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Caixa reduz juros do cheque especial a 4,99% ao mês, mas para grupo limitado de clientes

Taxa vale para quem tem conta salário no banco e aderiu ao pacote ‘Agora sim’, que oferece condições especiais e foi lançado em agosto.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (12) que vai cobrar juros de 4,99% ao mês no cheque especial a partir de 1º de dezembro. Mas a taxa especial só vale para os clientes do banco que têm conta salário e aderiram ao pacote “Agora sim”, lançado em agosto e que oferece condições especiais.

Segundo a Caixa, para esses clientes, a redução foi de 63% em relação ao que era cobrado para o cheque especial até julho, antes do lançamento do pacote.

Para os clientes que têm conta corrente e aderiram ao “Agora sim”, a taxa é de 5,94% ao mês, segundo a assessoria de imprensa do banco.

O banco não informou a taxa cobrada fora do pacote.

Segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP, o juro médio do cheque especial para os clientes da Caixa ficou em 9,9% ao mês em novembro – o menor entre os cobrados pelos cinco maiores bancos do país. No geral, a taxa média ficou em 12,75% ao mês.

A Caixa anunciou também nesta terça que teve lucro líquido de R$ 8 bilhões no terceiro trimestre, alta de 67% sobre um ano antes. Descontados efeitos extraordinários, o lucro recorrente foi de R$ 4,2 bilhões no período, queda de 14% na mesma comparação.

Fonte: G1

Crédito tem maior crescimento desde 2012 e ajuda no consumo das famílias

Entre janeiro e setembro, concessão de crédito livre para as pessoas físicas avançou quase 11%. Desafio do país ainda é reduzir spread.

O crédito concedido a pessoas físicas no Brasil alcançou o maior ritmo de crescimento em sete anos. Em um cenário de fragilidade da atividade econômica e do mercado de trabalho, o aumento da tomada de empréstimos tem representado algum estímulo para o consumo das famílias.

Neste ano, em termos reais (quando se desconta a inflação), a concessão de crédito livre para a pessoa física subiu cerca de 11% entre janeiro e setembro. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) com base nos dados do Banco Central. É o melhor resultado para o período desde 2012 – os dados de crédito só começaram ser computados pelo BC em março de 2011.

“Há muito tempo o crédito não tinha uma expansão tão significativa. Essa maior concessão tem força para ajudar a economia brasileira no curto prazo”, afirma economista da CNC Fabio Bentes.

A forte alta na concessão de crédito é explicada por uma recuperação depois de anos de recessão e baixo crescimento econômico. Nos períodos recessivos, as famílias pararam de tomar empréstimos. Em volume, o crédito já alcançou R$ 1,59 bilhão nos primeiros nove meses do ano, também o melhor desempenho desde 2012.

Além do aumento na concessão, a composição da tomada de recursos na carteira do brasileiro está melhor. Linhas consideradas de melhor qualidade – como crédito pessoal, aquisição de veículos e cartão de crédito à vista – têm aumentando a sua fatia no crédito total do país.

“O cenário econômico parou de piorar. O país não vive mais uma recessão, e as famílias aos poucos voltam a tomar crédito”, afirma o economista da consultoria 4E Bruno Lavieri.

O quadro mais benigno do crédito para pessoa física está longe de indicar uma retomada vigorosa da economia brasileira, mas mostra que esse movimento tem compensado a fraca reação do mercado de trabalho – o Brasil tem 12,5 milhões de desempregados.

No varejo, os setores mais ligados ao crédito têm mostrado um desempenho melhor do que aqueles dependentes da renda. As vendas de super e hipermercados, por exemplo, cresceram 1,2% no acumulado em 12 meses até setembro deste ano, enquanto as de veículos avançaram 11,2%, e as de material de construção tiveram alta de 3,5%.

Com o avanço do crédito, a expectativa é que o consumo das famílias contribua positivamente para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo dos próximos anos.

Em 2019, a consultoria 4E estima que o consumo das famílias vai crescer 1,3%, enquanto o PIB deve avançar 0,9%. Para 2020, a expectativa é de um avanço de 3,4% e 2,7%, respectivamente.

No médio prazo, uma retomada mais consistente do consumo, dizem os analisas, passa pela melhora do mercado de trabalho e da renda do trabalhador. “É sempre melhor o crédito estar associado ao emprego”, afirma a analista de varejo e crédito da consultoria Tendências, Isabela Tavares.

A Tendências projeta um crescimento de 0,9% para o PIB neste ano e de 1,8% para o consumo das famílias. Para o ano que vem, as projeções são de 1,8% e 2,1%, respectivamente.

Juros podem ajudar; spread é desafio

 O mercado de crédito no Brasil também pode ser impulsionado pela queda da taxa básica de juros (Selic). Atualmente, ela está em 5% ao ano, e a expectativa dos analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, é que encerre 2019 em 4,5%.

Juros mais baixos tendem a reduzir o custo do crédito. No entanto, isso ainda não aconteceu de forma generalizada na economia brasileira. De agosto para setembro, o spread nas operações para pessoas físicas recuou de 45,5 pontos para 45 pontos. Apesar da queda no mês passado, o spread ainda está acima do observado no fim do ano passado – em dezembro, marcava 40,7 pontos.

O spread é a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o quanto cobram para emprestar para seus clientes.

“Os juros básicos estão nas mínimas históricas, mas os finais, não”, diz Flávio Calife, economista da Boa Vista.

O presidente Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a reconhecer a dificuldade de repassar a queda dos juros. Em evento em São Paulo, na sexta-feira (8), ele disse que os juros na ponta não caíram “como desejado” para 90% da massa de crédito.

Com a expectativa de queda da Selic, os especialistas avaliam que o spread tende a recuar ao longo dos próximos meses. Uma queda mais acentuada, no entanto, também só deve ocorrer com a redução da inadimplência, que depende diretamente da melhora da renda e do emprego.

“Mesmo que o desemprego esteja caindo um pouco, ele continua num patamar muito elevado. E a queda se dá muito pelo trabalho informal, que gera risco de alta inadimplência porque o trabalhador não tem como comprovar renda, nem dar garantias”, diz Marcela Kawauti, economista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Fonte: G1

4 empresas abrem mais de 1,7 mil vagas de emprego no país

Entre cargos estão atendente, vendedor e gerente.

As empresas Atento, Align Technology, Pipefy e Óticas Diniz estão contratando para mais de 1,7 mil vagas de emprego em todo o país. Veja abaixo os detalhes dos processos seletivos:

Atento

 A Atento, empresa de serviços de gestão de relacionamento com clientes e terceirização de processos de negócios, anuncia nesta semana a abertura de 1.580 vagas de emprego em todo o país, todas para a área de atendimento ao cliente.

Do total de oportunidades, 1.230 são para o estado de São Paulo, disponíveis na capital, São Paulo (620 vagas), em São Bernardo do Campo (160 vagas), São Caetano do Sul (230 vagas), Santos (120 vagas), e em Guarulhos (100 vagas). Para concorrer não é necessário ter experiência anterior e o candidato deve residir no município referente à vaga.

Para preencher as vagas, a companhia procura candidatos com ensino médio completo, bom vocabulário, boa dicção, fluência verbal, dinamismo e desenvoltura no relacionamento interpessoal.

Como benefícios são oferecidos vale-alimentação, vale-refeição, auxílios creche e criança especial, além de todas as especificações da CLT. Todas as oportunidades estão disponíveis para pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados da Previdência Social.

É possível se candidatar até domingo, 17 de novembro, enviando e-mail para recrutamento@atento.com.br, com currículo, nome, cidade, telefone e DDD.

Align Technology

 A Align Technology, empresa de aparelhos ortodônticos invisíveis, abriu 100 vagas de emprego em todo o país para diferentes departamentos e níveis operacionais, além de diversas outras oportunidades em outros países da América Latina.

Do total das vagas, 80% estão focadas em áreas comerciais (gerentes de território, gerente de vendas, desenvolvimento de negócios, entre outros) em diversas regiões do país. Há ainda oportunidades para trabalhar no escritório da empresa, em São Paulo, em áreas como marketing professional, marketing de consumer, logística, atendimento ao consumidor e suporte clínico.

O processo seletivo acontecerá nos meses de novembro e dezembro para que os candidatos possam iniciar na empresa em janeiro de 2020.

Para todas as vagas disponíveis é necessário que o candidato tenha o ensino superior completo e qualidades técnicas específicas, alinhadas com a respectiva área de atuação, além de capacidade de resiliência, aprender e se adaptar rapidamente, ter sinergia com o modelo de negócio da companhia e determinação e vontade de crescer.

A empresa busca profissionais com diferentes experiências no mercado, como pessoas vindas de empresas de tecnologia, indústria farmacêutica, equipamentos médicos e bens de consumo.

Os candidatos interessados devem entrar no site http://jobs.jobvite.com/align-tech/ e aplicar para a vaga que melhor se encaixar em seu perfil. Em alguns dias o time de recrutamento da Align entrará em contato com os selecionados – que serão levados pela companhia até São Paulo, sede da empresa, para serem entrevistados presencialmente. Até o dia 15 de dezembro, todos os candidatos já serão escolhidos para iniciar as atividades na empresa no dia 6 de janeiro de 2020.

Pipefy

 A Pipefy, startup curitibana de gerenciamento de processos, anuncia a abertura de 45 vagas em diversas áreas e níveis hierárquicos. As posições são para atuar na sede brasileira e há também possibilidade de trabalho remoto de qualquer lugar do Brasil ou do mundo.

Além dos conhecimentos e habilidades necessários para cada posição, há quatro pré-requisitos para os interessados em trabalhar na empresa: inglês avançado ou fluente, sonhar grande, ser muito bom no que faz, querer ir além do suficiente sempre.

As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas no link https://www.pipefy.com/careers/.

Óticas Diniz

 As Óticas Diniz, rede de varejo óptico, estão contratando para a nova unidade da marca, localizada no bairro do Tucuruvi, na zona norte da capital paulista, que será inaugurada em dezembro. Os cargos disponíveis são para vendedores e gerente.

Para se candidatar é necessário ser maior de 18 anos e ter experiência no ramo óptico. As etapas do processo seletivo são envio de currículo no e-mail rh.diniz@oticasdiniz.com.br e entrevista presencial. Os candidatos aprovados passarão por treinamento. As Óticas Diniz de Tucuruvi oferecem registro em carteira, vale transporte e vale refeição.

Fonte: G1

Juros na ponta não caíram como o desejado em 90% da massa de crédito, diz presidente do BC

Campos Neto reiterou que o BC vê espaço para mais um corte de 0,5 ponto da taxa básica de juros este ano.

Os juros na ponta (para o tomador do empréstimo) não caíram como o desejado pelo Banco Central em 90% da massa de crédito, avaliou nesta sexta-feira (8) o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, em evento organizado pela Embaixada da Itália em São Paulo.

Campos Neto voltou a dizer que, para que isso ocorra, é preciso que o país resolva o problema de informação assimétrica. Ela será removida, na visão do presidente do BC, com a implementação do chamado open banking (compartilhamento de informações financeiras dos usuários), que dará aos clientes de bancos o poder sobre seus dados financeiros. Ele também afirmou ser necessário melhorar a questão das garantias nos empréstimos, uma vez que a recuperação de crédito no país é baixa e demorada.

Quanto à política monetária, Campos Neto reiterou em seu discurso que o BC vê espaço para mais um corte de 0,5 ponto da taxa básica de juros este ano, após ter feito uma redução desta magnitude na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em outubro. Atualmente, a Selic está na mínima histórica de 5%.

Fonte: G1

A revolução dos boletos eletrônicos

Sistema lançado há dez anos para modernizar a liquidação dos boletos bancários, oferecendo mais segurança e controle nos meios de pagamento e que hoje é referência no mundo inteiro, o Débito Direto Autorizado – ou simplesmente DDA – conseguiu desde então revolucionar os boletos de pagamento, que se tornaram eletrônicos.

A importância da medida fica ainda mais evidente se levarmos em consideração que, desde 1993, quando os boletos de pagamento passaram a existir, ainda não haviam sido aplicadas melhorias relacionadas à tecnologia. Com o DDA, o mercado ganhou uma nova perspectiva para a evolução desse meio de pagamento.

Um ponto a ser destacado é a manutenção da essência do DDA desde o seu início. Ou seja, a adesão continua sendo de forma voluntária e sem custos para quem tiver interesse. Para efetuar o pagamento eletrônico, basta ao cliente fazer o cadastramento no banco, que passará a fazer o encaminhamento dos boletos. Esse recurso facilita a organização das contas que estão para vencer, uma vez que os clientes conseguem visualizar todos os boletos que foram emitidos em seu nome, contribuindo para a melhoria do controle financeiro de quem adere à facilidade.

Toda essa mudança trouxe muitos ganhos em termos econômicos, logísticos e ambientais, pois permitiu a diminuição de custos com impressão e envio dos boletos. Além disso, o uso de aplicativos para smartphones auxiliou bastante nessa relação entre o usuário final e os bancos.

Agora, com poucos cliques, a solicitação desse cadastro ficou ainda mais rápida e fácil. Foi assim que a iniciativa conseguiu atender a uma demanda crescente por processos mais digitais, além de atrair mais clientes para um mundo mais conectado.

Outra iniciativa, além do DDA, foi fundamental para modernizar o sistema de emissão e pagamento de boletos. Com a Nova Plataforma de Cobrança (NPC), desenvolvida pelo setor bancário em conjunto com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), é possível oferecer mais comodidade aos clientes, além de prevenir a lavagem de dinheiro e melhorar o atendimento aos reguladores, que podem ter acesso a informações, origem e destino de valores.

Com a Nova Plataforma de Cobrança, os clientes podem pagar boletos registrados após a data de vencimento e em qualquer instituição financeira, com a opção de pagamento eletrônico. Do ponto de vista de segurança, os boletos eletrônicos reduziram as oportunidades de fraudes. Segundo dados da Febraban, a NPC conseguirá eliminar R$ 450 milhões em fraudes por ano nesses pagamentos.

Se com os boletos impressos é possível fazer uma cópia adulterada do documento, direcionando o código de barras para uma conta ilegal, a Nova Plataforma torna essa ação praticamente inviável por contar com os mesmos procedimentos de certificação, criptografia e de segurança de uma TED.

A segurança somada à praticidade oferecida já traz resultados significativos. A Febraban aponta que de dezembro de 2018 a fevereiro deste ano, 1,5 bilhão de boletos já foram cadastrados na plataforma, totalizando mais de 6,6 bilhões de operações. Os números mostram ainda que o número de pagadores eletrônicos cresceu 33% no último ano, uma mostra de que os brasileiros estão cada vez mais familiarizados com esse sistema de pagamentos.

O DDA também resolve questões com a perda ou extravio dos boletos ou mesmo quando há a paralisação das atividades em empresas responsáveis por entregas de correspondências, causas frequentes da inadimplência. Além disso, como os débitos são autorizados um a um e centralizados na mesma plataforma, os clientes passam a ter menos problemas com cobranças duplicadas – equívoco eventualmente cometido por algumas empresas.

O próprio segmento bancário já entende que as mudanças acontecem de forma muito rápida e que o maior desafio é conseguir acompanhar as tendências, desenvolver soluções e pensar no ecossistema como um todo. O DDA e a NPC, sem dúvida alguma, estão cumprindo muito bem o seu papel dentro desse movimento.

Fonte: Valor Econômico

Instituição controlada por BTG e Caixa planeja primeiro ciclo de expansão em oito anos

Após engordar o caixa em R$ 500 milhões com a oferta pública realizada em setembro, o Banco Pan se organiza para triplicar o tamanho de sua carteira e ser para a baixa renda um banco completo, não apenas uma solução pontual de crédito. Essa é a primeira rodada de expansão relevante planejada desde a fraude de R$ 4 bilhões que levou o empresário Silvio Santos a vender a instituição ao BTG Pactual, em 2011. O banco fundado por André Esteves entrou no negócio dois anos após a chegada da Caixa. Desde então, controlam juntos a instituição financeira.

Após oito anos de trabalho, os sócios viram o valor de mercado do Pan sair de R$ 2,2 bilhões no fechamento de 2018 para os atuais R$ 9 bilhões. A guinada na bolsa – que na máxima chegou a passar de R$ 13 bilhões – é uma mistura do salto nos resultados deste ano com uma aposta no plano estratégico.

O retorno sobre patrimônio do banco (ROAE, na sigla em inglês) subiu de 4,2% para 11,2% em um ano, na comparação entre o segundo trimestre de 2018 e o de 2019. Descontados os efeitos que a instituição ainda carrega no balanço devido às fraudes de 2010, o retorno passa de 12,2% para 23,9%. O lucro líquido avançou de R$ 42,2 milhões para R$ 117,7 milhões, na mesma comparação – enquanto a receita de intermediação financeira teve leva alta de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,6 bilhão.

Com esse desempenho e o universo digital à disposição, o Pan foi alçado à classificação de “core business” dentro do BTG, dado os planos da casa para varejo – projeto que ficará aos cuidados do empresário Amos Genish, que tornou-se um dos sócios de Esteves. Quando foi adquirido, era um para ser um projeto de reestruturação e venda. “O Pan é totalmente foco hoje”, enfatizou Alexandre Camara, sócio que esteve à frente da reestruturação pelo BTG e explicou a evolução do status do projeto.

É assim que, ao lado da Caixa, um dos ícones da Avenida Faria Lima quer transformar o negócio, que começou em 1969 como Baú Financeira, no maior projeto digital para trazer concorrência ao superconcentrado setor bancário.

Na semana passada, o Pan começou a testar sua conta digital, que terá todos os serviços digitais para os clientes, de movimentação de conta e pagamentos, mais a parceria para atendimento físico em lotéricas e terminais de auto-atendimento da Caixa. Além da conta corrente, que oferecerá cheque especial e limites, o Pan investiu ao longo dos últimos anos em digitalização dos processos e tecnologia de autocontratação.

O lançamento da conta para o público deve começar no fim deste ano. Com isso, o investimento em marketing vai aumentar substancialmente. O banco, que passou por uma grande reforma na sua identidade visual em julho, prevê que as despesas com publicidade que hoje não chegam a R$ 10 milhões ao ano possam variar entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões.

“Não somos fintech. Somos um banco que usa tecnologia para inovação dos produtos”, enfatizou Carlos Eduardo Guimarães, presidente do Pan, em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando da instituição. “E somos integralmente dedicados às classes C, D e E”, disse o executivo ao Valor, lembrando que não há nenhuma instituição exclusiva para esse mercado hoje.

Esse foco é, na visão do mercado, ao mesmo tempo a oportunidade e o grande desafio de futuro do Pan. Vender crédito e serviços à baixa renda em plataforma digital não tem nada de trivial, na visão de um gestor de recursos ouvido pelo Valor. A enxuta carteira de produtos é bem-vista pelos investidores, dada a eficiência no retorno obtido, mas a dúvida é sobre a facilidade de uso da plataforma digital.

Hoje, da contratação mensal de R$ 900 milhões em consignado, R$ 250 milhões já são feitos sem papel, totalmente digitais, com assinatura por meio de biometria facial. A expectativa é que esse percentual de quase 30% alcance 80% em meados do próximo ano. O banco não pretende reduzir os canais de venda física, mas usar a opção da autocontratação.

A captação de recursos pela oferta primária – fruto de uma operação total de R$ 1 bilhão, entre a venda de novas ações e de parte das preferenciais detidas pela Caixa – deu fôlego ao Pan para, na visão de analistas de mercado, buscar como meta triplicar a carteira de crédito. Ou seja, sair dos atuais R$ 22,5 bilhões para cerca de R$ 60 bilhões até o fim de 2020. Além disso, há R$ 10 bilhões em crédito cedido à Caixa – formato que será reduzido até desaparecer, pois ficará todo dentro do banco.

Quando a carteira tiver alcançado o novo potencial, o Pan não estará muito distante da carteira de crédito de pessoa física da própria Caixa, considerada a principal instituição das classes C, D e E atualmente. Apesar da enormidade de uma carteira de R$ 682,4 bilhões, a Caixa tem apenas R$ 80,7 bilhões fruto de empréstimos a pessoas físicas – para além do crédito imobiliário. E mesmo com tamanhos potencialmente comparáveis, Pan e Caixa não irão rivalizar, pois os focos são complementares.

Hoje, o Pan tem 5% do mercado de consignado, 5% de veículos (carros usados e motos novas) e 0,5% de cartões. “Nosso tamanho hoje é o melhor reflexo da nossa oportunidade de crescimento”, ponderou Cadu, como é conhecido dentro e fora do banco, agora com recursos para crescer. Foi no início de 2017 que o Pan fez o reposicionamento de produtos e escolheu essas frentes como foco, deixando para trás crédito corporativo e imobiliário. Esse último voltará a ser ofertado na plataforma digital, mas de outras instituições, não como carteira própria.

Atualmente, o Pan tem 4,6 milhões de clientes. O plano, com o digital, é conquistar mais 2 milhões de usuários novos, além da adoção da conta pela base atual. E reforça que crédito é o foco. “Nosso diferencial como banco digital é o foco no crédito. Essa é a grande ferramenta de engajamento nessa faixa de renda, pois é a maior carência.” Cadu também destacou que, por mês, são realizadas cerca de 500 mil novas pesquisas de crédito no Pan. Dessas, apenas um terço se torna contrato. Assim, há um espaço já existente, segundo ele, em que podem avançar.

Fonte: Valor econômico

Caixa antecipa saque de R$ 500 do FGTS e zera taxa para transferir de banco

A Caixa Econômica Federal antecipou as datas em que os trabalhadores poderão sacar até R$ 500 de cada conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O novo calendário para quem não é cliente do banco foi divulgado nesta segunda-feira (veja as datas mais abaixo). Agora, todos podem sacar o dinheiro ainda este ano, antes do Natal.

A Caixa também anunciou que a transferência do dinheiro para outros bancos será gratuita. Antes, o banco havia informado que cobraria R$ 22 pelo serviço.

Veja o novo calendário para o saque de até R$ 500 de cada conta do FGTS:

Nascidos em janeiro: já podem sacar

Nascidos em fevereiro e março: recebem a partir de 25/10/2019

Nascidos em abril e maio: recebem a partir de 8/11/2019

Nascidos em junho e julho: recebem a partir de 22/11/2019

Nascidos em agosto: recebem a partir de 29/11/2019

Nascidos em setembro e outubro: recebem a partir de 6/12/2019

Nascidos em novembro e dezembro: recebem a partir de 18/12/2019

Quem tem poupança na Caixa já recebeu o dinheiro diretamente na poupança. Quem tem conta-corrente no banco pode autorizar o depósito e receberá em até 20 dias.

Quem tiver mais de uma conta poderá sacar até R$ 500 de cada uma, seja ativa (de emprego atual) ou inativa (de empregos antigos).

Todos os trabalhadores, independentemente de quando foi liberado o dinheiro, poderão receber até 31 de março de 2020.

Nascidos em fevereiro e março recebem na sexta

Nesta sexta-feira (25), a Caixa libera o pagamento de até R$ 500 de cada conta do FGTS para quem nasceu em fevereiro e março. A medida favorece 8 milhões de trabalhadores, que poderão sacar R$ 3,4 bilhões.

Veja os canais para saque e os documentos necessários:

Lotéricas: até R$ 100 com número do CPF e documento de identidade; até R$ 500 com número do CPF, senha do Cartão do Cidadão e documento de identidade

Caixas eletrônicos: até R$ 500 com número do CPF e senha do Cartão do Cidadão

Agências da Caixa: até R$ 500 com documento de identidade

Correspondentes Caixa Aqui: até R$ 500 com número do CPF, Cartão do Cidadão e senha do cartão

Para agilizar o atendimento, o trabalhador deve levar a Carteira de Trabalho.

Horários estendidos

Algumas agências da Caixa terão horário especial de atendimento para facilitar o saque do FGTS. Elas abrirão uma hora mais cedo e fecharão uma hora mais tarde na sexta (25) e na segunda-feira (28). Também abrirão no sábado (26), das 9h às 15h.

A lista de endereços poderá ser consultada no site www.fgts.caixa.gov.br (até as 20h desta segunda, a lista ainda não estava disponível).

Fonte: UOL Economia

Brasil registra saldo negativo de empresas pelo 4º ano consecutivo em 2017, diz IBGE

Levantamento do órgão aponta que país perdeu 22.932 empresas em 2017. Pesquisa mostra também que 6 em cada 10 empresas abertas em 2012 encerraram atividades em 5 anos

Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil registrou saldo negativo de empresas formais – houve mais empresas fechadas que abertas no país. O levantamento faz parte Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2017 o saldo de empresas – registrado pela diferença entre entradas e saídas – permaneceu negativo, da mesma forma como ocorreu em 2014, 2015 e 2016. Em 2017, as saídas de empresas do mercado totalizaram 699,4 mil e as entradas somaram 676,4 mil. Ou seja, naquele ano o país perdeu um total de 22.932 empresas.

A pesquisa analisa a dinâmica empresarial através de indicadores de entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, pessoal ocupado assalariado, estatísticas das empresas de alto crescimento e gazelas, além de indicadores relativos às unidades locais das empresas e atividades.

De 2014 a 2017, o país perdeu 316,6 mil empresas, segundo o IBGE.

Em 2014, foram 217.687 empresas a menos. Em 2015, 4.984 fecharam as portas. Em 2016, 71.077 empresas deixaram de existir. As 22.932 empresas que passaram a não operar mais em 2017 consolidaram o quarto ano negativo em sequência.

“Os números de 2017 são melhores que os de 2016, mas ainda estão muito aquém dos índices que tínhamos no início da década de 2010, quando o número de empresas que entravam no mercado era muito maior”, explicou a técnica da Coordenação de Cadastro e Classificação, Denise Guichard Freire.

O ano de 2017 marcou o início da recuperação da economia brasileira, após mais de 2 anos de recessão. Em 2017, o PIB do país registrou alta de 1,1%, após retração de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016.

Em 2017, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas, que ocupavam 38,4 milhões de pessoas, sendo 31,9 milhões (83,1%) como assalariadas e 6,5 milhões (16,9%) como sócio ou proprietário.

Taxa de sobrevivência após 1 ano foi de 84,8%

A taxa de sobrevivência das empresas ativas no Brasil em 2017 – que estiveram em operação entre 2016 e 2017 – foi de 84,8%, o que representa 3,8 milhões de empresas. Já a taxa de entrada ficou em 15,2% e a de saída, 15,7%. Com isso, o saldo de empresas foi negativo (menos 22,9 mil).

As regiões Sul (86,6%) e o Sudeste (85,0%) registraram as maiores taxas de sobrevivência de empresas, enquanto as maiores taxas de entrada e saída foram observadas nas regiões Norte (19,0% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e Nordeste (16,9% e 16,9%).

Eletricidade e gás foi a atividade que apresentou a maior taxa de entrada de empresas no mercado em 2017 (23,3%), enquanto construção registrou a maior taxa de saída (20,8%).

Do total de pessoas ocupadas (38,4 milhões) em 2017, 95,6% estavam nas empresas sobreviventes; 4,4%, nas entrantes e 3,6%, nas que saíram do mercado.

O percentual de pessoal ocupado assalariado masculino foi maior nas empresas sobreviventes (60,9%) do que nas que entraram (57,6%) e nas que saíram (59,5%). Já a participação do pessoal assalariado sem nível superior foi de 85,7% nas empresas sobreviventes, 91,3% nas que entraram no mercado e 92,4% nas que saíram.

6 em cada 10 empresas abertas em 2012 encerraram atividades em 5 anos

A pesquisa mostra também que seis em cada dez companhias abertas em 2012 encerraram suas atividades em 5 anos.

Entre as empresas que nasceram em 2012, a taxa de sobrevivência foi de 78,9% após 1 ano de funcionamento (2013), 64,5% após 2 anos (2014), 55% após 3 anos (2015), 47,2% após 4 anos (2016) e 39,8% após 5 anos (2017).

As empresas que nasceram em 2008 tiveram as maiores taxas de sobrevivência num período de cinco anos. Do total de empresas que nasceram em 2008 (558,6 mil), 81,5% sobreviveram até 2009, 70,8% sobreviveram após dois anos, 61,0% após três anos e 47,8% após cinco anos.

Já as menores taxas de sobrevivência foram observadas dentre as empresas que nasceram em 2013: 71,9% sobreviveram após 1 ano, 61,0% após 2 anos, 51,5% após 3 anos e 42,6% após cinco anos.

Número de assalariados

No comparativo com 2016, 2017 registrou um decréscimo de 0,5% no número de empresas que fecharam e de 0,4% tanto no pessoal ocupado total (163 mil) quanto no pessoal ocupado assalariado (134,9 mil).

Em 2017, as entradas de empresas no mercado representaram 829,4 mil pessoas assalariadas no mercado de trabalho formal, um ganho de 2,6%. As saídas, por sua vez, corresponderam a um total de 469,4 mil pessoas assalariadas, o que gerou uma perda de 1,5%. A diferença entre entradas e saídas resultou em um saldo positivo de pessoal assalariado de 360 mil pessoas.

Na comparação com 2016, as entradas de empresas no mercado foram 4,3% maiores e ocasionaram um acréscimo de pessoal ocupado assalariado de 12,2%. As saídas de empresas, por sua vez, foram 2,8% menores e, no pessoal ocupado assalariado, redução de 7,4%.

Entre as empresas sobreviventes em 2017, quase 60% têm pelo menos uma pessoa assalariada. “Já a maioria das empresas que fecham é formada apenas pelos donos e sócios”, explicou a analista da pesquisa, Denise Guichard.

Empreendedorismo

Em relação ao empreendedorismo, o número de empresas de alto crescimento (20.306) foi o menor da série iniciada em 2008 (30.954), enquanto o maior foi registrado em 2012 (35.206). Entre 2016 e 2017, houve redução do número de empresas de alto crescimento, tanto em termos absolutos (692 empresas) como relativos (3,3%).

As empresas de alto crescimento representavam 0,5% das empresas ativas, 0,8% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.

A Região Sudeste apresentou a maior concentração de unidades locais e de pessoal ocupado, tanto nas empresas de alto crescimento (49,2% e 50,8%) como nas empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas (49,5% e 52,9%).

Do total de empresas de alto crescimento, 11,9% eram as chamadas “gazelas”, que crescem muito e rápido (2.422) – estas empregavam 198,8 mil pessoas assalariadas. A maioria dessas empresas estava na faixa de 10 a 49 assalariados (59,9%). Entre os assalariados, a maior participação era de homens (64,5%) e de pessoas sem nível superior completo (89,7%).

Mobilidade

Em 2016, 38,6% das empresas estavam na faixa de 0 pessoas ocupadas assalariadas; 50,4%, na faixa de 1 a 10; 9,1%, na faixa de 11 a 49; e 1,8%, na faixa de 50 ou mais. Já em 2017, o percentual era: 40,7% (faixa de 0 pessoas ocupadas assalariadas), 47,7% (faixa de 1 a 10), 8,6% (faixa de 11 a 49) e 1,7% (faixa de 50 ou mais).

Com relação à mobilidade das empresas sobreviventes de 2016 para 2017, 86,3% das empresas se mantiveram na faixa de pessoal ocupado assalariado, 5% mudaram para faixa superior e 7,3% caíram para faixa inferior de pessoal assalariado.

Fonte: G1 economia

Número de bons pagadores no Cadastro Positivo pode atingir 90 milhões

BC espera salto após aval para empresas gerenciadoras de dados

O aval para que as primeiras empresas gestoras dos dados de bons pagadores comecem a operar, concedido nesta sexta-feira (11) pelo Banco Central (BC), deverá fazer o número de brasileiros incluídos no Cadastro Positivo saltar dos atuais 10 milhões para até 90 milhões. A estimativa é do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, que não forneceu um prazo para que esse número seja atingido.

A autorização para as empresas gestoras funcionarem era o último passo para regulamentar a nova lei do Cadastro Positivo, sancionada em abril pelo presidente Jair Bolsonaro. Em julho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) havia estabelecido uma série de requisitos para os diretores e controladores dessas empresas. No mesmo mês, um decreto presidencial listava uma série de procedimentos para garantir a segurança dos dados e impedir o vazamento de informações.

Inversão

Lista de bons pagadores que podem ter acesso a crédito mais barato, o Cadastro Positivo começou a funcionar em 2013, mas com uma lógica invertida em relação à atual. O cliente que quisesse ser incluído no cadastro tinha que comunicar ao banco. A nova legislação tornou automática a inclusão e o processamento dos dados dos clientes.

Quem não quiser entrar no Cadastro Positivo é que deve avisar a instituição financeira. Os bancos identificarão os bons pagadores com base num sistema de pontuação, sem terem acesso direto à movimentação financeira do cliente.

A regulamentação iguala o tratamento das empresas administradoras de banco de dados ao das instituições financeiras. Os controladores e diretores deverão ter reputação ilibada (sem suspeitas) e terem o currículo avaliado pelo Banco Central. Em relação à proteção das informações, o decreto estabeleceu padrões de segurança, como diretorias separadas para a gestão dos cadastros e para a segurança da informação e patrimônio líquido mínimo de R$ 100 milhões para cada empresa poder operar.

Expectativas

Coordenador do curso de Economia do Ibmec, Márcio Salvato diz que o fim da regulamentação do novo Cadastro Positivo deverá ajudar a redução da taxa Selic (juros básicos da economia) chegar à ponta final, o conumidor. “Os juros para o tomador final continuam altos porque a inadimplência ainda está alta. O Cadastro Positivo permite conhecer o histórico dos consumidores para que pelo menos os bons pagadores tenham acesso a taxas mais generosas”, explica.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média para as pessoas físicas encerrou setembro em 115,56% ao ano, no menor nível desde fevereiro de 2015. No entanto, desde março de 2013, esses juros acumulam alta de 27,59 pontos percentuais (taxa ao ano), enquanto a Selic caiu 1,75 ponto percentual, de 7,25% ao ano para 5,5% ao ano, no menor nível da história.

Professor especialista em crédito da Fundação Getulio Vargas, Fabio Gallo considera um passo importante a regulamentação das empresas que vão operar o novo Cadastro Positivo. Ele, no entanto, ressalta que o acesso efetivo a taxas menores depende de outros fatores, como a concentração de mercado dos bancos (número baixo de instituições e pouca concorrência).

“Não basta as empresas fornecerem os dados de até 90 milhões de bons pagadores. Precisa ver se os bancos realmente vão reduzir juros. O Cadastro Positivo existe há muito mais tempo, os bancos poderiam ter feito mais”, diz Gallo. Além da baixa concorrência, ele cita os tributos, a inadimplência e a burocracia no sistema financeiro como fatores que podem retardar ou até impedir que o Cadastro Positivo alcance o efeito esperado pelo governo.

Fonte: Agencia Brasil

Governo quer usar Emgea para desovar imóveis

O governo de Jair Bolsonaro considera utilizar sua gestora de recuperação créditos, a Emgea, como um conduíte para desovar os imóveis da União no mercado privado. A empresa, incluída na lista do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) sob o comando do secretário Salim Mattar (foto), já tem autorização para exercer tal atividade e poderia simplificar o processo sob o ponto de vista dos órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU). A União conta com um patrimônio de cerca de R$ 1 trilhão em um total de 750 mil imóveis sob gestão da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A transferência desses ativos para a Emgea turbinaria e muito seu balanço. A empresa soma pouco mais de 3 mil imóveis em sua carteira, avaliados em torno de R$ 660 milhões. Em paralelo… O Governo mantém conversas com players do mercado de gestoras de empréstimos vencidos, conhecido como ‘créditos podres’, no intuito de vender a Emgea. Como o apetite do setor está centrado nos imóveis e nas carteiras, de mais de R$ 40 bilhões em operações com empresas e mais de R$ 22 bilhões com pessoas físicas, a tendência é a de que seus ativos e não a Emgea em si seja vendida.

Bad bank. Tida como o “bad bank” da Caixa, a empresa foi usada para limpar os créditos que deram problema no banco público. O processo foi barrado pelo TCU em meados de 2016 após problemas identificados no repasse das carteiras junto à Emgea. Recentemente, o órgão liberou a Caixa a voltar a ceder carteiras.

Com a palavra. Procurada, a Emgea não comentou. O Ministério da Economia informou que “a Emgea foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está trabalhando na elaboração de estudos de avaliação de cenários e estratégias de desestatização”.

Céu de brigadeiro. Os bancos de investimento projetam um último trimestre de ano bastante robusto para as emissões de ações. A estimativa é de que o volume, entre as ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) e subsequentes (follow on), chegue a R$ 30 bilhões, sem contar a venda multibilionária por parte do BNDES. A Vivara deu a largada com um IPO de R$ 2,3 bilhões.

Vai dar jogo. O BNDES tem hoje quatro posições que seriam responsáveis por grande parte dessa movimentação: Petrobrás, Vale, Suzano e JBS, além de outras. Se o banco de fomento trilhar o mesmo caminho da Caixa, que vendeu o que não era prioritário, há muito negócio a ser feito pela frente. » Live. De olho no processo de popularização do investimento do brasileiro em ações, a B3 transmitiu ao vivo, em suas redes sociais, a cerimônia de comemoração da estreia da rede de joalheria Vivara na bolsa. Hoje, a B3 tem 1,4 milhão de pessoas físicas que investem em ações.

 Efeito selic. O ritmo de chegada de novos investidores deve fazer com que a Bolsa encerre o ano com o dobro do que começou 2019, quando o número era de aproximadamente 800 mil. No IPO da Vivara, uma fatia de 13% veio do varejo.

Low cost. A Bradesco Auto/RE aderiu ao mercado de baixo custo. Hoje, lança o primeiro seguro de automóvel desta linha, que promete ser até 30% mais barato que as apólices tradicionais. A seguradora desembarca no segmento após mais de dois anos do seguro popular ser lançado no País, com foco em expandir o acesso do produto à população brasileira.

 Depois da tempestade. O ingresso da Bradesco Auto/RE na modalidade, com uma frota de mais de 1,4 milhão de automóveis segurados, ocorre ainda após a companhia ter feito uma reviravolta na sua carteira de seguro de automóvel. Ao ser mais seletiva, baixou sua sinistralidade para níveis recordes.

Nova era. Depois de 48 anos de operação, a Escola Nacional de Seguros, que ficou conhecida como Funenseg, passou por um reposicionamento com foco em negócios. Nesse processo, foi rebatizada e passa a se chamar Escola de Negócios e Seguros (ENS). O novo modelo de operação será anunciado hoje, no Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, na Costa do Sauípe (BA).

Clã. O Instituto Brasileiro de Arbitragem Tributária (IBAT) será lançado no Brasil no fim do mês. A entidade reunirá nomes de peso do setor como o advogado Roberto Pasqualin, que ocupará a presidência. A arbitragem tem ganhado espaço cada vez maior no País para a solução de disputas, já que, além do tempo, muitas vezes reduz custos em relação a processos que se movimentariam na Justiça. O lançamento do IBAT acontece durante a The São Paulo Arbitration Week (SPAW), que debaterá temas tributários, entre os dias 21 e 27 de outubro.

Fonte: Estadão