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Senado aprova Roberto Campos Neto como novo presidente do BC

Plenário também validou as indicações de Bruno Fernandes e João de Mello para a diretoria da autoridade monetária. Flávia Perlingeiro presidirá a CVM

O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26), com 55 votos favoráveis, 6 contrários e uma abstenção, a indicação do economista Roberto Campos Neto como substituto de Ilan Goldfajn na presidência do BC (Banco Central).

Mais cedo, Campos Neto havia sido sabatinado pelos membros da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado e teve seu nome aprovado por todos os 26 senadores que compõem o colegiado.

Durante a sabatina na Comissão, Campos Neto garantiu que vai atuar pela estabilidade do real e controle da inflação. Ao citar especificamente o sistema financeiro, ele afirma que, apesar da concentração, ainda há competição.

O novo presidente do BC ainda destacou a necessidade da aprovação de reformas estruturais para recuperar a economia nacional. “O Brasil precisa avançar na estratégia de ajustes e reformas. Em particular, mas não apenas, na reforma da Previdência”, afirmou aos senadores na CAE.

Também tiveram seus nomes aprovados Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello, que assumirão as diretorias de Política Monetária e de Organização do Sistema Financeiro da autoridade monetária nacional, respectivamente.

Para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a indicação de Flávia Martins Sant’anna Perlingeiro foi aprovada pelos senadores com 56 votos favoráveis e 6 contrários.

Perfil

Neto do economista Roberto Campos, ministro do Planejamento no governo do general Castelo Branco e um dos principais expoentes brasileiros do pensamento liberal na economia, Campos Neto chegará à presidência do BC figura no quadro de executivos do Banco Santander há 16 anos.

Atualmente, Roberto de Oliveira Campos Neto é responsável pela Tesouraria da instituição. Formado em economia, ele tem especialização em Finanças pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e é reconhecido por alguns no mercado por seu perfil técnico.

Campos Neto iniciou a carreira no banco espanhol como chefe da área de renda fixa internacional, cargo que ocupou de 2000 a 2003. No ano seguinte, migrou para a gestora Claritas, onde ocupou a posição de gerente de carteiras.

Em 2005, voltou ao Santander como operador e em 2006 foi chefe do setor de trading. Quatro anos mais tarde, passou a ser responsável pela área proprietária de tesouraria e formador de mercado regional e internacional.

Fonte: R7 Economia

Mercado financeiro prevê mais inflação e baixa expectativa de crescimento do PIB de 2019

Estimativa de inflação para 2019 passou de 3,85% para 3,87%. Previsão de alta do PIB neste ano caiu de 2,30% para 2,28%.

Os analistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de inflação para este ano e também passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

As previsões constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para 2019, os economistas do mercado financeiro subiram a expectativa de inflação de 3,85% para 3,87%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% a estimativa de inflação – em linha com a meta central, de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 2,30% para 2,28% na semana passada. Foi a segunda queda seguida do indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A revisão na expectativa de crescimento do mercado financeiro para o PIB deste ano foi feita após a divulgação do resultado do ano passado – quando a economia avançou 1,1%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia avançou de 2,70% para 2,80%.

Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,50% para os dois anos.

Fonte: G1 Economia

TCU terá secretaria para fiscalizar bancos públicos

Órgão pretende acompanhar operações de desestatização planejadas pelo Ministério da Economia.

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) vai criar uma secretaria para fiscalizar a atuação dos bancos públicos federais e de 38 fundos de pensão patrocinados por estatais federais. A ideia é ficar de olho principalmente no movimento de venda de ativos dos bancos públicos e nas operações de abertura de capital (IPO) em andamento, em especial da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Pela legislação, o TCU não precisa dar aval para os desinvestimentos dos bancos, mas a secretaria vai acompanhar passo a passo essas operações, que são prioridade da política econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes. O secretário de desestatização, Salim Mattar, já disse que BB e Caixa vão continuar estatais, mas ficarão “bem magrinhos”. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já antecipou que quer acelerar a abertura de capital das unidades de seguro, gestão de ativos, loterias e cartões.

O órgão também quer acompanhar de perto se os bancos públicos estão cumprindo as regras de governança previstas na lei das estatais.

Os técnicos do tribunal avaliam ainda que há uma insuficiência regulatória relacionada à governança e gestão de risco dos fundos de pensão. Proposta de fortalecimento das regras de governança desses fundos deverá ser discutida em conjunto com o governo federal.

Os fundos de pensão foram alvo da Operação Greenfield do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que apura supostos desvios em investimentos que deram prejuízo de R$ 70 bilhões. Segundo a Previc, xerife do setor, os fundos de pensão acumulam déficit de R$ 15,9 bilhões (dado de setembro).

A nova secretaria, que começa a funcionar em abril, vai se especializar no sistema financeiro nacional e será responsável também pela fiscalização do Banco Central, Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e da entidade de previdência complementar dos servidores (Funpresp).

A criação da secretaria faz parte da reestruturação do TCU que começou a ser feita pelo novo presidente do tribunal, ministro José Múcio Monteiro.

Por enquanto, a fiscalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) permanecerá no Rio de Janeiro. Já os processos da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) serão transferidos para a nova secretaria. Técnicos do TCU informaram ao jornal O Estado de S. Paulo que a estratégia é caminhar na busca do aprofundamento da especialização da fiscalização, sobretudo dos negócios financeiros e creditícios.

O plano de fiscalização para os próximos dois anos é priorizar questões corporativas, inclusive de compliance (conjunto de normas e procedimentos para evitar desvios de função em empresas, como pagamentos de propinas e vantagens indevidas a servidores públicos ou fornecedores) e prevenção contra corrupção. No caso do BNB e Basa, o TCU também tem como prioridade acompanhar o uso dos recursos destinados ao desenvolvimento regional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

Governo quer limitar juros cobrados de Estados

Custo médio do de pagamentos de dívidas estaduais pela União foi de 16,82% ao ano; apesar de socorro, estados continuam endividados.

Brasília e São Paulo – A equipe econômica estuda limitar as taxas de juros que poderão ser cobradas por bancos em empréstimos a Estados dentro do novo programa de auxílio que está sendo elaborado pelo governo federal. Segundo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou, a avaliação no governo federal é que os financiamentos concedidos no passado tinham taxas altas para uma operação com garantia da União. Nesse tipo de operação, o risco das instituições financeiras é “quase zero” porque a União honra os pagamentos caso os Estados não paguem.

De acordo com o Tesouro Nacional, o custo médio do estoque dessas operações fechou 2018 em 16,82% ao ano. A expectativa é que novos empréstimos poderão ter taxas bem inferiores, já que os juros básicos da economia estão no menor patamar histórico.

Com caixas vazios, os Estados já estão se antecipando ao novo auxílio que está sendo preparado pelo governo federal e têm procurado bancos públicos e privados em busca de propostas para empréstimos dentro do novo programa. Nas últimas semanas, governadores e secretários de Fazenda têm mantido reuniões com bancos como BNDES, Caixa, Banco do Brasil e bancos privados estrangeiros e nacionais, como Santander, Bradesco, ABC e BTG Pactual, para negociar taxas e volumes que poderão ser emprestados depois que o novo programa da União for aprovado.

Segundo uma fonte que participa das negociações, os próprios bancos nacionais também têm se movimentado e começaram a, ativamente, agendar reuniões com as secretarias de Fazenda nos últimos meses. “Toda semana tem banco querendo agenda com secretário de Fazenda. Eu mesmo já me reuni com três bancos, dois públicos e um privado”, afirmou um secretário de Fazenda estadual. Ele pondera, no entanto, que ambos os lados negociam ainda em termos preliminares. “A taxa de juro possível só será fechada quando a União anunciar em que termos vai oferecer a garantia aos empréstimos dos Estados”, disse.

Sem a garantia da União, porém, Estados hoje já endividados só teriam acesso a financiamentos com taxas ainda mais elevadas. “Não acho que a União é a salvação, mas com esse aval, poderei pegar empréstimo a taxas melhores para sanar com meu problema de fluxo de caixa de curto prazo”, afirmou outro secretário.

Enquanto alguns Estados têm cotado financiamentos novos, outros já iniciaram conversas com instituições das quais já são credores para renegociar dívidas atuais. De acordo com o secretário de Planejamento de Roraima, Marcos Jorge, para eles seria mais vantajoso rolar a dívida que tem hoje com bancos, cujas parcelas consomem cerca de 10% da receita mensal do Estado. “O que precisamos é de um período de carência, o que nos daria um fôlego, ou renegociar a dívida que temos hoje”, afirmou.

Além dos bancos, Estados têm se reunido com organismos internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial – este último vem ajudando o próprio Tesouro Nacional na elaboração do novo socorro.

Segundo o secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, no Estado não existe nenhuma decisão tomada sobre contrair novos financiamentos.

Programa

O novo programa de auxílio, no entanto, não deve garantir a liberação de recursos no curto prazo. Por isso, os Estados, que têm pressa, e os bancos já estão se movimentando. A ideia é deixar propostas e contratos já engatilhados para, quando o programa federal for aprovado, os recursos serem emprestados o mais rápido possível.

A equipe econômica trabalha para que o projeto, que depende da aprovação do Congresso Nacional, esteja pronto em cerca de um mês e tramite junto com a reforma da Previdência, o que servirá como “moeda de troca” para que o governo consiga o apoio dos governadores para as mudanças nas aposentadorias. As adesões ao novo programa devem começar ainda neste ano e durar até o fim do próximo.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

Taxa de desemprego fica estável na região metropolitana de São Paulo

Pesquisa mostrou que o número de assalariados caiu 0,2%, devido às elevações no setor privado e reduções no setor público

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo manteve-se estável, ao passar de passar de 15,1%, em dezembro de 2018, para 15,3%, em janeiro de 2019, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O número estimado de desempregados foi 1.699 mil pessoas, 18 mil a mais que no mês anterior. Segundo os dados, esse número se deve ao fechamento de 48 mil postos de trabalho (-0,5%), número maios do que a redução da População Economicamente Ativa (PEA), que registrou 30 mil pessoas deixando o mercado de trabalho da região (-0,3%).

De acordo com o levantamento, em janeiro o nível de ocupação caiu -0,5% e o contingente de ocupados foi estimado em 9.403 mil pessoas, resultado atribuído a reduções no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-37 mil postos de trabalho, ou -2,2%), na Construção (-31 mil, ou -5,2%) e, em menor medida, na Indústria de Transformação (-7 mil, ou -0,5%), enquanto houve aumento nos Serviços (28 mil, ou 0,5%).

A pesquisa mostrou que o número de assalariados na região metropolitana de São Paulo teve queda de -0,2%, devido às elevações no setor privado (0,6%) e reduções no setor público (-7,2%). No setor privado, o assalariamento com Carteira de Trabalho assinada aumentou (1,0%), enquanto diminuiu o sem carteira (-1,7%). Houve, ainda, elevação da ocupação entre os autônomos (0,7%) e diminuição entre empregados domésticos (-2,0%) e os classificados nas demais posições (-5,1%)

De acordo com a PED, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o rendimento médio real dos ocupados ficou estável em -0,1%, equivalendo a R$ 2.055,00 na região metropolitana de São Paulo. O rendimento dos assalariados diminuiu -0,7% passando a valer R$ 2.127,00

Últimos 12 meses

Segundo a PED, em janeiro de 2019, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) de (15,3%) ficou abaixo da verificada no mesmo mês do ano anterior (16,2%). A taxa de desemprego aberto diminuiu de 12,9% para 12,5%, e a de desemprego oculto de 3,3% para 2,8%. O contingente de desempregados reduziu-se em 59 mil pessoas, resultado da elevação do número de ocupados (310 mil pessoas, ou 3,4%) em intensidade superior ao aumento da força de trabalho da região (251 mil pessoas entraram no mercado de trabalho, ou 2,3%).

De acordo com os dados, o desempenho está relacionado à elevação nos Serviços (mais 370 mil postos de trabalho, ou 6,9%). Houve estabilidade no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, redução na Construção (-63 mil, ou -10,0%) e não variou o contingente na Indústria de Transformação (-1 mil, ou -0,1%).

O assalariamento total aumentou 3,0% nos últimos 12 meses, com a elevação do contingente de empregados com carteira de trabalho assinada (4,2%) e o sem carteira (8,7%) no setor privado. Aumentou, ainda, o número de empregados domésticos (13,3%) e de autônomos (5,2%), enquanto diminuiu o daqueles classificados nas demais posições (-5,7%).

Entre dezembro de 2017 e de 2018, o rendimento médio real dos ocupados caiu (-2,7%) e o dos assalariados (-1,3%). A massa de rendimentos aumentou para ocupados (0,7%) e assalariados (1,9%). Em ambos os casos os resultados decorreram de elevações na ocupação, pois os rendimentos médios diminuíram.

Fonte: Exame.com

Coca-Cola oferece oportunidades de emprego para todo país

A companhia abriu várias vagas para brasileiros. Os interessados em trabalhar na multinacional precisam falar inglês fluente.

Mais uma ótima notícia para quem está em busca de emprego! A empresa Coca-Cola está oferecendo diversas vagas de trabalho para brasileiros. Por meio da unidade brasileira, a Coca-Cola Brasil, foi divulgado o interesse de mão de obra brasileira na famosa companhia de bebidas.

A empresa norte-americana foi fundada em 1886, chegando em solo brasileiro em 1941. Atualmente, a companhia está presente em mais de 200 países, além de ter em seu portfólio mais de 3.500 produtos.

Inscrições

Os interessados em fazer parte do corpo de funcionários da empresa devem fazer as inscrições no site da Coca-Cola Brasil, no campo “trabalhe conosco”. Além disso, é importante lembrar que a empresa busca funcionários que tenham fluência em inglês e que sejam dinâmicos.

As oportunidades oferecidas pela companhia são para os cargos de:

  • Gerente de Marketing (Marketing Manager);
  • Gerente de vendas (Ses Manager);
  • Engenheiro de automação (Automation & Engineering);
  • Analista de dados do fornecedor (Vendor Data Analyst R&d Sensory);
  • Pesquisa de consumo (Consumer Research);
  • Analista de plataforma sênior  (Senior Platform Analist);
  • Gerente PLM (Ciclo de vida do Produto) (Plm System Manager);
  • Analista Financeiro (Finance Analyst).

Além das vagas citadas acima, a Coca-Cola também oferece vagas de estágio, para portadores de necessidades especial (PNE) e para a Fábrica de Manaus. Mais informações estão disponíveis no site.

Fonte: Edital Concursos Brasil

Inflação do aluguel acelera a 0,88% em fevereiro e é de 7,6% em 12 meses.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado como referência para reajustar valores de contratos, como os de aluguel de imóveis, avançou 0,88% em fevereiro, após variar 0,01% em janeiro. O índice acumula alta de 0,89% no ano e de 7,6% em 12 meses.

  Os dados foram informados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, mostrou menor pressão no varejo, uma vez que em fevereiro subiu 0,26%, contra alta de 0,58% no mês anterior. A principal contribuição para o resultado foi dada pelo grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou a subir 2,12% após queda de 0,16%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 1,22%, depois de queda de 0,26% em janeiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, variou 0,19% no período, na comparação com 0,4% antes.

 INFLAÇÃO OFICIAL

 Existem vários índices de inflação no país. O IGP-M é diferente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial e medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

 Em janeiro, o IPCA foi de 0,32%. Em 2018, o índice acumulou alta de 3,75%, dentro da meta do governo para o ano passado. 

Fonte: Uol Economia

Desemprego no país sobe para 12% e atinge 12,7 milhões de pessoas, diz IBGE

O desemprego no país foi de 12%, em média, no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice subiu em relação ao trimestre anterior (11,7%) após duas quedas consecutivas. Na comparação com o mesmo período do ano passado (12,2%), o resultado foi considerado estável pelo instituto.

 Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 12,7 milhões de pessoas. Isso representa alta de 2,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2018, houve estabilidade.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.). 

“ Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal. É comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação.”

 Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE

Apesar da sazonalidade, Azeredo informou que o trimestre fechado em janeiro foi menos favorável que os mesmos períodos de 2018 e 2017. “Ano passado houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados.”

 INFORMALIDADE

  O total de pessoas ocupadas (92,5 milhões) caiu 0,4% em relação ao trimestre anterior e cresceu 0,9% na comparação com o mesmo período de 2018.  A quantidade de empregados no setor privado sem carteira assinada caiu 2,8% em relação ao trimestre anterior, chegando a 11,3 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,9%.

A soma dos trabalhadores por conta própria cresceu 1,2% na comparação com o trimestre anterior, alcançando 23,9 milhões de pessoas. 

 VAGAS COM CARTEIRA E RENDIMENTO

 O número de empregados com carteira de trabalho assinada (32,9 milhões) ficou estável. Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 2.270 no trimestre terminado em janeiro, alta de 1,4% na comparação com o trimestre anterior e estável em relação ao mesmo período do ano passado. 

DESALENTO

De acordo com o IBGE, o país registrou 4,7 milhões de pessoas em situação de desalento (que desistiram de procurar emprego) no trimestre encerrado em janeiro. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas subiu 6,7% no confronto com o resultado de 2018.

 A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade –e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

 DESEMPREGO EM 2018

 O desemprego deu uma trégua no Brasil e fechou 2018 em queda, algo que não acontecia havia três anos. No ano passado, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, queda de 0,4 ponto percentual em relação à de 2017 (12,7%). 

 METODOLOGIA DA PESQUISA

 A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. Existem outros números sobre desemprego, apresentados pelo Ministério da Economia, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados são mais restritos porque consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Fonte: Uol Economia

Estratégias para evitar a inadimplência em 2019

De acordo com pesquisas, fatores como a crise econômica e o desemprego podem impactar no aumento da inadimplência no Brasil. Veja os principais motivos e como lidar com ela!

“Se o serviço é muito importante para o consumidor, ele dificilmente vai esquecer ou deixar de realizar o pagamento, diz Patrick Oliveira da Gerencianet

Um dos maiores temores dos empresário brasileiros, a inadimplência segue crescendo no Brasil. De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o porcentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida subiu de 59,8% em dezembro de 2018 para 60,1% em janeiro de 2019. Ainda segundo números divulgados pela Serasa Experian, o número de consumidores inadimplentes no país chegou a 61,8 milhões em junho do ano passado.

O problema traz consequências graves, principalmente para pequenos empreendedores que encontram desafios para manter um fluxo de caixa organizado. Diante desse cenário preocupante, muitos empresários buscam formas de evitar a inadimplência.

Principais causas da inadimplência

Para desenvolver um plano de ação visando a diminuição da inadimplência é preciso, primeiramente, entender as principais causas do problema e, a partir daí, criar soluções para cada uma delas. Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, a falta de dinheiro não é a única causa.

De acordo com o Coordenador de Relacionamento da Gerencianet, empresa intermediadora de pagamentos, Patrick Oliveira, a inadimplência pode ter diversos fatores geradores. “Percebemos um número muito grande de pessoas que não realizam o pagamento em dia simplesmente porque esqueceram a data do vencimento. Como o número de atividades que realizamos todos os dias é alto, isto se torna cada vez mais comum”, explica.

Outro motivo apontado por Oliveira é a definição de uma data de vencimento desfavorável ao cliente, como datas distantes do dia em que recebem. Além disso, a importância e a dependência do cliente com relação ao serviço é um fator impactante. “Se o serviço é muito importante para o consumidor, ele dificilmente vai esquecer ou deixar de realizar o pagamento. Como aquilo é fundamental para a vida dele, o pagamento será prioridade”, pondera.

Como evitar a inadimplência?

Como as causas da inadimplência podem ser várias, é importante definir atuações para cada uma delas. A primeira ação a ser realizada é facilitar o pagamento com a utilização de uma ferramenta de assinatura, por exemplo. “Um intermediador de pagamento proporciona a possibilidade de realizar cobrança recorrente por cartão de crédito ou boleto. Assim, além da cobrança ser feita de forma automática, sem precisar ser enviada a cada mês, a chance do cliente esquecer é menor. No caso do cartão de crédito, por exemplo, o desconto é realizado automaticamente na fatura, sem que ele precise realizar qualquer ação”, afirma Oliveira.

Quando a cobrança é realizada por meio de boleto, é recomendado enviar avisos de cobrança para o cliente, indicando que a data de vencimento está próxima. Neste quesito, o acompanhamento é fundamental. “É importante ter uma rotina de verificação dos pagamentos recebidos. Desta forma, a inadimplência é detectada de maneira mais ágil. Alguns intermediadores fazem isso de forma automática: enviam lembretes de vencimento e, em caso de não pagamento, identificam a inadimplência”, completa.

Como incentivar a adimplência?

Algumas iniciativas podem ser usadas para incentivar que o cliente faça sempre o pagamento em dia. A forma mais eficaz é o oferecimento de descontos para aqueles que estão pontuais com os valores. Com o intuito de economizar, as pessoas fazem um esforço extra para não deixar passar a data de vencimento.

Além disso, a percepção da importância do serviço é o que vai fazer com que o cliente não queira ficar sem ele. Por isso, sempre prestar atendimentos e oferecer produtos de qualidade são formas eficazes de reter clientes e também de fazer com que eles estejam sempre em dia.

A inadimplência aconteceu. E agora?

Mesmo com todas as ações preventivas, nem sempre é possível evitar todos os casos de inadimplência. Depois que ela acontece, é preciso iniciar uma negociação. “Tirar os juros e oferecer o parcelamento, por exemplo, pode ser a diferença entre o recebimento ou não da dívida”, completa Oliveira.

No entanto, é preciso se atentar para as diretrizes do Código de Defesa do Consumido. Expor o cliente a qualquer tipo de constrangimento ou realizar ligações fora do horário comercial, entre outras ações, são práticas proibidas e, se realizadas, podem trazer problemas legais para o empresário.

Realizar esses procedimentos pode não ser trabalho fácil, principalmente em empresas menores. Mas algumas ferramentas, como um intermediador de pagamentos podem ajudar no processo.

Fonte: Segs

Caixa venderá 20% de sua carteira de crédito imobiliário

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, decidiu vender cerca de 20% de sua monumental carteira de crédito imobiliário de R$ 440 bilhões para bancos brasileiros e estrangeiros.

Para que os estrangeiros entrem neste jogo, no entanto, é preciso ainda de autorização do BC.

Fonte: O Globo