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Primeira parte do 13º tinha que cair até sexta. O que fazer se não recebeu?

O 13º salário é um direito garantido a todos que trabalharam por pelo menos 15 dias com a carteira assinada ao longo do ano. O prazo final para receber a primeira parcela terminou na sexta-feira (30). A segunda parte deve ser paga até 20 de dezembro. Aposentados, pensionistas e servidores públicos também recebem o benefício, mas o pagamento segue outro calendário.
Desde 2013, trabalhadores domésticos também têm garantido o direito de serem registrados em carteira e receberem os mesmos benefícios de um trabalhador CLT, incluindo o 13º salário.
Se você tem direito ao benefício, mas não recebeu, o que fazer? O UOL conversou com a advogada especializada em direito do trabalho Flávia Filhorini, sócia do escritório FBC Advogados, e com o advogado trabalhista Bruno Vial, da Galvão & Silva Advocacia.
Mesmo se estiver em crise, a empresa deve pagar os direitos trabalhistas. “A empresa é obrigada a pagar o 13º, mesmo que tenha ido à falência. Ela não pode invocar uma crise para deixar de pagar nenhuma das verbas salariais dos funcionários”, disse a advogada especializada em direito do trabalho Flávia Filhorini, sócia do escritório FBC Advogados.
Qual é o prazo para receber o 13º?
Todas as pessoas que trabalharam ao menos 15 dias durante o ano com registro em carteira têm direito ao pagamento do 13º salário, proporcional ao tempo trabalhado, e devem recebê-lo dentro dos prazos legais.
30 de novembro, para a primeira parcela
20 de dezembro, para a segunda parcela
Aposentados, pensionistas e servidores públicos também têm direito, mas com calendários de pagamentos diferentes. O que fazer se não recebeu?
O que fazer se não recebeu?
 O primeiro caminho indicado pelos advogados é reclamar junto à própria empresa ou com o patrão, no caso de trabalhadores domésticos ou de pequenos negócios. Em paralelo, pode-se também acionar o sindicato responsável, que ajuda nas negociações, em especial se houver mais funcionários na mesma situação.
Também é indicado fazer registro do problema no Ministério do Trabalho, por meio das superintendências e gerências locais do ministério.
“Para o trabalhador em si, há pouco efeito da reclamação no ministério, mas ainda assim é importante para que haja o registro e a fiscalização das empresas”, afirmou Vial
Se ainda assim o benefício não for pago, o próximo passo é abrir uma ação na Justiça do Trabalho, com ajuda do sindicato ou de um advogado trabalhista.
Há punição para a empresa ou empregador?
Sim. Com a queixa registrada no Ministério do Trabalho, a empresa ou o empregador podem ser multados. O valor atual da multa é de R$ 170,25 por funcionário prejudicado. Em caso de reincidência, o valor é dobrado.
Quem tem empregada doméstica também paga multa?
Sim. Tanto famílias com empregadas e empregados domésticos quanto pequenos negócios, independentemente do número de funcionários, estão sujeitos às mesmas regras e à mesma multa (de R$ 170,25 por funcionário afetado) caso atrasem o pagamento do 13º salário. O valor dobra em caso de reincidência.
Se eu abrir um processo, não corro o risco de perder e ter prejuízo?
Em teoria, sim. Com a nova legislação trabalhista, em vigor desde 2017, os trabalhadores que perdem a ação devem arcar com honorários e as custas do processo, algo que não acontecia antes.
Porém, segundo o advogado Bruno Vial, processos relativos a verbas garantidas e não pagas, como o 13º salário, quase sempre dão ganho de causa ao trabalhador, embora a decisão possa demorar, conforme o ritmo da Justiça.
“Normalmente é uma ação fácil e tranquila de ganhar, já que é uma questão já muito consolidada nos tribunais”, disse ele.
 Demonstrativos de pagamento, extratos bancários e testemunhas ajudam a comprovar ao tribunal que o benefício não foi pago.
E se a empresa falir?
Não há nada que isente o empregador da obrigação de pagar o 13º salário nem nenhuma verba trabalhista a seus funcionários. Caso a empresa entre em processo de recuperação judicial ou mesmo feche as portas, todos os benefícios que não foram pagos entram para a conta de sua dívida trabalhista.
“Em um processo de falência, os créditos trabalhistas têm preferência sobre todos os outros, devem ser os primeiros a serem pagos. Só pode demorar para que isso aconteça”, disse Vial.
Fonte: Uol Noticias

66% das transações bancárias são feitas por internet banking, aplicativos ou call centers, diz BC

Estudo da instituição aponta que celular é o meio mais utilizado pelos usuários de serviços bancários. Operações remotas dos clientes de bancos cresceram 21% entre 2016 e 2017.
Levantamento do Banco Central aponta que duas em cada três transações bancárias no país são feitas, atualmente, por meio de aplicativos de celular, internet banking ou call centers, o que corresponde a 66% do total de operações. Apenas um terço das transações ainda é realizada em pontos de atendimentos dos bancos, destaca o estudo.
Segundo o Banco Central, o celular é o meio mais utilizado pelos clientes das instituições bancárias. Com quase 25 bilhões de transações registradas no ano passado, as operações por meio de telefones móveis representa 35% do total.
As informações fazem parte do Relatório de Cidadania Financeira, elaborado pelo Banco Central.
De acordo com a autoridade monetária, essas operações remotas cresceram 21% entre 2016 e 2017.
Na segunda posição das transações remotas está o internet banking, quando a operação ocorre pelo site da instituição bancária ou por aplicativos. O Banco Central informou que, em 2017, houve 20 bilhões de operações pela internet.
“O futuro, no que diz respeito a acesso e uso de serviços financeiros, caminha para ser digital. O uso de instrumentos eletrônicos pode contribuir para aumentar a inclusão financeira dos cidadãos [uma vez que a tendência é que tenham custos mais baixos] e para maior eficiência e segurança no mercado de pagamentos de varejo brasileiro”, avalia o relatório do Banco Central a que a TV Globo teve acesso antecipadamente.
Atendimento presencial
Embora em menor ritmo, as transações em canais presenciais também cresceram, informou o estudo do Banco Central. Conforme a instituição, em 2017, foi registrado um avanço de 7% nesses atendimentos, após queda de 5% no ano anterior.
Segundo o BC, todos os 5.570 municípios brasileiros têm, pelo menos, um ponto de atendimento físico. Ao todo, informa o estudo, havia, até dezembro do ano passado, 257.570 pontos de atendimento físico, que incluem agências bancárias, correspondentes bancários e caixas eletrônicos.
A instituição ressalta ainda que, apesar de a digitalização ser um movimento crescente, os bancos precisam considerar que parte da população não tem acesso aos canais bancários digitais, como os moradores de áreas distantes de centros urbanos. Esse perfil de usuário de serviços financeiros ainda depende das agências físicas dos bancos ou de correspondentes bancários.
“A transformação para o digital, portanto, precisa ser acompanhada para que se garanta que esse processo será, de fato, inclusivo”, diz trecho do relatório do BC.
O Banco Central também adverte no estudo que “o dinheiro em espécie continua sendo largamente utilizado”, mesmo com a expansão dos usuários de cartões de débito e crédito.
“Dados apontam que a utilização de canais presenciais, especialmente os correspondentes bancários, para pagamentos de boletos e realização de transferências ainda é grande. Além disso, o dinheiro em espécie continua sendo largamente utilizado”, enfatiza o levantamento.
Fonte: Blog Televendas

Insegurança dos brasileiros no emprego cai 7 pontos em novembro, revela pesquisa da ACSP

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) feita em todas as regiões do País em novembro revela que 43% dos brasileiros estão inseguros em seus empregos. Trata-se de uma queda de sete pontos percentuais em relação a outubro, quando 50% disseram estar nessa situação. Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, isso se deve à economia.
“Ainda que de maneira lenta, a economia parou de demitir e passou a contratar, conforme indicam as estatísticas oficiais. E isso vem sendo percebido pelo brasileiro”, diz Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
O maior otimismo em relação ao emprego faz com que os entrevistados também fiquem mais animados com sua situação financeira futura. Questionados se acreditam numa melhora daqui a seis meses, 42% responderam que sim; em outubro, eram 39%. O presidente da ACSP acrescenta que o fator político também tem um peso para a melhora. “Passadas as eleições, as incertezas do eleitor diminuem e ele se transforma em consumidor, o que leva a boas perspectivas para o comércio no Natal”.
Cresceu a disponibilidade do brasileiro de se comprometer com compras de médio porte (eletrodomésticos), geralmente feitas a prazo. O percentual de consumidores que se declararam pouco à vontade para efetivar essas transações recuou de 62% em outubro para 56% em novembro.
A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 14 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Metodologia
O levantamento foi feito pelo Instituto Ipsos para compor o Índice Nacional de Confiança da ACSP, a partir de 1.200 entrevistas pessoais e domiciliares, realizadas mensalmente em 72 municípios no Brasil inteiro, com amostra probabilística, com cota no último estágio de s e l e ç ã o e margem de erro de três pontos percentuais, representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014).
Fonte: Segs

Pelo terceiro mês consecutivo, atacado paulista gera vagas com carteira assinada

Segundo a FecomercioSP, o setor encerrou setembro com estoque ativo de 505.156 empregos formais
O comércio atacadista do Estado de São Paulo voltou a gerar vagas com carteira assinada pelo terceiro mês consecutivo. Em setembro, foram criados 714 postos de trabalho, resultado de 14.661 admissões contra 13.947 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque de 505.156 empregos formais, alta de 1,7% em relação ao mesmo período de 2017, maior patamar desde setembro de 2015. No acumulado de 2018, o saldo ficou positivo em 7.006 vínculos celetistas. Na soma dos últimos 12 meses, 8.245 postos de trabalho formais foram abertos.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal no comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividades.

Em setembro, três dos dez segmentos pesquisados registraram saldo negativo: outras atividades (-86 vínculos); vestuário, tecidos e calçados (-61 vínculos); e produtos farmacêuticos e higiene pessoal (-59 vínculos). Por outro lado, os grupos de máquinas de uso comercial e industrial (308 vínculos); e de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (219 vínculos) abriram o maior número de vagas em setembro.

No acumulado dos últimos 12 meses, o destaque foi para o comércio atacadista de produtos farmacêuticos e higiene pessoal, com 2.130 vagas abertas, o que representa um aumento de 3,6% no estoque de empregados em relação a setembro de 2017, a maior taxa entre os dez segmentos analisados. Em seguida, aparecem as atividades de máquinas de uso comercial e industrial (3,3%); e papel, resíduos, sucatas e metais (2,9%). Enquanto os segmentos de vestuário, tecidos e calçados (-0,9%); e materiais de construção, madeira e ferramentas (-0,4%) foram os únicos a registrar queda na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o ritmo é de consolidação do processo de retomada do emprego com carteira assinada após sua maior recessão em 2015 e 2016. Assim, o setor atacadista segue atrativo tanto para os consumidores finais, com orçamento ainda apertado, como para os empreendedores que migraram do mercado de trabalho na crise. Os dados retratam o melhor período do ano, visto que o atacado se prepara para o Natal, antecipando os movimentos do comércio varejista.

A Federação ainda recomenda que o empresário inicie o planejamento do quadro funcional de 2019, com previsão de um ano melhor do que o de 2018, mas ainda em processo de retomada econômica.

Atacado paulistano
Na cidade de São Paulo, o comércio atacadista criou 306 vagas celetistas em setembro com destaque para a atividade de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal, que abriu 205 vagas, seguida de produtos farmacêuticos e higiene pessoal com 74 novos vínculos. Em contrapartida, os segmentos de vestuário, tecidos e calçados (-68) e outras atividades (-55) eliminaram o maior número de vagas. Desta forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 208.855 trabalhadores formais, alta de 1% em relação a setembro de 2017, mesmo apontamento do mês passado.

Nos primeiros nove meses do ano, 2.521 vagas foram geradas, com destaque para o atacado de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (830 vagas); e de papel, resíduos, sucatas e metais (484 novos empregos). No acumulado de 12 meses, 2.136 vagas foram abertas, com liderança do grupo de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (927 vagas).

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado) analisa o nível de emprego do comércio atacadista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e dez atividades do atacado: alimentos e bebidas; produtos farmacêuticos e higiene pessoal; vestuário, tecidos e calçados; eletrônicos e equipamentos de uso pessoal; máquinas de uso comercial e industrial; material de construção, madeira e ferramentas; produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas; papel, resíduos, sucatas e metais; energia e combustíveis; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista. 

Fonte: Segs

 

80% dos consumidores negativados em outubro já haviam atrasado outras contas nos últimos 12 meses, revelam CNDL/SPC Brasil

Em média, inadimplentes reincidem nos atrasos três meses após não pagaram uma conta. Volume de consumidores que conseguiram sair da lista de devedores cresce 9,5% no acumulado em 12 meses. Para especialistas, Natal deve estimular regularização de contas
Quitar uma dívida atrasada, mas poucos meses depois retornar para a lista de inadimplentes. Ou, antes mesmo de sair do cadastro de inadimplentes, ser negativado por outra dívida. Essa é a realidade de muitos brasileiros que, por falta de planejamento ou dificuldades financeiras, voltam a ter o CPF negativado ao não pagarem suas contas. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, do total de consumidores que foram negativados no último mês de outubro, 80% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 25% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 55% ainda estavam com uma dívida pendente.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, antes mesmo de propor ao credor uma negociação de dívidas, é importante que o consumidor estude, avalie e planeje uma proposta de pagamento que seja adequada para sua realidade. “Um dos grandes erros cometidos numa renegociação é aceitar os termos do acordo sem ter plena consciência de que o combinado será cumprido. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede que seu nome volte para a lista de inadimplentes, o que pode aprofundar o problema”, alerta do presidente.
Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

Número de brasileiros que conseguiram pagar dívidas cresce 9,5% em 12 meses; dívidas bancárias são as mais colocadas em dia

Outro dado mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de quitação de dívidas. De acordo com o indicador de recuperação de crédito, aumentou em 9,5% o volume de inadimplentes que conseguiram regularizar suas pendências no acumulado dos últimos 12 meses até outubro. O dado supera o observado em setembro, que era uma alta de 5,67%. Entre as regiões que apresentaram maior crescimento das recuperação de crédito, o Sudeste é destaque no mês de outubro, com 19,5%. O Centro-Oeste apresentou alta de 16%, o Nordeste teve crescimento de 7,6% e o Sul, alta de 2,5%. Apenas no Norte houve recuo, com queda de -5,8% no volume de pessoas que conseguitam quitar suas dívidas.
De acordo com o indicador, o volume de dívidas regularizadas avançou 8,2% no acumulado em 12 meses até outubro. Desse total de pendências colocadas em dia, a maior parte (65%) diz respeito a dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos. Em segundo lugar ficaram as contas de água e luz, com um total de 19% de todas as dívidas quitadas no período. Logo depois aparecem as contas pagas no comércio (9%) e também as de serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (3%).
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o fim de ano é um momento propício para o consumidor colocar as contas em dia tendo em vista a injeção de dinheiro extra do 13º salário. “Quem tem dívidas em atraso deve utilizar esse recurso para sanar sua situação financeira e, assim voltar ao mercado de crédito o mais rápido possível. Estamos nos aproximando das festas natalinas, que é um período em que todos gostam de presentear e aproveitar as promoções. Para isso, é importante fazer um esforço para quitar as dívidas e consumir com responsabilidade para não reincidir nos atrasos”, afirma o presidente.
Metodologia
O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos
Fonte: Segs

Inadimplência das operações de crédito segue em 3% em outubro, nota BC

A inadimplência média das operações de crédito no sistema financeiro ficou estável em 3% em outubro, informou o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2017, a taxa era de 3,6%. Entre as empresas, a taxa média ficou inalterada em 2,6%. Entre as famílias, o percentual permaneceu em 3,4%.
Com recursos livres, a taxa de inadimplência das famílias fechou outubro com queda de 0,1 ponto, em 4,9%. A inadimplência das empresas ficou estável em 3%. Assim, a inadimplência total com recursos livres ficou em 4,1%, mesmo patamar de setembro.
No crédito direcionado, a inadimplência total ficou estável em 1,9% em outubro. A taxa para as empresas subiu de 2,0% para 2,2% e das pessoas físicas ficou em 1,7%.
O BC apontou ainda que a taxa de juro média cobrada pelo sistema financeiro nas suas operações de crédito saiu de 24,4% em setembro para 24,6% um mês depois. Em 12 meses, as taxas, contudo, recuaram, 2,8 pontos percentuais.
Em outubro, a alta dos juros aconteceu para empresas e famílias. A taxa das pessoas jurídicas saiu de 15,7% para 16,1%. Para as pessoas físicas, a taxa ficou em 30,4%, vindo de 30,3%.
Quanto ao juro com recursos livres, a taxa para as pessoas físicas caiu de 52% ao ano em setembro para 51,9% ao ano em outubro. O custo do dinheiro para a pessoa jurpidica ficou estável em 20,4%. Com isso, o juro total com recursos livre fechou o mês em 38%, vindo de 37,9% em setembro.
O spread, que mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas que cobram de seus clientes nos empréstimos, saiu de 17,4 pontos percentuais em setembro para 18 pontos no mês seguinte.
Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 24 pontos porcentuais, ante 23,3 pontos em setembro. No crédito às empresas foi verificada alta, de 8,6 pontos percentuais para 9,2 pontos.
Fonte: Blog Televendas

Cade recomenda arquivamento de processos na área de crédito consignado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou o arquivamento de seis processos administrativos que investigam suspeitas de infração à ordem econômica no mercado de crédito consignado.
A recomendação ainda será analisada pelo tribunal da autarquia. A investigação recaiu sobre os bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banrisul e BRB, que  estariam, supostamente, exigindo exclusividade na celebração de contratos com entes públicos para a oferta de crédito consignado aos servidores vinculados a esses entes.
“Após diligências, a superintendência verificou que a exigência de exclusividade não era sistemática em relação aos seis bancos investigados. Por vezes, a prática era decorrente de exigência legal (como no caso do BRB), ou prevista nos editais dos processos licitatórios abertos pelos próprios entes públicos para contratação das instituições financeiras. Em alguns casos, a exclusividade nem sequer constava nos contratos firmados entre os bancos e o órgão público”, informou a assessoria do Cade.
Durante a investigação, a Superintendência-Geral do Cade considerou que, embora não tenho sido configurada a conduta anticompetitiva, “a celebração de contratos de exclusividade por parte de entes públicos com instituições financeiras, mesmo quando atendendo a um interesse do próprio ente, pode causar prejuízos aos servidores públicos. Para a SG/Cade, essa exclusividade limita as opções disponíveis para a contratação de crédito consignado pelos servidores”.
Para sanar a questão, o Cade recomendou expressamente que os entes públicos não incluam em editais cláusulas de exclusividade em contratos de concessão de crédito consignado e não aceitem previsões contratuais dessa natureza. “A SG recomenda ainda que, sempre que possível, as entidades do Poder Público ofereçam opções aos seus servidores. Além disso, que adotem nos editais critérios que estimulem a oferta de crédito mais barato aos servidores, como licitação pela menor taxa de juros ou melhores condições de pagamento.”
Fonte: Blog Televendas

Transformação da cobrança

Há muitos anos atrás a cobrança era vista como o último negócio de uma empresa, hoje ocupa o segundo lugar perdendo apenas para o próprio negócio da empresa. Por exemplo, no caso de uma financeira, ela perde para o financiamento. Mas também existe a possibilidade de ser o melhor negócio, pois consegue transformar a cobrança em uma fonte geradora de receitas.
Esse percentual de alto índice de cobrança se da pelo motivo ao crescimento do crédito no Brasil, pois antes do plano real o mercado era carente de crédito, as pessoas eram carentes de produtos em casa, e após o plano real o acesso aos bens e produtos se tornou viável.
Com o aumento do volume de financiamentos, automaticamente, a cobrança se transformou em um ótimo negócio. Antes os financiamentos eram em feitos em 4 vezes, hoje é possível parcelar em até 60 vezes, em certos financiamentos. Isso fez com que o consumo aumentasse em todas as áreas de credito, principalmente na área de varejo. As pessoas começaram a comprar eletrodomésticos, móveis, materiais de construção para reformar a casa, veículos etc. Atualmente o foco está no financiamento habitacional.
De uma visão geral, esse mercado cresce muito. Na maioria dos empréstimos, há a intenção de pagar, mas a pessoa pode passar por algum tipo de infortúnio e atrasar o pagamento. São poucos os casos em que a compra é feita sem a intenção de pagar.
Na minha visão, não temos devedores, temos pessoas passando por dificuldades financeiras, claro que não podemos também deixar de apontar aqueles que compram mais do que ganham, em seu salario mensal.
Na última década, houve grandes avanços tecnológicos e o acesso a dispositivos móveis e à internet aumentou consideravelmente, inclusive entre a crescente classe C. Essa nova realidade tornou as técnicas de cobrança e relacionamento tradicionais, via contato telefônico, insuficientes.
“Com o advento das redes sociais e disseminação de aplicativos mobile, as informações privadas tem se tornado cada vez mais públicas e a utilização desses meios tem feito parte do cotidiano de um número significativo de pessoas. Nesse contexto, é importante que as estratégias de cobrança estejam alinhadas às novas tecnologias e ao cenário digital atual. Oportunidade para estabelecer contato com o devedor de modo diferenciado através de novas ferramentas de comunicação”
“No ramo de cobrança, o contato via telefone, embora seja um dos meios mais utilizados, possui limitações consideráveis. Como por exemplo, a dificuldade de manter diálogo com o devedor fora de seu expediente no trabalho e também o custo operacional consideravelmente alto, quando comparado com outras ferramentas. A abertura e disponibilidade em novos canais de comunicação possibilita o contato em horários flexíveis e contribui para eficiência da cobrança e redução de custos”, 
Carla Graziela Porto, colaboradora do escritório Giovani Duarte Oliveira, responsável pelo setor de Cobrança. Graduada em Processos Gerenciais e graduanda em Direito.
Fonte: Segs

Saiba como usar o 13º salário para renegociar dívidas ou investir

Abater ou quitar dívidas deve ser a primeira decisão ao receber a primeira parcela, apontam especialistas

Até dezembro, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 211,2 bilhões, de acordo com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com a chegada da remuneração às contas bancárias, muitos brasileiros enxergam no dinheiro extra uma oportunidade para renegociar o que devem.
Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, 17% dos trabalhadores pretendem usar a remuneração para pagar dívidas em atraso. Mas na hora de negociar com os credores e conseguir bons descontos, é preciso tomar algumas precauções.
Até o final de 2018, cerca de 84,5 milhões de brasileiros receberão o décimo terceiro, segundo o Dieese. Para o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Fábio Gallo, o momento é propício tanto para as empresas quanto para quem quer renegociar as dívidas.
“Os credores estão propensos à negociação para que o nome da pessoa esteja limpo a tempo de conseguir fazer compras. Por outro lado, com o décimo terceiro na mão, a pessoa tem uma chance de ter um valor inicial maior para poder negociar”.
Em setembro, 62,4 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O equivalente a 40% da população adulta acima de 18 anos.
Para saber como administrar o décimo terceiro sem ceder a impulsos de compra ou tomar decisões financeiras equivocadas, o Estado separou dicas de três especialistas em planejamento: Luiz Correa (da Planejar), Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper; e Fabio Gallo, da Fundação Getúlio Vargas.
Para quem está endividado
O professor de Finanças Fábio Gallo destaca que o primeiro passo para renegociar uma dívida é saber exatamente o valor devido. “Por incrível que pareça, tem muita gente que não sabe quanto deve”, aponta.
Para isso, é preciso procurar o credor e pedir a discriminação da dívida por escrito. “Esse papel explica o motivo pelo qual a pessoa deve, o valor dos juros e a quantia principal, além de ter uma condição legal”.
Gallo aconselha ser bastante cauteloso para conferir os valores apresentados pelo credor. Caso o devedor não conheça o suficiente de matemática financeira para refazer as contas, o professor recomenda a ajuda de especialistas, como consultores e planejadores financeiros ou, até mesmo, de órgãos públicos como o Procon.
“Muitas vezes, os cálculos podem estar errados, propositalmente ou não. Além do famoso SCC – o se colar, colou. Então, confira os valores”.
Com as contas certas, o próximo passo é analisar e definir o quanto o devedor pode pagar. Essa estratégia é válida não somente para ajudar a definir um valor para a negociação, mas também para que a pessoa que vai renegociar consiga quitar as dívidas e não acabe contraindo mais despesas.
Passo a passo para pagar a dívida
– Pague primeiro as dívidas mais caras. As dívidas que envolvem grandes quantias também cobram mais juros, quanto antes o consumidor abatê-las, menos dinheiro vai gastar.
– Atenção para as dívidas do cartão de crédito, ainda que não sejam o maior montante, os juros costumam ser os mais altos e, portanto, as dívidas se tornam mais caras
– Não deixe de amortizar dívidas altas porque o valor do décimo terceiro não é suficiente para abatê-las. Dificilmente algum investimento vai render acima dos juros desse débito.
– Use o décimo terceiro como instrumento de negociação. Não aceite qualquer proposta, invista em tempo para encontrar condições melhores.
– Cuidado com a antecipação de parcelas de financiamentos, ou mesmo de aluguéis, essas negociações só compensam se o credor diminuir consideravelmente os juros. Nesse caso, é preciso fazer contas e não se deixar levar pela ansiedade de se livrar do compromisso das parcelas
– Se o décimo terceiro for a sua única reserva, às vezes é melhor guardá-lo para emergências em vez de pagar uma parcela antecipada.
Para quem quer guardar dinheiro
– Dinheiro reservado para emergências podem ser investidos com liquidez diária, do tipo que o investidor pode reaver seu dinheiro em até um dia.
– Mesmo em uma situação de desemprego, uma liquidez de 30 dias é suficiente para resgatar investimentos. A dica aqui é ter a quantia de até 6 meses de seus custos guardados em títulos desse tipo.
– Diversifique seus investimentos sempre que possível. Em razão do valor recebido no décimo terceiro, muitas vezes não é possível fugir do Tesouro Direto, mas vale lembrar que algumas corretoras reduziram os aportes para alguns investimentos no mês de novembro.
Para quem quer assumir riscos maiores
– Não comece com grandes quantias. Para se adaptar, é preciso se educar com valores menores
-Entenda que o tempo e a paciência são fundamentais para conseguir bons resultados, e não se desespere com as primeiras perdas
– Fundos multimercados são a primeira indicação dos especialistas, eles envolvem riscos moderados e não exigem alto conhecimento no mercado
– Fundos de ações são um segundo passo. Antes de se arriscar sozinho no mercado de ações, essa pode ser uma oportunidade para aprender mais. Lembrando que se o investidor não tiver conhecimento ou tempo, os planejadores indicam seguir nos fundos.
Quem recebe o décimo terceiro?
Tem direito a receber a remuneração todos os trabalhadores com carteira assinada, inclusive os empregados domésticos, os beneficiários da Previdência Social e aposentados, os beneficiários de pensão da União dos Estados e dos municípios. A partir de 15 dias trabalhados, o brasileiro ganha o direito de receber a gratificação.
Já os estagiários não têm direito ao décimo terceiro. Por não serem considerados empregados e estarem enquadrados na Lei do Estágio, essa modalidade trabalhista não possui os mesmos direitos dos trabalhadores enquadrados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Como é feito o cálculo do décimo terceiro?
A lei garante que a quantia recebida pelo trabalhador corresponda a um doze avos do salário mensal. Em suma, o brasileiro que tiver direito ao décimo terceiro, receberá um salário extra ao fim de cada ano.
É importante lembrar que o valor recebido será proporcional ao número de meses trabalhados em 2018. O salário integral do trabalhador é dividido por doze e o resultado é multiplicado pelo número de meses trabalhados. Outras gratificações, como horas extras, adicionais noturno e de insalubridade também são adicionados ao cálculo.
Quando é o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro?
A gratificação é dividida em duas parcelas. A primeira delas, de acordo com a Lei 4.749, de 12 de agosto de 1965, deverá ser paga entre o dia 1º de fevereiro e o dia 30 de novembro. O restante será pago em uma segunda parcela até o dia 20 de dezembro.
O trabalhador também pode antecipar o pagamento e receber a primeira parcela junto com as férias. Para isso, é preciso que o funcionário faça o pedido junto à empresa no mês de janeiro.
Fonte: Estadão

Inflação desacelera e caderneta pode pagar rendimento positivo no ano

A redução nos preços dos combustíveis e nas tarifas de energia elétrica, dois dos que são administrados pelo governo, que o consumidor desta vez sentiu diretamente no bolso, refletiu de forma positiva nos índices de inflação.
De acordo com dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula a inflação oficial, o IPCA-15 de novembro apurou alta de 0,19%, uma forte desaceleração em relação ao de 0,58% de outubro. Trata-se de um tombo de 67%.
A expectativa é que a forte queda nas cotações internacionais do petróleo, que impacta os preços dos combustíveis (gasolina, etanol e óleo diesel) no País, contribua para conter a inflação neste fim de ano e também no próximo. A menos que ocorra uma retomada de alta do petróleo ou um solavanco do dólar, segundo analistas do setor.
Na esteira da queda das cotações do barril de petróleo no mercado internacional, a Petrobrás baixou seguidamente o preço da gasolina nas refinarias este mês, acumulando uma redução de 13,58% na primeira quinzena de novembro.
Outro item que tem forte peso no cálculo da inflação é a conta de luz, que está mais barata desde outubro com a mudança tarifária de energia elétrica (de vermelha patamar 2 para amarela, mais barata). A recomposição em curso no nível dos reservatórios de geração de energia permanece, ajudada pelo regime favorável de chuvas, o que deve contribuir também para manter a inflação bem comportada.
Um risco, de acordo com especialistas em acompanhamento de preços, pode surgir das bruscas variações do custo de alimentos. A inflação corrente, estampada no IPCA-15 de 0,19%, foi influenciada, por exemplo, pela alta do tomate, principalmente, batata-inglesa e cebola.
O choque nos preços desses alimentos, contudo, é considerado sazonal e, portanto, seu efeito negativo sobre a inflação temporário. Cessada a pressão de alta, a inflação tende a voltar a seu canal de normalidade, sem risco de repasse da alta aos preços futuros pelo mecanismo de indexação, como ocorria nos tempos de hiperinflação no fim da década de 1990.
A desaceleração da inflação, puxada por queda de preços de itens que pesam forte e diretamente no bolso, contribui para aumentar o poder de compra dos consumidores neste momento de transição de uma economia que acaba de sair de severa recessão, mas ainda patina, em meio a muitas incertezas, para retomar um crescimento mais vigoroso.
A trégua da inflação proporciona certo conforto também a quem faz aplicações de renda fixa e obtém como retorno um juro nominal baixo, que nem sempre assegura margem real positiva, acima da inflação.
Analistas e economistas que fazem prognósticos sobre os principais indicadores econômicos para o boletim Focus, que o Banco Central divulga toda segunda-feira, também estão otimistas. De acordo com o último relatório Focus, a inflação oficial estimada para novembro está em -0,06% e, para dezembro, em 0,19%.
Se essas previsões se materializarem, o IPCA acumulado em 2018 ficará em 3,94%. O que não deixa de ser um alento para o aplicador em renda fixa, já que a ameaça de rendimento negativo deixa de existir. Até mesmo a caderneta de poupança, a que paga um dos retornos mais raquíticos do mercado, terá tido condições de proteger o dinheiro do investidor contra os efeitos corrosivos da inflação.
Este ano, a remuneração acumulada da caderneta será de 4,68%. Portanto, existe aí a perspectiva de ela pague um rendimento real de 0,71%, caso a inflação fique mesmo dentro das projeções atuais do mercado financeiro. E nas demais aplicações de renda fixa, a situação não será muito diferente, porque o rendimento da maioria delas tem ficado ao redor de 0,35% a 0,45% ao mês.
Para o próximo ano, a projeção atual de inflação está em 4,12%, o que permite esperar por taxas de juros também em níveis mais comportados. Assim, o aplicador que quiser um rendimento mais interessante terá de se expor um pouco mais ao risco.
O IPCA deste mês, do qual o IPCA-15 antecipou uma prévia, será conhecido no fim da primeira semana de dezembro.
Fonte: Estadão