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Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por WhatsApp

Inovação é responsável por mais de 4,5 mil acordos desde agosto

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.

Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.

Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.

Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.

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Inovação é responsável por mais de 4,5 mil acordos desde agosto

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.

Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.

Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.

Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.

Fonte: Agencia Brasil

Inadimplência represada vai se refletir no primeiro semestre, diz Boa Vista

Pesquisa da empresa mostra que 83% se diziam endividados no final do ano passado

O percentual de consumidores endividados recuou durante o ano passado, apesar dos efeitos recessivos da pandemia, mas tende a aumentar significativamente nos primeiros seis meses de 2021. Pesquisa do birô de crédito Boa Vista com cerca de 1.400 entrevistados em todo o Brasil mostra que 83% se diziam endividados no segundo semestre de 2020, ante 87% nos seis meses anteriores e 89% no período de julho a dezembro de 2019.

A trajetória descendente pode ser explicada não só devido ao pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal mas também pela postergação na cobrança de dívidas por bancos. As instituições financeiras renegociaram o pagamento de dívidas tendo como contrapartida a redução do depósito compulsório que têm de fazer junto ao Banco Central, diz o presidente da Boa Vista, Dirceu Gardel.

Como consequência, o volume de “negativações” – restrições provocadas pelo atraso de mais de três meses no pagamento de dívidas – caiu ao longo de 2020, na comparação com o ano anterior. “A inadimplência foi deslocada para 2021”, sustenta Gardel, citando uma análise do Banco Central (BC). “Os números do primeiro e do segundo trimestres vão retratar os níveis reais de inadimplência.”

Principal fator de expansão da inadimplência, o desemprego avançou em 2020. O contingente de desocupados no país subiu de 12,9 milhões, nos primeiros três meses do ano passado, para 14 milhões no trimestre encerrado em novembro. Ainda assim, o percentual de consumidores com dificuldade para quitar contas diminuiu dez pontos percentuais na comparação entre o segundo semestre de 2019 e o mesmo período de 2020. Caiu de 64% para 54%.

A partir de abril, o empréstimo compulsório sobe, o que vai desestimular a postergação na cobrança de dívidas por parte dos bancos. Isso pode fazer com que a “inadimplência represada” suba a partir do segundo trimestre, no máximo, alerta Gardel. O executivo destaca que, mesmo com uma nova leva de pagamentos do auxílio emergencial, a renda do consumidor tende a piorar devido ao menor valor e alcance do benefício.

“A economia não está dando sinais de recuperação em ‘V’. No fim do segundo trimestre de 2020, vimos uma certa reação”, acrescenta o presidente da Boa Vista. Para ele, o desempenho da economia brasileira está “muito mais para um padrão em ‘L’ do que em ‘V’.”

Do ponto de vista econômico, o ‘L’ significa uma queda abrupta seguida por um período de estagnação. “Não acredito que a economia vá dar sinais de pujança no primeiro e no segundo trimestres com esse nível de inadimplência”, diz Gardel, numa referência à projeção de um incremento no percentual de consumidores inadimplentes. “Vamos ter um aumento da inadimplência bem significativo, relevante, nos dois primeiros trimestres do ano.”

O indicador de registro de inadimplência da Boa Vista aponta para uma trajetória descendente a partir de abril do ano passado. O indicador não faz parte do perfil do consumidor traçado pela Boa Vista para o segundo semestre de 2020. É elaborado com base na quantidade de novos registros negativos informados por empresas em decorrência do não pagamento de compromissos financeiros firmados.

O reaquecimento da economia no segundo semestre deste ano vai depender – na visão de Gardel – da evolução do processo de vacinação. Conduzida de forma satisfatória, a imunização permitiria, por exemplo, retomada plena das atividades dos varejistas físicos.

Fonte: Valor Economico

Bradesco entra em 2021 com maior apetite de risco para crédito, diz Lazari

Segundo o executivo, alta da inadimplência não veio nem deve vir com a intensidade prevista

Otimista com as perspectivas para o crescimento econômico e o controle da pandemia, o Bradesco entrou em 2021 com maior apetite de risco para o crédito, o que significa disposição de conceder recursos a clientes que antes não seriam atendidos. A mudança também reflete o aprimoramento dos modelos de cálculo de risco do banco.

A alta da inadimplência esperada no início da crise ainda não veio e não deve vir com a intensidade prevista, avalia presidente executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Jr.

“Quando começou a pandemia, não havia muita visibilidade, então adotamos modelos de crédito mais restritos. Voltamos no quarto trimestre com um modelo aperfeiçoado”, disse nesta quinta-feira, em teleconferência com jornalistas.

Apesar disso, o banco continuará a se concentrar em linhas menos arriscadas, como consignado e financiamento imobiliário e de veículos. Crédito pessoal também está entre as prioridades. No segmento de micro, pequenas e médias empresas, o repasse de linhas oficiais deve permanecer importante para neste ano.

“Começamos a trazer mais gente para as operações, mas priorizando a qualidade dessas linhas”, ponderou o executivo.

O Bradesco também voltará a apostar mais fortemente no crédito a grandes empresas, segmento em que ficou aquém dos concorrentes no ano passado. “Foi proposital. Achamos melhor preservar margem do que crescer muito em grandes companhias. Mas, para 2021, a gente deve retomar um crescimento maior.”

A projeção para este ano é crescer entre 9% e 13% na carteira de crédito. O ponto médio do guidance, de 11%, sugere um desempenho um pouco mais forte que o de 2020, quando a alta foi de 10,3%.

De acordo com Lazari, a inadimplência começa a dar alguns sinais de alta, que devem ficar mais visíveis a partir do segundo ou terceiro trimestres. Ainda assim, “não em níveis muito maiores que antes da pandemia”, destacou. O cenário, segundo o presidente do banco, leva em conta a continuidade da vacinação e a realização de reformas econômicas.

Ele observa que, em relação ao provisionamento para mitigar os efeitos causados pela pandemia, e que afeta a rentabilidade dos bancos, não há previsão de reversão, de modo que acredita que a posição atual será consumida à medida que é esperado um crescimento da inadimplência nos próximos trimestres. “Fizemos uma provisão bastante acentuada no primeiro trimestre de 2020, porque não tínhamos visibilidade sobre o que ia acontecer. Agora, estamos bem provisionados, voltando à provisão normal [anterior à pandemia]. A expectativa é que não ocorra reversão de provisão”, afirmou.

Em 2020 como um todo, o banco destinou R$ 25,754 bilhões para reforçar suas provisões. Agora, projeta entre R$ 14 bilhões e R$ 17 bilhões em despesas com Provisão de Devedores Duvidosos (PDD) em 2021 – patamar bem mais próximo de níveis históricos.

“A gente tem no radar que as novas lideranças [no Congresso] vão destravar a agenda de reformas, sobretudo administrativa, tributária e privatizações”, disse Lazari. Pare ele, essas reformas “são necessárias”, “vão andar” e trazer “bons presságios”.

Por outro lado, ele avalia que é importante avançar na vacinação da população. “A velocidade da vacinação não é a que gostaríamos, mas começou”, afirmou.

O executivo também ressaltou que, embora o número de casos de covid-19 tenha aumentado neste início de ano, o impacto não deve ser tão grande desta vez graças aos aprendizados que a primeira onda deixou.

Questionado sobre o processo de vacinação dos funcionários do banco, ele afirmou que é de “livre arbítrio” cada um decidir se vacinar ou não, mas que haverá incentivo interno para isso. Ainda assim, o bancos não vai obrigar seus funcionários a tomar a vacina.

Lazari disse também que não há previsão para os funcionários voltarem ao trabalho presencial – 94% da equipe que não faz atendimento está em trabalho remoto.

Ele indicou ainda que o guidance divulgado pelo banco para este ano sugere um retorno (ROE) entre 17% e 18%, levando em conta um crescimento de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB). No quarto trimestre de 2020, a rentabilidade atingiu 20%, voltando aos mesmos patamares observados no ano de 2019 (quando terminou em 20,6%), período que antecedeu a pandemia de covid-19. Em 2020, porém, fechou em 14,8%. “Tivemos um resultado muito bom no quarto trimestre. No nosso guidance em 2021, devemos voltar a patamares [mais próximos] a 2018 e 2019”, apontou.

Despesas operacionais

O presidente do Bradesco apontou como um dos destaques no balanço do quarto trimestre, divulgado na quarta-feira, a redução das despesas operacionais em 2020. “Vamos continuar aproveitando oportunidades de redução de despesas em 2021”, afirmou.

As despesas operacionais totalizam R$ 11,483 bilhões, queda trimestral de 2,1% e anual de 9,3%. Segundo ele, a mudança de estrutura ao longo de 2020 foi mais concentrada no terceiro trimestre e há uma continuidade “natural” ao longo de 2021.

“O trabalho não termina. Fizemos trabalho profundo de estudo. Transformamos agências em unidades de negócios. O backoffice desmaterializou. Também não faz sentido ter agências próximas uma da outra. Na Avenida Faria Lima [na capital paulista] tinha 14 agências, por exemplo”, explica.

Especificamente sobre agências, Lazari afirmou que já fizeram uma revisão da rede em grandes corredores como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiânia, e agora deve ir para Centro Oeste, Nordeste e Norte.

Além disso, o banco irá intensificar a conversão de agências em unidades de negócio. O estudo é que pelo menos 300 podem ser modificadas. “Mas este número pode ser maior”, acrescentou.

Remuneração variável

Segundo o presidente do banco, o Bradesco vai incorporar a satisfação do cliente nas métricas de remuneração variável a partir deste ano, O NPS – indicador usado para mensurar a satisfação – passará a fazer parte das avaliações qualitativas dos funcionários, disse Lazari.

A medida faz parte de um novo modelo de atendimento que será apresentado à rede de gerentes neste mês, batizado de “100%”. O banco também criará o cargo de chief consumer officer para cuidar do relacionamento com clientes.

O programa estabelece que o atendimento passe a ser mais personalizado, com operações mais customizadas e uso de tecnologia.

Fonte: Valor Economico

Pix ultrapassa 159 milhões de chaves de acesso cadastradas, diz BC

O Banco Central do Brasil divulgou na última sexta-feira, 12, os últimos números do Pix. Desde que entrou em funcionamento, em novembro de 2020, já foram cadastradas 159,39 milhões chaves de acesso da nova ferramenta de pagamentos instantâneos. A maior parte delas, 152,48 milhões, são de pessoas físicas; e o restante, de empresas.

Segundo João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, a quantidade de transações por Pix em janeiro de 2021 já ultrapassou a quantidade de TEDs e DOCs somados no mesmo período.

Fonte: Mobile Time

Impasse em regra de cartões pressiona BC

Imbróglio envolvendo CIP poderia, no limite, impedir grandes credenciadoras de capturar transações

O Banco Central (BC) estuda adiar mais uma vez a nova regra de recebíveis de cartões e busca uma solução jurídica para um impasse que ele próprio criou – uma questão que, ao pé da letra, impediria empresas como Cielo, Rede e Getnet de capturar pagamentos em suas “maquininhas” a partir de quarta-feira.

Esse desfecho é altamente improvável pelo dano que causaria a lojistas. No entanto, fontes do setor dão como certo que a norma será adiada mais uma vez, passando do próximo dia 17 para o início de junho. O BC também cogita a aplicação de sanções à Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e a bancos e credenciadoras ligados a ela, apurou o Valor. Nenhuma medida havia sido adotada até o fechamento desta edição.

O novo modelo prevê que, a partir do dia 17, todos os pagamentos com cartões sejam registrados em centrais de registro, que assegurem a unicidade desses ativos financeiros. Com isso, os lojistas terão mais flexibilidade para usar os recebíveis como garantia de operações de crédito. Os credores só poderão reter a parcela desse fluxo correspondente ao saldo devedor, limitando a “trava bancária”.

Quando concordou em adiar o início da regra de novembro para fevereiro a pedido das grandes credenciadoras e dos bancos, o BC colocou pressão sobre o mercado ao determinar que quem não estivesse pronto até 31 de janeiro não poderia operar. E então aconteceu.

Conforme o Valor noticiou na semana passada, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) declarou ao regulador não ter conseguido concluir com sucesso os testes homologatórios. Portanto, estaria inapta a fazer o registro dos recebíveis de cartões a partir do dia 17.

Ocorre que estão acoplados à CIP os grandes bancos (a câmara pertence a eles) e as três maiores credenciadoras do país. Mesmo que eles estejam prontos, já não há tempo hábil para essas instituições se plugarem, até a próxima quarta, a uma das outras registradoras habilitadas a atuar com recebíveis de cartões. São elas a Central de Recebíveis (Cerc) e a TAG, ligada à Stone.

Reside aí o impasse. Se o BC mantiver a data e não quiser rasgar o que escreveu, terá de deixar temporariamente de fora do mercado as grandes credenciadoras – em prejuízo dos lojistas que dependem delas para fazer vendas com cartões. Se simplesmente postergar a regra, cederá às instituições financeiras e poderá enfrentar questionamentos de empresas que se prepararam a tempo.

Por isso, o regulador busca uma solução que acomode todos esses fatores e não o torne alvo de contestações jurídicas. Uma possibilidade é que a nova regra seja mantida para o dia 17 e que o regulador dê prazo para a CIP adaptar sistemas. Nesse caso, bancos e credenciadoras ligados a ela continuariam operando no modelo antigo até se homologarem a outra registradora. Também estaria sobre a mesa a possibilidade de serem abertos processos administrativos contra os envolvidos, ainda mais se houver de fato um adiamento da data.

O Ministério da Economia acompanha de perto o assunto e estaria contrariado com o imbróglio, apurou o Valor. Além do impacto sobre o mercado de antecipação de recebíveis, há outra preocupação. Uma das linhas de crédito abertas na pandemia para pequenas empresas, o PEAC Maquininhas, prevê o uso da nova regra para o recolhimento das garantias concedidas pelo Tesouro Nacional.

A indefinição também criou um problema comercial no setor. Com receio de ficarem fora do ar, subcredenciadoras ligadas às grandes do setor temem perder vendas e clientes e começaram a sondar a possibilidade de migrar suas operações para credenciadoras não relacionadas à CIP, relatam dois interlocutores.

Enquanto isso, as registradoras concorrentes tentam se posicionar e atrair novos clientes. A Cerc emitiu comunicado dizendo que atuará a partir do dia 17 em conformidade com a nova regra e orientando seus usuários a executar seus registros usando essa versão da plataforma. Utilizam os sistemas da companhia nomes como PagSeguro e BTG Pactual, por exemplo.

A medida é uma das apostas do BC para estimular e baratear o crédito às micro, pequenas e médias empresas. Procurado, o regulador não comentou o assunto.

Fonte: Valor Economico

5 pontos relevantes para a equipe de vendas sobre a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD entrou em vigor em 18 de setembro de 2020, após 2 anos de sua aprovação. Ela tem como objetivo definir categorias de dados, obrigações para as empresas que coletam essas dados e sanções em caso de violação destes direitos.

Para entender essa lei que afetará a todos, você precisa se familiarizar com dois conceitos:

O que são dados?

Para a LGPD dados são todas as informações de uma pessoa. Como exemplo podemos citar os dados cadastrais obtidos após a visita de um cliente potencial ou o fechamento de um negócio. Geralmente dados como: nome completo, número do CPF e do RG, endereço, profissão e faixa de salário são inseridos nos sistemas de CRM das empresas. E, partir deste momento, passam a integrar um banco de dados.

O que é tratamento de dados?

A LGPD prevê que qualquer operação que utilizada dados pessoais é tratamento de dados. Se você, vendedor, coletar dados de um cliente, classificar este cliente de acordo com as políticas internas da empresa e posteriormente a empresa armazenar em banco de dados já é considerado tratamento de dados pessoais, e por isso está protegido pela LGPD.

Agora que você entendeu os conceitos e objetos protegidos pela lei, quais os cuidados que você, empresário, gestor ou membro da equipe de vendas, tem que tomar?

Informe-se sobre a Política de Proteção de Dados da sua empresa.

Geralmente o setor responsável pela Política de Proteção de Dados é o TI – Tecnologia da Informação. Entre em contato e pergunte se a empresa já possui regras sobre a coleta, acesso, armazenamento, uso e descarte de dados. Saiba quais os caminhos que os dados que você coleta ao fechar uma venda percorrem dentro da empresa. Assim, se o seu cliente perguntar, você saberá explicar os detalhes.

Ao coletar dados de um cliente, confirme seu consentimento e informe a finalidade do uso dos dados.

Você fechou a venda e conhece a política de dados, o próximo passo é confirmar o consentimento do cliente. Isso pode acontecer através de uma afirmação por e-mail ou WhatsApp, ou até mesmo com uma notificação online no site. Nesse momento também é importante que o cliente saiba o porquê e para que aqueles dados são obtidos. Por exemplo: ao se cadastrar em nosso banco de dados, vamos avisá-lo com antecedência sobre novos produtos e serviços, ou ainda, você fará parte de um programa de fidelidade da empresa.

Deixe claro ao cliente que os dados coletados não serão transferidos ou utilizados por terceiros.

Antes da LGPD era muito comum a troca ou até mesmo a venda de listas de clientes ou mailings. Contudo, essa prática poderá ser questionada pelo cliente e, se comprovada, poderá até mesmo ser objeto de indenização decorrente de processo judicial, além de penalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD. Por isso, deixe claro ao seu cliente que os dados coletados são de uso exclusivo da empresa com a qual você está vinculado e que não serão transferidos para terceiros. Isso vai demonstrar que a sua empresa está atualizada e preocupada com o cliente.

Avise ao cliente que os dados coletados poderão ser excluídos, mediante solicitação, a qualquer momento da base de dados da empresa.

Um ponto importante da LGPD é a possibilidade de um cliente solicitar a exclusão de suas informações do banco de dados de uma empresa. Assim, avise ao cliente que os dados estão sendo coletados e serão armazenados com toda a segurança, mas que se por algum motivo ele quiser, poderá entrar em contato e solicitar a exclusão de seus dados, garantindo assim o cumprimento da lei.

Lembre-se que os dados coletados com o consentimento do cliente pertencem à empresa.

O gestor de vendas e os vendedores precisam ter conhecimento de que os dados repassados pelo cliente pertencem à empresa, e que esses dados não podem ser usados indiscriminadamente para qualquer outra finalidade. Se houver vazamento de dados e a empresa comprovar que houve descuido de um vendedor, ele poderá ser responsabilizado, com penalidades que vão desde demissão por justa causa – nos casos em que há um contrato CLT, até o pagamento de indenizações calculadas no medido do dano comprovado.

Vistos os pontos importantes, vamos analisar a principal dúvida que estamos recebendo sobre a LGPD: especialmente após a pandemia, as vendas passaram a acontecer de forma online e na maioria das vezes essas negociações são feitas por meio de celular. Sendo assim, do ponto de vista da empresa, como cuidar dos dados de clientes que são obtidos pela equipe de vendas? Aqui propomos duas soluções, que podem ser adaptadas de acordo com o tipo do negócio:

A primeira é que os smartphones sejam adquiridos pela empresa e cedidos à equipe de vendas. Sendo assim, todas as conversas e negociações ficam armazenadas em um equipamento da própria empresa. A outra solução é adequar o contrato da equipe de vendas, por meio de um termo aditivo, deixando registrado o conhecimento sobre a política de proteção de dados adotada pela empresa, bem como constando expressa ciência e concordância do vendedor de que aqueles dados pertencem à empresa e que não podem ser utilizados para fins diversos, especialmente em caso de desligamento, restando ainda a obrigação de transferir para a empresa todas as informações obtidas durante a vigência do contrato entre vendedor e empresa.

Por essas razões é importante estar atento ao uso dos dados que a equipe de vendas coleta e dar conhecimento a todos os envolvidos da responsabilidade e das atualizações da Política de Proteção de Dados da sua empresa.

Fonte: Venda Mais

Bradesco deve voltar a lucro pré-pandemia

Gestão está otimista com economia e banco também deve recuperar rentabilidade de 2019

O Bradesco prevê voltar neste ano aos níveis de lucro e rentabilidade de antes da pandemia, apoiado na retomada da economia e em medidas de corte de custos. Uma recuperação em “V” parece estar se concretizando para o banco, afastando as incertezas que rondaram o setor em 2020.

O lucro líquido do quarto trimestre, de R$ 6,8 bilhões, superou as projeções de analistas e foi o melhor resultado trimestral da história do banco em termos nominais. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 20%, aproximando-se dos níveis pré-crise.

No ano passado como um todo, o lucro caiu 24,8%, para R$ 19,458 bilhões. Porém, superou o resultado do Itaú pela primeira vez desde a fusão com o Unibanco, em 2008, o que foi motivo de comemoração na Cidade de Deus. O resultado do concorrente foi de R$ 18,536 bilhões. Há chances de o feito se repetir em 2021, segundo cálculos de analistas com base em estimativas divulgadas pelos bancos.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr, demonstrou otimismo com as perspectivas de crescimento econômico e afirmou que o banco está com mais apetite para o crédito. “O aumento de casos [de covid-19] tem trazido novas restrições, mas acredito que os aprendizados nos permitirão menores custos”, disse.

Para o executivo, a vacinação é crucial nesse cenário e, embora a velocidade da imunização ainda deixe a desejar, pelo menos a campanha foi iniciada. “É importante que se consiga andar, independentemente de onde venha a vacina”.

Lazari disse acreditar que, com a mudança de comando no Congresso, a pauta de reformas pode voltar a avançar, outro fator que considera importante para que a retomada da economia seja sustentável. “A gente tem no nosso radar que as novas lideranças vão destravar a agenda de reformas, sobretudo a administrativa, tributária e privatizações”, disse.

A alta da inadimplência esperada no início da crise ainda não veio – terminou o ano em 2,3% – e não deve vir com a intensidade prevista. Com um colchão de provisões reforçado no ano passado, o Bradesco prevê que, daqui para a frente, a constituição de reservas voltará a níveis normais. O banco já vislumbra reforçar linhas mais arriscadas, como crédito pessoal, e retomar empréstimos a grandes empresas, que ficaram em segundo plano em 2020.

O Bradesco também promete uma nova rodada de cortes de custos, depois de ter enxugado as despesas em 5,3% no último ano. Para 2021, a perspectiva é reduzir os gastos entre 1% e 5%, continuando processos de digitalização e racionalização de agências.

Segundo Lazari, serão revistas no mínimo 300 agências, com a conversão em unidades de negócios ou fechamentos. É um ritmo menos intenso que o do ano passado, que atingiu mais de 1 mil unidades. O executivo explicou que a rede foi revisada em grandes corredores, especialmente no Sudeste, e agora esse movimento deve ser concentrado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Não faz mais sentido ter 14 agências na Faria Lima, como o Bradesco tinha.”

Com base no guidance divulgado pelo Bradesco, os analistas do Citi calculam que o lucro do banco este ano pode ficar entre R$ 22 bilhões e R$ 30,5 bilhões. O ponto médio desse intervalo, de R$ 26,25 bilhões, já é acima do registrado em 2019, de R$ 25,88 bilhões. Já os analistas do Safra estimam que o Bradesco pode ter um retorno sobre o patrimônio (ROE) de aproximadamente 18%, não muito distante dos patamares de 2019 (20,6%) e 2018 (19,0%). Como houve um aumento de imposto em relação a 2019, o ROE é afetado. Se não fosse isso, estaria na casa de 20% este ano.

Os analistas do BTG apontam justamente que o lucro do Bradesco vai voltar para os níveis pré-pandemia antes do esperado. “Dado os resultados melhores do que o esperado e o guidance positivo, temos de elevar nossa expectativa de lucro para o Bradesco este ano para a faixa entre R$ 26 bilhões e R$ 27 bilhões, 10% acima do que o nosso modelo indicava”.

Com previsões mais contidas para a margem com clientes (crescimento de 2% a 6%), a receita de tarifas (expansão de 1% a 5%) e o resultado de seguros (2% a 6%), o que vai puxar o resultado do Bradesco este ano será a redução de PDD – que deve cair 39,9%, considerando o ponto médio do guidance – e a queda nas despesas gerais.

Com indicadores confortáveis de capital (13,8% de nível 1) e a expectativa de melhora do lucro este ano, o Bradesco disse que a tendência é elevar o payout. “É bem possível que aumente o payout. Não tem um direcionamento definitivo, mas é o caminho que deve se seguir, óbvio que olhando a evolução da pandemia”, afirmou o diretor de relações com o mercado, Carlos Firetti. Perguntado pelos analistas se a distribuição de resultados poderia ser parecida com 2019, quando chegou a quase 50% do lucro, Lazari afirmou que, se não houver surpresas, o Bradesco vai continuar “pagando o dividendo que sempre pagou”.

O presidente do Bradesco também afirmou que o banco digital Next já tem 4 milhões de clientes e deve chegar ao fim do ano com pelo menos 7 milhões. Assim, dentro de um prazo de mais ou menos dois anos uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária seria um caminho natural a ser seguido. Já sobre a Cielo – controlada em parceria com o Banco do Brasil – ele disse que a credenciadora começou a se recuperar e que é extremamente importante para o grupo. “A adquirência faz parte do nosso ‘core business’, é fundamental para termos uma oferta ampla de produtos e serviços.”

Fonte: Valor Economico

BB vai usar capital na oferta de crédito, diz Brandão

No entanto, alvo continua sendo chegar a janeiro de 2022 com 11% de capital principal, reiterou

O presidente do Banco do Brasil (BB), André Brandão, afirmou que a instituição financeira usará seu excedente de capital para crescer no crédito. “O banco tem apetite e vai crescer usando esse combustível do capital”, disse em teleconferência com analistas nesta sexta-feira.

No entanto, Brandão reiterou que o alvo continua sendo chegar a janeiro de 2022 com 11% de capital principal. O BB fechou 2020 bem acima disso, com 13,62% de capital principal e 17,26% em capital de nível 1. Ambos subiram no ano passado, quando o banco reforçou o balanço para enfrentar a crise.

O executivo também disse que o banco fez novas rodadas de prorrogação de créditos pela peculiaridade de sua clientela. Segundo ele, as pausas nos contratos com governos começaram mais tarde porque foram regulamentadas mais tarde. No caso de pessoas físicas, houve demanda de Estados e municípios para que fosse concedido mais prazo a famílias que utilizam o consignado.

As prorrogações para grandes empresas, de acordo com Brandão, se deram em linha com a necessidade de “organizar o fluxo dessas operações”. O banco, entretanto, tem um relacionamento, em média, de 17 anos com os clientes cujas operações foram pausadas. “Conhecemos bem o negócio”, ponderou.

O vice-presidente de gestão financeira, Carlos André, acrescentou que o banco espera uma subida da inadimplência a partir do segundo trimestre, depois que boa parte das operações prorrogadas tiver seus pagamentos retomados.

Fonte: Valor Economico

Itaú mapeia hábitos de consumo na pandemia e traça tendências

Relatório divulgado pelo Itaú aponta crescimento dos ambientes digitais e esperança para o varejo físico

O ano de 2021 será decisivo para definir quais serão os hábitos de consumo da população na próxima década. É isso que aponta o relatório Análise do Comportamento de Consumo 2020, divulgado nesta terça-feira (9) pelo Itaú. De acordo com os dados, a parada abrupta da economia (em meados de março de 2020) foi seguida de uma crescente migração para os ambientes digitais.

Em comparação anual, ao mesmo tempo que o valor movimentado em transações físicas caia 22,24% em abril (quando o isolamento social foi iniciado), as compras digitais cresceram 3,2%. Esse valor atingiu seu pico em junho, onde o crescimento foi de mais de 29%.

As informações foram coletadas com base nos dados de consumo dos usuários de cartões de crédito e débito do Itaú Unibanco e das vendas realizadas pela Rede, empresa de meios de pagamento do banco.

Um consumidor mais digital?

Mesmo com essa inversão de eixos, não é possível afirmar que os ambientes digitais estão estabelecendo dominância na preferência dos consumidores. Isso porque, conforme as regras de isolamento social foram se afrouxando a partir de agosto, o consumo no varejo físico foi reconquistando gradativamente seu espaço.

Seu ápice foi em outubro, quando a modalidade apresentou crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as transações digitais apresentaram uma tendência decrescente conforme a reabertura econômica foi acontecendo, passando para 24,4% em agosto e 18,6% em outubro.

Isso torna o ano de 2021 essencial para analisar qual será a tendência de consumo no período pós-pandemia. Somente após as campanhas de vacinação avançarem, aliviando a situação sanitária do país e reacendendo o varejo físico, será possível observar a tendência do consumidor sem vieses.

Mas uma coisa é certa: tudo aponta para uma importância crescente dos ambientes digitais.  Mesmo que o varejo físico volte a tomar força, a influência do e-commerce durante a pandemia não é algo que possa ser ignorado. A participação de mercado das compras online cresceu 15,7% em 2020 em relação a 2019, com cada vez mais negócios adotando o modelo. Com um público consumidor tão grande, as vantagens da adoção de um modelo híbrido de vendas são cada vez maiores.

Compras concentradas

A incerteza econômica é outro fator que impactou os hábitos de consumo do brasileiro. O consumidor passou a fazer compras maiores e mais parcelas ao mesmo tempo que reduziu a sua frequência de gastos. Aqueles que faziam seu mercado semanalmente, por exemplo, passaram a concentrar todas as compras do mês em apenas um dia.

Os parcelamentos maiores também mostraram ser a preferência em 2020. A quantidade de pagamentos divididos em mais de 10 faturas cresceram 12,8% em comparação com 2019. Essa tendência é fortemente influenciada pela pandemia, mas não é possível destacar a possibilidade desse tipo de comportamento perdurar enquanto a situação econômica do país continua frágil.

E tudo indica que é esse caminho que iremos percorrer em 2021. Segundo Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, boa parte da perda do PIB brasileiro durante o período de pandemia já foi recuperada. Entretanto, isso não significa que o Brasil vá encerrar o ano com saldo positivo. “É um copo meio cheio. Recuperamos boa parte da economia perdida com a crise, mas não passou disso. No momento, a economia não apresenta crescimento em comparação com o ano passado.”

O analista também prevê que o ano se encerre com uma inflação de até 4%, com a possibilidade de um pico de até 6% durante o período (o que talvez indique uma possível alteração na tava básica de juros para manter a meta fiscal). Para o consumidor, isso significaria a manutenção dessa postura mais conservadora? Apenas o tempo poderá nos dizer.

O novo comportamento

Quando se trata do perfil dos consumidores, a geração Y foi a que teve maior crescimento no gasto médio na comparação 2019 – 2020. Isso mostra que, apesar de grande parte dos estudos de marketing atualmente estarem voltados para a geração Z (jovens que estão chegando ao mercado e prometem ditar tendências), é preciso pensar em todos os consumidores de forma especial.

O relatório do Itaú também ressalta uma novo padrão de consumo. Com o chamado “efeito home office”, os gastos com transporte urbano registraram queda de 38,6% enquanto o valor gasto com itens para a casa teve alta de 29,8%.

Também influenciados pelo isolamento social, os hobbies mudaram. Houve queda nos gastos com lazer (-72%), bares e baladas (-33%) e restaurantes (-32,3%). Em contrapartida, o valor transacionado com streaming, livros, games e instrumentos musicais cresceu 40,4%. A venda de bicicletas cresceu mais de 50%, o que mostra uma tendência de busca por atividades ao ar livre. Mais uma vez, apenas o tempo será capaz de dizer se esse cenário irá se manter.

Fonte: Consumidor Moderno