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Inadimplência apresentou queda de 22% entre os mais jovens, aponta pesquisa

Brasil tem mais de 63 milhões de pessoas com nome sujo; entre as pessoas mais velhas, o número de negativados aumentou
Empréstimo online é uma opção para quitar as dívidas e começar 2019 no azul
Segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mais de 63 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. A pesquisa mostra uma alta de 6,03% em relação ao mesmo período do ano passado e também o maior volume de pessoas com nome sujo para um mês de novembro desde 2011, quando o crescimento dos endividados foi de 8,10%. O estudo aconteceu no final de novembro de 2018, onde foram contabilizados 63,1 milhões de inadimplentes no País.
O estudo apontou ainda que a inadimplência só apresentou queda entre a população mais jovem: caiu 22,3% entre os devedores de 18 a 24 anos e 4% entre os de 25 a 29 anos. Entre as pessoas mais velhas, no entanto, o número de negativados aumentou. Foram 11,8% de pessoas com idade entre 65 e 84 anos a mais entre os endividados.
Brasileiro quer pagar as dívidas
Quem está com o nome sujo entende muito bem a dor de cabeça que é ter o CPF inserido nos principais cadastros de inadimplência do país. Um levantamento recente realizado com cerca de 309.800 usuários do aplicativo Guiabolso apontou que 30% dos negativados no Brasil conseguem sair do vermelho e “limpar seu nome” com uma quantia de até R$500.
Atualmente existem muitas empresas que oferecem empréstimo de forma rápida e eficaz, dando uma solução para os negativados ou pessoas que não são aprovadas pelas instituições financeiras tradicionais. A Simplic (www.simplic.com.br), é a primeira fintech a oferecer empréstimo 100% online a pessoas físicas com valores que variam de R$500 a R$3.500 e que podem ser pagos em 3, 6, 9 ou 12 vezes. Um dos seus diferenciais é a rapidez e facilidade na aprovação, possibilidade de crédito para negativados e trabalhadores informais, além de dinheiro na conta em até 24 horas.
Segundo levantamento da Simplic – que possui mais de 3 milhões de clientes cadastrados em sua plataforma – cerca de 55% dos brasileiros que solicitaram crédito durante o ano 2018 afirmaram usar o dinheiro para pagar contas ou quitar dívidas. “Nosso objetivo é possibilitar crédito de um jeito inovador, sem sair de casa e com muita segurança”, finaliza Rogério Cardozo, CEO da Simplic.
Fonte: Segs

Bradesco amplia uso de análise de dados para impulsionar crédito

SÃO PAULO (Reuters) – O Bradesco espera ampliar os limites de crédito de muitos clientes em 2019 graças a novas ferramentas que medem de melhor maneira a renda dos correntistas a partir de fontes como trabalhos temporários, como “bicos”, e aluguel de imóveis, afirmou um executivo nesta quinta-feira.
As novas ferramentas vão elevar a renda avaliada dos correntistas em uma média de 41 por cento, afirmou o vice-presidente executivo do Bradesco, Eurico Fabri.
No mundo todo, bancos e empresas de análise de crédito estão buscando ampliar o uso de ferramentas não convencionais para entender o risco de calote dos clientes. Isso ocorre em meio a uma gradual recuperação da economia brasileira e da dificuldade dos bancos em elevar suas carteiras de crédito.
O Bradesco, segundo maior banco privado do país, também está incluindo em seus cálculos novos dados que está recolhendo de contas correntes e de poupança, bem como de fontes como contas de TV paga e eletricidade.
A cada mês, o Bradesco processa 369 milhões de transações em contas correntes e 296 milhões de pagamentos.
Apesar disso, Fabri afirma que é difícil determinar o quanto os limites maiores de crédito permitidos pelas novas ferramentas de medição de renda poderão impactar os empréstimos do banco em 2019.
“A expansão da carteira de crédito depende não apenas da oferta, mas também da demanda”, disse o executivo. “Até agora não está claro o quanto a demanda vai crescer.”
Em teste realizado em um grupo de controle no terceiro trimestre, o Bradesco afirmou que o número de clientes aptos a contrair empréstimos pessoais subiu 36 por cento. Em média, isso significa que as concessões de crédito quase dobraram ante um grupo similar de clientes avaliado sob ferramentas tradicionais de análise.
A ciência de dados é um instrumento importante para os bancos brasileiros uma vez que o país não possui um sistema efetivo de registro de pontuação de crédito.
Embora os bancos tenham discutido com autoridades a criação de um cadastro positivo, semelhante aos usados nos Estados Unidos, até agora cada banco tem que depender de seu próprio sistema para determinar se concede ou não um empréstimo.
“A ausência deste tipo de cadastro positivo prejudica a capacidade dos bancos em determinar limites de crédito para os consumidores”, disse Robert Duque-Ribeiro, diretor executivo da Accenture Analytics para Brasil e América Latina.
O rival maior do Bradesco, Itaú Unibanco, afirmou que ampliou os empréstimos disponíveis em até 25 por cento ao longo dos últimos dois anos graças a tecnologias de análise de grandes volumes de dados (big data) e de aprendizagem de máquina.
Fonte: Reuters

Receita Federal exclui 521 mil empresas devedoras do Simples Nacional

Excluídos poderão voltar ao programa se quitarem débitos

A Receita Federal excluiu 521.018 micro e pequenas empresas que não quitaram os débitos com o Simples Nacional, regime especial de tributação para as pessoas jurídicas de menor porte.

Em setembro, 732.664 empresas haviam sido notificadas de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Quem não regularizou a situação foi excluído em 1º de janeiro.

As empresas excluídas devem R$ 14,46 bilhões ao Simples. Elas podem pedir a reinclusão no regime especial até 31 de janeiro, desde que quitem os débitos antes dessa data. A dívida pode ser paga à vista ou seguir o parcelamento ordinário, em até cinco anos, com pagamento de multas e juros.
A consulta à situação fiscal da empresa e os pedidos de regularização podem ser feitos por meio do Portal do Simples Nacional na internet.

Regime simplificado de pagamentos de tributos federais, estaduais e municipais, o Simples Nacional beneficia micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

Fonte: Agência Brasil 

Como organizar as contas neste início de ano?

Para ter um 2019 melhor e com as finanças devidamente organizadas, comece agora a colocar no papel as despesas que possui e passe a controlá-las bem de perto e de forma frequente
Janeiro bateu a porta com um monte de boletos para pagar? Além das despesas básicas do mês, o período ainda traz algumas contas extras, como: IPTU, IPVA, matrícula e material escolar e, ainda, a fatura do cartão de crédito que, devido aos gastos com as festas de final de ano, costuma ser um pouco mais alta que as demais. E sem um planejamento financeiro, as chances de começar o ano endividado e entrar em um círculo vicioso são enormes.
De acordo com o Professor Carlos Afonso, autor do livro Organize suas Finanças e Saia do Vermelho, o ideal é reservar parte do 13º salário para fazer frente a esses compromissos de início de ano. “Por outro lado, se a pessoa se preocupa de onde vai tirar dinheiro para honrar com os compromissos que possui, está mais do que na hora dela mudar esse cenário e aprender a controlar as finanças pessoais a “ferro e fogo”, e assim, evitar que problemas financeiros sejam uma constante durante o novo ano”, apontou Professor Carlos, que além de educador financeiro, é contabilista e administrador.
Então, como controlar as contas? A resposta é simples. “Assumir o controle total das despesas. Para isso é fundamental adaptar-se a uma planilha eletrônica ou aplicativos ou, até mesmo, papel e caneta. O importante é ter anotado devidamente todas as despesas individuais e da família”, explicou o Professor Carlos, afirmando que sem uma organização mínima não é possível ter uma radiografia da saúde financeira do indivíduo.
Todo cidadão está cansado de saber que as despesas devem caber dentro das receitas. É impossível gastar mais do que se recebe. Em português claro, o valor proveniente de salário, renda ou pró-labore tem que ser suficiente para cobrir as contas e sobrar um excedente para as emergências.
Os números não fecham? Faz-se necessário um olhar apurado sobre os gastos para eliminar ou reduzir este índice, a fim de que as contas voltem ao azul rapidamente. “Sem este trabalho, as contas continuarão no negativo mês após mês, e os problemas só tendem a se agravar”, alertou o educador financeiro.
Seja em 2019, como nos anos seguintes… Para viver dias financeiramente tranquilos é fundamental projetar os gastos para os próximos meses, lembrando que todo início de ano haverá gastos esporádicos, mas bastante significativos em termos de valor (e é preciso estar devidamente preparado para eles). “Projete as despesas e receitas para um período de, no mínimo, 12 meses. Reforço o que já mencionei antes: o processo de acompanhamento é indispensável para saber se está no caminho certo. Se a meta é chegar ao final de 2019 melhor do que se começou, então, é hora de arregaçar as mangas e se preparar, tomando as rédeas das finanças”, encerrou Professor Carlos Afonso.
Sobre o Livro Organize suas finanças e saia do vermelho
De leitura fácil e rápida compreensão, o livro Organize suas finanças e saia do vermelho foi lançado em agosto de 2017, pelo especialista em finanças, Professor Carlos Afonso, que é administrador, contabilista e sócio-diretor do Grupo MCR.
O autor traz conceitos fundamentais para uma boa educação financeira, a fim de evitar que as pessoas adquiram o endividamento financeiro ou, se a dívida já existe, há dicas de como sair dela. Além disso, a obra ensina o leitor a pensar no futuro e, de maneira confortável, fazer o seu “pé de meia”.
“Organize suas finanças e saia do vermelho” traz uma luz sobre esse importante assunto e que afeta a vida de qualquer pessoa desde o nascimento até o último suspiro. Relacionar-se bem com o dinheiro garante sustentabilidade financeira e uma vida melhor livre de privações. (http://www.livrosaiadovermelho.com.br/)
Fonte: Segs

Inadimplência no país encerra 2018 com alta de 4,41%, o maior crescimento para os meses de dezembro desde 2012, mostram CNDL/SPC Brasil

Brasil fechou o ano de 2018 com aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros com CPF negativado. Os atrasos nas contas de água e luz foram as que mais cresceram no ano passado, superando dívidas bancárias
O fim da recessão ainda não foi o suficiente para melhorar as finanças do brasileiro. Dados apurados pelo Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Brasil encerrou o ano de 2018 com um avanço de 4,41% na quantidade de consumidores com contas em atraso, na comparação com 2017. Trata-se do ano em que a inadimplência apresentou o crescimento mais elevado desde 2012, quando o crescimento observado fora de 6,8%. Nos demais anos, a inadimplência do consumidor encerrou com altas de +1,3% em 2017; +1,4% em 2016; +4,2% em 2015; +3,4% em 2014 e +3,7% em 2013. A estimativa é que o país tenha fechado o último mês de dezembro com aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 41% da população adulta que reside no Brasil.
Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia. “A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica em curso e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor, que é emprego e renda. Além disso, exige um esforço contínuo de educação sobre o consumo, pois o brasileiro, mesmo diante da crise recente, ainda não aprendeu a gerenciar melhor as finanças”, analisa Costa.
Embora o ano de 2018 tenha sido um ano complicado do ponto de vista da inadimplência do consumidor, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, pondera que as notícias para 2019 tendem as melhores. “Para o ano que se inicia, espera-se que o processo de recuperação econômica se acelere, impulsionado pela alta da confiança com o novo governo e com as boas expectativas com as reformas estruturantes, que devem injetar ânimo nos agentes econômicos. Isso permitiria uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho, melhorando o quadro da inadimplência como um todo”, afirma a economista.

Brasil tem quase 18 milhões de inadimplentes na faixa dos 30 a 39 anos

A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em dezembro, mais da metade da população nesta faixa etária (52%) tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,8 milhões.
Também merece destaque o fato de porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos (50%) estar negativada, da mesma forma que acontece com os consumidores com idade entre 25 a 29 (44%). Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17% – em número absoluto, 4,1 milhões. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 32%.
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Sudeste é a região que apresenta maior crescimento da quantidade de inadimplentes
De modo geral, das cinco regiões brasileiras, quatro apresentaram alta da inadimplência no encerramento de 2018: Sudeste (8,44%), Sul (1,80%), Nordeste (1,62%) e Norte (0,85%). A exceção foi o Centro-Oeste, onde se observou queda de -1,79%.
Em termos absolutos, é na região Sudeste em que se concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso: 26,65 milhões – número que responde por 40% do total de consumidores que residem nesses Estados. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 17,01 milhões de negativados, ou 42% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,3 milhões de inadimplentes (36% da população adulta).
Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,64 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 5,01 milhões de inadimplentes, ou 42% da população.

Atrasos com contas de água e luz foram as que mais cresceram em 2018

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Neste caso, houve um crescimento de 2,75% no volume de dívidas não quitadas no prazo no fechamento do ano de 2018. O dado representa uma aceleração, uma vez que em 2017, houve queda de -2,70% no indicador. Em média, cada inadimplência possui duas pendências financeiras.
Os dados abertos por setor credor revelam que, em 2018, as contas básicas com serviços essenciais para o funcionamento da residência, como água e luz, foram as que mais cresceram no período, um avanço de 14,88%. Já as dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, ficaram em segundo lugar no ranking, com crescimento de 6,81% na comparação anual. As dívidas contraídas no comércio e com boletos de telefonia, TV por assinatura e internet caíram -5,09% e -0,37%, respectivamente.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.
Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Fonte: Segs

Atividade econômica cresce 1,38% em 11 meses de 2018, aponta IBC-Br

Índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic
A atividade econômica registrou crescimento de 1,38% no resultado acumulado de 11 meses de 2018. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (17) pelo Banco Central (BC), em Brasília.
Em 12 meses terminados em novembro de 2018, a expansão chegou a 1,44%. Em novembro do ano passado, comparado ao mesmo mês de 2017, houve crescimento de 1,86%.
Na comparação entre novembro e outubro de 2018, o índice apresentou alta de 0,29%, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período).
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. O indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte: Exame.com

Parecer da Receita Federal facilita inclusão de terceiros em cobranças

A Receita Federal publicou uma orientação para seus fiscais que amplia as possibilidades de inclusão de terceiros, como responsáveis solidários, em autuações tributárias. Pelo Parecer Normativo nº 4, da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), qualquer pessoa com interesse na situação que gerou a cobrança poderá ser responsabilizada – não só sócios e administradores.
O texto também elenca situações. Traz três: quando existir abuso de personalidade jurídica, evasão fiscal e simulação de atos por terceiros ou planejamento tributário considerado abusivo.
Para o advogado Diego Miguita, do Vaz Buranello Shingaki & Oioli Advogados, o parecer dá margem para que qualquer um que participe de um planejamento tributário considerado abusivo, por exemplo, possa ser responsabilizado – como gestores e administradores de fundos de investimento em participações e adquirentes de ações, além de vendedores que tenham ganho de capital. Com a norma, acrescenta, a tendência é aumentar o número de execuções com pessoas integrando, de forma ilegal, o polo passivo.
Essa é a terceira sinalização da Receita Federal, em menos de um mês, que indica que a fiscalização deverá fechar ainda mais o cerco aos contribuintes para o pagamento de dívidas tributárias. No dia 14 de novembro, o órgão publicou a Portaria nº 1.750, que autoriza a divulgação, em seu site, das representações encaminhadas ao Ministério Público Federal contra suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária e a Previdência Social. A portaria tem por base a Lei de Acesso à Informação (nº 12.527) e transparência fiscal.
A Receita também realizou uma consulta pública, encerrada no dia 6 deste mês, para elaborar uma nova instrução normativa para tratar da indicação de terceiros em outros momentos, e não só naquele em que o fiscal lavra o auto de infração, como é atualmente.
Apesar do Parecer Normativo nº 4 ter sido fundamentado no artigo 124, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN), advogados tributaristas afirmam que as situações elencadas para a responsabilização de terceiros extrapolam o que estabelece o dispositivo e baseiam-se em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) sobre temas controvertidos
O artigo 124, inciso I, determina que podem ser consideradas responsáveis solidárias “as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal”. Porém, segundo a advogada Diana Piatti Lobo, sócia do Machado Meyer Advogados, não há no CTN uma definição sobre o que seria esse interesse comum, o que deu margem para uma interpretação mais abrangente da Receita.
Mas a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destaca a advogada, traz uma definição: interesse comum não se trata de interesse meramente econômico, mas um interesse jurídico comprovado com intenção de participar daquele ato. “O que nos preocupa nesse parecer é que existem situações elencadas de caráter exemplificativo, que dependeriam de um forte contexto comprobatório, e que podem induzir ou estimular autuações”, diz Diana.
Pelo parecer normativo, “a responsabilidade tributária solidária pode decorrer de interesse comum da pessoa responsabilizada na situação vinculada ao fato jurídico tributário, que pode ser tanto o ato lícito que gerou a obrigação tributária como o ilícito que a desfigurou”. Para tanto, segundo o texto, deve-se comprovar que a pessoa a ser responsabilizada tenha vínculo com o ato e com a pessoa do contribuinte ou do responsável por substituição.
O texto traz os tipos de atos ilícitos que podem ensejar a responsabilização. O primeiro deles trata do abuso da personalidade jurídica, “em que se desrespeita a autonomia patrimonial e operacional das pessoas jurídicas mediante direção única (grupo econômico irregular)”.
Para o advogado Luiz Rogério Sawaya, do sócio do Sawaya & Matsumoto Advogados, o simples fato do grupo econômico ter uma direção única não significa que exista abuso de personalidade jurídica e confusão patrimonial. “Isso precisaria ser melhor explicado porque é muito comum que um grupo tenha o mesmo controlador. E não significa que há qualquer irregularidade”, afirma.
O parecer, acrescenta Sawaya, não pode extrapolar o que diz o CTN e o Código Civil e tentar responsabilizar qualquer um do grupo econômico para satisfazer uma dívida tributária. “Isso está virando uma onda no direito tributário, mas não tem base legal e não condiz com a jurisprudência do STJ”, diz o advogado.
Como segunda situação aparece “evasão e simulação e demais atos deles decorrentes”. E em terceiro está “abuso de personalidade jurídica pela sua utilização para operações realizadas com o intuito de acarretar a supressão ou a redução de tributos mediante manipulação artificial do fato gerador (planejamento tributário abusivo)”.
Fonte: Valor Economico

O boleto cairá em desuso?

Em artigo, executivo da Vindi reflete se esse meio de pagamento cairá em desuso com o avanço de novas tecnologias de pagamento
Ouvimos muito falar que o boleto é um método ultrapassado de pagamento e que cairá em desuso em breve. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) indica que são realizadas no Brasil 3,7 bilhões de transações com boletos bancários por ano. É um número relativamente alto, porém esse uso representa apenas 25% diante de todo o cenário. Ponto para os anti-boletos.
Porém, não existe um meio de pagamento que seja melhor ou pior que o outro, mas sim uma adequação do modelo de cobrança para cada tipo de cliente ou processo. O boleto, embora alguns o vejam como antiquado, tem suas vantagens, como o atendimento a quem não tem conta em bancos ou para aqueles que não querem ter seus dados bancários vinculados a um pagamento. Ponto para os pró-boletos.
Além de ser muito utilizado por pessoas que não querem associar pagamentos a bancos, o boleto é indicado para empresas que mantêm os faturamentos e contas a receber por meio de emissão deste meio de pagamento. O modelo também é adequado para empresas e empreendedores que, por deficiência técnica ou financeira, não conseguem contratar uma solução de cartão de crédito para o seu modelo de negócio, por exemplo.
Mas a verdade é: com os movimentos contínuos de digitalização, e principalmente com a evolução dos meios de pagamentos, o boleto vem sofrendo os efeitos da evolução tecnológica, assim como o uso de cheques, que diminuiu ao longo dos anos. E, com isso, este panorama vem dando lugar a outros tipos de transação, como débito em conta, transferências online, pulseiras, cartões pré-pagos, celulares, entre outros. E isso não significa o fim dos antigos modelos de pagamentos.
Já analisando o futuro, acredito que com a implementação do boleto com registro e demais soluções e ferramentas de cobrança, dificilmente um modelo irá se sobrepor ao outro. São diferentes alternativas para a realização do atendimento dos diversos tipos de negócios existentes e que se adequam a cada perfil de pessoa ou empresa.
*Luiz Vega é Diretor de Gestão de Riscos e Prevenção à Fraude da Vindi.
Fonte: Consumidor Moderno

Famílias recorrem ao bazar de usados para economizar no material escolar

Compra conjunta é outra alternativa para reduzir o impacto dessa despesa que equivale a 13ª mensalidade escolar

Em algumas casas, mal esfriou a ceia de ano-novo e a mesa da sala já ganhou nova utilidade: virou suporte de planilhas e orçamentos para os gastos de material escolar. Considerada a 13ª mensalidade de famílias com crianças em jovens em colégios particulares, os pais se desdobram para encaixar a despesa no fluxo de caixa e basta uma consulta rápida a grupos de WhatsApp de escolas para colher exemplos de como as famílias driblam o orçamento apertado para dar conta da obrigação sazonal.
De pais que chegam às 4h para garantir lugar na fila do bazar de livros usados da escola, até quem forme cooperativas de compras e ofereça-se como mão de obra em troca de permuta para os filhos, os casos apontam como, de uma maneira geral, a escola impacta hoje nas finanças de quem opta pela escola particular.
Em 2019, a expectativa é que o material escolar suba, em média, 1,02% frente o acumulado do ano passado, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE). Os livros didáticos, também segundo a FGV, tiveram alta menor, de 0,5% nos preços frente a 2018.
Mas inflação baixa não significa impacto mais suave no bolso dos pais. Para a especialista Graziela Suman, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), quem não programar o gasto pode ter problemas com as contas de casa. “Como tudo, precisa colocar no papel e inserir no planejamento financeiro. É um gasto importante para as famílias”, recomenda.
Com um filho de 12 anos indo para a sétima série do ensino fundamental, a comerciante Adriana Dal Secco Cordeiro precisou madrugar para economizar na lista dos livros didáticos e paradidáticos. O orçamento inicial, com todos livros novos, girava em torno de R$ 1,8 mil. Adriana chegou às 5h na fila do bazar de usados do colégio e conseguiu economizar R$ 1,3 mil. “Cheguei de madrugada e a fila já estava dobrando o quarteirão da escola. Mas valeu a pena”, conta ela.
Na avaliação do coordenador do curso de Gestão Financeira da Universidade Metodista de São Paulo, Klaus Suppion, exemplos como o de Adriana estão se espalhando pelo País, independente do poder aquisitivo das famílias.
“As redes sociais ajudam bastante nesse sentido. Dá para reunir pais de alunos da mesma sala, outros familiares, do mesmo prédio. Mas a ideia é sempre comprar em atacado e, assim, conseguir preços mais baixos e algum desconto”, explica.
Entre suas dicas estão o contato direto com editoras de livros didáticos e a preferência por redes de lojas, que devido ao custo operacional menor também conseguem fazer mais promoções, afirma Suppion.
Dicas
Esperar a procura esfriar um pouco também é uma dica. Quem faz isso é administradora Ianarlene Pereida de Melo, com três filhos (15, 11 e 7 anos). “Eu espero as primeiras semanas de janeiro para comprar a lista e, quanto mais próximo possível do volta às aulas, mais barato eu percebo que o material fica nas lojas”, diz ela, que também não vai fisicamente às papelarias para evitar o “gatilho do consumo”, como chama as compras não planejadas que acontecem após ver e gostar de determinado produto. “Faço tudo pela internet. Orço em um monte de loja, coloco numa planilha e, só depois, vou comprando, cada coisa onde ela está mais barata”, diz.
O professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Joelson Sampaio, aconselha uma boa pesquisa de preços antes de sair de casa.
“Quem quer economizar precisa fazer isso antes: fechar uma lista e comparar o preço final em diferentes lojas”. Ele também aconselha as compras coletivas como saída para quem precisa economizar. “Isso demanda tempo e organização, mas desde que os pais consigam reunir o grupo, é uma ótima solução. Também é possível aliar isso com convênios firmados pelas próprias escolas com editoras e papelarias.”
A dona de casa Doraci Diniz, 50 anos, estimava gastar R$ 3 mil nos livros didáticos das três filhas neste ano. Mas graças a feira de trocas do colégio em que estudam foi possível economizar R$1.700. “Todo ano eu troco livros e uniforme. Minhas filhas estão na mesma escola há seis anos e somente no ano passado eu comprei camisetas novas pela primeira vez. De resto, sempre fui trocando tudo na feira, doando uma coisa e pegando outra”, conta.
Ela afirma que as filhas também estão acostumadas a reutilizar estojos, pastas e canetas. “Os gastos são grandes, mas não é apenas uma questão de economia. Minha escolha tem a ver com sustentabilidade também.”
Na hora da compra, aula de finanças
Levar as crianças para as compras de material escolar, apesar das dores de cabeça prenunciadas, é uma oportunidade para ensinar finanças pessoais aos pequenos, na opinião da especialista Graziela Suman, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar). “Inserir o filho nesse processo desde o início mostra como os recursos são finitos e que é preciso economizar para conseguir as coisas”, argumenta.
Segundo Graziela, para não sofrer demais com os filhos no momento da compra, os pais podem, ao menos, simular o processo. “Visite uma papelaria com a criança e diga que não vão comprar nada, mas apenas levantar os preços. Antes, levante quanto podem gastar e, na hora, vá perguntando para a criança o que comprar, o que não comprar e aproveitar do ano anterior”, explica. 
A Fundação Procon São Paulo realizou uma pesquisa entre os dias 5 e 10 de dezembro em nove lojas diferentes, comparando 134 itens de material escolar, entre eles canetinha, lápis de cor e lápis grafite. Este último pode chegar a uma variação de 325% no preço final. Além disso, o órgão também observou um aumento de 9,95% no preços dos produtos pesquisados em comparação com o ano passado.
Fonte: Estadão

Como me livrar das dívidas de uma vez por todas em 2019?

Especialista responde dúvida de leitora sobre orçamento pessoal. Envie você também sua pergunta
Pergunta da leitora: “Tenho 58 anos, sou casada, tenho dois filhos e dois netos. Gostaria de saber como faço para sair do vermelho. Sou concursada e, há seis anos, sou aposentada por tempo de trabalho, mas como me aposentei cedo, tive redução de 35% do salário. Meu marido também é aposentado e estamos em uma bola de neve.
Amigos de extrema confiança dizem que temos que cortar gastos, mas onde cortar se mal conseguimos pagar todos os débitos? O que faço para não começar o ano novo com dívidas antigas de novo?”
Resposta de Marcela Kawauti*:
De fato, o exercício de cortar gastos não é fácil. O orçamento apertado faz com que a margem de manobra para redirecionar as suas despesas seja muito curta. Sendo assim, para conseguir deixar uma folga maior no seu orçamento, o primeiro passo é se organizar.
Você precisa colocar no papel, ou em uma planilha de computador, todos os seus ganhos e gastos. Essa tarefa parece trabalhosa, mas é muito importante para que você tenha uma visão geral do seu orçamento. E assim é mais fácil identificar os gastos que podem ser diminuídos. Preste especial atenção às tarifas de serviços não utilizados, como pacotes de TV a cabo, internet, telefonia ou às tarifas bancárias.
Além disso, vale ficar de olho nos chamados dos gastos invisíveis, que são aquelas pequenas despesas ao longo do mês como um café ou chocolate, que, quando somadas, podem representar uma parcela importante das suas saídas de dinheiro.
Vale também prestar atenção ao seu padrão de vida e se perguntar se ele está condizente com o seu rendimento. Isso é importante para que você não acabe sempre o mês no vermelho, levando dívidas ao mês seguinte de forma frequente e pior, sem vislumbrar o fim desse ciclo vicioso.
Se você chegar à conclusão de que o seu padrão de vida está de fato inadequado, um corte em despesas mais simples, como tarifas e gastos invisíveis, não será suficiente. Você terá que se perguntar se há possibilidade de mudar o tamanho ou a localização da sua moradia, por exemplo.
Com relação às suas dívidas, voltamos à importância da organização. Você precisa fazer o controle do orçamento já pensando no futuro. Não adianta organizar apenas os ganhos e gastos apenas para o mês corrente. Você precisa colocar na planilha também o previsto para os próximos meses para prever o que vem pela frente.
O ideal é que você faça esse planejamento para todo o período em que você pagará essa dívida. Vale, inclusive, verificar se há a possibilidade de fazer a chamada troca de dívida, quando você troca de instituição financeira credora, em troca de juros menores, ou troca o seu crédito pessoal por um consignado,  com juros mais baixos.
Por fim, mesmo depois de se organizar, mantenha o hábito de colocar a sua vida financeira como prioridade. Isso certamente ajudará a não enfrentar mais essa situação no futuro.
Fonte: Exame.com