Pagamentos eletrônicos chegarão a 1 tri de transações no mundo em 2022

Os pagamentos eletrônicos, que incluem cartões e transferências, chegarão a 1 trilhão de transações em 2022 no mundo, segundo estudo da consultoria Capgemini. A estimativa leva em conta uma pesquisa realizada em 18 países, com executivos de bancos, instituições de serviços financeiros não corporativos e outras empresas do setor.

Os dados mostram que, entre 2016 e 2017, o número de transações globais digitais chegou a 539 bilhões, um crescimento de 12%. Essa expansão foi puxada por mercados emergentes, que responderam por 35% do crescimento global.

Essa participação deve subir para 50% nos próximos anos, aponta o estudo. A Rússia, onde as transações digitais cresceram 40% em 2017, a Índia (39%) e a China (35%) são os principais responsáveis por esse movimento. Na América Latina, o crescimento registrado foi de apenas 8,3%.

Cartão de débito é o que mais cresce

O estudo também mostrou que os cartões de débito foram o instrumento de pagamento eletrônico que mais cresceu, com transações acima de 17% em 2017, à frente de cartões de crédito (11%) e transferências (10%).

Nas contas da consultoria, para atingir a marca de 1 trilhão de operações até 2022, a taxa média de expansão nos próximos anos será de 14%. Esse movimento de alta, informou a empresa, será puxado por mercados em desenvolvimento, que devem crescer, em média, 23,5%.

Mercados maduros darão uma contribuição de elevação de 7,1%. Para se ter uma ideia, a Europa, incluindo a zona do euro, apresentará um ritmo de expansão de 8,5% nos próximos cinco anos.

Volume de dinheiro em circulação também avança

Apesar do crescimento do volume de transações por meio de pagamentos eletrônicos, o uso do dinheiro ainda é forte em todo o mundo.

“Na maioria dos países, a participação dos pagamentos em dinheiro no volume total de pagamentos está diminuindo. No entanto, o dinheiro em circulação permanece estável ou subiu ligeiramente nos últimos cinco anos”, informou a empresa no estudo.

O ritmo de crescimento de dinheiro em circulação, apontou o estudo, aumentou de 4% para 7% ao ano nos últimos cinco anos. Esse movimento ocorreu mesmo com os reguladores estimulando o uso dos meios eletrônicos de pagamentos. “Curiosamente, os países com o maior volume de transações não monetárias também continuam altamente dependentes de caixa”, informou a pesquisa.

Fonte: Uol Economia

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