise mais criteriosa de cada lead, mapeando o perfil socioeconômico do cliente e fazendo com que a campanhas de marketing atinjam o contato com a pessoa certa e no momento certo.

Como a análise do perfil socioeconômico do cliente pode auxiliar na cobrança?!

Não é somente no momento da venda que a empresa precisa analisar o perfil socioeconômico do cliente e sim a todo o momento, para aumentar ao máximo as chances de uma melhor negociação com a consecutiva quitação dos débitos.

Por isso, quando o credor entende o perfil socioeconômico do cliente, ele toma a frente na negociação das dívidas e consequentemente diminui os altos índices de inadimplência, que de acordo com o Banco Central do Brasil continua crescendo e batendo recordes. Além disso, existe previsão de que neste ano a inadimplência continue aumentando, assim como a concessão de crédito, que tende a subir de forma mais tranquila tendo em vista a diminuição da capacidade esperada para o consumo.

Ao utilizar soluções que visam mapear o perfil socioeconômico,e que se pode, por exemplo, mostrar se o devedor é beneficiário do bolsa família, se irá receber a restituição do imposto de renda ou se encontra empregado, aumentam as taxas de sucesso nas negociações e consequente diminuição inadimplentes em carteira.

Formas de identificar o perfil socioeconômico do cliente antes da venda:

Nesse ponto todos nós sabemos o quanto é importante identificar o perfil socioeconômico do cliente para entender a melhor forma de identificar o cliente ideal para as vendas. Agora o que falta é explicar como entender quem é o cliente e qual é o melhor perfil para a empresa.

Think Data, bureau de informações e referência no mercado, oferece diversos mecanismos que possibilitam entender o perfil socioeconômico do cliente. Como por exemplo, a pesquisa online que é feita diretamente no Ministério do Trabalho e que possibilita o credor verificar se ao fornecer seus serviços e/ou produtos, o cliente possui vínculo empregatício formal, por exemplo. Além disso, é possível identificar também se o cliente possui vínculo como sócio e/ou administradores de empresa, possibilitando uma análise ainda mais clara do perfil.

E não só isso, é possível também, verificar renda familiar per capita ou a renda resumida, como forma de entender melhor em qual faixa de capacidade de pagamento o perfil socioeconômico se enquadra, para assim oferecer aquilo que está de acordo com a necessidade do cliente e a possibilidade do fornecedor.

Na Think Data, é possível realizar diversos cruzamentos de informações a fim de identificar o perfil socioeconômico do cliente que vão desde a faixa etária, região de domicílio até a identificação de profissão e escolaridade, ou até mesmo a capacidade de pagamento através de consultas Serasa Experian.

Perfil socioeconômico do devedor: as soluções da Serasa Experian podem auxiliar na segurança das operações

Além disso, para completar a análise do perfil socioeconômico, é possível que o credor realize uma pesquisa básica nas Soluções Serasa Experian, oferecidas para pessoas jurídicas de todos os portes pela Think Data, possibilitando a verificação de pendências, restrições financeiras, ocorrência de protesto em âmbito estadual, dívidas vencidas, cheques devolvidos e sem fundos, o que aumentam a segurança do credor para o recebimento dos serviços prestados.

Outra forma de se resguardar quanto a fornecimento de serviços, seja ela empréstimos bancários, consignados ou vendas etc. Ou seja, é a segurança que se o cliente não efetuar o pagamento do serviço contratado, a negativação (assim como a desnegativação), pode ser feita de forma ágil e sem burocracias.

Ao entender o perfil socioeconômico do cliente, o credor se assegura antes e depois do negócio ter sido efetivado.

Perfil Socioeconômico do Cliente: medidas que auxiliam a propositura de ação judicial

Com as soluções disponibilizadas pela Think Data, torna-se possível mapear o perfil socioeconômico do cliente, facilitando a tentativa de contato com o cliente para que haja uma negociação extrajudicial, no entanto, quando não é possível obter sucesso e o credor não se vê em outra saída a não ser inicial um processo, ele pode usar os dados anteriormente identificados para iniciar uma ação de cobrança.

E nessa etapa, é importante que o credor seja assertivo nos dados informados ao poder judiciário, tendo em vista que todo o trâmite de iniciar uma ação, além de caro, costuma ser muito demorado, o que não será um problema se este realizou ou possui meios de identificar dados atualizados e apresentar o perfil socioeconômico do cliente.

Tendo em vista que, quando o credor inicia uma ação com os melhores dados, a probabilidade de sucesso aumenta significantemente. Isso ocorre porque ao ingressar com o processo, ele já indicou os melhores meios de localização do devedor, como e-mail, telefone, endereço, resultados das pesquisas realizadas para identificar o perfil socioeconômico, que auxiliam posteriormente em sua cobrança.

Fonte: Tink Data

Alimentação faz brasileiros se endividarem no cartão de crédito

Disparada da inflação, puxada pelos alimentos, leva o brasileiro a se endividar para pagar supermercado. Segundo pesquisa, 69% das compras feitas no crédito atualmente são de necessidades básicas

Os mais recentes números econômicos indicam que a inflação não vai dar trégua. Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 1,62%, o maior patamar para o mês desde 1994, antes do lançamento do Plano Real. Em 12 meses, o IPCA acumula um avanço de 11,3%, segundo dados divulgados, na sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa disparada da inflação, puxada por alimentos e transportes, leva o brasileiro a recorrer ainda mais ao cartão de crédito na compra de itens de necessidades básicas, como alimentos e supermercados.

A última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada em 31 de março pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que 77,5% das famílias brasileiras estão endividadas. O cartão de crédito é o maior motivo: 87% das pessoas estão em débito nessa modalidade.

Nos lares com renda abaixo de 10 salários mínimos, a porcentagem de devedores é de 78,5%, já nos que recebem acima de 10 salários mínimos, 73,7%. Ambas as taxas tiveram alta em vista do registrado em fevereiro. Segundo dados do Serasa, o valor médio da dívida de cada brasileiro está em R$ 4.042,08, e nove em cada 10 acreditam que estar endividado é motivo de vergonha. O número de inadimplentes passa dos 65 milhões.

A pesquisa da empresa revelou ainda que 69% das compras feitas no cartão de crédito são de necessidades básicas, como alimentos e supermercados; 42% são realizadas para aquisição de roupas e eletrodomésticos, ao passo que 41%, para remédios e tratamentos médicos. Além disso, foi constatado que 85% das pessoas em débito têm o sono prejudicado por causa das dívidas, e 76% passaram a ter dificuldade para se concentrar no trabalho.

“Na maior parte dos casos, as dívidas feitas no cartão de crédito, pelo menos no caso de pessoas físicas, são as piores. Quando o juro que você paga é maior do que o benefício que você recebe, é uma dívida ruim, você está tendo mais malefícios do que benefícios”, detalha Roberto Luís Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo o economista da Troster Associados, o fato de as pessoas estarem endividadas não é ruim para os bancos, já que essas instituições vivem de intermediários. “No Brasil, quase metade dos juros, ou dependendo do caso, até mais, vai de imposto para o governo. Isso é ruim para todo mundo, porque você desperdiça riqueza.”

Merian Santos, 37 anos, entrou na estatística ao passar por maus bocados por causa do cartão de crédito. A cozinheira conta que teve insônia por causa da preocupação. “Eu peguei o cartão para comprar algumas coisas materiais para minha casa, comida, coisa para o meu filho. Foi indo, eu pagando só aquele valor mínimo, quando eu fui ver, já estava altíssimo”, diz. A descoberta de que estava devendo só foi feita quando ela tentou fazer outro cartão.

Ela relembra as dificuldades enfrentadas até quitar o valor, e também da ajuda recebida do chefe para renegociar a dívida: “Eu fui com ele (chefe) lá para ver a questão, e foi assim que eu consegui pagar (a dívida) aos poucos. Foi difícil”.

O consultor e planejador financeiro pessoal Rogério Olegário afirma ser importante entender que o cartão de crédito não é um item de despesa, mas um meio de pagamento. A partir daí, é preciso avaliar até que ponto cada um consegue lidar com a fatura.

“Se eu coloco o meu limite de gastos como um teto, eu não vou gastar mais do que eu recebo. Mas, se eu coloco o meu limite mais a minha receita, aí eu me autorizo a gastar mais do que eu recebo. Com isso, gera um acúmulo, uma ‘bola de neve’, e chega uma hora em que não consigo pagar.”

O especialista ressalta também que não se deve usar a ferramenta de compra de maneira “infantil”. “Dou um exemplo: fui a uma loja outro dia e estava lá uma mãe fazendo compras com o filho. Aí, o filho pediu uma coisa e ela falou: ‘Filho, não vai dar. Acabou o dinheiro’. O garotinho falou: ‘Então, me dê o cartão’. Esse é o modo de usar o cartão de crédito de forma infantil”, explica.

Conjuntura

Na visão do economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Felipe Queiroz, o cenário das dívidas na rotina do cidadão brasileiro vem, em grande parte, como resultado do quadro econômico do país. “Há uma vertente de senso comum que tenta atribuir o alto endividamento das famílias, sobretudo daquelas de menor renda, a uma falta de planejamento, à falta de controle dos impulsos por consumir. Porém, por trás dessa justificativa, há uma visão distorcida que amplia o estigma sobre as famílias de menor renda e que enfrentam o desemprego — ou quando têm um trabalho, é precarizado e recebe aquém do necessário.”

No ano de 2022, o salário mínimo é de R$ 1.212. Em contraste, a pesquisa mais recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades de uma família de quatro pessoas — considerando gastos com moradia, transporte, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência — seria R$ 6.394,76.

“Isso significa que as famílias que recebem menos que isso têm dificuldade para manter uma renda básica. Atribuir isso a um ato perdulário dessas famílias, além de hipocrisia, é uma forma muito conveniente de terceirizar a culpa. Tira a culpa de um Estado que deveria adotar medidas macroeconômicas para gerar emprego, gerar melhor distribuição de renda, melhor qualidade de vida, e joga toda a culpa nas famílias”, finaliza Felipe Queiroz.

Fonte: Correio Braziliense

Ligações de cobrança legítimas não podem ser bloqueadas pelo cliente

Telecobrança favorece a diminuição da inadimplência

As empresas especializadas de telecobrança tem a importante missão de facilitar a comunicação entre credor e consumidor, auxiliando no pagamento de dívidas atrasadas apresentando condições favoráveis de pagamento, onde o cliente consumidor participa ativamente da negociação. Engana-se quem diz que as ligações legítimas de cobrança podem e devem ser bloqueadas pelo cliente credor.

A atividade de telecobrança está inserida no ciclo do crédito contribuindo de forma relevante para diminuir os índices de inadimplência. Negar aos credores o direito de realizarem ligações para negociar suas dividas é negar o direito de receber por um produto vendido, um serviço prestado ou um empréstimo obtido.

“Respeitamos opiniões mas trazemos fatos que precisam ser conhecidos pela sociedade, não estamos falando de ligações de cobrança de grandes empresas para consumidores-devedores e, sim, falando de você pessoa física ou jurídica que prestou algum de tipo de serviço ou vendeu algum produto a alguém, e não poderá cobrar pelo produto ou pelo serviço prestado ou vendido. Você como como cidadão, acharia justo? ”, questiona Mariane Schettert, Primeira Conselheira do Instituto Geoc (Gestão de Excelência Operacional em Cobrança).

“O que vem acontecendo é uma confusão ao misturar telemarketing de venda e oferta de produtos, com cobranças que precisam ser feitas, numa relação de continuidade entre o credor e o devedor, que assumiu um compromisso ao fazer a compra”, afirma Schettert.

Muita discussão é gerada em torno do tema, pois existe uma grande confusão de dados pessoais e as pessoas acabam recebendo diversas ligações erradas. Quem nunca ouviu do outro lado da linha: – estou falando com Maria? – Quando na verdade, seu nome é Lucia?

Isso acontece em muitos casos com linhas de celulares pré-pagos, cujo número pode circular por até 12 titularidades diferentes no período de um ano, ou seja, um chip comprado sem identificação tem duração média de 40 dias e o número é reaproveitado pelas operadoras.

“A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) vem para ajudar a resolver esse e outros problemas gerados na divulgação massiva de dados pessoais. A melhor solução seria as empresas de telefonia divulgarem o que é pré e o que é pós-pago e evitar que um consumidor adquirisse um número que já foi utilizado”, reforça Mariane.

No último mês de março, o Instituto reuniu-se com a Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, para discutir sobre as ligações indesejadas aos consumidores. A conversa tratou sobre o ponto de equilíbrio entre a diminuição de ligações ao consumidor que não possui relação com a dívida, desde que, para isso, as empresas de telecobrança consigam obter conhecimento prévio se o número que estão ligando pertence ou não ao devedor que buscam contato.

Essa fiscalização caberia à Anatel, já que a cobrança é feita pelo CPF relacionado àquele número de celular, que pode inclusive, ter sido registrado errado na hora da compra. Como no ato de um chip pré-pago não há exigência de comprovação, qualquer um pode passar um número de CPF falso, que pertença a outra pessoa.

Então, ao exercerem sua legitimidade de cobrar o que é devido, as empresas de cobrança não podem simplesmente ser ignoradas através de bloqueios. “Vale acrescentar que o setor de cobrança não pretende deixar de ser regulado e sabe que precisa trabalhar dentro das normas”, completa Mariane. Isso vale para horários, quantidade de ligações e abordagem realizada. Quando o devedor ouve a proposta com atenção, o assunto pode ser decidido com apenas uma chamada curta. Dívida negociada, facilidade no pagamento e serviço de cobrança com seu dever cumprido.

Então, devemos ficar atento às regras de bloqueios e não confundir trabalhos e objetivos diferentes. Querer vender é uma coisa. Cobrar pelo que já foi comprado e não foi pago, é outra totalmente diferente.

Fonte: Redação

Dívidas vão consumir Auxílio e FGTS, preveem economistas

Diferente do que ocorreu em 2019, dinheiro do FGTS terá pouco impacto sob o consumo

Além do efeito corrosivo da inflação, economistas têm dúvidas a respeito do real impacto de medidas de estímulo fiscal do governo sobre o consumo por causa de um outro fenômeno: o endividamento elevado das famílias.

“Não consigo imaginar rendimento nominal crescendo mais do que 7,7%”, diz Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original, em referência a sua projeção para inflação neste ano. “Com [liberação de saques do] FGTS e Auxílio Brasil, melhora, mas não me animo com isso na ponta do consumo. Parte vai virar abatimento de dívida, e não consumo”, afirma.

Em 2019, quando houve medida similar para o FGTS, a estimativa era que o efeito multiplicador sobre o consumo fosse de um para um, segundo Caruso. “Hoje, se realmente forem resgatados R$ 30 bilhões pelos trabalhadores, acredito que esse multiplicador seria menor. Não vamos ter ganhos de consumo e PIB reais desse FGTS”, diz ele.

Em um cenário econômico como o atual, sobretudo por causa da inflação alta, boa parte dessa renda dos saques extraordinários do fundo deve ir, além da quitação de dívidas, para a compra de bens não duráveis e afins, como alimentação, contas de luz, água e combustível, aponta Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores. Ele projeta um crescimento de 1,4% na sua classificação para massa de renda ampliada em 2022.

A XP espera um crescimento da massa de renda real ampliada disponível às famílias neste ano de 1,2%. “Esse conceito ampliado disponível cresceu 4% em 2020, mesmo com a pandemia, devido ao auxílio emergencial – foram quase R$ 300 bilhões distribuídos pelo governo federal. Em 2021, houve a diminuição do auxílio, e esse conceito de massa caiu. Agora, vemos um crescimento moderado”, diz o economista Rodolfo Margato.

No relatório antecipado ao Valor, o Santander também ressalta que a medida fiscal “pode ser utilizada pelos trabalhadores para reduzir o endividamento das famílias, que vem aumentando nos últimos períodos”.

O Santander estima que o dado do Banco Central para o endividamento das famílias, disponível somente até novembro do ano passado, deve ter atingido 53,2% em dezembro de 2021.

Segundo Imaizumi, da LCA, a massa de renda do trabalho representa aproximadamente 80% da massa de renda total, enquanto programas como os ligados ao FGTS e o Auxílio Brasil representam, aproximadamente, em média, 2% cada dessa renda.

“São medidas relativamente bem-vindas – desde que dentro das regras fiscais, que não sejam pontuais e com outros propósitos, como políticos -, mas não mudam a regra do jogo”, afirma o economista.

Fonte: Valor Econômico