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Recovery atinge 56% de atendimento digital em 2020 por meio de apps

A Recovery, empresa de recuperação de crédito do Itaú Unibanco, observou um salto no uso dos seus canais digitais para atendimento dos clientes em 2020, impulsionado pela pandemia. Passou de 45% dos atendimentos para 56%, por meio do próprio site, WhatsApp, aplicativo e até mesmo pelo Messenger, do Facebook. O volume de acordos realizados nesses canais chegou a 4,2 milhões em todo o ano passado.

Fonte: Estado de São Paulo

Zere suas dívidas: Como pagar contas com o cartão de crédito

A chegada dos bancos digitais, apps de pagamento e fintechs trouxe a ascensão do ecossistema financeiro no Brasil. Porém, ainda não estamos a salvo. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o número de brasileiros endividados é de 63,4%. Ou seja, você não está sozinho. Os dados são da última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). É nítido que as dívidas ainda fazem parte do cenário do nosso país, mas muitas delas são pontuais. Ou seja, nada que não se possa resolver com o que já temos em mãos. Por exemplo, será que em muitos desses casos, pagar contas com cartão de crédito não resolveria? Este post vai te mostrar que todos nós podemos (e devemos) usar o cartão de forma consciente e inteligente, e que ele pode ser um grande aliado para sair do vermelho.

Uso consciente

Com a chegada dos boletos inesperados ou sazonais, como multas, IPVA e licenciamento, é comum faltar dinheiro em conta corrente para quitar tudo. Quem não tem uma reserva de emergência ou uma grana extra, sem querer acaba entrando nesse bolo de endividados. Para sair, a luta é contra os juros, que aumentam dia após dia. Sem um planejamento de quando essa conta será quitada e um cálculo preciso de qual será o valor no momento da quitação, você nunca saberá o quanto irá pagar (e se irá conseguir).

Porém, vamos lembrar que a tecnologia existe para ser usada a nosso favor! Você sabia que pagar contas com cartão de crédito? Então, porque não virar o jogo e ao invés do cartão ser mais um problema, ele se tornar solução? Aprenda a usá-lo de forma consciente e você verá que ele pode resolver muitos dos seus problemas. Para alguns, inclusive ajudar a acumular milhas.

Posso pagar contas com cartão de crédito? Quais?

Você pode pagar mais de 1000 serviços diferentes, como: multas, IPVA, licenciamento de veículos e outros débitos do Detran, CREA e outros conselhos de classe, além das suas faturas de luz, água, internet e telefonia. Tudo pode ser pago em até 12 vezes ou então no débito. Por isso, você não precisa mais atrasar suas contas ou deixar os juros triplicarem o valor de algumas dívidas. Inclusive, vamos combinar que nada paga a comodidade de resolver contas atrasadas ou dívidas de forma rápida e segura, do seu computador ou celular.

Como funciona?

Aqui na Nexxera, temos uma solução super prática e segura para pagar contas com cartão de crédito: o Nix Pay, que é bem fácil de usar. Para começar, você precisa informar apenas o seu CPF, e-mail e o código de barras do boleto que deseja quitar. Após isso, você já será direcionado para a tela de pagamento, basta preencher as informações do cartão e selecionar o número de parcelas. Você visualizará o comprovante na tela e também receberá por e-mail. Em seguida, é só confirmar os dados, o valor e o vencimento. Pronto! Muitos apertos podem ser resolvidos fáceis assim.

Fonte: Nexxera

Pix ilimitado? Não é bem assim: bancos impõem restrições às transações

Maiores instituições financeiras adotam limites de valores para as operações do Pix, a depender do perfil do cliente e do horário da transação

O Pix chegou com a promessa de revolucionar transferências e pagamentos no Brasil, tornando obsoletos a TED e o DOC. A ferramenta desenvolvida pelo Banco Central está funcionando desde o dia 16 de novembro e já foi utilizada para 28 milhões de transações nas duas primeiras semanas. Mas quem precisa fazer um Pix para transferir dinheiro ou para pagar contas e compras de maior valor pode encontrar algumas limitações.

Embora o Banco Central tenha desenhado o Pix para ser uma plataforma de operações ilimitadas, instantâneas e gratuitas, alguns dos maiores bancos do país que operam a nova ferramenta criaram regras próprias de uso que mudam um pouco essas condições. Os clientes podem ser impedidos, por exemplo, de fazer operações de valores tão altos quanto os que são permitidos nas TEDs. As restrições foram um pedido dos bancos acatado pelo próprio Banco Central em uma resolução normativa que permitiu que as instituições financeiras adotassem “proteções” próprias.

Pix à noite? Atenção para os limites

A questão é que a falta de padrão criou uma realidade em que cada banco estabelece o que é possível e o que não é. Complicando a situação dos clientes, esses limites e as regras mudam de acordo com o perfil de movimentação financeira de cada pessoa. Nesta primeira etapa de implantação do Pix, que durará até fevereiro do ano que vem, os bancos poderão impor restrições que tornam a plataforma de pagamentos e transferências bem menos flexível.

Vamos a algumas das principais regras:

Para as transferências, os bancos podem restringir cada operação a um valor correspondente a 50% do limite disponibilizado para TEDs — mesmo que as transferências sejam entre contas de mesma titularidade. Como o limite liberado para TEDs varia de cliente para cliente, não há um valor fixo que possa ser informado de forma universal. Cada cliente vai descobrir quanto e como pode pagar e transferir pelo Pix somente ao acessar os canais de atendimento (aplicativo, internet banking ou atendimento telefônico).

Outra norma é a limitação do valor de pagamentos e transferências durante a noite e aos finais de semana e feriados. A medida, que busca coibir a prática de sequestros relâmpago, remete à limitação de saques nos caixas eletrônicos durante a noite — iniciativa que nem sempre é capaz de desestimular crimes desse tipo contra clientes dos bancos.

Para pagamentos para terceiros (como o uso de um QR Code para compras, por exemplo), em geral, o limite da transação é o mesmo estabelecido para o de uso do cartão de débito do cliente.

O que pode e o que não pode?

A EXAME Invest procurou alguns dos maiores bancos de varejo do país para saber quais regras haviam sido adotadas. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) também foi procurada e informou que as regras de pagamentos e transferências adotadas para o Pix atendem aos mesmos critérios das operações tradicionais por meios de TEDs e DOCs.

“A decisão sobre o limite máximo das transações ficará a critério de cada instituição financeira, da mesma forma como já é feito atualmente nos demais meios de pagamento. Os bancos poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de critérios de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”, afirmou a Febraban.

As regras impostas pela Caixa demonstram como o Pix pode ser bem menos revolucionário do que sustenta o Banco Central — e do que os brasileiros gostariam. No banco estatal, o limite para transferências e pagamentos com a nova ferramenta é de apenas 5.000 reais, mesmo entre contas da mesma titularidade e mesmo durante o dia. Para os clientes da CAIXA Tem, braço digital do banco, o limite é menor ainda: 1.200 reais por operação.

As limitações fazem com que os clientes continuem dependendo do uso de TEDs, DOCs ou de operações tradicionais com cartões de débito e crédito para algumas transações. Todas essas operações, vale ressaltar, costumam ser tarifadas pelos bancos, diferentemente do Pix, que é gratuito.

Com isso, o esforço do BC de transformar a nova ferramenta em uma alternativa mais barata e cômoda às operações tradicionais de pagamento e transferência dos bancos fica comprometido.

O que dizem os bancos sobre o Pix?

O Itaú Unibanco informou que “não há nenhuma restrição adicional às regras estabelecidas pelo Banco Central. Para gerenciamento de riscos, o BC definiu parâmetros para os limites a serem oferecidos aos clientes em diversas situações”.

O Santander disse, por meio de nota, que “os clientes possuem limites diários em valor de acordo com o seu segmento e horário da transação – tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica. Seguindo recomendações do Banco Central, durante a madrugada e aos finais de semana os limites diários têm como referência os limites de cartão de débito”.

Por fim, o banco informou que todas as transações são analisadas pela área de prevenção a fraudes, que pode “solicitar aumento do nível de autenticação ou a até mesmo negar a transação dependendo do risco avaliado”.

O Banco do Brasil afirmou que “o limite de valor do Pix é de 50% do estabelecido para TED, entre 6h e 20h de dias úteis. Em dias não úteis e das 20h às 6h, o limite de valor varia conforme o público, variando de 1.000 reais a 10.000 reais. Já a quantidade de transações é ilimitada das 5h às 23h, todos os dias. Entre 23h e 5h, o limite é de cinco transações”.

A Caixa informou que o limite para as transações pelo Pix é de 5.000 reais quando feitas das 6h01 às 22h. Das 22h01 à 0h, o limite cai para 3.500 reais; e das 00h01 às 6h o limite vai para 1.500 reais.

Já para o cliente CAIXA Tem, a regra é única: limite máximo de 1.200 reais por operação do Pix. Em nota, o banco informou que “os limites seguem as regras definidas pelo regulamento do Banco Central e são equivalentes a outros meios de pagamento, como o cartão de débito”.

O Nubank disse que não há “nenhuma restrição específica para o uso do Pix. No Nubank, as transações sempre foram gratuitas e ilimitadas e o novo arranjo segue os mesmos procedimentos de segurança e prevenção à fraude que os outros métodos de transferência disponíveis no nosso aplicativo, seguindo sempre as recomendações do Banco Central”.

Procurado, o Bradesco não se pronunciou.

Questionado sobre a variedade de regras, o Banco Central informou, por meio de nota, que “não acompanha os limites determinados pelos participantes do Pix. Como esses limites variam de cliente para cliente (e até mesmo para um mesmo cliente, a depender do horário da realização da transação, do canal de atendimento, da forma de autenticação e de eventuais outros parâmetros), o acompanhamento e a consolidação dos limites, em qualquer tipo de métrica, não trazem informações relevantes para a gestão e a operação do Pix”.

Como aumentar o limite do Pix

A norma do Banco Central que permitiu a limitação das operações também determinou que os bancos reavaliem os limites sempre que o cliente solicitar. Ou seja: quem precisa fazer um pagamento ou uma transferência pelo Pix cujo valor ultrapasse os impostos pelo banco pode pedir que esse teto seja expandido.

O oposto também é válido. Clientes que desejarem diminuir o valor permitido para suas operações do Pix podem fazer essa solicitação para a sua instituição financeira.

Os bancos não são obrigados a atender o pedido de extensão do limite de valor das operações do Pix, mas são obrigados a diminuir esse limite se o cliente pedir. Essas solicitações devem ser feitas pelos canais de atendimento do banco (telefone, aplicativo ou internet banking) e não têm prazo legal para serem avaliadas e atendidas.

Fonte: Exame

Cheque especial ‘encolhe’ 24% em um ano

A redução ocorreu depois que o governo fixou um teto para os juros dessa modalidade de crédito e após a pandemia atingir a economia

O estoque de crédito no cheque especial contratado pelo conjunto de instituições financeiras encolheu em 24,2% no último ano, mostram estatísticas do Banco Central. A redução ocorreu depois que o governo fixou um teto para os juros dessa modalidade de crédito e após a pandemia atingir a economia.

O Banco Central tem várias hipóteses que ajudam a entender essa queda, mas por enquanto nenhuma definitiva. Grandes bancos relataram a redução da demanda por essa linha de crédito, o que em tese pode ser um reflexo do aumento de renda e da poupança da população provocada pelo pagamento do programa de renda emergencial e pela retração do consumo nas faixas de renda mais alta.

Embora o recuo coincida com a adoção, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de um teto de 8% ao mês, em vigor a partir de 6 de janeiro, para os juros dessa modalidade de crédito, a autoridade monetária afirma que não há elementos que confirmem os bancos tenham restringido crédito em resposta ao limite.

O crédito rotativo do cartão de crédito tem características muito semelhantes ao cheque especial, por ser uma linha emergencial, mas teve uma queda menos expressiva no período, de 10%.

Fonte: Valor Investe

Não me pertube, me entenda

Imagine incontáveis chamadas, ligações que, ao serem atendidas, são desligadas, busca por pessoas que repetidamente dizemos não conhecer e mais uma série de inconvenientes. Tudo isso gerou um grito ao consumidor: “Não me perturbe!”

Foi preciso ter a intervenção da ANATEL e criar mais uma regulamentação para que as empresas simplesmente respeitem o consumidor, respeitem o seu desejo.

Isso é simplesmente incompreensível em uma era na qual as empresas têm cada vez mais informações para entender com quem falam ou querem falar. Incompreensível quando, na verdade, o que você precisa é trazer o cliente para perto, precisa encantá-lo para que ele venha e permaneça nesta jornada contigo.

Atuo numa área em que muitas vezes é vista como a vilã deste relacionamento: a tecnologia. Mas a verdade é que esta é uma culpa que não nos pertence. Pelo contrário. Cada solução, cada discador, cada bot pode sim ser desenvolvido sempre em prol de um ótimo relacionamento empresa-cliente.

Nossa tecnologia sai de “fábrica” programada para limitar o número de chamadas por dia para um mesmo contato, evitar as chamadas que caem ao serem atendidas, atua com bots que são utilizados somente nas situações em que realmente são úteis, entre mais uma série de programações em prol deste relacionamento. O problema está na configuração que é feita após entregarmos essas soluções, por quem decide e realiza estas operações.

As empresas precisam focar o cliente, entendê-lo e criar uma jornada de aproximação, não de perturbação. Não imagino hoje uma empresa se sustentando sem trilhar esse caminho. Por fim, o que o cliente quer é simples: “Não me perturbe, me entenda!”.

Fonte: Consumidor Moderno

Plataforma de educação financeira inicia operação em outubro de 2021, diz BC

Piloto do site está previsto para ser entregue até janeiro de 2021

A plataforma de educação financeira que vem sendo construída em uma parceria entre o Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deve entrar em funcionamento em outubro do ano que vem, afirmou ontem o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.

“O piloto da plataforma está previsto para ser entregue até janeiro de 2021 e a plataforma completa, homologada e disponibilizada para toda a população brasileira, até outubro de 2021”, disse na abertura da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira.

Antes do lançamento da plataforma em si, a Febraban e o BC realizarão uma pesquisa com 10 mil pessoas de todo o Brasil, com o objetivo de elaborar o Indicador de Saúde Financeira.

A ideia é que, com base no perfil apontado pelo indicador, o cidadão possa participar de cursos específicos de educação financeira, conforme disse em ocasião anterior o diretor de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta do BC, Mauricio Moura. Posteriormente, a pessoa teria permissão para usar as informações e dados colhidos na plataforma para buscar melhores condições de crédito nas instituições financeiras.

Ontem, Campos afirmou que o modelo “possibilitará aos brasileiros realizar um diagnóstico de sua saúde financeira e fornecerá trilhas de aprendizagem personalizadas”.

“A plataforma permitirá a criação de um programa de recompensas, uma espécie de programa de milhagens, por parte das instituições financeiras participantes. Essas recompensas serão desenhadas por cada instituição financeira”, disse.

No discurso, o presidente do BC também destacou que a maior eficiência do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a diminuição da inadimplência como benefícios para a economia brasileira da melhora da educação financeira no país.

Moura, por sua vez, chamou a atenção para os efeitos negativos da crise econômica atual sobre as finanças das famílias. “Educação financeira é essencial para a vida do cidadão em qualquer momento, mas ficou particularmente importante em 2020, já que a pandemia fragilizou a vida financeira de uma parcela significativa da nação”, afirmou.

O tema é um dos pilares da “Agenda BC#”, conjunto de propostas de modernização do SFN em implantação pela autoridade monetária. Ainda ontem, o diretor de regulação do BC, Otávio Damaso, afirmou que a maior parte das propostas da autoridade monetária ligadas à sustentabilidade – outro dos pilares da Agenda BC# – entrará em consulta pública “a partir do primeiro trimestre do ano que vem”. As declarações foram feitas em “webinar” promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No caso da criação da um birô de crédito verde, apenas uma parte das mudanças propostas pelo BC passarão por consulta pública, de acordo com Damaso. Já a mudança nos incentivos de direcionamento de empréstimos rurais para operações de crédito sustentáveis não deve passar por consulta pública, mas estará disponível no próximo Plano Safra, segundo ele.

Fonte: Valor Economico

Profissional qualificado desempregado? Saiba onde pode estar a falha!

Antes de terceirizar a culpa, sugiro que você se faça cinco perguntas simples

Vez ou outra me deparo com profissionais de diferentes gerações que fazem o seguinte desabafo: “sou qualificado, mas não tenho emprego”. Quando me vejo neste tipo de conversa, sempre sugiro que a pessoa faça uma análise sincera do próprio perfil e das práticas que vem adotando, com base em cinco perguntas:

Você é realmente bom no que faz? Minha experiência no contato com profissionais diz que 90% das pessoas que passam por uma avaliação 360 graus tendem a se autoavaliar com uma nota superior a que seus chefes ou pares lhe atribuem. Então é preciso ter bastante humildade para responder essa questão e ter muita segurança sobre a qualidade de sua performance à frente dos projetos.

Quais são seus pontos de melhoria? Em geral, quando nos comparamos a outro profissional, destacamos o que nós temos de bom e o outro tem de ruim. Mas, como ficaria a lista se elencarmos também os nossos pontos de melhoria e as vantagens competitivas do outro. O mapeamento deve considerar o perfil técnico e comportamental. Aqui, não se trata de se rebaixar, mas sim de promover uma comparação mais justa com todos os envolvidos.

Como está o seu nível de exigência diante das oportunidades? Já vi profissionais recusando salários compatíveis com os praticados pelo mercado por avaliarem que mereciam receber mais. Mas, entenda que ganhar muito ou pouco é uma avaliação bastante relativa e deve, inclusive, levar em conta a situação econômica do País, da empresa e do setor de atuação, além da questão de oferta e demanda.

Você está procurando da forma correta? Elaborar um currículo padrão e sair distribuindo para uma relação de e-mails não é nada estratégico. Minha recomendação é, se possível, aproveitar esse momento de recolocação para estruturar ou revisar seu plano de carreira, identificando onde está, onde quer chegar e quais caminhos precisa percorrer. Assim, será mais fácil identificar em quais empresas faz sentido focar seus esforços e produzir um currículo personalizado para cada oportunidade.

As pessoas sabem que você está em busca de recolocação? Comunique parentes, amigos e antigos colegas do mercado sobre a sua disponibilidade para avaliar novas oportunidades. Aproveite o tempo livre para reencontrar pessoalmente antigos contatos e conhecer pessoas novas em cursos, palestras e eventos. A indicação para um novo emprego pode vir de onde você menos espera.

É claro que, em um país onde a economia não cresce na velocidade desejada, sempre vai haver o desemprego estrutural. Mas, com boa qualificação e boas práticas na busca por vagas, dificilmente um profissional qualificado fica desempregado por muito tempo. Inclusive, o histórico do ICRH mostra que o nível de desemprego entre pessoas com idade igual ou superior a 25 anos e formação superior completa é bastante inferior, se comparado à população geral.

Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half.

Fonte: Exame

Empresas começam a pedir água e crédito podre deve dobrar em 2021

Os indicadores de pedidos de recuperação judicial e falências inverteram o sinal e passaram a subir em outubro. Eles sinalizam e confirmam a tendência que vem sendo apontada por especialistas de maior inadimplência e forte aumento na geração de crédito podre em 2021. A mudança de direção nos pedidos de recuperação judicial ocorre com o fim da prorrogação para o pagamento de dívidas de vários bancos e a exaustão de companhias que tentam sobreviver desde março, quando o isolamento social colocou vários negócios sob pressão.

Em outubro, os pedidos de recuperação judicial aumentaram 52,3% e os de falência avançaram 18,4% na comparação com setembro, conforme dados divulgados pela Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O movimento se contrapõe às quedas que vinham sendo registradas nos meses anteriores e apontam para inversão dessa tendência, conforme a Boa Vista.

A Deloitte calcula que, em 2021, a pandemia terá contribuído para dobrar o volume de dívidas sem chance de serem pagas por pessoas físicas e jurídicas. Assim, elas entram nas contas das que potencialmente serão negociadas no mercado que compra e venda os “créditos podres”. Para 2021, a consultoria prevê que o volume de créditos não performados (NPL, no jargão do mercado em inglês)  que serão negociados por especialistas na compra e venda de créditos inadimplentes chegue perto de R$ 46 bilhões.

Neste número estão muitos calotes que acabaram sendo maquiados este ano, em virtude do suporte dos bancos e do governo a empresas e pessoas físicas. Tanto que, graças a essa ajuda, a expectativa da Deloitte é de uma retração da ordem de 33% no volume de créditos não performados a serem negociados este ano, para R$ 22 bilhões.

A perspectiva é de que, no ano que vem, as pessoas jurídicas puxem a fila dos calotes. Especialmente as micro, pequenas e médias companhias, sempre as primeiramente afetadas em uma crise, segundo o diretor de Portfolio Lead Advisory Services (PLAS) da Deloitte, Ricardo Marin. “Em tese, a onda vem primeiro nas pessoas jurídicas menores com as pessoas físicas aparecendo em um segundo momento”, disse. Para ele, a perspectiva de retomada da economia, que existe para a Deloitte no ano que vem, pode alterar os números.

O sócio-fundador da Pantálica Partners, Salvatore Milanese, diz que empresas que ficaram fora de linhas como o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito, voltado aos pequenos empresários, tem recorrido à sua empresa para tentar alongar dívidas ou ajustar custos. Segundo ele, o fim das políticas de prorrogações de pagamento de dívidas dos bancos também está pesando, mas esse impacto não se trata de uma prerrogativa do Brasil. “Nos Estados Unidos, muitas empresas ‘zumbis’ ficaram em pé por causa das injeções de dinheiro subsidiado do governo.”

Nesse sentido, o reestruturador de empresas Estevão Rocha, vê um cenário pior nos próximos meses. “O fôlego das carências e prorrogações de pagamentos de principal, concedido pelas instituições financeiras, assim como de repasses de recursos do governo, está acabando, enquanto, na grande maioria dos casos, não houve mudança na forma de operar dos empresários”, diz Rocha. Com a perspectiva de agravamento do endividamento, Rocha afirma que o pior ainda está por vir, com crescimento no número de recuperações judiciais e falências em 2021.

Felipe Lollato, sócio do escritório Lollato Lopes Rangel e Ribeiro Advogados, especializado em recuperação judicial , acrescenta que deve haver um afunilamento da capacidade de cumprimento das obrigações pelas empresas com a redução ou retirada dos auxílios governamentais, aliados ao fim de carências e prorrogações concedidas por credores das mais variadas naturezas. “Essa impontualidade no cumprimento de pagamentos acarreta tanto na necessidade de eventualmente se pedir a proteção de um processo de recuperação judicial ou em nada sendo feito, pode culminar na decretação da falência da empresa”, diz.

Fonte: O Estado da São Paulo

Inadimplência de micro e pequenas cai à metade com medidas de acesso a crédito, mas cenário pode mudar em 2021

Elas terão de retomar pagamento de financiamentos, com faturamento abaixo do nível pré-pandemia e perspectiva de uma segunda onda de Covid-19

A pandemia trouxe um impacto inesperado para o índice de inadimplência das micro, pequenas e médias empresas. Ele chegou ao menor patamar histórico, tendo caído quase à metade entre o pico da crise, em abril, e setembro, último dado disponível no Banco Central (BC). Isso, no entanto, pode não durar, já que há sinais cada vez mais fortes de que o país estaria prestes a enfrentar uma segunda onda de Covid-19.

A queda de 4,11% para 2,24% da inadimplência das médias, pequenas e micro empresas aconteceu principalmente por conta das renegociações dos financiamentos. De acordo com o BC, entre março e junho deste ano, as instituições financeiras repactuaram 34,2% das operações das micros e 35,4% das pequenas empresas.

Já sabendo que os pequenos têm menos ferramentas para resistir a um impacto grande na economia, como o causado pela pandemia, e com estímulos do BC, os bancos ficaram um pouco mais abertos às possibilidades de repactuação do crédito, dando carência ou estendendo os prazos de pagamento.

No período da crise, muitos empresários obtiveram a suspensão do pagamento dos empréstimos contraídos, o que, consequentemente, derrubou a inadimplência.

Segunda onda preocupa

No entanto, há um alerta para o início de 2021. Muitas dessas renegociações preveem que os pagamentos sejam retomados em janeiro ou fevereiro, prazo em que grande parte das empresas ainda não voltou ao faturamento que tinha antes da crise.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Conampe), Ercílio Santinoni, o aumento da inadimplência é inevitável:

— Nossa preocupação é com aqueles que já estavam em dificuldade e que pegaram o dinheiro para pagar salário e contas atrasadas. Eles continuam com capital de giro muito pequeno. Quando chegar o início do ano terão que aumentar o faturamento, ou não vão conseguir pagar as parcelas. É natural que tenhamos um aumento da inadimplência.

Pesa ainda o fim da vigência, em dezembro, da medida provisória (MP) 936, de redução e suspensão de jornada e salários. Representará um aumento de custos para os empresários, tornando mais necessária ainda uma nova negociação dos empréstimos.

Proprietário da ótica Finajoy, no Leme, Zona Sul do Rio, Thiago Quirino diz que a situação não está tranquila, mas tem conseguido manter um nível de vendas razoável. Para isso, ele reduziu as margens de lucro, já que alguns produtos, como as lentes, são importados e ficaram mais caros com a valorização do dólar.

Quirino conseguiu pegar crédito no Pronampe, linha de crédito para micro e pequenas empresas, que lhe permitiu manter o negócio aberto e recebendo clientes. Ele avalia que, se a situação continuar como está, os pagamentos ficarão em dia. Sua preocupação é que uma segunda onda de Covid-19 leve as lojas a fecharem novamente.

— A incerteza é essa, não sei se vai parar, aí fica meio complicado.

Semana passada, o Senado aprovou a terceira fase do Pronampe, com mais R$ 10 bilhões. Até o fim de outubro, já foram concedidos R$ 32,8 bilhões em 476 mil contratos. Falta passar na Câmara.

O diretor administrativo da Rolasul Rolamentos, Alexandre Oriques, planeja tomar crédito na nova rodada do Pronampe. Ele conta que a empresa, do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, fornece para indústrias de tinturaria da região, que é têxtil, e cuja produção está “a todo vapor”.

— Espero que apareça (o crédito), porque dá uma segurança para gente poder investir e seguir pra frente com passos largos — diz Oriques, que espera registrar faturamento recorde este ano.

Giovanni Beviláqua, economista e analista técnico da unidade de capitalização e serviços financeiros do Sebrae, ressalta que uma possível segunda onda teria impacto nas pequenas empresas.

— De forma geral, o que estamos vendo é que a pandemia ainda não acabou e que a recuperação de segmentos, apesar de significativa nos últimos meses, ainda não está forte o suficiente frente à possibilidade de uma segunda onda. Claro que isso acaba impactando os níveis de endividamento das empresas.

De acordo com o Sebrae, as micro e pequenas empregam quase 55% dos trabalhadores formais do país e representam 99% das empresas brasileiras. Beviláqua ressalta que programas como o Pronampe foram fundamentais para esses pequenos negócios.

— Os programas do governo, até agora, só valem até 31 de dezembro, então todos os esforços são justamente para o que se vai fazer depois disso. É uma situação que merece atenção.

Expectativa com bancos

Tadeu Madureira administra a Pratique Fitness, uma rede de academias em Belo Horizonte que funciona como uma cooperativa, em que cada unidade tem seu próprio CNPJ e sócios. O setor foi um dos que mais sofreram durante a crise. Foram cinco meses fechados e sem faturamento.

— Estávamos em expansão, seriam mais quatro unidades. Tivemos que queimar as reservas de expansão para manter as academias — conta Tadeu.

Duas unidades conseguiram crédito durante a crise. Tadeu estima que cerca de 50% dos clientes já voltaram, percentual que pode chegar a 80% até o início do ano que vem. Ele não vê problemas no pagamento dos empréstimos, pois houve um bom planejamento. A complicação, diz, apareceria no caso de uma segunda onda:

— Se tiver uma segunda onda, não existe plano B. Não só nosso, mas do governo, da sociedade em geral.

Santinoni, da Conampe, espera que, em 2021, os bancos estejam abertos a renegociar:

— Talvez o sistema nacional de garantias, que está em fase de lançamento, seja uma solução para os bancos continuarem emprestando. Acredito que, no início do ano, teremos de voltar a negociar com os bancos para deixar os valores das parcelas de acordo com a nova realidade.

Fonte: O Globo