Mês: dezembro 2018

Capital paulista tem 124 mil famílias endividadas a menos em novembro

Segundo a FecomercioSP, contudo, quase 722 mil famílias ainda não conseguiram pagar suas dívidas na data do vencimento
A proporção de famílias paulistanas endividadas caiu em novembro. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), houve queda no indicador, ao passar de 54,7% em outubro para 51,5% em novembro. Isso significa que 2,02 milhões de famílias possuem algum tipo de dívida, 124 mil a menos do que no mês de outubro. O número é 5,2 pontos porcentuais superior ao registrado em novembro do ano passado (56,7%).
A taxa de inadimplência apontou recuo de 1,6 ponto porcentual, marcando 18,5% em novembro – ante 20,1% em outubro. Isso significa que são quase 722 mil famílias que não conseguiram pagar suas dívidas na data do vencimento. No mesmo período do ano passado, a taxa estava mais alta (20,4%).
A taxa de famílias paulistanas que declararam não ter condições de quitar a dívida no próximo mês também diminuiu, ao passar de 9,5% em outubro para 8,7% em novembro. Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 1 ponto porcentual.
Em relação ao tempo da dívida em atraso, está cada vez mais concentrado no longo prazo: acima de 90 dias (57,2%), 11,3 pontos porcentuais acima do visto no mesmo período de 2017. O atraso do pagamento entre 30 e 90 dias está em 21,8%, e até 30 dias, em 19,6%. O indicativo ainda aponta a dificuldade das famílias em acertar as contas, avalia a FecomercioSP.
Sobre o tempo de comprometimento da renda com dívidas, não houve mudanças importantes em relação a outubro. O maior porcentual está em relação ao comprometimento acima de um ano, com 34,6%. Um ano atrás, esse dado estava em 33,5%. E a parcela da renda comprometida com dívida ficou estável em 29%. O consenso no mercado é que 30% é um patamar ideal para essa relação.
Na segmentação por renda, ambos os grupos obtiveram queda. Entretanto, as famílias com rendimentos abaixo de dez salários mínimos (SM) são as mais endividadas: 23,2% dessa faixa declararam ter alguma dívida atrasada em novembro, ante 25,5% de outubro. A inadimplência das famílias com renda superior a dez salários mínimos teve queda de 8,3% para 7,4%, na comparação mensal.

De acordo com a FecomercioSP, apesar de o resultado geral ser positivo, ainda não tira o quadro de alerta dos últimos meses, visto que essas reduções se dão sobre os níveis históricos elevados. Além disso, o desemprego se mantém alto, o que dificulta o maior controle do orçamento doméstico e obtenção de crédito.

Segundo a Entidade, para ter havido as quedas da PEIC, pode ser que os consumidores paulistanos quitaram as dívidas com algum investimento para abrir espaço para as compras de fim de ano. Segundo o Banco Central, por exemplo, no seu relatório da poupança, em outubro, foi o primeiro mês negativo (retiradas superiores aos depósitos) desde março.

Tipos de dívida

O cartão de crédito segue como o principal tipo de dívida. Em novembro, 70,9% das famílias realizaram compras no cartão, pouco abaixo dos 71,9% em outubro e abaixo dos 73,6% em novembro de 2017. Na segunda posição, veio o carnê, com 13,5%, seguido por financiamentos de carro e de casa, ambos com 12,1%.
Metodologia
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

O objetivo da PEIC é diagnosticar o nível de endividamento e de inadimplência do consumidor. A partir das informações coletadas, são apurados importantes indicadores: nível de endividamento; porcentual de inadimplentes; intenção de pagamento de dívidas em atraso; e nível de comprometimento da renda. Tais indicadores são observados considerando duas faixas de renda.

A pesquisa permite o acompanhamento do nível de comprometimento do comprador com as dívidas e sua percepção em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos.
Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 137 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro -, gerando em torno de 10 milhões de empregos.
Fonte: Segs

Em 2018 conheça os quatro principais tipos de devedores existentes e como cobrar

Muitas empresas enfrenta um grande problema em suas áreas financeiras com a alta da inadimplência dos consumidores. O que é potencializado com a dificuldade de cobrar corretamente o cliente, sem que isso ocasione problemas no relacionamento, que prejudicaria futuros negócios?
Por isso, na hora da área de cobrança de uma empresa fazer contato com os devedores são necessários pensamento lógico e estratégia de abordagem. Tendo que conhecer a fundo quem está devendo e traçando um planejamento para receber esses valores, lembrando que, em caso de grandes dificuldades existe a possibilidade de buscar medidas legais.
Mas, antes de qualquer ação, é preciso entender com que se está lidando e quais suas características para melhor se preparar, pensando nisso, detalhei os quatro perfis dos devedores que mais observo no mercado. São eles:
Devedor viciado, muitas vezes não possui nem mesmo problemas financeiros, porém, seu subconsciente sempre faz com que atrase os pagamentos, seja para se prevenir de imprevistos ou por outros motivos. Contudo, esse pode até pedir para renegociar os juros, mas sempre pagará;
Devedor ocasional, é o consumidor que busca sempre manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção pagar, entretanto, por motivo da ocorrência de algum problema, não conseguiu arcar com o compromisso. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados, eles não pensam que são devedores e se acham injustiçados, afinal sempre pagaram. Sendo necessário muito cuidado para não desgastar a relação;
Devedor negligente, é muito comum, pois representa o consumidor que não possui sua vida financeira organizada, assim, facilmente deixará de pagar suas contas porter esquecido. Assim, nesse caso o papel do cobrador é o de lembra-lo de seus compromissos. Contudo, as negociações tendem a ser mais complexas pois, como nunca se preocupa com suas obrigações, são vítimas constantes de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis, nesse caso é necessário estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.
Mau pagador, esse é um grande problema para quem faz a cobrança, pois ele sabe que deve, já tem esse fato como uma constante em sua vida, mas mesmo assim se recusa a pagar, se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece, não está preocupado com o seu nome. Esses casos devem ser tratados de forma mais enérgica, com uma cobrança mais intenção e indo até as últimas consequências legais. Lembrando que dificilmente esse será um consumidor interessante, pois, de nada adianta vender se terá que realizar uma maratona para receber.
Como cobrar?
Lógico, que esses padrões são variantes, principalmente em tempos de crise, por esse motivo existem alguns procedimentos básicos a serem seguidas para facilitarem nas cobranças e minimizar desgastes.
Primeiramente, sempre que acontecer o atraso, ligue e mande e-mail no dia seguinte pedindo ajuda para localizar o pagamento que não entrou, peça para o cliente enviar o comprovante para facilitar a procura.
Se não tiver uma resposta em dois dias, ligue cobrando gentilmente, explicando que precisa receber os valores em aberto, e o quanto são importantes para o dia a dia da empresa, cobre do cliente uma posição efetiva, por exemplo: vou pagar dia tal, e envie e-mail pedindo confirmação por escrito.
É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente se deverá buscar uma definição amigável da situação.
Se as ações não surtirem efeitos ou o débito tiver mais de 45 dias, a experiência diz que esse valor deve ser passado para o escritório de advocacia de sua confiança para notificar o devedor para pagamento sob pena de iniciar ação judicial.
Muitos devedores só pagam após a ação de cobrança bater na porta, seja por medo de penhora ou em função do grande aumento da dívida, noto que parte expressiva dos devedores fazem composição de pagamento em audiência.
Se não houver o pagamento, a busca para recuperação do crédito já está iniciada, e os advogados irão utilizar uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento. Enfim, como se pode observar, para o combate à inadimplência se deve ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de profissionais que possibilitem suporte.
Fonte: Segs

O papel da liderança quando a empresa está inadimplente

Liderar é um dom, mas também é um exercício diário que requer uma visão em 360 graus da atuação da empresa, (além de vertical e horizontal). Nos dias de hoje, eu diria que isso tudo ainda é muito pouco, porque um líder, além de ter que gerir diferentes equipes com atributos distintos e profissionais dos mais variados cargos hierárquicos, tem que ter a competência de muitas vezes, tirar a empresa de dívidas.
Tudo o que é relacionado a sanidade das contas da empresa, que naturalmente seria mais atributo do financeiro, do comercial, do jurídico, do contas a pagar e receber, ou do marketing, em meio a esta situação degradada que está a economia nacional, passou a ser também uma responsabilidade da liderança, (não que já não fosse, mas agora é muito mais).
Liderar e empreender no Brasil não é fácil, há um certo preconceito quanto ao empreendedor que acaba resvalando na liderança também. Há um errôneo preconceito para com quem está na posição de chefe ou de empreendedor, e ainda mais se essa pessoa for bem-sucedida, pois no imaginário de grande parte da população, o patrão ou o líder é trapaceiro, injusto, cruel e não merece chegar onde chegou ou está tentando chegar.
O fato é que, afora essa questão supracitada, também recai agora sobre um líder, a responsabilidade de negociar ou renegociar dívidas, pois estamos vivendo um período em que esta função requer “dar a cara a tapa”, exige grande habilidade, (quase que uma especialização) e muitas empresas não possuem um departamento com pessoal e braço dedicado à esse tipo de atividade.
Tenho aconselhado, em diversas conversas ao longo de minha carreira, a muitas lideranças e muitos empresários a, ou adquirir essa qualidade ou a terceirizá-la, para que possam se dedicar às suas atribuições e funções naturais, evitando assim desgastes.
Em uma situação em que a empresa está endividada, o líder tem que se voltar para a gestão das pessoas (suas expectativas, estresses com possíveis demissões, replanejamento de aumentos salariais, de postergação de promoções, frustrações, etc.), além disso tem que focar na gestão de clientes (estar mais próximo deles, criar novas oportunidades), tem também que repensar as ações de marketing, posicionamento de marcas, tem que olhar todos os departamentos desde lá de cima, e de dentro deles, e orquestrá-los. É quase injusto pensar que numa situação de inadimplência, o líder também tenha que viver o estresse do credor “sobre ele”, todo dia e toda hora. Mas, infelizmente isso já está acontecendo e muitos líderes com quem eu converso têm me mostrado essa preocupação e essa pressão.
Aos líderes que estão gerindo empresas endividadas e irão se arriscar a assumir essa responsabilidade sozinhos, eu aconselho nunca mais deixar todo o seu faturamento na mão de um ou de poucos clientes. Diversifiquem, prospectem, reduzam a volatilidade de sua carteira de clientes. Além disso, cumpram com a palavra após uma negociação e criem fundos para, caso saiam do vermelho, tenham recursos em caixa para novos períodos de turbulência. Ter dinheiro em caixa é ter condições de negociar melhor suas dívidas. “Passarinho que chega à fonte mais cedo, bebe água mais fresca”, diz o ditado popular.
Mas aos líderes que querem realmente acertar o caminho, sem correr riscos, eu aconselho que façam suas gestões planejando, desde o início, a possibilidade de se procurar uma empresa especializada em recuperação de títulos de crédito, com profissionais especializados nessa função, para que, havendo uma necessidade, não recaia sobre vocês, a responsabilidade de carregar o piano sozinho nas costas.
Fonte: Blog Televendas

Brasileiros com dívidas aproveitam campanhas de crédito para compras de Natal

Números mostram que tem mais inadimplentes pagando dívidas. Nos últimos 12 meses, o indicador de recuperação do crédito avançou 1,2%. Em outubro, a melhora foi de 5%.

Muitos brasileiros com dívidas atrasadas estão aproveitando campanhas de empresas de crédito para poder comprar presentes de Natal.
Fim do ano chegando e o chamado: hora de limpar o nome. O barulho ensurdecedor da dívida com o banco, o funcionário público Abias Barreto do Nascimento quer deixar em 2018 para realizar um sonho: “uma casa própria, esse é o meu objetivo. Precisa estar com nome limpo”.
O orçamento da babá Alessandra Cristina Alves de Almeida oscilou como um pêndulo, até que ela decidiu acertar as contas numa campanha de uma empresa de análise de crédito para a regularização de dívidas. Bancos e varejistas oferecem desconto nos juros e extensão do prazo de pagamento, de olho no décimo terceiro salário.
“A gente faz muita conta e vai deixando, vai deixando. O bom é que tem esse dinheirinho aí no final do ano, decimo terceiro, para ajudar”, conta Alessandra.
Os números mostram que tem mais inadimplentes pagando dívidas. Nos últimos 12 meses, o indicador de recuperação do crédito avançou 1,2%. Em outubro, a melhora foi de 5%.
“À medida em que começa a melhorar a economia, principalmente o mercado de trabalho, se ele começar a melhorar, ele tende a melhorar a recuperação do crédito, que é o pagamento de dívidas antigas, e o consumidor tende a ficar menos inadimplente”, destaca Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC.
Um som de alerta também ecoa nessa campanha: é preciso investir em educação financeira. É que a reincidência é alta; 55% dos devedores que renegociam as dívidas voltam a ficar inadimplentes dentro de um ano.
A analista de sinistro Petsy Martins acumulou dívidas e quer uma vida diferente agora: “evitar empréstimo, enfim. É difícil, que na atual conjuntura a gente precisa, mas eu pretendo evitar”.
O comércio acompanha de perto esse movimento. Ainda tem muito vendedor de braços cruzados, mas a confederação do setor prevê aumento de 2,8% nas vendas deste Natal.
 “A gente depende muito da confiança do cliente final que vem até o nosso estabelecimento”, comenta Cirene Moura, supervisora de loja.
Fonte: Jornal Nacional

Campanha quer gerar Campanha quer gerar 1 milhão de empregos1 milhão de empregos

Iniciativa do Movimento Brasil 200, que conta com o apoio da Fiesp, tem por objetivo criar um milhão de vagas já no primeiro mês de 2019

Em uma iniciativa inédita, um grupo de empresários brasileiros lança na próxima segunda-feira uma campanha de mobilização para gerar pelo menos 1 milhão de vagas formais no primeiro mês de 2019. Chamado de ‘Empregue +1 – Empresários unidos a favor do emprego’, o movimento sugere que cada empresa, das micro às grandes companhias, abra pelo menos uma vaga.
Gabriel Kanner, presidente do Movimento Brasil 200, entidade que lidera o programa, diz que há 22 milhões de CNPJs no País e, “se tivermos adesão de 5% deles, serão 1 milhão de vagas”. Segundo ele, a ideia “é ter um impacto grande na geração de empregos já no começo do ano”, coincidindo assim com o início do governo de Jair Bolsonaro.
“A intenção é canalizar o momento de otimismo no Brasil, com empresários retomando investimentos, somando tudo isso em uma campanha de mobilização”, explica Kanner. “Queremos replicar isso para cada empresa, da grande à pequena, para que abra pelo menos um vaga, o que certamente terá um grande impacto na economia logo de cara.”
A iniciativa tem apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde ocorrerá o lançamento da campanha no dia 17. Devem participar cerca de 250 empresários dos setores da indústria, comércio, serviços e agronegócio de todo o País.
O Movimento Brasil 200 foi criado no ano passado pelo dono das Lojas Riachuelo, Flávio Rocha, que chegou a lançar sua candidatura à Presidência da República, mas desistiu da disputa.
Kanner, que também pertence ao grupo, informa que a Riachuelo abrirá 300 vagas em janeiro, número que “deve crescer bastante ao longo do ano, de acordo com o número de lojas que forem abertas”.
Vagas disponíveis
Os empresários que participam do Movimento Brasil 200 já aderiram ao programa. Um deles, Luciano Hang, dono da rede Havan, promete 5 mil novos empregos. Ela já havia anunciado em novembro investimento de R$ 500 milhões na abertura de 20 lojas no próximo ano. Também já se comprometeram com novas vagas os grupos Centauro e Polishop, entre outros.
Em janeiro, o movimento realizará campanhas em diversas mídias, como rádios, TVs, jornais e redes sociais. As empresas colocarão as vagas formais que dispõem em um site e os interessados poderão se inscrever nesse mesmo canal. Os números serão acompanhados mensalmente por meio do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo Kanner, serão oferecidas vagas em todos os segmentos, desde manutenção e limpeza até altos cargos, com variadas faixas salariais, todas com carteira assinada e por meio das modalidades previstas na nova legislação trabalhista, como intermitentes e temporárias.
“O melhor programa social para o País é o emprego, pois é um absurdo termos 12,4 milhões de desempregados”, afirma Kanner. O último dado divulgado pelo IBGE indicam que a taxa de desemprego no País caiu para 11,7% no trimestre que vai até outubro, ante 12,3% no trimestre anterior, mas ainda é considerada muito alta.
Para se inscrever e mais informações acesse o site: www.empreguemais1.com.br
Fonte: Estadão

Pagar Dívidas É Razão Para 45% Dos Brasileiros Pedirem Empréstimo, Aponta Finanzero

Pesquisa revela ainda que 13% buscam capital para empreender
Quase metade dos brasileiros (45%) que solicitam empréstimos às instituições financeiras já estão endividados e querem liquidar suas pendências com os credores. Outros 13% buscam capital para investir no próprio negócio, 12% para reformar a casa, 9% para outros investimentos, 5% por questões de saúde e 4,5% para compra de ativos.
O levantamento realizado pela FinanZero, empresa de capital sueco que opera como buscador de empréstimo online para negociar empréstimos junto a instituições financeiras, foi realizado em outubro com 80 mil clientes para identificar o perfil do tomador de crédito no Brasil. “Nossa pesquisa confirmou que o brasileiro termina 2018 com alto índice de endividamento, o que pode ser comprovado pelo aumento da procura por crédito. O estudo apontou também que a maioria é formada por solteiros com segundo grau completo, possuem casa própria e são funcionários de empresas privadas”, revela Olle Widén, CEO da FinanZero.
Segundo Widén, dentre os solicitantes de crédito 37% são funcionário privados, 32% são autônomos, 11% funcionários públicos, 7% profissionais liberais, 6% são empresários e 6% aposentados. “Quanto ao perfil de escolaridade, a grande maioria, 55%, tem segundo grau, 22% possui graduação universitária, 16% têm o primeiro grau, 5% é pós-graduado, 3% não têm instrução formal”, assinala.
Em relação ao tipo de residência, as pessoas que buscaram empréstimos possuem casa própria (45%), na sequência moram com familiares (25%), com imóvel alugado (23%) e financiada (5%). Quando perguntados sobre o estado civil, 53% disseram ser solteiros, 36% casados, outros 9% divorciados e 2% viúvos. “Analisando o tipo de conta dos interessados em crédito, descobrimos que 58% utilizam conta corrente comum, 21% conta poupança, 16% têm conta corrente com cheque especial e 3% conta salário”, completa o CEO da FinanZero.
O perfil ideal para ter pedido de crédito aprovado: a pesquisa identificou uma maior probabilidade de conseguir o empréstimo quem possuí pós-graduação (44% de aprovação), conta corrente com cheque especial (42%) e que tem como motivo do empréstimo realizar uma viagem (41%).
Após três anos, FinanZero fortalece parcerias e continua crescendo
Com o avanço do mercado de fintechs, a expectativa da FinanZero é crescer cinco vezes em 2019. Após três anos de lançar seu serviço de busca e comparação de empréstimo pessoal, a empresa funciona como um marketplace online de importantes instituições e atualmente conta com parceiros como Creditas, Banco CBSS, BV, Noverde, Rebel, Geru, Portocred, Santana Financeira, Banco Sofisa, BCredi, Simplic entre outras.
Segundo o CEO, diversas ações estão sendo realizadas para marcar os três anos da empresa. “Renovamos a nossa identidade de marca e lançamos um site novo para desburocratizar ainda mais os processos e facilitar a busca por empréstimos em nosso portal. Além disso, estamos com uma campanha na TV, rádio e mídia exterior para expandir e democratizar ainda mais o acesso ao crédito no Brasil”, comenta Widén.
“Já negociamos empréstimos para mais de 1,5 milhão de pessoas em três anos de atuação no mercado brasileiro. Para 2019, nossa expectativa é fortalecer ainda mais a nossa plataforma de crédito para intermediar um total superior a R$ 400 milhões em créditos concedidos”, completa Widén.
Criada em 2015 por um grupo de investidores suecos, a FinanZero conta com um time de fundadores com vasto histórico de sucesso no mercado europeu. Em 2016 recebeu o aporte de US$ 1,25 milhões do fundo de capital aberto sueco Vostok Emerging Finance, e iniciou seu processo de ampliação das operações e, inspirada no sucesso desse modelo de negócios no mercado escandinavo, passou a investir em tecnologia, marketing e estratégia de vendas.
Com o crescimento contínuo da fintech, um novo aporte financeiro foi realizado no início de 2018, desta vez no valor de US$ 3,6 milhões. A rodada “Series A” teve a participação da Vostok Emerging Finance de outros investidores suecos, incluindo a Webrock Ventures e a Zentro.
“Esse aporte foi importante porque ampliamos todas as iniciativas de marketing, focando em expansão de base de clientes e consolidação da marca em escala nacional. Hoje, a empresa vem mantendo um crescimento de 40% por trimestre, o que soma uma média 200 mil cotações por mês”, lembra Widén.
Com escritório em um dos principais centros empresariais de São Paulo, na Avenida Paulista, a FinanZero aumentou recentemente seu quadro de colaboradores para 30 pessoas, com atendimento online e 100% gratuito para quem solicita empréstimos. Em alguns casos, é possível conseguir ofertas de empréstimo em até cinco minutos, graças à velocidade de todos os sistemas que estão integrados com os bancos e financeiras parceiros. Entre os produtos ofertados pela fintech estão três modalidades: empréstimo pessoal, refinanciamento de veículos e refinanciamento de imóveis
SOBRE A FINANZERO
A FinanZero é uma fintech de capital sueco que opera como buscador de empréstimo online para negociar crédito pessoal junto a instituições financeiras. A empresa tem algumas das melhores taxas do mercado e consegue comparar de 1 até 10 empréstimos sem perder tempo. Todo serviço é 100% gratuito para quem solicita o empréstimo.
A FinanZero é um correspondente bancário regulamentado pela lei 3.954/11 do Banco Central do Brasil. Saiba mais em www.finanzero.com.br.
Fonte: Segs

Inadimplência do consumidor cresce 6,03% em novembro, apontam CNDL/SPC Brasil

País rompe a barreira de 63,1 milhões de brasileiros com CPF restrito. Inadimplência avança entre a população mais velha e dívidas bancárias têm crescimento acima da média nacional, com 10%
O encerramento do ano se aproxima e a inadimplência do consumidor segue em patamares recordes. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que o volume de consumidores com contas em atraso e registrados em listas de inadimplentes cresceu 6,03% no último mês de novembro na comparação com igual mês do ano passado. Trata-se do crescimento mais acentuado para os meses de novembro desde 2011, quando a alta observada fora de 8,10%. Nos demais anos as altas haviam sido de 0,2% em 2017; 0,7% em 2016; 4,4% em 2015; 3,4% em 2014; 4,0% em 2013 e 3,9% em 2012.
Na variação mensal, isto é, na passagem de outubro para novembro, sem ajuste sazonal, também houve uma aceleração no volume de atrasos, com crescimento de 1,9% no período. O país encerrou novembro com aproximadamente 63,1 milhões de brasileiros com o CPF negativado em virtude de atrasos no pagamento de contas. Isso faz com todo esse contingente de consumidores enfrente dificuldades para obter crédito, seja por meio de financiamentos e empréstimos em instituições financeiras ou compras a prazo no comércio, por exemplo.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, apesar de a recessão ter chegado ao seu fim, a inadimplência do consumidor continua elevada, pois a recuperação econômica segue lenta e não se refletiu em melhora nos níveis de renda e nem em queda considerável do desemprego. “Os dois pilares fundamentais, que são emprego e renda, ainda enfrentam percalços. Por isso que o fim da recessão não foi o suficiente para melhorar as finanças do brasileiro. O ambiente econômico vem esboçando uma retomada gradual e bastante lenta e frustrou as expectativas de que o ano de 2018 seria o da consolidação dessa recuperação”, explica o presidente

Norte tem a população mais inadimplente do país: 47% dos adultos da região não conseguem quitar compromissos

A região que mais contribuiu para a alta da inadimplência em novembro foi o Sudeste, cujo crescimento foi de 12,5% no período. No Sul, a alta foi de 2,1%, seguido do Nordeste (1,6%) e do Norte (1,4%). A única região a ter queda na quantidade de brasileiros inadimplentes foi o Centro-Oeste, cuja recuo verificado foi de -2,7%.
No geral, a região brasileira em que há mais consumidores com contas em atraso, de modo proporcional à população, é o Norte: são mais de 5,65 milhões de pessoas adultas com o nome inseridos em cadastros de devedores, o que representa 47% da população de seus Estados. Em segundo lugar está o Centro-Oeste, onde 43% dos adultos estão inadimplentes, formando um contingente de 5,09 milhões de consumidores com atraso nas contas. No Nordeste são 17,22 milhões de inadimplentes, ou 42% de sua população adulta negativada. O Sudeste possui, numericamente, a maior população de inadimplentes no país: 26,72 milhões. No entanto, esse número representa 40% dos consumidores. No Sul, 37% da população de adultos estão inadimplentes ou 8,41 milhões de pessoas com o CPF restrito.

Inadimplência cresce mais entre população mais velha e cai 22% entre os que têm de 18 a 24 anos

Dados do indicador também revelam que o crescimento da inadimplência é mais expressivo conforme aumenta a idade do consumidor. Em novembro, aumentou em 11,8% o volume de idosos com idade entre 65 e 84 registrados como inadimplentes. As altas também foram elevadas em outras faixas etárias como a que vai dos 50 aos 64 anos (8,5%), acima de 85 anos (7,7%) e dos 40 aos 49 anos (7,1%). Considerando as pessoas de 30 a 39 anos, houve um aumento de 3,9% no volume de inadimplentes.
Entre a população mais jovem, a inadimplência apresentou retração em novembro, como a queda de -22,3% entre devedores de 18 a 24 anos e a de -4,0% levando em conta os consumidores de 25 a 29 anos. 

Dívidas em nome de pessoas físicas crescem 4,77% em um ano. De todas as pendências, dívidas com instituições financeiras respondem por 51%

Outro dado do indicador é o volume de dívidas em nome de pessoas dívidas. Nesse caso, houve uma alta de 4,77% em novembro frente o mesmo mês de 2017. O dado representa uma forte aceleração do crescimento das dívidas, uma vez que em novembro do ano passado, a quantidade de dívidas havia caído 3,8%.
A abertura do indicador por setor da economia revela que as dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, foi a líder no ranking de crescimento, com alta de 10% no período. Em seguida surgem os atrasos com serviços de internet, TV por assinatura e telefonia, cuja alta foi de 9%. Já as contas básicas para o funcionamento da residência, como água e luz, cresceram 7,1% no volume de atrasos. O único setor a apresentar queda na quantidade de dívidas não pagas foi o comércio, que teve recuo de 6,6%.
De modo geral, as dívidas com instituições financeiras continuam ocupando a maior fatia do total de dívidas que estão em atraso no país: 51% das pendências são devidas a essas empresas. Logo depois vem os serviços de comunicação (15%), crediário no comércio (17%) e contas de água e luz (9%).

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Fonte: Segs

Vendas de Natal devem crescer 3,5%, projeta Boa Vista

 

Varejo deve movimentar R$ 57,6 bilhões na principal data comemorativa do ano para o setor
Em comparação ao Natal do ano passado, a Boa Vista estima um acréscimo nominal de R$ 3,66 bilhões nas receitas do varejo e um aumento de 3,5% do volume de vendas em relação a 2017, crescimento ligeiramente inferior ao registrado no Natal do ano passado (4,2%).
Segundo os economistas da Boa Vista, a expectativa de crescimento é justificada, entre outros fatores, pelas condições favoráveis do mercado de crédito. Diante inadimplência baixa, os bancos vêm se mostrando cada vez mais dispostos a aumentar a oferta de empréstimos. Já por parte dos consumidores, as taxas de juros menores e a melhora da confiança nos últimos meses vêm elevando a demanda por crédito.
Por outro lado, o elevado nível de desemprego e o fraco crescimento da renda impedem um crescimento ainda mais expressivo das vendas. Os economistas ponderam que a projeção de crescimento menor do que o registrado na Black Friday, quando as vendas apresentaram alta de 4,7%, não sugere enfraquecimento do movimento do comércio. Eles ressaltam que o Natal é uma data já consolidada no varejo, enquanto a Black Friday vem ganhando relevância ano após ano.
Ainda de acordo com a Boa Vista, 83% dos consumidores brasileiros pretendem ir às compras no Natal de 2018, o que representa um universo de 119,3 milhões de pessoas, que devem movimentar, somente no varejo, a cifra de R$ 57,6 bilhões, valor que representa 32,3% das receitas do varejo de dezembro e 3,7% das receitas do varejo de todo o ano.
É o que mostram as estimativas da Boa Vista elaboradas a partir dos dados da Pesquisa Anual do Comércio do IBGE, da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, das estimativas populacionais do IBGE e da pesquisa com consumidores sobre os hábitos de consumo no Natal e Fim de ano realizada pela própria Boa Vista.
A tabela abaixo mostra a evolução das vendas no Natal.
SOBRE A BOA VISTA
A Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores.
Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores.
A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível.
Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no portal consumidorpositivo.com.br.
Atualmente é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.
Dados estão em toda parte. O que a Boa Vista faz é usar inteligência analítica para transformá-los em respostas e soluções às necessidades e desejos dos consumidores e empresas.
Fonte: Segs

 

 

 

Bloomberg: Bradesco vende R$ 8 bi em créditos podres para a Ativos, do BB

Bradesco (BBDC4), segundo maior banco do Brasil em valor de mercado, vendeu uma carteira de créditos inadimplentes de R$ 8 bilhões para a Ativos, uma unidade do Banco do Brasil (BBAS3), afirmaram duas pessoas com conhecimento do assunto consultadas pela Bloomberg.
De acordo com a reportagem, o banco com sede em Osasco vendeu créditos com recebimento em atraso de pessoas físicas e de empresas pequenas e médias, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as transações não são públicas. A maioria do créditos já havia sido baixada a prejuízo pelo banco, disse uma das pessoas.
A unidade brasileira do Banco Santander também quer vender uma carteira de créditos inadimplentes do varejo, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, disse uma das pessoas. O banco criou um processo competitivo e ainda não escolheu um vencedor.
Bradesco, Santander e Ativos não quiseram comentar. Os bancos brasileiros estão vendo oportunidades no mercado de créditos podres no momento em que o país se recupera da pior recessão já registrada e a taxa de inadimplência começa a cair. Os bancos não apenas estão vendendo crédito com recebimento em atraso como também estão comprando empresas especializadas em recuperá-los.
Em outubro do ano passado, o Bradesco anunciou que comprará uma participação majoritária em uma unidade da PRA Group Inc., a RCB Investimentos SA. Seguiu, assim, o Itaú Unibanco, o maior banco do país em valor de mercado, que comprou a Recovery em abril de 2016, e a unidade do Santander no Brasil, que comprou uma empresa semelhante no ano passado. A Ativos já comprou créditos podres do Bradesco e do Santander antes.
Fonte: Money Times

Imposto de renda: 628 mil declarações caíram na malha fina

O número corresponde a 2% do total – de mais de 31,4 milhões – de declarações apresentadas neste ano
Receita Federal informou nesta sexta-feira, 7, que 628 mil declarações de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física estão retidas na malha fina devido a inconsistências nas informações prestadas. O número corresponde a 2 por cento do total – de mais de 31,4 milhões – de declarações apresentadas neste ano.
Do total de declarações retidas, 70,35 por cento apresentam imposto a restituir, 25,88 por cento tem imposto a pagar e 3,77 por cento não apresenta imposto a restituir ou a pagar.
As principais razões pelas quais as declarações foram retidas são: omissão de rendimentos do titular ou seus dependentes (379.547); divergências entre o IRRF informado na declaração e o informado em Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF), feita pelas empresas, com 183.274 casos; informações erradas sobre despesas médicas (163.594 declarações); dedução de previdência oficial ou privada, dependentes, pensão alimentícia e outras (128.536). A Receita informa ainda que uma declaração pode ficar retida por uma ou mais razões.
Para saber se a declaração está na malha fina, os contribuintes podem acessar o Extrato de Processamento da DIRPF na página da Receita Federal na internet. Para acessar o extrato da declaração, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada.
Ao acessar o extrato, é importante prestar atenção na seção Pendências de malha. É nessa seção que o contribuinte pode identificar se a declaração está retida em malha fiscal, ou se há alguma outra pendência que possa ser regularizada por ele mesmo, informa a Receita.
Se a declaração estiver retida em malha fiscal, nessa seção, o contribuinte encontrará links para verificar com detalhes o motivo da retenção e consultar orientações de procedimentos. Constatando erro na declaração apresentada, o contribuinte pode regularizar a situação apresentando declaração retificadora.
Inexistindo erro na declaração apresentada e estando de posse de todos os documentos comprobatórios, o contribuinte pode optar por aguardar intimação ou agendar pela internet uma data e local para apresentar os documentos e antecipar a análise de sua declaração pela Receita Federal.
O agendamento para declarações do exercício 2018 começa a partir de janeiro de 2019.
Fonte: Exame.com