Mercado prevê nova queda na taxa de juros para o fim deste ano

Segundo o relatório Focus, analistas reajustaram previsão da Selic de 5,75% para 5,50% para o fim deste ano, e de 6,50% para 6,00% em 2020; há um mês, elas estavam em 6,50% e 7,25%, respectivamente

BRASÍLIA – Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic(a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe na manhã desta segunda-feira, 1º, que a mediana das previsões para a Selic em 2019 foi de 5,75% para 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 6,50% para 6,00% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás. 

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,50%, igual ao visto um mês antes.

No dia 19, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela décima vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, vinculou eventuais novos cortes da taxa ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. No comunicado sobre a decisão, o Banco Central também disse que a recuperação econômica parou e avaliou que o cenário externo está mais favorável.  

Já as projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019, 3,9% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado na semana passada. 

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,50% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. No caso de 2020, foi de 6,25% para 6,00%, ante 7,00% de quatro semanas atrás. 

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 foi de 7,50% para 7,25%. Há um mês, estava em 8,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, ante 7,50% de um mês antes. 

Ainda de acordo com o relatório,  a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – este ano passou de alta de 3,82% para elevação de 3,80%. Há um mês, estava em 4,03%. A projeção para o índice em 2020 foi de 3,95% para 3,91%. Quatro semanas atrás, estava em 4,00%. Para julho, a projeção no Focus seguiu em alta de 0,20% e, para agosto, passou de elevação de 0,12% para alta de 0,11%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos. 

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano também sofreu queda, de 0,87% para 0,85%. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,13%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%. 

A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 1,40%. No caso de 2020, permaneceu em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,37% e 0,90%, respectivamente. Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,40% para 6,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro.

As projeções do IGP-M de 2019 passou de alta de 6,12% para elevação de 6,53%. Há um mês, estava em 5,87%. No caso de 2020, o IGP-M projetado foi de alta de 4,13% para elevação de 4,14%, ante 4,00% de quatro semanas antes. Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas. Ainda de acordo com o relatório da Focus, a mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, igual ao visto um mês atrás. 

Fonte: Estadão

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