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20 direitos que os consumidores não conhecem

Você tem certeza de que conhece bem os direitos por lei concedidos a você?
1 – Nome deve ser limpo até cinco dias após pagamento da dívida
Uma decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que, depois que o consumidor paga uma dívida atrasada, o nome dele deve ser retirado dos órgãos de proteção ao crédito em no máximo cinco dias. O prazo deve ser contado a partir da data de pagamento;
2 – Construtora deve pagar indenização por atraso em obra
Os órgãos de defesa do consumidor entendem que a construtora deve indenizar o consumidor em caso de atraso na entrega do imóvel, diz Maria Inês Dolci, da Proteste. Algumas empresas, ao perceberem que a obra vai atrasar, têm por hábito já oferecer um acordo ao consumidor antecipadamente. O melhor, porém, é procurar orientação para saber se o acordo oferecido é interessante;
3 – Bancos devem oferecer serviços gratuitos
O consumidor não é obrigado a contratar um pacote de serviços no banco. Isso porque as instituições financeiras são obrigadas a oferecer uma quantidade mínima de serviços gratuitamente, como o fornecimento do cartão de débito, a realização de até quatro saques e duas transferências por mês e o fornecimento de até dois extratos e dez folhas de cheque mensais;
4 – Não existe valor mínimo para compra com cartão
A loja não pode exigir um valor mínimo para o consumidor pagar a compra com cartão. Segundo o Idec e o Procon, se a loja aceita cartão como meio de pagamento, deve aceitá-lo para qualquer valor nas compras à vista. A compra com o cartão de crédito, se não for parcelada, é considerada pagamento à vista. Cobrar mais de quem paga com cartão de crédito fere o inciso V do artigo 39 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que classifica como prática abusiva exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
5 – Você pode desistir de compras feitas pela internet
Quem faz compras pela internet e pelo telefone pode desistir da operação, seja por qual motivo for, sem custo nenhum, em até sete dias corridos. “A contagem do prazo inicia-se a partir do dia imediatamente posterior à contratação ou recebimento do produto”, diz o Procon de São Paulo. A regra está no artigo 49 do CDC. A contagem não é interrompida nos finais de semana ou feriados;
6 – Você pode suspender serviços sem custo
O consumidor tem o direito de suspender, uma vez por ano, serviços de TV a cabo, telefone fixo e celular, água e luz sem custo. No caso do telefone e da TV, a suspensão pode ser por até 120 dias; no caso da luz e da água, não existe prazo máximo, mas depois o cliente precisará pagar pela religação, diz Maria Inês Dolci, da Proteste;
7 – Cobrança indevida deve ser devolvida em dobro
Quem é alvo de alguma cobrança indevida pode exigir que o valor pago a mais seja devolvido em dobro e corrigido. A regra consta do artigo 42 do CDC. Se a conta de telefone foi de R$ 150, por exemplo, mas o cliente percebeu que o correto seriam R$ 100, ele tem direito de receber de volta não só os R$ 50 pagos a mais, e sim R$ 100 (o dobro) corrigidos;
8 – Você não precisa contratar seguro de cartão de crédito
As administradoras de cartão de crédito sempre tentam oferecer aos clientes seguros que protegem o consumidor contra perda e roubo. Órgãos de defesa do consumidor entendem, porém, que se o cartão for furtado e o cliente fizer o bloqueio, qualquer compra feita a partir dali será de responsabilidade da administradora, mesmo que ele não tenha o seguro;
9 – Quem compra imóvel não precisa contratar assessoria
Quando vai adquirir um imóvel na planta, o consumidor costuma ser cobrado pelo Sati (Serviço de Assessoria Técnico Imobiliária), uma assistência dada por advogados indicados pela imobiliária. Esta cobrança não é ilegal, mas também não é obrigatória. O contrato pode ser fechado mesmo sem a contratação da assessoria;
10 – Passagens de ônibus têm validade de um ano
As passagens de ônibus, mesmo com data e horário marcados, têm validade de um ano, de acordo com a da Lei nº 11.975, de 7/6/2009. Caso não consiga fazer a viagem na data marcada, o passageiro deve comunicar a empresa com até três horas de antecedência. Depois, poderá usar o bilhete em outra viagem, sem custos adicionais (mesmo se houver aumento de tarifa);
11 – Se o consumidor desistir de um curso, tem direito a receber o valor das mensalidades pagas antecipadamente
Se houver desistência, as parcelas pagas referentes aos meses que não serão cursados deverão ser devolvidas. Porém, não há a obrigação do curso devolver o valor pago pelo material didático. O Idec considera abusiva qualquer cláusula contratual que estabeleça a não devolução do valor pago. No entanto, a escola pode cobrar multa, desde que isso esteja previsto no contrato, e que o valor fixado não seja abusivo. Por lei, o limite para multa com cancelamento de contrato é de 10%;
12 – Doador de sangue tem direito a meia entrada
Doadores de sangue registrados em hemocentro e bancos de sangue de hospitais dos  estados Paraná (Lei Estadual 13.964/2002), Espírito Santo (Lei Estadual 7.737/2004) e Mato Grosso do Sul (Lei Estadual nº 3.844/2010) têm direito à meia-entrada, pagando assim a metade do valor estipulado ao público geral para o ingresso a espetáculos culturais, eventos esportivos, cinemas, exposições, entre outros;
13 – Toda loja deve expor preços e informações dos produtos
Artigo 6, parágrafo terceiro do CDC: a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
14 – Se a ligação do celular for interrompida, você pode repeti-la em até 120 segundos
Resolução nº 604, de 27 de novembro de 2012, aprova alteração no Regulamento do Serviço Móvel Pessoal (SMP) para que chamadas sucessivas feitas de celular para um mesmo número sejam consideradas uma única ligação para efeitos de tarifação. Para serem consideradas sucessivas, as chamadas deverão ser refeitas no intervalo máximo de 120 segundos entre os mesmos números de origem e de destino;
15 – O fornecedor deve responder por defeitos de fabricação ? até mesmo fora do período de garantia
Segundo o CDC, os fornecedores respondem pelos defeitos de qualidade ou quantidade que tornem produtos inadequados ao consumo ou diminuam seu valor.  E não adianta dizer que não sabia de nada: o fato do fornecedor desconhecer o erro não o exime da responsabilidade. Tampouco é possível escapar da obrigação por meio de cláusulas em letrinhas miúdas ? a lei proíbe que o contrato atenue ou exonere o fornecedor de responder pelo problema. Quando se tratam de problemas aparentes (ou facilmente perceptíveis) em serviços ou produtos não duráveis, o consumidor tem até 30 dias para fazer sua reclamação. No caso dos duráveis, esse prazo é de até 90 dias.
A situação se torna mais polêmica quando se trata dos chamados? vícios ocultos?, ou seja, defeitos que não são facilmente identificados e podem demorar anos para se manifestarem. A lei deixa claro que o consumidor tem direito à reparação de falha oculta até o fim da vida útil do produto e não apenas durante o período de garantia. O prazo para reclamação começa a contar a partir do momento em que o defeito de fabricação foi notado;
16 – Em nenhuma hipótese o cliente pode ser forçado ao pagamento de multa por perda de comanda
Essa prática é ilegal e o consumidor deve pagar apenas o valor daquilo que consumiu. É importante salientar que o controle do consumo realizado nesses estabelecimentos é de inteira responsabilidade do próprio estabelecimento, não dos clientes.
Portanto, além da comanda entregue ao consumidor, é necessário que o recinto mantenha outro tipo de controle do consumo como um sistema informatizado de cartões magnéticos. Essa obrigação não pode ser transferida ao consumidor, logo, se o estabelecimento não possui essa segunda alternativa de controle, não pode impor ao consumidor qualquer taxa ou multa pela perda da comanda;
17 – Taxa de 10% não é obrigatória
A taxa de 10 % ou a gorjeta do garçom é uma forma que muitos estabelecimentos utilizam para bonificar o profissional pela atenção dada e pelo serviço bem prestado. É uma liberalidade, ou seja, o consumidor pode optar por pagar ou não.
Essa taxa deve ser informada prévia e adequadamente, com o devido valor discriminado na conta e a indicação de que a cobrança é opcional ao cliente. Contudo, é prática usual os recintos comercias não informarem sobre a taxa, e até mesmo informarem que o pagamento é obrigatório;
18 – Consumação mínima é uma prática abusiva
Infelizmente a cobrança da chamada ? consumação mínima? é uma prática corriqueira. Mas isso não a torna lícita, pelo contrário, configura-se uma prática abusiva.
Segundo o CDC, em seu artigo 39, inciso I, é vedado o fornecimento de produto ou serviço condicionado à compra de outro produto ou serviço, o que normalmente é chamada venda casada. Nestes termos, é abusivo e ilegal um estabelecimento obrigar a alguém consumir, seja em bebida ou em comida, um valor mínimo, exigido previamente como condição de entrada/permanência no estabelecimento, ou então, exigir o pagamento mesmo sem ter consumido qualquer produto;
19 – Todos nós temos os seguintes direitos, sem precisar pagar nenhum dinheiro por eles:
  1. de fazer um pedido ao juiz, ao governador, ao prefeito, ao deputado, ao vereador, ou a qualquer tipo de autoridade, para defender nossos direitos ou para ir contra bandalheiras ou contra abusos de quem tem poder;
  2. de retirar certidões em repartições públicas, para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse de cada um;
20 – Sua opinião não confere o direito de agressão por parte de um terceiro
Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.
Cada um de nós tem o direito de viver, de ser livre, de ter sua casa, de ser respeitado como pessoa, de não ter medo, de não ser discriminado por causa de seu sexo, de sua cor, de sua idade, de seu trabalho, da cidade de onde veio, da situação financeira.
Fonte: Blog Televendas

Feirão da Serasa para limpar nome começa nesta terça

Em São Paulo, consumidores com dívidas atrasadas podem sentar frente a frente com as empresas e renegociar seus débitos com condições especiais
São Paulo – Nesta terça-feira (27), começa a edição presencial do Feirão Serasa Limpa Nome, no estacionamento do Shopping Itaquera, em São Paulo. Os consumidores com dívidas atrasadas ou negativados podem sentar frente a frente com as empresas e renegociar seus débitos com condições especiais. 
O evento acontece até o próximo sábado (1), das 8h às 18h. É necessário levar um documento com número do CPF e foto. 
No feirão, é possível conseguir descontos de até 95% ou prazos de pagamento maiores para para regularizar a situação financeira. Entre as empresas que participam do evento este ano, estão Ipanema, Tribanco, Porto Seguro, Itaú, Claro, Net, Recovery e Vivo. Empresas como 99, SumUP e GetNinjas também estão no feirão para orientar consumidores desempregados sobre como podem usar plataformas para reingressar no mercado de trabalho.
Além do evento físico, um feirão online da Serasa acontece simultaneamente até o próximo sábado (1). O Boa Vista SCPC também realiza uma campanha para limpar nome em mais de 60 cidades do país até o final de dezembro.
Dicas para renegociar dívidas
Antes de renegociar uma dívida, é preciso lembrar que a renegociação gera um novo débito. Por isso, o devedor só deve aceitar o acordo oferecido se tiver condições de pagar, como recomenda o consultor financeiro André Massaro, autor do blog “Você e o Dinheiro” em EXAME
É fundamental fazer um estudo aprofundado das próprias finanças para ter segurança de que poderá dar conta dos novos compromissos. O consumidor deve colocar na ponta do lápis todas as despesas fixas e as dívidas já assumidas.  Assim, é possível saber quanto deve sobrar para pagar a nova dívida que será negociada e escolher as condições de pagamento que melhor se encaixam no orçamento.
Além disso, é importante descobrir qual é o “verdadeiro problema” – a causa do endividamento. Tratar uma dívida como mero “problema financeiro” faz com que, na maioria das vezes, as pessoas resolvam “o problema errado”.
Fonte: Exame.com

Número de reclamações da Black Friday 2018 é maior do que no último ano

No total, de quinta-feira até sábado, já são 11.991 reclamações relacionadas à Black Friday

No fim de semana pós Black Friday, o número de insatisfações registradas no site ReclameAQUI chegou a 6.384, superando as 5.607 feitas entre a quinta e a sexta-feira de promoções. Em comparação com o último ano, quando foram feitas 2.874 queixas no mesmo período, houve aumento de 22% .
De acordo com Felipe Paniago, diretor de operações do ReclameAQUI, o aumento das reclamações no final de semana logo depois da data acompanha o crescimento geral do evento no site. “Se acontecer como todos os anos, a tendência é mudar o perfil das reclamações e, ao invés de queixas sobre propaganda enganosa e maquiagem de preço, os problemas sobre atraso de entrega tendem a aparecer nas primeiras posições. Vamos ficar atentos”, diz.
Até o momento, as lojas mais reclamadas, de acordo com o site que reúne as reclamações, são Americanas.com, Casas Bahia (loja online), Netshoes, Magazine Luiza (loja online), Ifood e Ponto Frio (loja online). E o horário mais crítico de reclamações, somando uma a cada 30 segundos foi de 0h a 1h, da sexta-feira (23).
São Paulo representa 37,1% do total de reclamações: são 4.949, sendo 2.380 entre a quinta e a sexta-feira e 2.569 entre sábado e domingo. Para Paniago, esse dado pode ser explicado pelo número de consumidores no Estado. “Não nos surpreende o Estado de São Paulo ter mais reclamações do que outros estados, porque acompanha o mercado. É a região com mais consumidores e com maior pode aquisitivo, então isso se reflete nas nossas reclamações, como também deve refletir nas vendas”, conclui.
Felipe Paniago explica ainda que o ReclameAQUI ampliou o período de monitoramento das reclamações sobre Black Friday em relação a outros anos para acompanhar o movimento do mercado, que começou cedo a oferecer promoções de Black Friday. Logo a medição que antes começava na tarde da quinta-feira, hoje se inicia às 0h desse dia.
Fonte: Estadão

Confiança do consumidor cresce e atinge maior índice em 4 anos, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) saltou 7,1 pontos em novembro, atingindo 93,2 pontos

São Paulo – O otimismo sobre o futuro econômico do país e a queda na insatisfação com a situação atual levaram a confiança do consumidor brasileiro a registrar o melhor nível em quase quatro anos e meio em novembro, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) saltou 7,1 pontos em novembro, atingindo 93,2 pontos, o maior patamar desde julho de 2014.
“Depois de um período de desconfiança, os consumidores voltam a ficar otimistas em relação às perspectivas econômicas do país, às finanças familiares e ao emprego”, afirmou a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt, em nota.
“Mas além de se mostrar ‘esperançoso’ sobre o futuro, os consumidores já se mostram menos insatisfeitos com o presente”, completou ela, explicando que o resultado parece ter sido influenciado pela redução das incertezas políticas e pelo efeito “lua de mel” com o novo governo.
Na comparação com o mês anterior, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,7 pontos, para 74,6 pontos, seu maior nível desde maio.
Já o Índice de Expectativas (IE) ganhou 9,8 pontos, passando para 106,4 pontos, máxima desde fevereiro de 2013.
O mercado aguarda a divulgação na sexta-feira dos dados do terceiro trimestre pelo IBGE, em um ambiente de atividade econômica fraca e desemprego ainda elevado, que contêm o consumo no país.
Fonte: Exame.com

ACSP: Brasileiro quer pagar dívidas e comprar a prazo com 1ª parcela do 13º salário

O consumidor brasileiro está mais propenso a pagar dívidas e fazer compras a prazo com a primeira parcela do 13º salário, segundo a mais recente pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Uma das razões é que caiu a parcela de entrevistados que pouparão o benefício: foram 22,9% no ano passado e 19,6% na pesquisa de 2018. “A confiança do consumidor subiu após o período eleitoral. Quanto mais seguro e confiante o brasileiro fica em relação à economia, ele poupa menos dinheiro e fica mais à vontade para comprar. Isso nos leva a crer que de fato será um fim de ano positivo, após três anos de crise”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP.
Segundo o levantamento, 43,5% dos brasileiros usarão a primeira parcela do 13º para pagar dívidas (contra 42,9% no ano passado e 42,5% no ano retrasado). “É uma porcentagem significativa de pessoas que irão quitar ou renegociar dívida, que ficarão liberadas para fazer novas compras a prazo, o que é uma boa notícia para as lojas. No fim do ano o desejo de comprar aumenta e a isso se soma a liquidação de débitos, resultando em um possível retorno às compras”, avalia Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Já 10,9% dos entrevistados para a pesquisa ― realizada entre os dias 3 e 14 de novembro pelo Instituto Ipsos ― utilizarão o dinheiro para comprar presentes. Em 2017 e 2016, o percentual foi, respectivamente, de 8,6% e 5%.
Os indecisos somaram 15,2% (17,1% no ano passado e 22,5% no retrasado). “É grande a chance de esse universo de brasileiros optar por comprar, pois o cenário está mais favorável, com inflação, desemprego e juros menores”, diz o presidente da ACSP.
O levantamento mostra ainda que 6,5% dos consumidores pretendem usar o recurso para viajar (8,6% no ano passado). “Em 2017, o dólar estava mais perto de R$ 3. Neste ano, está mais próximo de R$ 4. E mesmo os destinos domésticos são afetados pela variação cambial, visto que o leasing dos aviões, as peças de manutenção, o combustível, tudo isso é cotado em dólar”, ressalta Burti.
A pesquisa foi feita com 1.200 consumidores de todas as regiões do País e tem margem de erro de três pontos.
Fonte: Segs

Parcela de empresários do varejo com estoques adequados sobe em novembro, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, além disso, 30,7% dos empresários declararam ter excesso de mercadorias nas prateleiras, o ideal seria 25%

O Índice de Estoques (IE) do comércio varejista paulistano subiu pelo segundo mês consecutivo, ao passar de 109 pontos em outubro para 114,3 pontos em novembro, alta de 4,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o IE registrou alta de 8,8%.

Os dados são levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

De acordo com a assessoria econômica da Entidade, o saldo dos indicadores qualitativos aponta uma onda positiva de atitudes tanto de consumidores quanto de empresários. Como a FecomercioSP vinha alertando ao longo dos últimos meses, dificilmente investidores e consumidores assumiriam posturas ousadas diante de muitas dúvidas e incertezas políticas e econômicas. A redução da proporção de empresários que vê seus estoques como excessivos foi o que puxou o crescimento da adequação, enquanto que a proporção de quem viu estoques baixos praticamente se manteve estável.

Em novembro, 56,9% dos empresários consideraram seus estoques adequados, alta de 2,6 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mês anterior. A proporção de comerciantes que declararam ter excesso de mercadorias nas prateleiras caiu 2,4 pontos porcentuais (30,7%). Já os que consideram ter estoques baixos teve leve recuo de 0,2 ponto porcentual (12%).

Para a Federação, os números melhoraram, contudo, o ideal seria uma média de 60% de adaptação do período pré-crise e que apenas 25% dos empresários estivessem com os estoques acima do adequado.

Ainda de acordo com a Entidade, o ambiente de negócios está se pacificando e deve melhorar neste ano com a proximidade do Natal, ótima época para o varejo. Assim, o indicador tende a dar bons sinais, após andar de lado por alguns meses. Além disso, a economia do País precisa retomar o crescimento, gerando empregos, o que amplia o consumo das famílias e o mercado de crédito. Entretanto, restam focos de dúvidas: a formação e anúncio da equipe do novo governo e, finalmente, a posse e o encaminhamento de reformas e medidas.

Nota metodológica
O Índice de Estoques (IE) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques para “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo). A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 137 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro – gerando em torno de 10 milhões de empregos.

Fonte: Segs

Para atrair clientes, bancos estendem promoções até o fim de novembro

Instituições embarcaram na Black Friday e ampliaram ofertas de modalidades de crédito e de investimentos

Pensada para o varejo, a Black Friday vem se expandindo para outros segmentos, inclusive para instituições financeiras, que aproveitam o evento para atrair novos investidores e fidelizar clientes com produtos e serviços promocionais. Para conseguir alcançar ainda mais consumidores, bancos e corretoras aumentaram a duração do evento, que está cada vez mais para “Black November”Banco do BrasilBradescoCaixa Econômica Federal e Banco Inter, além de corretoras de investimento, prorrogaram suas ofertas até o fim do mês de novembro. 
De condições especiais para diversos tipos de investimento a ofertas de diferentes modalidades de crédito, é possível garimpar boas oportunidades. Mas é preciso ficar atento a possíveis pegadinhas. 
A principal delas é se deixar seduzir pelas ofertas de crédito. Diante dos descontos oferecidos para financiamentos de automóveis, bem como crédito consignado e imobiliário, vale lembrar uma das regras de ouro das finanças pessoais: evite pagar juros sem necessidade. Nesses casos, o importante é avaliar se há realmente necessidade de fazer o empréstimo.
Outro ponto de atenção é para os produtos financeiros oferecidos. Na pressa para tentar aproveitar alguma promoção, há quem deixe de observar, por exemplo, se a liquidez ou risco do ativo está de acordo com suas necessidades financeiras. 
Entre as principais ofertas das instituições está a redução do limite mínimo para aplicações em fundos de investimento e produtos financeiros. O buscador de investimentos Yubb elaborou um levantamento sobre as promoções lançadas para a Black Friday por bancos, corretoras e fintechs. As opções de renda fixa se destacavam, com um dos produtos de maior rentabilidade da lista diminuindo o aporte inicial de R$ 5 mil para R$ 1 mil, por exemplo.
“Mas é importante analisar as características dos investimentos, evitando fazer aplicações motivadas por recomendações de amigos ou ofertas,”, dizo fundador do Yubb, Bernardo Pascowitch. Ele ressalva, porém, que garimpando é possível encontrar boas oportunidades. “É um momento interessante para as pessoas que querem começar a investir ou aplicar melhor seu dinheiro, mas sentiam falta de um empurrãozinho.”
Captação de clientes
Daniel Sandoval, gerente de fundos de investimento da Caixa, que começou as ofertas no dia 7, diz que a ideia é usar a data principalmente para chamar a atenção para novos produtos, “mostrando que há outras opções no mercado além da tradicional poupança”. O banco diminuiu o aporte inicial para alguns de seus fundos de investimento, o que, segundo Sandoval, tem servido para aumentar a base de clientes com investimentos no banco público. 
No Banco Inter, as facilidades do mês, batizadas de Black November, trouxeram mais de 6 mil investidores, entre clientes que passaram a investir e quem abriu conta na instituição desde então, diz o vice-presidente do banco, Marco Tulio.
Desde o último ano, quando o Banco Inter estendeu as ofertas de Black Friday até a chamada Cyber Monday, segunda-feira que sucede a sexta-feira de compras, a instituição registrou bons resultados com as promoções. “Com o evento, tivemos um crescimento de 50% nas aplicações em novembro de 2017”, conta Tulio. Para a instituição, a vantagem de fazer as promoções é aumentar a carteira de clientes, principalmente nas aplicações. “A surpresa neste ano é com o crédito imobiliário, cuja demanda aumentou 500%”, diz o executivo. 
O Santander também vai estender as ofertas até hoje. 
Diretor comercial da corretora Easynvest, Fábio Macedo afirma que os produtos lançados nesta última semana quadruplicaram o volume de aplicações na corretora. 
“Neste ano, os estoques dos produtos estão se esgotando mais rápido do que imaginávamos”, diz. Ele comparou a procura das Letras de Câmbio, produto de renda fixa, com as cenas de corridas para comprar televisores em supermercados durante a Black Friday. 
Cuidados a serem tomados
Aporte. Produtos e fundos de investimento exigem que um valor mínimo seja aplicado. Há promoções que diminuem esse limite, o que pode significar uma boa oportunidade, já que investimentos mais restritivos, em geral têm resultados melhores.
 Liquidez. Verifique em quanto tempo será permitido resgatar o investimento. Não é recomendável, por exemplo, engessar sua reserva de emergência em uma aplicação com prazo mínimo de três anos.
Fonte: Estadão

CONVENÇÃO COLETIVA 2018-2019 !!!

O SECOBESP informa que já assinou a convenção coletiva relativa ao período 2018/2019 com as entidades representativas dos empregados do segmento de Recuperação de Crédito com as respectivas atualizações em relação ao acordo assinado relativo ao exercício anterior que embora com validade de dois anos (2017/2019) foi alvo de renegociações e revisões, conforme consta do documento que estaremos publicando a partir desta data. Por oportuno, o SECOBESP solicita que as empresas entrem em contato para a emissão da devida CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL com vencimento em 15/11/2018 ou a isenção da guia, informa também que a CCT estará à disposição das filiadas, através do e-mail para as empresas que se encontram em dia com suas contribuições sindicais e assistenciais. Para obtenção do documento encaminhe um e-mail para adm@secobesp.org.br ou secretaria@secobesp.org.br informando o CNPJ e nome da empresa.

Atenciosamente,

SECOBESP