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Varejo: a simplicidade que encanta os consumidores

Hoje, um dos problemas mais críticos do setor é a gestão das lojas físicas, que abrange o treinamento de funcionários para interagir, sanar dúvidas e melhorar o atendimento aos clientes

Por: Fabio Lopez

A interação próxima e pessoal entre comerciantes e clientes, a disponibilidade de mercadorias e o bom atendimento eram situações comuns no passado, nos tempos em que as pessoas faziam suas compras nas lojas ou supermercados de bairro. Os comerciantes conheciam as preferências dos seus clientes mais fiéis, não havia longas filas e o dono do estabelecimento sempre estava disposto a ajudar e não deixar faltar produtos no estoque. O varejo cresceu, as grandes redes se popularizaram e aos pouco essa relação de proximidade com o consumidor foi se perdendo. Hoje, o varejo vive o desafio de resgatar o contato pessoal e personalizado, encantar o cliente com ações simples que eram tão habituais no passado e, finalmente, inovar e se diferenciar da concorrência.

Hoje, um dos problemas mais críticos do setor é a gestão das lojas físicas, que abrange o treinamento de funcionários para interagir, sanar dúvidas e melhorar o atendimento aos clientes, e, também, a disponibilidade de tecnologias que os auxiliem no atendimento a essas necessidades básicas dos consumidores. Afinal, não existe sensação pior para o cliente do que ter o carrinho cheio e uma fila de pagamento gigante à sua espera, funcionários com pouca ou nenhuma informação sobre o estoque ou ainda receber do varejista informações e ofertas não adequadas ao seu perfil de consumo.

Situações como essas fazem o consumidor lembrar nostalgicamente da infância (ou das histórias contadas por pais e avós sobre as infâncias deles), quando as compras na mercearia da rua eram prazerosas porque traziam um aspecto pessoal e personalizado. O dono do negócio conhecia o cliente pelo nome, os hábitos de compras da sua família e sempre avisava sobre a disponibilidade de um determinado produto. É essa a simplicidade que o varejo brasileiro precisa resgatar, e que não acontecerá apenas com as grandes marcas investindo em supermercados de bairro, sem pensar em ações para reter e fidelizar seu consumidor de forma pessoal.

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Atualmente, a palavra ‘fidelização’ muitas vezes tem sido resumida a ‘cartões de fidelidade’ ou WiFi gratuito na loja, que as grandes marcas implantam a fim de oferecer conectividade, descontos e acúmulo de pontos. Essas ações sozinhas não retêm o consumidor, e por isso os varejistas precisam ir além para se destacar. Claro que estratégias digitais, como integração com canais de e-commerce ou mídias sociais, por exemplo, são importantes, mas elas precisam avançar na mesma proporção que as melhorias no ambiente físico. Hoje, o tempo de espera em uma fila impacta – e muito – os resultados do varejo. Não é raro um cliente desistir da compra se a fila estiver muito longa e demorada. A agilidade dos caixas, especialmente em seus dias e horários de pico, é um ponto crucial na satisfação e retenção de clientes. Soluções simples, como leitores bióticos, e também mais sofisticadas, como checkouts automáticos, podem reduzir significativamente o tempo de espera do consumidor e melhorar sua experiência de compra.

É preciso lembrar que a indisponibilidade de produtos na gôndola, fator conhecido como ruptura, também impacta fortemente o varejo no Brasil. Em alguns casos, essa taxa chega a ultrapassar os 20%. Com tecnologias e sistemas corretos, os vendedores podem ajudar a evitar longas filas e fornecer informações precisas ao consumidor sobre a disponibilidade de produtos. Isso sim pode, de fato, gerar valor ao negócio e ajudar o estabelecimento a encantar o cliente pela interação e atendimento personalizado.

Entendendo o consumidor

Outro ponto sensível para o varejo é entender os hábitos de compras do consumidor. É difícil fazer isso sem tecnologia, mas na era de big data e analytics o problema não está na disponibilidade de dados, mas na forma como eles são interpretados e usados a favor do consumidor. Um exemplo simples: o varejista pode oferecer ao cliente uma lista com os preços de produtos que ele compra mensalmente, ou até mesmo sugerir receitas simples que possam harmonizar bem com um vinho que costuma comprar, e enviar, ainda, a lista de ingredientes disponíveis na loja física. Hoje, o consumidor é fiel a uma loja não pela quantidade de pontos que ele pode acumular em seu cartão de fidelidade, mas por uma série de fatores que se complementam, como praticidade, agilidade, preço justo, atendimento personalizado, boa experiência de compra, ambiente agradável, entre outros. Se ele encontrar tudo isso em um só local, as chances de voltar e se tornar fiel são grandes!

Fonte: Administradores.com

Itaú Unibanco deslancha crédito para empresas no digital

Em tempos de retomada de crédito para o setor corporativo, o canal digital ganha espaço.

O Itaú Unibanco viu sua linha de capital de giro, que ajuda as empresas na organização do fluxo de caixa, saltar cinco vezes no ano passado em número de contratações frente a 2017. A modalidade foi lançada no aplicativo do banco há dois anos.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram as contratações pelo aplicativo. (Aline Bronzati)

Fonte: Estadão

Inadimplência abre o ano em desaceleração, com crescimento de 2,42% no mês de janeiro, aponta indicador CNDL/SPC Brasil

Número de dívidas cai, mas ainda avança nos setores bancário e de água e luz. País possui 62,08 milhões de CPFs com restrição

O ano de 2019 começa com sinais de acomodação da inadimplência. Dados apurados pelo Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que mesmo com o crescimento do número de consumidores negativados na comparação anual, o avanço foi menor em janeiro de 2019 ante os últimos meses, alcançando 2,42%.

Já o número de dívidas apresentou recuo de 0,29% no mesmo período, embora o volume de pendências continue crescendo em dois setores específicos: o de bancos, com avanço de 2%, e o de água e luz, com aumento expressivo de 14%. Em contrapartida, comércio e comunicação registraram queda de 7%.

O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, destaca que apesar do avanço da quantidade de devedores, o número médio de dívidas vem caindo. “O problema da inadimplência, que cresceu muito nos anos mais recentes, ainda está longe de resolvido. Mas já se observa uma tendência de acomodação, que pode ser um prenúncio de melhora na capacidade de pagamento das famílias”, explica. “Este cenário só deve mudar quando a retomada da economia for percebida de fato pelos consumidores, ou seja, com a criação de novos empregos e o aumento renda”, observa Costa.

Brasil tem 62,08 milhões de negativados; região Sudeste é a região com maior crescimento da quantidade de inadimplentes

Depois de alcançar níveis recordes, estima-se que o país tenha fechado o mês de janeiro com aproximadamente 62,08 milhões de brasileiros negativados, o que representa 40% da população acima dos 18 anos. No Sudeste, região que abriga a maior fatia da população, o número de negativados chegou a 26,5 milhões ou 40% da população adulta local. O contingente também é grande no Nordeste, com 16,7 milhões de inadimplentes ou 41% da população adulta. No Sul são 8,3 milhões de consumidores com CFP restrito ou 36% da população — a menor entre as regiões. Já no Centro-Oeste, o volume de negativados é de 5 milhões. No Norte, os negativados somam 5,6 milhões, sendo a maior proporção adulta local, com 46%.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o consumidor, que agora começa a livrar-se de dívidas atrasadas, deve cuidar para não voltar à inadimplência. “Não é baixo o número de consumidores que, depois de sair do cadastro de negativados, acaba retornando. Isso ocorre porque, em muitos casos, a inadimplência tem origem no mau uso do crédito e da falta de controle das próprias finanças. Nesses casos, é fundamental que haja disciplina para fazer a gestão dos ganhos e dos gastos, além de se reconhecer os limites do próprio orçamento”, orienta a economista.

Mais da metade dos consumidores entre 30 e 39 anos está inadimplente, somando 17,6 milhões

Quanto à estimativa por faixa etária, a maior frequência de negativados continua entre os que têm idade de 30 e 39 anos. Em janeiro, mais da metade da população nesta faixa etária (51%) estava com o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,6 milhões.

Outro destaque é a proporção significativa de inadimplentes com idade de 25 e 29 anos (44%), da mesma forma que acontece na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, em que a proporção é de 33%. Já entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17%.

Fonte: Segs

Empresas de cobrança investem em tecnologia para ampliar taxa de recuperação de dívidas

Navegação gratuita, gateway de pagamento e até mensagens em vídeo são formas de facilitar a negociação e quitação de débitos

Mais de 63 milhões de pessoas passaram o ano endividadas no Brasil, com pagamentos atrasados, utilização de créditos bancários e outras dívidas que negativaram seus CPFs, dificultando a obtenção de crédito. O cenário ainda deve se agravar no começo do ano, época na qual tributos como IPTU e IPVA devem ser pagos. Conforme levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 9% dos brasileiros dizem ter condições de quitar com essas obrigações financeiras.

Para facilitar a negociação e quitação de dívidas, empresas do mercado de cobrança começam a oferecer aos clientes tecnologias já consolidadas no varejo. O objetivo é aumentar os índices de recuperação, reduzindo o prejuízo das empresas e devolvendo aos consumidores o acesso ao crédito e o “nome limpo”. As apostas da PGMais, empresa de soluções tecnológicas para o mercado de cobrança, são a oferta de navegação gratuita (sem consumo do pacote de dados), gateway de pagamento (amplamente utilizado por e-commerces) e vídeo-mensagens, tecnologias utilizadas com sucesso e bons resultados pelo varejo. “Essas novas tecnologias são importantes porque facilitam o acesso aos dados e também oferecem novos canais de relacionamento e formas diferenciadas de pagamento”, explica Paulo Gastão, CEO da PGMais.

Com esse intuito, a PGMais desenvolveu uma plataforma modular de soluções e serviços para o mercado de cobrança. Uma delas é o portal de negociação, que disponibiliza um completo sistema de auto-negociação no mesmo ambiente, tendo como desfecho a possibilidade de o cliente pagar o débito por meio de um sistema de pagamento eletrônico, o PGPay. “A proposta é similar ao que é ofertado por marcas como PayPal e PagSeguro, com a disponibilização parametrizada de meios de pagamento e parcelas. E tudo isso ofertado em um ambiente seguro”, adiciona o CEO.

Outra novidade desenvolvida pela empresa é a navegação gratuita pelos portais de negociação, chats e páginas da web, o que deve facilitar a quitação de boletos e faturas. Como a maior parte das linhas telefônicas móveis são pré-pagas (58,42%, conforme dados da Anatel), Gastão comenta que o acesso gratuito às ofertas de crédito pode impactar positivamente na taxa de conversão de uma marca. “Quem conseguir levar essas informações ao consumidor sai na frente. Um estudo realizado pela Deloitte mostrou que em torno de 80% dos brasileiros estouram seus pacotes de dados. Quando são oferecidas maneiras alternativas para evitar essa situação, as chances do usuário entrar em contato e, consequentemente, realizar uma negociação aumentam”, afirma o executivo.

Área de cobrança também aposta na atratividade dos vídeos

Segundo a Global Mobile Consumer Survey, realizada pela Deloitte em 2018, a visualização semanal de vídeos por smartphones aumentou. Os vídeos compartilhados pelas mídias sociais ainda são os mais acessados, mas o consumo de formatos mais longos registrou crescimento no último ano. De olho nessa tendência, foi criado o Play, serviço que oferece vídeos com dados variáveis e personalizados, que podem ser enviados por multicanais. A proposta é levar as informações de cobrança de maneira leve, rápida e interativa para o usuário.

“É preciso, cada vez mais, entender qual a melhor forma de se relacionar e interagir com o cliente. Oferecer soluções que facilitem a negociação certamente trará impactos positivos nas taxas de recuperação de crédito porque são tecnologias que devem ter boa receptividade junto aos consumidores. E as empresas que conseguirem chegar antes nesses clientes, devem ser as primeiras a recuperar os valores atrasados, melhorando assim seus resultados”, analisa Gastão.

Fonte: Segs

Vendas do comércio sobem 2,3% em 2018 e têm maior alta em 5 anos, diz IBGE

Já em dezembro do ano passado, o comércio varejista nacional caiu 2,2% frente a novembro.

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram alta de 2,3% no ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta do indicador em cinco anos.

“Desde 2013, quando acumulou alta de 4,3%, o comércio não tinha desempenho tão elevado”, afirmou Isabella Nunes, gerente da pesquisa.

“Apesar do resultado expressivo, as duas altas seguidas [2,1% em 2017 e 2,3% em 2018] não foram suficientes para compensar as perdas de 2015 e 2016. O setor ainda está 7% abaixo do patamar em que operava em 2014”, destacou.

Ou seja, o crescimento acumulado de 4,4% nos últimos dois anos não recuperou a queda de 10,3% em 2015 e 2016.

Resultado anual das vendas do varejo

Alta registrada em 2018 é a maior em cinco anos

Fonte: IBGE

Apesar do crescimento no acumulado no ano, as vendas perderam fôlego no segundo semestre, segundo Isabella, por causa da alta do dólar, incertezas diante do período eleitoral e recuperação da greve dos caminhoneiros.

Em dezembro de 2018, o comércio varejista nacional caiu 2,2% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, descontando grande parte do avanço de 3,1% registrado no mês anterior. Em relação a dezembro de 2017, o volume de vendas cresceu 0,6%.

Segundo Isabella, do IBGE, foi o pior resultado mensal desde janeiro de 2016, quando o volume de vendas do comércio varejista caiu 2,5%.

A pesquisadora destacou ainda que foi o pior dezembro da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001, na comparação com o mês imediatamente anterior.

Vendas do comércio mês a mês

Em %

Fonte: IBGE

A pesquisadora do IBGE ponderou que o forte resultado negativo de dezembro ocorreu por causa da base de comparação. Em novembro, o comércio avançou 3,1% – a maior taxa mensal de toda a série histórica da pesquisa. “Essa taxa de dezembro foi impulsionada fortemente pelas promoções da Black Friday, que fizeram novembro ter um resultado muito elevado”, explicou.

Isabella lembrou que dezembro sempre foi o mês mais forte para o comércio por conta das compras de fim de ano, que trazem receita superior à dos outros meses, mas a Black Friday começou a mudar o cenário.

“Ano após ano, os patamares de novembro e dezembro vêm se aproximando. Isso fica mais evidente quanto a gente observa individualmente as atividades do comércio. As vendas de outros artigos de uso doméstico e pessoal, móveis e eletrodomésticos, são as que mais crescem em novembro desde o início desta promoção anual”, destacou.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, a queda foi de 1,7% em relação a novembro. Frente a dezembro de 2017, o volume de vendas subiu 1,8%, na 20ª taxa positiva seguida.

O acumulado no ano teve alta de 5%, 19ª taxa positiva seguida, porém, mostrando perda de ritmo desde abril de 2018, quando a expansão foi de 7%.

Desempenho por segmento

Três das oito atividades do varejo exerceram o maior impacto no comércio varejista em 2018: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%), seguida por outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%). Por outro lado, combustíveis e lubrificantes (-5%) exerceu o maior impacto negativo.

Já no comércio varejista ampliado, o bom desempenho de 2018 foi influenciado, principalmente, pela atividade de veículos, motos, partes e peças (15,1%), maior taxa desde 2007, quando cresceu 22,6%. O desempenho foi beneficiado pelo financiamento de veículos e lançamento de novos modelos, segundo o IBGE.

Material de construção fechou o ano de 2018 acumulando variação de 3,5%, porém, com perda de ritmo em relação ao acumulado até novembro (3,9%). Veja abaixo:

Veja o desempenho de cada segmento no ano de 2018:

  • Veículos, motos, partes e peças: 15,1%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 7,6%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 5,9%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 3,8%
  • Material de construção: 3,5%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,7%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: -1,3%
  • Combustíveis e lubrificantes: -5%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -14,7%

Por regiões

A queda de novembro para dezembro no comércio varejista foi acompanhada por 26 das 27 unidades da Federação, com destaque para o Acre (-12,6%). Apenas a Paraíba (0,4%) teve variação positiva no volume de vendas.

No caso do comércio varejista ampliado, 23 das 27 unidades da Federação mostraram recuo nas vendas, com destaque de novo para o Acre (-7,9%). Por outro lado, Roraima (0,9%), Paraíba (0,7%), Minas Gerais (0,2%) e Paraná (0,1%) registraram avanços.

Perspectivas

Com o desemprego ainda elevado, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação ainda lento. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a confiança do comércio recuou em janeiro, com os empresários otimistas com a evolução das vendas nos próximos meses, mas ainda cautelosos com a situação atual da economia. Já a confiança do consumidor avançou para o maior nível desde fevereiro de 2014.

A economia brasileira avançou 0,8% no 3º trimestre. Para o ano de 2019, a expectativa é de uma alta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central.

IBGE

Fonte: G1 economia

Metade das famílias paulistanas está endividada, diz pesquisa

Proporção chegou a 49,9% em janeiro e corresponde a 1,95 milhão de lares. Resultado é 3,4 pontos menor do que o registrado no mesmo mês de 2018

A proporção de famílias endividadas na capital paulista em janeiro chegou a 49,9% (ou 1,95 milhão de lares) segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e divulgada hoje (12).

O resultado é 3,4 pontos percentuais menor do que o registrado no mesmo mês de 2018 – uma redução de 120 mil famílias. No ano passado, em janeiro, 53,3% das famílias estavam endividadas.

 “Algumas famílias estão tentando evitar comprometer as suas finanças com dívida. Houve uma melhora relativa neste primeiro mês em relação ao que foi visto ao longo do ano passado, quando as taxas de endividamento e inadimplência estavam ainda mais elevadas. No entanto, ainda há uma grande parcela com dificuldade de cumprir com os compromissos feitos”, destacou a entidade em nota.

A taxa de inadimplência – quando a família não consegue quitar até o vencimento a dívida adquirida – teve aumento de 0,9 ponto porcentual em relação a janeiro de 2018. Atualmente, são 731,8 mil lares com contas em  atraso. Também houve aumento no tempo médio de inadimplência, passando de 65,4 dias, em janeiro de 2018, para 66,5 dias em janeiro de 2019.

Os tipos de dívidas mais frequentes são o cartão de crédito, com 71% em janeiro (74,7% do mesmo mês do ano passado). Na segunda posição, os carnês, com 12,7%; financiamento de carro (12%); financiamento de casa (11,2%), e crédito pessoal (10,2%).

A PEIC é apurada mensalmente desde fevereiro de 2004. Foram entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

Fonte: R7

Informações do Segmento:

INADIMPLÊNCIA
O percentual de famílias com dívidas (com atraso ou não) no país subiu de 59,8% em dezembro de 2018 para 60,1% em janeiro deste ano. A parcela de inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, também cresceu no período: de 22,8% para 22,9%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a CNC, no entanto, a piora dos indicadores na comparação mensal não compromete a expectativa de evolução da economia

SERVIÇOS EM ALTA
O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços brasileiro teve ligeira alta em janeiro, subindo de 51,9 pontos em dezembro para 52 em janeiro, sinalizando crescimento da atividade. É o que aponta relatório da consultoria IHS Markit. O cálculo tem ajuste sazonal. Apesar de o indicador “ter crescido apenas marginalmente”,  o volume de produção dos serviços teve a maior expansão em quase um ano. “A estabilidade econômica, as reservas domésticas melhores e o cenário político favorável foram alguns dos fatores citados para o aumento da atividade”, diz a Markit.

Bancos vão acelerar vendas de crédito podre.

O mercado de recuperação de créditos deve voltar a crescer em 2019, após dois anos de relativa estabilidade. Os grandes bancos brasileiros devem colocar à venda, neste ano, até R$ 40 bilhões em carteiras vencidas, preveem gestoras especializadas na negociação desses ativos.

A expectativa de crescimento depende, em boa medida, da retomada das operações da Caixa Econômica Federal, suspensas desde meados de 2016 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Estão na reta final os trâmites para que o banco estatal possa voltar a negociar suas carteiras e a intenção de fazê-lo já foi sinalizada pela gestão do novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Depois de um forte crescimento em 2016, as vendas de créditos inadimplentes ficaram estáveis nos dois anos seguintes. Em cada um deles, os grandes bancos e, em menor escala, grupos varejistas colocaram no mercado operações que somavam cerca de R$ 30 bilhões em valor de face.

Dívida das empresas cai 17,7%, mas investimento ainda deve demorar

Companhias conseguiram melhorar perfil de endividamento no ano passado, com venda de ativos e renegociação de débitos, ganhando fôlego de caixa
Depois de sobreviverem à recessão que fez a economia encolher 8% em 2015 e 2016, as empresas brasileiras chegaram ao fim de 2018 menos endividadas – resultado de reestruturações, venda de ativos e renegociação de débitos. De 2015 para cá, as dívidas das empresas listadas na Bolsa paulista caíram 17,7%, para R$ 885 bilhões (até setembro passado), segundo dados da consultoria Economática. O movimento foi puxado por Petrobrás e Vale. Com a recuperação esperada para 2019, a expectativa de analistas é que outras empresas consigam reduzir o endividamento de forma significativa este ano.
Com a retomada, mesmo que discreta da economia em 2017 e 2018, as companhias não apenas conseguiram reduzir o endividamento total, como ampliaram a capacidade de pagar as dívidas que ainda restam. Parte dessas empresas conseguiu alongar suas dívidas por meio de renegociações com credores e venda de ativos, reforçando seu caixa. Os dados da Economática compilam 267 empresas listadas na Bolsa, que somaram faturamento líquido de R$ 1,4 trilhão nos nove primeiros meses de 2018.
Segundo o diretor da agência de risco S&P Global, Diego Ocampo, as companhias hoje estão com uma posição financeira “mais sólida”. Com a geração de caixa atual, elas levariam, em média, 2,7 anos para pagar suas dívidas, mostra um levantamento da agência. Há dois anos, o índice era de 2,99 – ou seja, o risco de calote era maior.
A mudança no perfil de endividamento, no entanto, não deve se converter imediatamente numa retomada de investimentos, tanto pela posição mais cautelosa das empresas quanto pela capacidade ociosa – herança da recessão prolongada. “Embora as empresas estejam em um momento ‘pé no chão’, algum investimento será necessário para recuperar a capacidade ociosa. Será um processo gradual”, diz Eduardo Seixas, diretor da consultoria Alvarez & Marsal.
Trabalho a fazer. Apesar da melhora no perfil da dívida, os dados da Economática mostram que, quando Petrobrás e Vale são excluídas da conta, os débitos de todas as empresas listadas na Bolsa brasileira somavam R$ 550 bilhões em setembro de 2018 – queda de apenas 2,5% em três anos. Isso, segundo analistas, mostra a necessidade de as companhias seguirem atentas ao endividamento, principalmente em meio ao processo de retomada de investimentos. 
Segundo Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economática, as dívidas não caíram mais no último ano por causa do efeito do dólar, que subiu 17% de janeiro a setembro. Ele ressalta ainda que o tamanho dos débitos não é necessariamente um problema para as empresas – desde que sejam bem administrados.
Fonte: Estadao

Boa Vista: Recuperação de crédito fica estável em 2018

Em dezembro houve alta de 2,8% na base mensal
O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista – registrou aumento de 2,8% em dezembro contra o mês anterior, de acordo com dados dessazonalizados. No ano de 2018, o indicador fechou com queda de 0,1% em relação a 2017, mantendo-se praticamente estável. Em relação ao mesmo mês de 2017 houve alta de 0,8%.
Em termos regionais, o ano de 2018 apresentou alta apenas na região Sul (7,3%). Em sentido oposto, a região Norte foi o destaque negativo (-3,5%), seguido do Nordeste (-3,3%), Centro Oeste (-2,6%) e Sudeste (-0,2%)..
Apesar da fragilidade do mercado de trabalho e desempenho tímido da atividade econômica, o indicador segue uma retomada gradual, já mostrando sinais de melhora nas regiões Sul e Sudeste. Espera-se que com a diminuição da desocupação e evolução na renda, as famílias encontrem situação financeira mais favorável, que permitirá uma evolução mais consistente na recuperação de crédito em 2019.
Metodologia
O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. Em janeiro de 2014 houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.
A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/
Fonte: Segs