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44% dos brasileiros já usaram o nome de outra pessoa para fazer compras a prazo, revela estudo do SPC Brasil e CNDL

Embora tenham contado com ajuda financeira de terceiros, 48% disseram que eles próprios se negariam emprestar seus nomes a alguém; maioria pediu dinheiro porque passou por imprevisto ou estava com ‘nome sujo’

Em tempos de crise e de crédito mais escasso, pedir o nome emprestado para realizar compras é a saída que muitos brasileiros encontram para não deixar de consumir. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que essa prática não é incomum no país. Em cada dez brasileiros, quatro (44%) já pediram o nome emprestado a outras pessoas para fazer compras a crédito – principalmente as pessoas das classes C, D e E (48%) e as mulheres (49%). Os que disseram nunca terem lançado mão dessa atitude somam 56% dos entrevistados.

De acordo com o estudo, a prática é utilizada, principalmente, pelos consumidores que passaram por situações de emergência e não contam com uma reserva financeira (27%) ou pelos que estão com o nome inscrito em cadastros de devedores (22%). Outras razões ainda mencionadas são o crédito negado (16%) e o limite estourado do cartão de crédito (13%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que ao assumir a dívida de terceiros a pessoa passa a responder por todas as consequências financeiras e jurídicas da situação, caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido. “A responsabilidade sobre a dívida é sempre do titular daquela pendência financeira. Ajudar alguém em situação de necessidade é uma atitude correta, mas emprestar os documentos ou dinheiro para alguém que vive dificuldades pode ser arriscado. O maior perigo é ter o próprio CPF negativado caso o devedor não cumpra o acordo. Dizer ‘não’ pode até abalar a amizade, mas se a pessoa diz ‘sim’ sem pensar nas consequências do ato, corre o risco de perder não somente o amigo, mas também dinheiro e ficar com o nome sujo”, alerta a economista

Pais, cônjuges e familiares são os mais procurados na hora de pedir o nome emprestado; 30% não usaram qualquer argumento para convencer a pessoa solicitada

Uma das constatações da pesquisa é que a proximidade da relação acaba sendo um dos fatores que contribuem para estimular esse tipo de prática. De acordo com a pesquisa, as pessoas às quais os entrevistados mais recorreram em busca de ajuda financeira foram os pais (29%), cônjuges (24%), familiares (21%), amigos (18%), irmãos (18%), namorados (6%) e até mesmo colegas de trabalho (5%).

Segundo o levantamento, dos que pediram o nome emprestado, 30% não usaram qualquer argumento para convencer a pessoa solicitada sobre a razão do pedido e 6% nem mesmo avisaram ao dono do documento o valor que seria gasto na compra. Além disso, em 82% dos casos, os entrevistados não sofreram qualquer dificuldade nas lojas em realizar compras com documentos que não eram seus.

Um dado curioso é que, embora tenham sido beneficiados pela ajuda de outra pessoa, 48% desses entrevistados reconhecem que não teriam a mesma atitude e, portanto, não emprestariam seu nome ou documentos para que outras pessoas realizassem compras. Dos que pediram o nome emprestado, 64% consideraram o pedido fácil de ser atendido.

Eletrônicos e roupas são os produtos mais adquiridos com documentos de terceiros; em 33% dos casos, cartão de crédito foi a modalidade utilizada

A pesquisa mostra que, na maior parte dos casos, os pedidos de empréstimo de nome serviram para o consumidor adquirir produtos que nem sempre estão ligados à necessidade de primeira ordem. Em primeiro lugar do ranking, por exemplo, estão eletrônicos, como smartphones, TVs e notebook, com 28% de citações. Em segundo lugar surge a aquisição de roupas, calçados e acessórios, com 25% de menções. Outros itens que os entrevistados compraram por intermédio de terceiros foram produtos de supermercados (23%), eletrodomésticos (19%), produtos de farmácia (15%) e móveis para a casa (11%).

“A lista mescla produtos que podem ser necessários em um momento de dificuldade com outros que poderiam ser adquiridos quando houvesse sobras no orçamento. Quem empresta o nome ou o documento precisa entender a fundo as razões do pedido e quem faz a solicitação tem o dever de ser transparente”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Outros detalhes revelados pelo levantamento é que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais solicitado (33%) pelos consumidores que realizam compras em nome de outra pessoa – essa proporção aumenta para 36% nas classes de mais baixa renda e para 38% entre as mulheres. Em seguida, aparecem crediário (12%), cheque (4%), empréstimos (3%) e financiamento (3%) como as modalidades mais frequentes.

Metodologia

Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: Segs

Banco só poderá oferecer consignado depois de seis meses de aposentadoria

Novas regras para oferta de empréstimo para aposentados do INSS tentam reduzir reclamações e fraudes

Quando toca o telefone da aposentada Maria de Fátima Lima, de 63 anos, a família já desconfia: deve ser oferta de crédito consignado. Ela, que nunca tomou um empréstimo, recebe dez ligações por dia de bancos e financeiras.

“Já pedi várias vezes para me tirarem da lista dos serviços de telemarketing. Da última vez, a atendente disse que eu deveria aceitar o crédito, mesmo sem estar endividada ou doente, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Fiquei tão revoltada, que falei para ela ir agourar outra pessoa.”

Nesse mercado, o assédio ao consumidor é bem comum. Em muitos casos, os aposentados começam a receber telefonemas, mensagens de texto e correspondências antes mesmo de o INSS informar que a aposentadoria foi aprovada.

Justamente por ser uma opção de empréstimo de baixo risco, a oferta do produto é farta e, muitas vezes, incômoda. A partir deste ano, no entanto, os bancos, financeiras e correspondentes que oferecem crédito consignado aos aposentados vão precisar esperar seis meses após o início do recebimento do benefício para vender o serviço.

As reclamações constantes dos aposentados fizeram o INSS publicar em dezembro uma instrução normativa determinando que as empresas só poderão oferecer crédito antes do prazo de seis meses se o segurado for pessoalmente ao banco onde tem conta para pedir o desbloqueio. Ainda assim, o consumidor precisa esperar ao menos 90 dias após o recebimento do primeiro benefício para fazer um consignado.

As novas regras foram publicadas em dezembro, mas começam a valer 90 dias depois. A instituição que descumprir a norma vai ser notificada e pode ter o contrato rescindido.

Para o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), este é um problema antigo, que o INSS tenta resolver. A presidente da entidade, Adriane Bramante, aponta que muitos segurados, por falta de informação, aceitam o contrato sem saber que se trata de um empréstimo.

Já o diretor da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Alex Sander Gonçalves, pondera que o prazo de seis meses até o início da oferta de consignado pode ser ruim para o consumidor. “O cliente, muitas vezes, espera a aposentadoria para conseguir um crédito mais barato.”

A demora na recuperação da economia e o crédito escasso fizeram a busca por esse tipo de operação explodir. Entre janeiro e novembro do ano passado, o volume de consignados do INSS concedidos foi 18,6% maior que no mesmo período de 2017. É que para aposentados e pensionistas, os juros não ultrapassam 2,08% ao mês, ou 28,02% ao ano.

Para se ter uma ideia do quanto o consignado é atrativo, entre as principais linhas de crédito livre para pessoas físicas, os juros do cheque especial eram de 305,7% ao ano em novembro.

Fraudes

Na avaliação de especialistas, o prazo de seis meses para que as empresas comecem a ofertar o crédito consignado também pode ajudar a reduzir o número de fraudes, já que os recém-aposentados costumam ser alvos mais fáceis das quadrilhas. Entre o início de 2016 e o primeiro semestre do ano passado, a ouvidoria do INSS recebeu 97 mil reclamações de consignados.

O aposentado Aloisio Medeiros, de 65 anos, foi uma das vítimas. Ele teve os documentos falsificados por um homem que tentou fazer um empréstimo em seu nome. “A minha sorte é que o gerente do banco desconfiou. Até hoje não sei como tinham todos os meus dados.”

Uma reportagem publicada pelo Estado há dois anos mostrava que há um mercado paralelo de vendas de planilhas com informações pessoais – como CPF, telefone, número do benefício e motivo da aposentadoria. Em um site de venda de eletrônicos, os dados de cada aposentado saíam por menos de R$ 0,10.

Gonçalves, da ABBC, diz que as empresas são orientadas a não usar bases de dados para contatar aposentados.

A Febraban, que representa os bancos maiores, afirma que as empresas trabalham para garantir o sigilo de dados. “No caso de fraude, colaboramos com autoridades policiais e Procons, para coibir eventuais irregularidades.”

A Previdência, por sua vez, informa em seu site que recebe denúncias pelo telefone 135 e que não fornece dados pessoais dos segurados a terceiros. O INSS também lembra que o aposentado pode, a qualquer momento, bloquear o benefício para que não sejam feitos empréstimos em seu nome. Basta ir a uma agência da Previdência Social e solicitar o serviço.

Fonte: Terra

Banco erra e clientes ficam milionários por algumas horas após o Natal

Entre as festas de Natal e Ano-Novo, alguns clientes do Banco Safra ficaram milionários de repente. Devido a um erro no sistema da instituição, foram depositados milhões de reais para alguns correntistas. Pouco tempo depois, o dinheiro foi estornado e, até agora, não houve esclarecimentos sobre o ocorrido por parte da situação. 

O empresário gaúcho Renan Rezende da Costa, de 36 anos, estava dormindo quando recebeu a ligação do sócio às 7 horas do dia 27 de dezembro: “Cara, olha a nossa conta a-go-ra. A gente tá milionário.”

O Banco Safra havia depositado quase R$ 200 milhões nas contas corporativas movimentadas por Renan e três primos, donos da rede Atacadão dos Móveis, com sede em Porto Alegre. Foram feitos depósitos de R$ 52,5 milhões, R$ 35 milhões, R$ 42 milhões e R$ 70 milhões em quatro contas bancárias corporativas. 

O dinheiro entrou como se fosse resultado de compras feitas por clientes da rede no cartão de crédito. “Eu recebo esse tipo de crédito na conta todos os dias, mas são valores normais, nunca nesse porte”, disse Renan. 

Ele logo imaginou que fosse um erro do banco e nem chegou a procurar a instituição. “Fiquei monitorando por quase quatro horas e não fiz nenhuma movimentação. É triste estar milionário e não poder mexer no dinheiro”, brinca. “Me senti como um Eike Batista, com os bens bloqueados.” 

No dia seguinte, toda a movimentação feita pelo Safra nas contas da empresa foi excluída e não aparece sequer no extrato de dezembro. 

Assim como ele, outros clientes passaram pelo mesmo susto, mas ainda não se sabe quantos casos aconteceram nem o valor total dos depósitos realizados por engano. 

Procurado, o Banco Safra informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se posicionar sobre o tema.

Fonte: Agencia Brasil

Dívidas e valor alto do IPTU levam contribuinte ao plantão na prefeitura

Prefeitura organiza plantão para quitar os valores com impostos na Central de Atendimento ao Cidadão

Organizado pela Prefeitura de Campo Grande, o plantão do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) atrai filas na Central de Atendimento ao Cidadão na Rua Arthur Jorge em Campo Grande. Na manhã deste sábado (5), dívidas antigas com IPTU e outros impostos e contestação de valores excessivos levam a população até o serviço.

Secretário-adjunto da Sefin (Secretaria Municipal de Finanças), Sérgio Padovan participava do plantão na manhã deste sábado e explicou que a administração lançou R$ 600 milhões em IPTU neste ano. Os primeiros dois meses do ano são destinados ao pagamento à vista e a Prefeitura espera arrecadar R$ 200 milhões. O restante deve ser arrecadado ao longo do ano, de forma parcelada.

A inadimplência no pagamento do imposto é, hoje, de 30%. Alvo de muita polêmica, a taxa de lixo, afirmou o secretário, não foi motivo de muitas reclamações este ano e o motivo, para o secretário, é que a correção da taxa foi feita no ano passado e o retorno do valor aos clientes já veio discriminado no boleto.

A taxa de IPTU, ainda assim, sofreu reajuste de 4,28%. A população, alerta Padovan, pode contestar os valores que considerar incorretos, e equipes da Prefeitura podem ir até as residências para reavaliar a estrutura da casa.

Reclamações e dívidas – Suposto erro na leitura da estrutura da casa é o que levou a aposentada Maria de Lurdes Gomes, 73, até a central na manhã deste sábado. Ela afirma que o telhado, que é de amianto, veio discriminado como telha francesa. Ela contesta o valor cobrado, de R$ 600. Maria declarou morar sozinha, receber um salário mínimo e não ter condições de arcar com o valor.

Desempregado, Valdison Barbosa Nogueira, foi quitar dívidas de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), no valor de R$ 2 mil e de IPTU atrasado, no valor de R$ 800. Além do valor referente ao ano passado, ele ainda foi pagar o imposto desse ano, no valor de R$ 678, cobrado com desconto.

“A minha sorte é que meus filhos me ajudam”, declarou. Valdison afirma que ainda vai tentar pedir anulação do ISSQN. “Vivo em uma favelinha no fundão no Anache, acho esse valor excessivo”, comentou sobre o IPTU.

IPTU no valor de R$ 4.223 foi cobrado pelo apartamento de Francisco Ferreira da Silva, técnico em segurança, 57. Considerado abusivo pelo trabalhador, ele afirma que todo os moradores do prédio onde vive, na Vila Jacinto, também reclamaram do preço. No último ano ele pagou R$ 3 mil pelo imposto.

“Nem se eu quisesse tenho como aumentar a estrutura, então como veio um valor desse?”, comentou. Na manhã de hoje, vai pedir a revisão do valor. Além disso, o síndico do prédio vai ingressar com ação coletiva na Justiça e orientou que todos os moradores façam o mesmo.

“Espero que diminua, aconteceu a mesma coisa esse ano com um prédio da mesma construtora, entraram com uma ação e conseguiram diminuir. Espero que para a gente baixe também”, disse. O dinheiro para o IPTU, afirmou, veio do décimo terceiro.

Helomeida Assad Arguello, 61 é aposentada e junto com o marido diabético e cardiopata, acumula problemas de saúde. A saúde frágil isentava o casal do pagamento do IPTU, mas a falta de comprovação fez com que o imposto fosse cobrado nos últimos três anos. Neste sábado Helomeida foi pagar o atraso.

Para quitar a dívida, a aposentada vai oferecer uma entrada de R$ 170 e o resto será parcelado em 9 vezes de R$ 166. Agora, ela pretende acionar a Justiça para conseguir, novamente, a isenção. “Precisamos dessa isenção porque temos muitos gastos com a saúde. O décimo terceiro vem para cobrir o que empurramos com a barriga o ano todo”, pontuou.

Fonte: Campo Grande News

BB compra carteira do Banco Votorantim por R$ 593,8 milhões

SÃO PAULO  –  O Banco do Brasil informou que comprou uma carteira do Banco Votorantim – que é controlado pelo banco estatal em parceria com a família Ermírio de Moraes – por R$ 593,808 milhões. Segundo o banco, trata-se de operação de cessão de direitos creditórios com retenção substancial de riscos e benefícios, ou seja, com coobrigação do cedente.

“A coobrigação assumida pelo cedente prevê o pagamento dos vencimentos independentemente da inadimplência da carteira com mecanismo de ‘first loss'”, afirma o BB. O contrato também possui cláusula de mandato que prevê a cobrança e os recebimentos dos clientes devedores pelo cedente.

Além disso, há uma cláusula de recompra de operações liquidadas antecipadamente pelos devedores, de operações inadimplentes ou que sejam objeto de falhas/vícios de contratação. Existe ainda uma cláusula de depósito relacionada aos dossiês das operações de crédito cedidas para os quais o cedente é constituído como fiel depositário.

Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para comunicar sobre a transação com parte relacionada, o BB afirma que realiza negócios com outras instituições financeiras no mercado de cessões de créditos. Os procedimentos normalmente realizados nessas operações são: análise de risco e estabelecimento de limite de crédito para a instituição cedente, negociação das condições, análise do processo de crédito do cedente, estabelecimento de teto operacional para a cessão e avaliação e seleção da carteira pela área de crédito, precificação a preços de mercado pela área de finanças e formalização e liquidação da cessão em Câmara de Cessões de Créditos (C3 ) autorizada pelo Banco Central.

“Assim como ocorre com as outras instituições, o negócio com a parte relacionada decorre da sinergia estratégica entre as instituições. Os procedimentos e medidas adotadas seguem os padrões do mercado de cessões de créditos, sendo formalizadas por intermédio de contratos de cessões de direitos creditórios e validadas e liquidadas na C3 a preço de mercado”, diz o BB.

Fonte: Valor econômico

Capital paulista tem 124 mil famílias endividadas a menos em novembro

Segundo a FecomercioSP, contudo, quase 722 mil famílias ainda não conseguiram pagar suas dívidas na data do vencimento
A proporção de famílias paulistanas endividadas caiu em novembro. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), houve queda no indicador, ao passar de 54,7% em outubro para 51,5% em novembro. Isso significa que 2,02 milhões de famílias possuem algum tipo de dívida, 124 mil a menos do que no mês de outubro. O número é 5,2 pontos porcentuais superior ao registrado em novembro do ano passado (56,7%).
A taxa de inadimplência apontou recuo de 1,6 ponto porcentual, marcando 18,5% em novembro – ante 20,1% em outubro. Isso significa que são quase 722 mil famílias que não conseguiram pagar suas dívidas na data do vencimento. No mesmo período do ano passado, a taxa estava mais alta (20,4%).
A taxa de famílias paulistanas que declararam não ter condições de quitar a dívida no próximo mês também diminuiu, ao passar de 9,5% em outubro para 8,7% em novembro. Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 1 ponto porcentual.
Em relação ao tempo da dívida em atraso, está cada vez mais concentrado no longo prazo: acima de 90 dias (57,2%), 11,3 pontos porcentuais acima do visto no mesmo período de 2017. O atraso do pagamento entre 30 e 90 dias está em 21,8%, e até 30 dias, em 19,6%. O indicativo ainda aponta a dificuldade das famílias em acertar as contas, avalia a FecomercioSP.
Sobre o tempo de comprometimento da renda com dívidas, não houve mudanças importantes em relação a outubro. O maior porcentual está em relação ao comprometimento acima de um ano, com 34,6%. Um ano atrás, esse dado estava em 33,5%. E a parcela da renda comprometida com dívida ficou estável em 29%. O consenso no mercado é que 30% é um patamar ideal para essa relação.
Na segmentação por renda, ambos os grupos obtiveram queda. Entretanto, as famílias com rendimentos abaixo de dez salários mínimos (SM) são as mais endividadas: 23,2% dessa faixa declararam ter alguma dívida atrasada em novembro, ante 25,5% de outubro. A inadimplência das famílias com renda superior a dez salários mínimos teve queda de 8,3% para 7,4%, na comparação mensal.

De acordo com a FecomercioSP, apesar de o resultado geral ser positivo, ainda não tira o quadro de alerta dos últimos meses, visto que essas reduções se dão sobre os níveis históricos elevados. Além disso, o desemprego se mantém alto, o que dificulta o maior controle do orçamento doméstico e obtenção de crédito.

Segundo a Entidade, para ter havido as quedas da PEIC, pode ser que os consumidores paulistanos quitaram as dívidas com algum investimento para abrir espaço para as compras de fim de ano. Segundo o Banco Central, por exemplo, no seu relatório da poupança, em outubro, foi o primeiro mês negativo (retiradas superiores aos depósitos) desde março.

Tipos de dívida

O cartão de crédito segue como o principal tipo de dívida. Em novembro, 70,9% das famílias realizaram compras no cartão, pouco abaixo dos 71,9% em outubro e abaixo dos 73,6% em novembro de 2017. Na segunda posição, veio o carnê, com 13,5%, seguido por financiamentos de carro e de casa, ambos com 12,1%.
Metodologia
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

O objetivo da PEIC é diagnosticar o nível de endividamento e de inadimplência do consumidor. A partir das informações coletadas, são apurados importantes indicadores: nível de endividamento; porcentual de inadimplentes; intenção de pagamento de dívidas em atraso; e nível de comprometimento da renda. Tais indicadores são observados considerando duas faixas de renda.

A pesquisa permite o acompanhamento do nível de comprometimento do comprador com as dívidas e sua percepção em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos.
Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 137 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro -, gerando em torno de 10 milhões de empregos.
Fonte: Segs

Em 2018 conheça os quatro principais tipos de devedores existentes e como cobrar

Muitas empresas enfrenta um grande problema em suas áreas financeiras com a alta da inadimplência dos consumidores. O que é potencializado com a dificuldade de cobrar corretamente o cliente, sem que isso ocasione problemas no relacionamento, que prejudicaria futuros negócios?
Por isso, na hora da área de cobrança de uma empresa fazer contato com os devedores são necessários pensamento lógico e estratégia de abordagem. Tendo que conhecer a fundo quem está devendo e traçando um planejamento para receber esses valores, lembrando que, em caso de grandes dificuldades existe a possibilidade de buscar medidas legais.
Mas, antes de qualquer ação, é preciso entender com que se está lidando e quais suas características para melhor se preparar, pensando nisso, detalhei os quatro perfis dos devedores que mais observo no mercado. São eles:
Devedor viciado, muitas vezes não possui nem mesmo problemas financeiros, porém, seu subconsciente sempre faz com que atrase os pagamentos, seja para se prevenir de imprevistos ou por outros motivos. Contudo, esse pode até pedir para renegociar os juros, mas sempre pagará;
Devedor ocasional, é o consumidor que busca sempre manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção pagar, entretanto, por motivo da ocorrência de algum problema, não conseguiu arcar com o compromisso. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados, eles não pensam que são devedores e se acham injustiçados, afinal sempre pagaram. Sendo necessário muito cuidado para não desgastar a relação;
Devedor negligente, é muito comum, pois representa o consumidor que não possui sua vida financeira organizada, assim, facilmente deixará de pagar suas contas porter esquecido. Assim, nesse caso o papel do cobrador é o de lembra-lo de seus compromissos. Contudo, as negociações tendem a ser mais complexas pois, como nunca se preocupa com suas obrigações, são vítimas constantes de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis, nesse caso é necessário estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.
Mau pagador, esse é um grande problema para quem faz a cobrança, pois ele sabe que deve, já tem esse fato como uma constante em sua vida, mas mesmo assim se recusa a pagar, se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece, não está preocupado com o seu nome. Esses casos devem ser tratados de forma mais enérgica, com uma cobrança mais intenção e indo até as últimas consequências legais. Lembrando que dificilmente esse será um consumidor interessante, pois, de nada adianta vender se terá que realizar uma maratona para receber.
Como cobrar?
Lógico, que esses padrões são variantes, principalmente em tempos de crise, por esse motivo existem alguns procedimentos básicos a serem seguidas para facilitarem nas cobranças e minimizar desgastes.
Primeiramente, sempre que acontecer o atraso, ligue e mande e-mail no dia seguinte pedindo ajuda para localizar o pagamento que não entrou, peça para o cliente enviar o comprovante para facilitar a procura.
Se não tiver uma resposta em dois dias, ligue cobrando gentilmente, explicando que precisa receber os valores em aberto, e o quanto são importantes para o dia a dia da empresa, cobre do cliente uma posição efetiva, por exemplo: vou pagar dia tal, e envie e-mail pedindo confirmação por escrito.
É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente se deverá buscar uma definição amigável da situação.
Se as ações não surtirem efeitos ou o débito tiver mais de 45 dias, a experiência diz que esse valor deve ser passado para o escritório de advocacia de sua confiança para notificar o devedor para pagamento sob pena de iniciar ação judicial.
Muitos devedores só pagam após a ação de cobrança bater na porta, seja por medo de penhora ou em função do grande aumento da dívida, noto que parte expressiva dos devedores fazem composição de pagamento em audiência.
Se não houver o pagamento, a busca para recuperação do crédito já está iniciada, e os advogados irão utilizar uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento. Enfim, como se pode observar, para o combate à inadimplência se deve ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de profissionais que possibilitem suporte.
Fonte: Segs

O papel da liderança quando a empresa está inadimplente

Liderar é um dom, mas também é um exercício diário que requer uma visão em 360 graus da atuação da empresa, (além de vertical e horizontal). Nos dias de hoje, eu diria que isso tudo ainda é muito pouco, porque um líder, além de ter que gerir diferentes equipes com atributos distintos e profissionais dos mais variados cargos hierárquicos, tem que ter a competência de muitas vezes, tirar a empresa de dívidas.
Tudo o que é relacionado a sanidade das contas da empresa, que naturalmente seria mais atributo do financeiro, do comercial, do jurídico, do contas a pagar e receber, ou do marketing, em meio a esta situação degradada que está a economia nacional, passou a ser também uma responsabilidade da liderança, (não que já não fosse, mas agora é muito mais).
Liderar e empreender no Brasil não é fácil, há um certo preconceito quanto ao empreendedor que acaba resvalando na liderança também. Há um errôneo preconceito para com quem está na posição de chefe ou de empreendedor, e ainda mais se essa pessoa for bem-sucedida, pois no imaginário de grande parte da população, o patrão ou o líder é trapaceiro, injusto, cruel e não merece chegar onde chegou ou está tentando chegar.
O fato é que, afora essa questão supracitada, também recai agora sobre um líder, a responsabilidade de negociar ou renegociar dívidas, pois estamos vivendo um período em que esta função requer “dar a cara a tapa”, exige grande habilidade, (quase que uma especialização) e muitas empresas não possuem um departamento com pessoal e braço dedicado à esse tipo de atividade.
Tenho aconselhado, em diversas conversas ao longo de minha carreira, a muitas lideranças e muitos empresários a, ou adquirir essa qualidade ou a terceirizá-la, para que possam se dedicar às suas atribuições e funções naturais, evitando assim desgastes.
Em uma situação em que a empresa está endividada, o líder tem que se voltar para a gestão das pessoas (suas expectativas, estresses com possíveis demissões, replanejamento de aumentos salariais, de postergação de promoções, frustrações, etc.), além disso tem que focar na gestão de clientes (estar mais próximo deles, criar novas oportunidades), tem também que repensar as ações de marketing, posicionamento de marcas, tem que olhar todos os departamentos desde lá de cima, e de dentro deles, e orquestrá-los. É quase injusto pensar que numa situação de inadimplência, o líder também tenha que viver o estresse do credor “sobre ele”, todo dia e toda hora. Mas, infelizmente isso já está acontecendo e muitos líderes com quem eu converso têm me mostrado essa preocupação e essa pressão.
Aos líderes que estão gerindo empresas endividadas e irão se arriscar a assumir essa responsabilidade sozinhos, eu aconselho nunca mais deixar todo o seu faturamento na mão de um ou de poucos clientes. Diversifiquem, prospectem, reduzam a volatilidade de sua carteira de clientes. Além disso, cumpram com a palavra após uma negociação e criem fundos para, caso saiam do vermelho, tenham recursos em caixa para novos períodos de turbulência. Ter dinheiro em caixa é ter condições de negociar melhor suas dívidas. “Passarinho que chega à fonte mais cedo, bebe água mais fresca”, diz o ditado popular.
Mas aos líderes que querem realmente acertar o caminho, sem correr riscos, eu aconselho que façam suas gestões planejando, desde o início, a possibilidade de se procurar uma empresa especializada em recuperação de títulos de crédito, com profissionais especializados nessa função, para que, havendo uma necessidade, não recaia sobre vocês, a responsabilidade de carregar o piano sozinho nas costas.
Fonte: Blog Televendas

Brasileiros com dívidas aproveitam campanhas de crédito para compras de Natal

Números mostram que tem mais inadimplentes pagando dívidas. Nos últimos 12 meses, o indicador de recuperação do crédito avançou 1,2%. Em outubro, a melhora foi de 5%.

Muitos brasileiros com dívidas atrasadas estão aproveitando campanhas de empresas de crédito para poder comprar presentes de Natal.
Fim do ano chegando e o chamado: hora de limpar o nome. O barulho ensurdecedor da dívida com o banco, o funcionário público Abias Barreto do Nascimento quer deixar em 2018 para realizar um sonho: “uma casa própria, esse é o meu objetivo. Precisa estar com nome limpo”.
O orçamento da babá Alessandra Cristina Alves de Almeida oscilou como um pêndulo, até que ela decidiu acertar as contas numa campanha de uma empresa de análise de crédito para a regularização de dívidas. Bancos e varejistas oferecem desconto nos juros e extensão do prazo de pagamento, de olho no décimo terceiro salário.
“A gente faz muita conta e vai deixando, vai deixando. O bom é que tem esse dinheirinho aí no final do ano, decimo terceiro, para ajudar”, conta Alessandra.
Os números mostram que tem mais inadimplentes pagando dívidas. Nos últimos 12 meses, o indicador de recuperação do crédito avançou 1,2%. Em outubro, a melhora foi de 5%.
“À medida em que começa a melhorar a economia, principalmente o mercado de trabalho, se ele começar a melhorar, ele tende a melhorar a recuperação do crédito, que é o pagamento de dívidas antigas, e o consumidor tende a ficar menos inadimplente”, destaca Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC.
Um som de alerta também ecoa nessa campanha: é preciso investir em educação financeira. É que a reincidência é alta; 55% dos devedores que renegociam as dívidas voltam a ficar inadimplentes dentro de um ano.
A analista de sinistro Petsy Martins acumulou dívidas e quer uma vida diferente agora: “evitar empréstimo, enfim. É difícil, que na atual conjuntura a gente precisa, mas eu pretendo evitar”.
O comércio acompanha de perto esse movimento. Ainda tem muito vendedor de braços cruzados, mas a confederação do setor prevê aumento de 2,8% nas vendas deste Natal.
 “A gente depende muito da confiança do cliente final que vem até o nosso estabelecimento”, comenta Cirene Moura, supervisora de loja.
Fonte: Jornal Nacional

Campanha quer gerar Campanha quer gerar 1 milhão de empregos1 milhão de empregos

Iniciativa do Movimento Brasil 200, que conta com o apoio da Fiesp, tem por objetivo criar um milhão de vagas já no primeiro mês de 2019

Em uma iniciativa inédita, um grupo de empresários brasileiros lança na próxima segunda-feira uma campanha de mobilização para gerar pelo menos 1 milhão de vagas formais no primeiro mês de 2019. Chamado de ‘Empregue +1 – Empresários unidos a favor do emprego’, o movimento sugere que cada empresa, das micro às grandes companhias, abra pelo menos uma vaga.
Gabriel Kanner, presidente do Movimento Brasil 200, entidade que lidera o programa, diz que há 22 milhões de CNPJs no País e, “se tivermos adesão de 5% deles, serão 1 milhão de vagas”. Segundo ele, a ideia “é ter um impacto grande na geração de empregos já no começo do ano”, coincidindo assim com o início do governo de Jair Bolsonaro.
“A intenção é canalizar o momento de otimismo no Brasil, com empresários retomando investimentos, somando tudo isso em uma campanha de mobilização”, explica Kanner. “Queremos replicar isso para cada empresa, da grande à pequena, para que abra pelo menos um vaga, o que certamente terá um grande impacto na economia logo de cara.”
A iniciativa tem apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde ocorrerá o lançamento da campanha no dia 17. Devem participar cerca de 250 empresários dos setores da indústria, comércio, serviços e agronegócio de todo o País.
O Movimento Brasil 200 foi criado no ano passado pelo dono das Lojas Riachuelo, Flávio Rocha, que chegou a lançar sua candidatura à Presidência da República, mas desistiu da disputa.
Kanner, que também pertence ao grupo, informa que a Riachuelo abrirá 300 vagas em janeiro, número que “deve crescer bastante ao longo do ano, de acordo com o número de lojas que forem abertas”.
Vagas disponíveis
Os empresários que participam do Movimento Brasil 200 já aderiram ao programa. Um deles, Luciano Hang, dono da rede Havan, promete 5 mil novos empregos. Ela já havia anunciado em novembro investimento de R$ 500 milhões na abertura de 20 lojas no próximo ano. Também já se comprometeram com novas vagas os grupos Centauro e Polishop, entre outros.
Em janeiro, o movimento realizará campanhas em diversas mídias, como rádios, TVs, jornais e redes sociais. As empresas colocarão as vagas formais que dispõem em um site e os interessados poderão se inscrever nesse mesmo canal. Os números serão acompanhados mensalmente por meio do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo Kanner, serão oferecidas vagas em todos os segmentos, desde manutenção e limpeza até altos cargos, com variadas faixas salariais, todas com carteira assinada e por meio das modalidades previstas na nova legislação trabalhista, como intermitentes e temporárias.
“O melhor programa social para o País é o emprego, pois é um absurdo termos 12,4 milhões de desempregados”, afirma Kanner. O último dado divulgado pelo IBGE indicam que a taxa de desemprego no País caiu para 11,7% no trimestre que vai até outubro, ante 12,3% no trimestre anterior, mas ainda é considerada muito alta.
Para se inscrever e mais informações acesse o site: www.empreguemais1.com.br
Fonte: Estadão