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Vendas para o Dia das Mães crescem 1,7% em 2019, segundo Boa Vista

Taxa de crescimento foi inferior à observada no ano passado

O Dia das Mães é uma das datas comemorativas que mais movimentam o comércio de todo o país. Isso Dados da Boa Vista, com abrangência nacional, mostram que, em 2019, as vendas do comércio para o Dia das Mães cresceram 1,7% em relação a 2018.

Segunda data comemorativa mais importante do ano, o Dia das Mães reforçou o cenário de vendas fracas no varejo, uma vez que apresentou crescimento inferior aos 4% do ano anterior e ficou um pouco abaixo das expectativas.

Segundo a Boa Vista, o crescimento menor no Dia das Mães pode ser explicado pelo alto nível de desemprego e a recente queda da confiança, que estão segurando o ritmo de expansão das vendas do varejo.

Metodologia

O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 6 a 12 de maio de 2019, comparadas às consultas realizadas entre 7 a 13 de maio de 2018.

SOBRE A BOA VISTA

A Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores.

Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores.

A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível. Por isso, Cadastro Positivo é na Boa Vista.

Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no portal consumidorpositivo.com.br.

Atualmente é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.

Dados estão em toda parte. O que a Boa Vista faz é usar inteligência analítica para transformá-los em respostas e soluções às necessidades e desejos dos consumidores e empresas.

www.boavistascpc.com.br

Fonte: Segs

Metade das mulheres grávidas são demitidas na volta da licença-maternidade

Muitas se deparam com demissão e dificuldade em voltar para o mercado. Empregadores focam nas perdas que terão com as futuras mães

A maternidade permanece polêmica para empregadas e empregadores. Quando uma trabalhadora engravida, o foco das empresas continua sendo nas “perdas” que terá nos próximos anos. O tempo passa, mas os empecilhos são os mesmos: receio de a mãe faltar ao trabalho, caso o filho passe mal; de ela pedir para chegar mais tarde para ir a uma reunião escolar; ou de se atrasar, devido à exaustão da rotina. Os benefícios da maternidade para as empresas e até para a economia do país, mesmo comprovados por diversos estudos, ainda são ignorados.

Na contramão do senso comum, especialistas apontam que as mães são mais produtivas e flexíveis, porque as atividades neurais, ligadas à criatividade, aumentam durante a gestação. Além disso, o hábito de acumular duplas jornadas as deixam com maior capacidade de otimizar o tempo — tornam a vida das mulheres mais fácil no mercado de trabalho. Ainda assim, persiste o pensamento de que o empregador não suportará o tempo de afastamento, sem preencher aquela necessária vaga. Fora isso, há o temor de que o período em que fica com a criança a deixará desatualizada em relação à tecnologia, que avança rápido.

Esse pensamento leva, quase sempre, a uma realidade cruel. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que metade das mães que trabalham são demitidas até dois anos depois que acaba a licença, devido à mentalidade de que os cuidados com os filhos são praticamente uma exclusividade delas. Grasiela Maria de Araújo, 36 anos, foi demitida logo depois de ter o terceiro filho, em 2013. “Tirei a licença e mais um mês de férias. Ao voltar, fui desligada”, conta.

Mas não esmoreceu. Fez bicos enquanto esperava emprego de carteira assinada, que só veio dois anos depois. Grasiela entrou para o mercado de trabalho aos 18 anos, como atendente em uma lanchonete. Hoje, tem um filho de 18 anos e outros dois, de 15 e seis, de uma união estável que já dura 17 anos. “A gente ouve o tempo todo que mãe não trabalha, faz corpo mole. É difícil. Já perdi emprego porque de cara disseram que eu não estaria disponível para viajar”, assinala.

Pesquisa dos profissionais da Catho de 2018, com mais de 2,3 mil mães, afirma que 30% das mulheres deixam o trabalho para cuidar dos filhos. Entre os homens, esse número é quatro vezes menor: 7%. Claudia Santos, 38, preferiu pedir as contas antes de ser demitida. Nascida em Belém, ela começou a trabalhar aos 14 anos, vendendo salgados nas ruas, e, aos 17, foi contratada por um restaurante. Engravidou em seguida e não aguentou o calor do fogão. “Deixei o emprego antes de ser demitida. Ouvia o chefe dizendo que mulher grávida é problema porque falta ao serviço e aumenta o custo por causa do salário-família”, lembra. Ela só conseguiu voltar a trabalhar fora depois de dois anos.

De volta à ativa

Dani Junco, fundadora e diretora executiva (CEO) da B2Mamy, aponta que, a cada 10 mulheres, quatro não conseguem retornar ao mercado após a licença-maternidade, de acordo com a consultoria Robert Half. “Percebo que é uma questão cultural. Em minha experiência, senti que as pessoas achavam estranho quando eu deixava meus filhos na escola o dia inteiro”, relata Claudia Consalter, mãe de gêmeos e fundadora da Orthodontic, rede de clínicas de ortodontia.


A tributarista Rhuana Rodrigues, 38, sócia do Chenut, Oliveira, Santiago Advogados, acredita que o peso maior da responsabilidade com os filhos sempre recai sobre a mãe. “Mas costumo dizer que meu marido me ajuda, ele compartilha o cuidado com as crianças, que também cabe a ele”, argumenta. Casada desde 2006, ela teve o primeiro filho, de quatro anos, aos 33 anos. O segundo é recente: está com apenas três meses.


“Especialmente comigo, não houve discriminação, porque sou dona do meu negócio e diretora de Recursos Humanos do escritório. Mas ouço histórias terríveis”, conta. 

Durante o tempo da licença-maternidade, Rhuana aproveitou que o “bebê dormia o dia inteiro”, para concluir a monografia de pós-graduação em direito digital.

Efeitos positivos

Desconsiderar os efeitos positivos da maternidade no mercado de trabalho é um erro não apenas do ponto de vista da vida das mulheres, mas das finanças do país. É o que aponta a empresária Dani Junco, fundadora e diretora executiva (CEO) da B2Mamy, empresa dedicada a selecionar mães empreendedoras para negócios. Ela propõe uma simulação, que chama de “distopia Handmaid’s Tale”: “Acabamos de acordar com o mundo completamente estéril, assim como você já deve ter desejado ao saber que a moça da sua equipe está grávida. E agora?”, questiona.

Os resultados seriam desastrosos. Primeiro, diz, o faturamento de R$ 50 bilhões que representa o segmento infantil, de acordo com a Consultoria Nielsen, deixaria de ser injetado na economia. “Não estão somados aqui turismo, entretenimento e outras áreas correlatas que atendem a esses 20% da população”. Em segundo lugar, com a população envelhecendo, não teria mão de obra para manter alguns serviços. “Sem falar das novas cabeças que não nasceriam. Portanto, pesquisa, inovação e desenvolvimento seriam escassos”, diz.

A influência das mulheres no mercado de trabalho é evidente. Entre 2005 e 2015, o número de famílias compostas por mães solo subiu de 10,5 milhões para 11,6 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de lares brasileiros chefiados por mulheres cresceu de 23% para 40% entre 1995 e 2015, de acordo com a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, de 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A lei e a vida real 

Assegurada por lei desde 1943, a licença-maternidade atendeu mais de 53 mil brasileiras em 2018, pelos dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. “Atualmente, o empregador é obrigado a conceder 120 dias, mas é possível estender até 180 para os que aderirem ao programa Empresa Cidadã, que gera benefícios fiscais para os contratantes”, conta o advogado João Badari, especialista em direito previdenciário do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Mesmo com o direito garantido no papel, a lei, às vezes, é ignorada. Raramente as mães contam com a ajuda de que precisam depois da gravidez. Mesmo assim, muitas narram histórias de sucesso. Maire Laide Albernaz Neiva, 62, administra um restaurante com 20 funcionários, depois de criar três filhas (43, 41 e 38 anos). “Comecei cedo, aos 14 anos, em uma agência de automóveis. Aos 15, fui transferida para a área de cobrança. Cheguei a chefe do setor financeiro, aos 25”, relata.

As três filhas foram criadas, praticamente, dentro da concessionária. Os patrões montaram berço e a infraestrutura para as crianças. “Mas nunca tirei licença-maternidade. Voltava a trabalhar 15 dias após ter neném. Precisava do dinheiro e tinha a opção de ganhar dobrado”, afirma. Depois que os filhos cresceram, Maire entrou para a Faculdade de Moda e conseguiu o diploma, aos 50 anos. Uma vitória para quem tem uma mãe de 85 anos “que não sabe ler nem escrever”. “Hoje, minhas filhas têm vidas próprias. Mas ainda cuido de minha mãe e de uma sobrinha especial, de 45 anos”, destaca.

Não deixar de ter ambições próprias é uma das dicas que Luzia Costa, CEO do Grupo Cetro, dá para quem é mãe e quer iniciar a vida de empreendedora. Mãe de dois filhos, ela ressalta a importância de enfrentar julgamentos e aceitar ajuda.“Sem dúvidas, muitas pessoas irão lhe criticar por dedicar um tempo do seu dia para trabalho e vida profissional, deixando filhos com avós, babás, em escolinhas, entre outros. Mas precisamos realizar nossos sonhos, até mesmo para dar condições melhores para nossos filhos”, ensina.

Fonte: Correio Brasiliense

Lançamentos de imóveis crescem 32,9% em março

Segundo pesquisa do Sindicato da Habitação, empreendimentos lançados em março ficaram 32,9% acima do visto no mesmo mês de 2018

O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo teve expansão das vendas e dos lançamentos em março, de acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

As vendas no mês de março chegaram a 2.987 unidades, número 14,3% maior do que no mesmo mês do ano passado. As vendas acumuladas em 12 meses totalizaram 30.961 unidades, um crescimento de 15,8% em comparação com os 12 meses anteriores.

Já os empreendimentos lançados em março, somaram 2.081 unidades, 32,9% acima do visto no mesmo mês de 2018. Os lançamentos acumulados em 12 meses alcançaram 37.706 unidades, um avanço de 19,8%.

A pesquisa do Secovi-SP apurou que os empreendimentos de médio e alto padrão responderam pela maior parte dos lançamentos e das vendas no começo deste ano, enquanto os projetos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) tiveram uma participação menor. O movimento indica uma recuperação do setor de médio e alto padrão, mais afetado pela crise nacional, que provocou uma enxurrada de vendas canceladas nos últimos anos.

A capital paulista fechou o mês com 20.376 unidades no estoque disponíveis para venda, incluindo imóveis na planta, em obras e recém-construídos. O estoque cresceu 5,5% em um ano.

Fonte: Estadão

6 segredos que usei para sair de uma dívida de R$ 80 mil

Antes de começar a falar e trabalhar com dinheiro e finanças, eu fui uma endividada. Anos atrás, em um período bem curto de tempo, fiz uma dívida de R$ 80 mil, resultado do meu descontrole com as finanças e várias compras por impulso. Isso aconteceu há alguns anos, e só consegui sair dessa situação devido a algumas atitudes fundamentais para acelerar todo esse processo.

Hoje vou dividir seis dos meus segredos para que qualquer pessoa possa sair das dívidas do modo mais rápido e eficiente possível.

6) Onde você está

Um passo fundamental para sair das dívidas é descobrir qual o seu tamanho. É necessário saber o tamanho do gigante com quem você está lutando contra. Assim você pode criar um plano concreto e objetivo para sair do vermelho. Anote quais são as suas dívidas, quantas parcelas faltam até a quitação e quais são os juros de cada uma delas. Detalhe tudo isso em uma planilha, para que você possa acompanhar o progresso e motivar-se cada vez que uma delas for sendo eliminada.

5) Planeje

Para sair do buraco, antes de tudo é necessário parar de cavar cada vez mais fundo. Se você tem dívidas hoje, significa que em algum momento da vida você gastou mais do que ganhou. Para evitar que isso continue acontecendo, descubra para onde está indo o seu dinheiro. Faça um planejamento financeiro, corte os gastos em excesso, e, o fundamental, ajuste as suas contas para que o próximo mês a conta não fique no negativo novamente.

4) Desencalhe e negocie

Venda os objetos que estão parados em casa, como roupas, eletrônicos e decoração. Todo dinheiro extra que entrar vai ser usado para negociar as suas dívidas. Procure seu gerente, solicite uma planilha evolutiva/memória de cálculo do débito (este é um direito seu, não pode ser negado) e, a partir dele, negocie a dívida com o credor. Sempre que tiver a chance, aproveite os feirões de renegociação de dívidas, onde os bancos e financeiras se unem e oferecem bons descontos para ajudar quem precisa quitar seus débitos. Infelizmente, não tem como saber quais são as datas que esses feirões ocorrem, por isso é bom ficar sempre atento às mídias sociais das empresas para não perder a oportunidade.

3) Crie objetivos

Para não perder o seu foco, é muito importante que tenha metas e objetivos bem claros para o seu dinheiro. Não basta pensar: “Quero pagar minhas dívidas”. O ideal é sempre dar um nome, um tempo e um meio para atingir essa meta, como: “Irei pagar minha dívida de um empréstimo no valor de R$ 5.000 em seis meses e irei contar com a ajuda de uma renda extra que farei aos finais de semana”. Isso vai ajudar a manter o foco, e toda a vez que a tentação de gastar com algo que não precisa aparecer, você irá lembrar do seu objetivo e desistirá da compra. Aqui vai uma dica extra: cole um bilhetinho com sua meta dentro de sua carteira, em frente ao seu cartão de crédito. Desse jeito você irá visualizar seu objetivo diariamente.

2) Trabalhe muito

Dedique-se nesse momento para criar fontes de renda extra, como vender objetos parados, fazer dinheiro usando a internet, ser revendedor(a) de produtos. Se desejar algumas ideias para colocar em prática ainda hoje, tenho um vídeo em que indico 15 formas de renda extra. Use esse valor para antecipar as parcelas da sua dívida.

1) Espere

Foco é a palavra-chave para pagar qualquer débito, e por isso pode ser que você tenha de fazer alguns sacrifícios. Cancelar uma viagem que já estava programada, diminuir o orçamento da festa ou até mesmo adiar a troca do carro são algumas das coisas que poderá ter que fazer. É importante sempre ter em mente que esse é um momento passageiro. Sua rotina, planos e desejos não irão ficar de lado para sempre, mas apenas nesse breve momento até a sua vida voltar aos eixos novamente.

Seguindo esses seis passos, a chance de você escapar das dívidas é enorme. Agora comenta aqui embaixo qual é a maior dificuldade que você sente quando o assunto é dinheiro?

Fonte: Blog Televendas

Nova Medida Provisória impacta Recuperação de Crédito

A Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica anunciada no último dia de abril, pelo presidente Jair Bolsonaro terá impactos importantes no Código Civil, especialmente na área de recuperação de crédito e de contratos. O alerta é do advogado Luís de Carvalho Cascaldi, responsável pelas áreas de Contencioso e Consultivo Cível da Martinelli Advogados.

Segundo o especialista, uma das novidades é em relação aos requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica, o que certamente vai afetar todo o setor de recuperação de crédito. A MP consolida parte da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STF) e esclarece termos que até então traziam dúvidas interpretativas, tais como ‘confusão patrimonial’ e ‘desvio de finalidade’, determinando, ainda, que a mera existência de grupo econômico, por si só, não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica.

“Essa nova diretriz mostra uma clara intenção do governo de delimitar o escopo dos pedidos de desconsideração da personalidade jurídica, trazendo maior transparência e segurança para o setor e, com isso, restringir pedidos aleatórios de desconsideração e reforçando a noção de excepcionalidade da medida, que deverá ser restrita às hipóteses que se enquadram nos requisitos”, avalia.

No que diz respeito às interpretações de contratos, o advogado explica que a medida estabelece claramente a diretriz de que o Estado deve intervir o mínimo possível nas relações contratuais privadas, presumindo a paridade entre as partes e restringindo a revisão contratual externa às partes como, por exemplo, na revisão em processo judicial.

Ainda na questão contratual, Cascaldi reforça que a MP traz importantes orientações – um pouco como já acontece nos Estados Unidos – de que as partes podem estabelecer os critérios para revisão e interpretação dos contratos, bem como que deverão ser observados os riscos assumidos por cada contratante.

Além das alterações acima destacadas, a MP introduz uma série de outras alterações legislativas com o objetivo de adequar a legislação vigente ao espírito da MP, dentre as quais destaca-se: autorização para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regular fundos de investimentos com responsabilidade limitada; o artigo 8º que altera a Lei das S/A, que simplifica e desburocratiza alguns procedimentos; o art. 9º que altera a Lei de Falência e Recuperação Judicial; e o artigo 14 que altera a Lei nº 10.522 (Cadin).

A MP passa a entrar em vigor imediatamente, mas deve ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder a eficácia. A iniciativa foi criada para incentivar desenvolvimento de atividades econômicas de menor risco, facilitando o empreendedorismo e restringindo a interferência do Estado. De acordo com o advogado, a MP produz impacto em todo o setor produtivo.

Fonte: Blog Televendas

Quase 40% dos jovens já tiveram ou têm o nome sujo

Brasileiros no início da vida adulta sofrem com desemprego maior e falta de educação financeira; apesar de terem de ajudar nas despesas domésticas e gastarem com educação e alimentação, grande parte se endivida para adquirir bens de consumo

No segundo ano da faculdade de Administração Pública, Samira Ferreira, de 21 anos, aprendeu de um jeito dolorido o que é déficit. Hoje, sua dívida pessoal soma R$ 50 mil, metade com o banco, outra parte com a instituição de ensino. “Minha dívida cresce para que eu possa estudar”, diz ela, que está com o nome sujo e não sabe o que fazer para resolver a situação. “Tenho de me concentrar em uma coisa por vez, mas espero que isso não me prejudique lá na frente.”

A situação de Samira não é muito diferente de parte de seus amigos. Histórias que, agora, ganham contornos por meio de um levantamento inédito feito pela Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo birô de crédito SPC Serasa. As instituições mapearam a situação financeira dos brasileiros entre 18 e 24 anos, que dão os primeiros passos profissionais. 

Atualmente, 4 entre 10 jovens estão ou já estiveram com o nome sujo. O principal motivo é a necessidade de contribuir com as despesas domésticas, associado ao descontrole com as finanças pessoais. 

Dos entrevistados, 78% possuem alguma fonte de renda, sendo que 65% afirmam contribuir financeiramente para o sustento da casa. O principal comprometimento é com a alimentação (51%). A pesquisa ouviu 801 jovens, entre homens e mulheres de todo o Brasil, de 20 de fevereiro a 6 de março.

O endividamento da moçada não é muito diferente do resto dos brasileiros mais velhos, já que 40% da população total do País terminou 2018 endividada, segundo a CNDL. Mas é mais preocupante, pois indica que as gerações mais novas não vêm sendo educadas financeiramente – e o problema tende a persistir. “É necessário realizar algum tipo de política pública para aumentar a educação financeira dessa população”, diz Daniel Sakamoto, gerente de projetos da CNDL. 

Desemprego 

Pelo fato de o estudo ter sido o primeiro a ser realizado com esse corte de faixa etária, é difícil inferir o impacto da crise econômica nessa população. Ou do desemprego, que chega a 30% entre os jovens, ante 13% da população geral. “Não há parâmetros de comparação, mas com certeza as famílias enfrentam agora alto desemprego e gargalo de consumo”, diz. “Exatamente por isso, o jovem precisa contribuir mais com as contas de casa, o que aumentou o problema.”

Samira, por exemplo, toma emprestado R$ 7 mil por semestre da instituição de ensino, como parte do programa de bolsa de estudos. É com esse valor que ela paga o aluguel da república na qual mora (R$ 650 por mês), cobre os gastos com alimentação, transporte e, de vez em quando, ajuda os pais, que moram em São José dos Campos (SP). “Estudo em período integral e não consigo trabalhar, faço apenas alguns bicos durante as férias”, diz. No fim de semana antes do feriado de 1.º de maio, ela trabalhou na sorveteria do pai de uma amiga em Ubatuba para conseguir um dinheiro extra. “Minha família precisa de mim, tenho de ajudar.”

Para Guilherme Prado, presidente da Bem Gasto, projeto de educação financeira nascido no Insper, além de trabalharem para completar o orçamento doméstico, os jovens entram no mundo adulto sem referências de como e onde gerenciar os novos recursos. “O descontrole financeiro dos jovens é, no momento, um grande problema nacional e sem atenção devida das autoridades”, afirma Prado. Segundo ele, o objetivo inicial da Bem Gasto era atender às comunidades carentes com técnicas de planejamento financeiro. “Neste ano, por conta da realidade que encontramos em nossas caminhadas pelo Brasil, resolvemos redirecionar a atuação para os jovens, justamente entre 18 e 24 anos”, afirma.

Para ele, falar de dinheiro é um tabu dentro de casa. “Os pais não dizem quanto ganham nem para seus companheiros”, diz ele. “Quando o filho começa a trabalhar, não faz a menor ideia do que fazer com o dinheiro. Só sabe que quer comprar um celular e trocar de tênis.”

Dados da pesquisa mostram que, entre as dívidas de longo prazo, 26% dos jovens que se declaram endividados estão comprometidos com pagamentos de crediários e carnês, 21% têm parte do orçamento destinado à amortização de empréstimos pessoais e consignados e outros 21% tentam quitar as parcelas de financiamento para automóveis. “O que identificamos é que, com a crise, eles precisam ajudar em casa e acabam se enrolando com esses gastos de longo prazo”, afirma Sakamoto. 

Fonte: Estadão

Economistas derrubam projeção do PIB, que fica pela 1ª vez abaixo de 1,5%

Projeção foi divulgada nesta segunda-feira na pesquisa Focus do Banco Central

São Paulo — O mercado voltou a reduzir com força a expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano, em meio à deterioração do cenário para a indústria, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

O levantamento semanal apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou a 1,49 por cento, de 1,70 por cento no levantamento anterior, na 10ª semana seguida de piora da projeção. A expectativa para a indústria foi reduzida a um crescimento de 1,76 por cento, contra 2 por cento antes.

Para 2020, não houve alterações nas contas de uma expansão de 2,50 por cento do PIB, com a indústria aumentando 3 por cento.

O cenário para a inflação neste ano piorou ligeiramente, com as contas para a alta do IPCA chegando a 4,04 por cento, uma alta de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2020 a expectativa ainda é de uma inflação de 4,00 por cento.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Apesar da piora no cenário para a atividade econômica, os especialistas consultados na pesquisa continuam vendo que a taxa básica de juros Selic terminará este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também calcula a Selic a 6,50 por cento em 2019, mas reduziu a expectativa para o próximo ano a 7,21 por cento na mediana das projeções, de 7,25 por cento.

Fonte: Exame

Estoque de imóvel retomado por bancos atinge R$ 19 bi

Os bancos voltaram a expandir o crédito imobiliário, mas ainda precisam lidar com um problema herdado da recessão de 2014-2016 e do baixo crescimento da economia nos dois anos seguintes: o elevado estoque de imóveis registrado em seus balanços devido à retomada das unidades por falta de pagamento.

Os bens recuperados pelas cinco maiores instituições financeiras do país – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal – fecharam 2018 avaliados em R$ 18,7 bilhões. Cerca de 90% desse valor se refere a imóveis. A quantidade estimada é de 90 mil unidades retomadas. 

O estoque de imóveis e outros bens reavidos vinha subindo desde 2015, quando a economia mergulhara numa das mais longas recessões da história do Brasil. No ano passado, deu novo salto ao crescer 32,3% (a evolução é calculada com base no valor dos bens). Nos últimos meses, destaca-se a retomada de imóveis de valor mais baixo, vinculados ao programa  habitacional Minha Casa, Minha Vida.

O tema é uma dor de cabeça porque os bens retomados consomem capital dos bancos, que precisam constituir provisões para perdas com esses ativos – no fim de 2018, as reservas para essa finalidade totalizaram R$ 5,8 bilhões. Com a economia ainda fraca, as instituições também não conseguem encontrar compradores para os imóveis rapidamente. Ademais, a venda de um volume expressivo de unidades derrubaria os preços, criando mais obstáculos para a recuperação das incorporadoras. As duas maiores do país – MRV e Cyrela – tinham estoque avaliado em R$ 13,1 bilhões no fim do ano passado.

O Bradesco firmou parcerias para lidar com os imóveis recebidos em garantia. Uma delas foi com a Ulbrex Capital, que tem entre os sócios o empresário Cláudio Bruni, fundador da BR Properties. A gestora criou fundos com cotas lastreadas nos imóveis retomados pelo banco. A Ulbrex se encarrega da manutenção, paga IPTU e condomínio e, se necessário, organiza o relançamento dos imóveis no mercado. Outro parceiro do Bradesco é a Enforce, empresa de recuperação de créditos do BTG Pactual.

Maior banco de crédito habitacional do país, a Caixa acumula estoque de 62,9 mil imóveis retomados, dos quais, 29,5 mil entraram no balanço financeiro em 2018.

Fonte: Valor econômico

Justiça bloqueou R$ 50 bi em contas de devedores em 2018

O volume de bloqueios de recursos de devedores pela Justiça não para de crescer. Com a entrada de novas ferramentas no sistema Bacen Jud, os juízes conseguiram em 2018 congelar R$ 50,8 bilhões em dinheiro ou investimentos – R$ 13,9 bilhões a mais que no ano anterior. Deste total, porém, apenas R$ 18,2 bilhões foram enviados para contas judiciais por meio de ordens de magistrados de todas as esferas do Judiciário.

A diferença de valores tem uma justificativa. Apesar dos avanços, segundo advogados, não se resolveu o principal problema do sistema: o bloqueio de um mesmo valor em várias contas de devedores. E o desbloqueio, acrescentam, não é automático, depende de ordem judicial e pode levar dias, meses ou até anos.

“O desbloqueio teria que acontecer em até 24 horas. Mas na prática o prazo não é cumprido”, diz o advogado Ricardo Amaral Siqueira. “A demora [o desbloqueio] pode inviabilizar uma empresa. Ampliou-se o raio de alcance do sistema, mas não se resolveu o problema.”

A questão, porém, está na pauta do Comitê Gestor do Bacen Jud – integrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Banco Central. O desbloqueio automático, de acordo com o conselheiro Luciano Frota, representante do CNJ no grupo, será discutido nas reuniões que serão realizadas ao longo do ano para tratar da terceira versão do Bacen Jud. “A atual

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está esgota”, afirma Frota.

No ano passado, o sistema eletrônico ganhou novas funcionalidades. Além de contas em bancos ou cooperativas de crédito, os juízes podem agora emitir ordens de bloqueio de investimentos em renda fixa ou variável, como ações. Hoje, a maior parte dos pedidos vem da Justiça Estadual (49%). A Justiça do Trabalho está em segundo lugar, com 45%

Como as mudanças são recentes, a tendência é que neste ano cresça ainda mais o volume de bloqueios, segundo Frota. E há espaço para crescimento. “Em 60% das contas não há dinheiro”, diz o conselheiro. Os 40%, porém, acrescenta, “são suficientes” para cobrir os créditos. “São representativos e dão efetividade ao sistema de recuperação de valores para o pagamento das dívidas judiciais.”

De acordo com Frota, há uma política de atualização para fechar portas encontradas por devedores para escapar da penhora on-line. “Os devedores estão sempre buscando saídas. Alguns sabem esconder muito bem seus recursos”, afirma o conselheiro.

As mudanças, segundo a advogada Martina Hanna do Nascimento El Atra, do escritório Trevisioli Advogados Associados, são sempre bem-vindas. Ela destaca a alteração no regulamento do Bacen Jud, realizada em dezembro de 2018.

A redação da norma foi alterada, segundo informou o CNJ ao Valor, para deixar clara a informação de que as instituições financeiras precisam verificar durante todo o dia se há saldo a ser bloqueado – e não apenas no início do dia, como algumas faziam.

Porém, para a advogada, a mudança permite a manutenção do bloqueio até a “satisfação integral do crédito”, ou seja, por tempo indeterminado. “Já fizemos pedidos neste sentido e foram aceitos. Mas não sei como é operacionalizado”, diz. “Com a mudança, o Bacen Jud passou a ser um instrumento de maior eficácia para o recebimento de dívidas em processo  judiciais.”

Fonte: Valor Econômico

Atividade econômica do Brasil tem em fevereiro maior contração em 9 meses, indica BC

SÃO PAULO (Reuters) – O ritmo fraco da economia brasileira estendeu-se para fevereiro com a maior contração em nove meses, segundo dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, ampliando as projeções de uma queda no primeiro trimestre e corroborando as preocupações com as perspectivas de crescimento do país.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,73 por cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado pelo BC.

O resultado mensal foi o segundo negativo após recuo de 0,31 por cento em janeiro, em dado revisado pelo BC depois de divulgar contração de 0,41 por cento. E é também a pior leitura para o indicador desde a queda de 3,1 por cento vista em maio de 2018.

“Indicadores de atividade econômica conhecidos até o momento seguem sugerindo uma leve queda de 0,1 pro cento do PIB no primeiro trimestre deste ano”, afirmou o Bradesco em nota.

 Na comparação com fevereiro de 2018, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,49 por cento e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,21 por cento, segundo números observados.

Em fevereiro, a produção industrial do Brasil mostrou alguma recuperação ao avançar 0,7 por cento sobre o mês anterior, devolvendo as perdas vistas em janeiro.

 Entretanto, as vendas no varejo ficaram estáveis no mês, com as compras voltadas para o Carnaval compensando perdas em supermercados e combustíveis. E o volume de serviços recuou 0,4 por cento em fevereiro, na segunda queda seguida.

O cenário permanece sendo de lentidão da economia e mercado de trabalho fraco, com cerca de 13 milhões de desempregados no país, ainda que a inflação e taxa de juros baixas proporcionem alguma expectativa de melhora do consumo.

 As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa para a atividade neste ano é de crescimento de 1,95 por cento, indo a 2,58 por cento em 2020.

 Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de expansão da economia brasileira em 2019 a 2,1 por cento, citando a necessidade de cortes de gastos com funcionalismo público e da reforma da Previdência para conter as crescentes despesas.

 (Por Camila Moreira)

Fonte: Reuters