Mês: novembro 2018

Pelo terceiro mês consecutivo, atacado paulista gera vagas com carteira assinada

Segundo a FecomercioSP, o setor encerrou setembro com estoque ativo de 505.156 empregos formais
O comércio atacadista do Estado de São Paulo voltou a gerar vagas com carteira assinada pelo terceiro mês consecutivo. Em setembro, foram criados 714 postos de trabalho, resultado de 14.661 admissões contra 13.947 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque de 505.156 empregos formais, alta de 1,7% em relação ao mesmo período de 2017, maior patamar desde setembro de 2015. No acumulado de 2018, o saldo ficou positivo em 7.006 vínculos celetistas. Na soma dos últimos 12 meses, 8.245 postos de trabalho formais foram abertos.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal no comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividades.

Em setembro, três dos dez segmentos pesquisados registraram saldo negativo: outras atividades (-86 vínculos); vestuário, tecidos e calçados (-61 vínculos); e produtos farmacêuticos e higiene pessoal (-59 vínculos). Por outro lado, os grupos de máquinas de uso comercial e industrial (308 vínculos); e de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (219 vínculos) abriram o maior número de vagas em setembro.

No acumulado dos últimos 12 meses, o destaque foi para o comércio atacadista de produtos farmacêuticos e higiene pessoal, com 2.130 vagas abertas, o que representa um aumento de 3,6% no estoque de empregados em relação a setembro de 2017, a maior taxa entre os dez segmentos analisados. Em seguida, aparecem as atividades de máquinas de uso comercial e industrial (3,3%); e papel, resíduos, sucatas e metais (2,9%). Enquanto os segmentos de vestuário, tecidos e calçados (-0,9%); e materiais de construção, madeira e ferramentas (-0,4%) foram os únicos a registrar queda na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o ritmo é de consolidação do processo de retomada do emprego com carteira assinada após sua maior recessão em 2015 e 2016. Assim, o setor atacadista segue atrativo tanto para os consumidores finais, com orçamento ainda apertado, como para os empreendedores que migraram do mercado de trabalho na crise. Os dados retratam o melhor período do ano, visto que o atacado se prepara para o Natal, antecipando os movimentos do comércio varejista.

A Federação ainda recomenda que o empresário inicie o planejamento do quadro funcional de 2019, com previsão de um ano melhor do que o de 2018, mas ainda em processo de retomada econômica.

Atacado paulistano
Na cidade de São Paulo, o comércio atacadista criou 306 vagas celetistas em setembro com destaque para a atividade de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal, que abriu 205 vagas, seguida de produtos farmacêuticos e higiene pessoal com 74 novos vínculos. Em contrapartida, os segmentos de vestuário, tecidos e calçados (-68) e outras atividades (-55) eliminaram o maior número de vagas. Desta forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 208.855 trabalhadores formais, alta de 1% em relação a setembro de 2017, mesmo apontamento do mês passado.

Nos primeiros nove meses do ano, 2.521 vagas foram geradas, com destaque para o atacado de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (830 vagas); e de papel, resíduos, sucatas e metais (484 novos empregos). No acumulado de 12 meses, 2.136 vagas foram abertas, com liderança do grupo de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (927 vagas).

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado) analisa o nível de emprego do comércio atacadista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e dez atividades do atacado: alimentos e bebidas; produtos farmacêuticos e higiene pessoal; vestuário, tecidos e calçados; eletrônicos e equipamentos de uso pessoal; máquinas de uso comercial e industrial; material de construção, madeira e ferramentas; produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas; papel, resíduos, sucatas e metais; energia e combustíveis; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista. 

Fonte: Segs

 

80% dos consumidores negativados em outubro já haviam atrasado outras contas nos últimos 12 meses, revelam CNDL/SPC Brasil

Em média, inadimplentes reincidem nos atrasos três meses após não pagaram uma conta. Volume de consumidores que conseguiram sair da lista de devedores cresce 9,5% no acumulado em 12 meses. Para especialistas, Natal deve estimular regularização de contas
Quitar uma dívida atrasada, mas poucos meses depois retornar para a lista de inadimplentes. Ou, antes mesmo de sair do cadastro de inadimplentes, ser negativado por outra dívida. Essa é a realidade de muitos brasileiros que, por falta de planejamento ou dificuldades financeiras, voltam a ter o CPF negativado ao não pagarem suas contas. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, do total de consumidores que foram negativados no último mês de outubro, 80% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 25% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 55% ainda estavam com uma dívida pendente.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, antes mesmo de propor ao credor uma negociação de dívidas, é importante que o consumidor estude, avalie e planeje uma proposta de pagamento que seja adequada para sua realidade. “Um dos grandes erros cometidos numa renegociação é aceitar os termos do acordo sem ter plena consciência de que o combinado será cumprido. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede que seu nome volte para a lista de inadimplentes, o que pode aprofundar o problema”, alerta do presidente.
Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

Número de brasileiros que conseguiram pagar dívidas cresce 9,5% em 12 meses; dívidas bancárias são as mais colocadas em dia

Outro dado mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de quitação de dívidas. De acordo com o indicador de recuperação de crédito, aumentou em 9,5% o volume de inadimplentes que conseguiram regularizar suas pendências no acumulado dos últimos 12 meses até outubro. O dado supera o observado em setembro, que era uma alta de 5,67%. Entre as regiões que apresentaram maior crescimento das recuperação de crédito, o Sudeste é destaque no mês de outubro, com 19,5%. O Centro-Oeste apresentou alta de 16%, o Nordeste teve crescimento de 7,6% e o Sul, alta de 2,5%. Apenas no Norte houve recuo, com queda de -5,8% no volume de pessoas que conseguitam quitar suas dívidas.
De acordo com o indicador, o volume de dívidas regularizadas avançou 8,2% no acumulado em 12 meses até outubro. Desse total de pendências colocadas em dia, a maior parte (65%) diz respeito a dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos. Em segundo lugar ficaram as contas de água e luz, com um total de 19% de todas as dívidas quitadas no período. Logo depois aparecem as contas pagas no comércio (9%) e também as de serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (3%).
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o fim de ano é um momento propício para o consumidor colocar as contas em dia tendo em vista a injeção de dinheiro extra do 13º salário. “Quem tem dívidas em atraso deve utilizar esse recurso para sanar sua situação financeira e, assim voltar ao mercado de crédito o mais rápido possível. Estamos nos aproximando das festas natalinas, que é um período em que todos gostam de presentear e aproveitar as promoções. Para isso, é importante fazer um esforço para quitar as dívidas e consumir com responsabilidade para não reincidir nos atrasos”, afirma o presidente.
Metodologia
O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos
Fonte: Segs

Inadimplência das operações de crédito segue em 3% em outubro, nota BC

A inadimplência média das operações de crédito no sistema financeiro ficou estável em 3% em outubro, informou o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2017, a taxa era de 3,6%. Entre as empresas, a taxa média ficou inalterada em 2,6%. Entre as famílias, o percentual permaneceu em 3,4%.
Com recursos livres, a taxa de inadimplência das famílias fechou outubro com queda de 0,1 ponto, em 4,9%. A inadimplência das empresas ficou estável em 3%. Assim, a inadimplência total com recursos livres ficou em 4,1%, mesmo patamar de setembro.
No crédito direcionado, a inadimplência total ficou estável em 1,9% em outubro. A taxa para as empresas subiu de 2,0% para 2,2% e das pessoas físicas ficou em 1,7%.
O BC apontou ainda que a taxa de juro média cobrada pelo sistema financeiro nas suas operações de crédito saiu de 24,4% em setembro para 24,6% um mês depois. Em 12 meses, as taxas, contudo, recuaram, 2,8 pontos percentuais.
Em outubro, a alta dos juros aconteceu para empresas e famílias. A taxa das pessoas jurídicas saiu de 15,7% para 16,1%. Para as pessoas físicas, a taxa ficou em 30,4%, vindo de 30,3%.
Quanto ao juro com recursos livres, a taxa para as pessoas físicas caiu de 52% ao ano em setembro para 51,9% ao ano em outubro. O custo do dinheiro para a pessoa jurpidica ficou estável em 20,4%. Com isso, o juro total com recursos livre fechou o mês em 38%, vindo de 37,9% em setembro.
O spread, que mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas que cobram de seus clientes nos empréstimos, saiu de 17,4 pontos percentuais em setembro para 18 pontos no mês seguinte.
Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 24 pontos porcentuais, ante 23,3 pontos em setembro. No crédito às empresas foi verificada alta, de 8,6 pontos percentuais para 9,2 pontos.
Fonte: Blog Televendas

Cade recomenda arquivamento de processos na área de crédito consignado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou o arquivamento de seis processos administrativos que investigam suspeitas de infração à ordem econômica no mercado de crédito consignado.
A recomendação ainda será analisada pelo tribunal da autarquia. A investigação recaiu sobre os bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banrisul e BRB, que  estariam, supostamente, exigindo exclusividade na celebração de contratos com entes públicos para a oferta de crédito consignado aos servidores vinculados a esses entes.
“Após diligências, a superintendência verificou que a exigência de exclusividade não era sistemática em relação aos seis bancos investigados. Por vezes, a prática era decorrente de exigência legal (como no caso do BRB), ou prevista nos editais dos processos licitatórios abertos pelos próprios entes públicos para contratação das instituições financeiras. Em alguns casos, a exclusividade nem sequer constava nos contratos firmados entre os bancos e o órgão público”, informou a assessoria do Cade.
Durante a investigação, a Superintendência-Geral do Cade considerou que, embora não tenho sido configurada a conduta anticompetitiva, “a celebração de contratos de exclusividade por parte de entes públicos com instituições financeiras, mesmo quando atendendo a um interesse do próprio ente, pode causar prejuízos aos servidores públicos. Para a SG/Cade, essa exclusividade limita as opções disponíveis para a contratação de crédito consignado pelos servidores”.
Para sanar a questão, o Cade recomendou expressamente que os entes públicos não incluam em editais cláusulas de exclusividade em contratos de concessão de crédito consignado e não aceitem previsões contratuais dessa natureza. “A SG recomenda ainda que, sempre que possível, as entidades do Poder Público ofereçam opções aos seus servidores. Além disso, que adotem nos editais critérios que estimulem a oferta de crédito mais barato aos servidores, como licitação pela menor taxa de juros ou melhores condições de pagamento.”
Fonte: Blog Televendas

Transformação da cobrança

Há muitos anos atrás a cobrança era vista como o último negócio de uma empresa, hoje ocupa o segundo lugar perdendo apenas para o próprio negócio da empresa. Por exemplo, no caso de uma financeira, ela perde para o financiamento. Mas também existe a possibilidade de ser o melhor negócio, pois consegue transformar a cobrança em uma fonte geradora de receitas.
Esse percentual de alto índice de cobrança se da pelo motivo ao crescimento do crédito no Brasil, pois antes do plano real o mercado era carente de crédito, as pessoas eram carentes de produtos em casa, e após o plano real o acesso aos bens e produtos se tornou viável.
Com o aumento do volume de financiamentos, automaticamente, a cobrança se transformou em um ótimo negócio. Antes os financiamentos eram em feitos em 4 vezes, hoje é possível parcelar em até 60 vezes, em certos financiamentos. Isso fez com que o consumo aumentasse em todas as áreas de credito, principalmente na área de varejo. As pessoas começaram a comprar eletrodomésticos, móveis, materiais de construção para reformar a casa, veículos etc. Atualmente o foco está no financiamento habitacional.
De uma visão geral, esse mercado cresce muito. Na maioria dos empréstimos, há a intenção de pagar, mas a pessoa pode passar por algum tipo de infortúnio e atrasar o pagamento. São poucos os casos em que a compra é feita sem a intenção de pagar.
Na minha visão, não temos devedores, temos pessoas passando por dificuldades financeiras, claro que não podemos também deixar de apontar aqueles que compram mais do que ganham, em seu salario mensal.
Na última década, houve grandes avanços tecnológicos e o acesso a dispositivos móveis e à internet aumentou consideravelmente, inclusive entre a crescente classe C. Essa nova realidade tornou as técnicas de cobrança e relacionamento tradicionais, via contato telefônico, insuficientes.
“Com o advento das redes sociais e disseminação de aplicativos mobile, as informações privadas tem se tornado cada vez mais públicas e a utilização desses meios tem feito parte do cotidiano de um número significativo de pessoas. Nesse contexto, é importante que as estratégias de cobrança estejam alinhadas às novas tecnologias e ao cenário digital atual. Oportunidade para estabelecer contato com o devedor de modo diferenciado através de novas ferramentas de comunicação”
“No ramo de cobrança, o contato via telefone, embora seja um dos meios mais utilizados, possui limitações consideráveis. Como por exemplo, a dificuldade de manter diálogo com o devedor fora de seu expediente no trabalho e também o custo operacional consideravelmente alto, quando comparado com outras ferramentas. A abertura e disponibilidade em novos canais de comunicação possibilita o contato em horários flexíveis e contribui para eficiência da cobrança e redução de custos”, 
Carla Graziela Porto, colaboradora do escritório Giovani Duarte Oliveira, responsável pelo setor de Cobrança. Graduada em Processos Gerenciais e graduanda em Direito.
Fonte: Segs

Saiba como usar o 13º salário para renegociar dívidas ou investir

Abater ou quitar dívidas deve ser a primeira decisão ao receber a primeira parcela, apontam especialistas

Até dezembro, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 211,2 bilhões, de acordo com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com a chegada da remuneração às contas bancárias, muitos brasileiros enxergam no dinheiro extra uma oportunidade para renegociar o que devem.
Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, 17% dos trabalhadores pretendem usar a remuneração para pagar dívidas em atraso. Mas na hora de negociar com os credores e conseguir bons descontos, é preciso tomar algumas precauções.
Até o final de 2018, cerca de 84,5 milhões de brasileiros receberão o décimo terceiro, segundo o Dieese. Para o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Fábio Gallo, o momento é propício tanto para as empresas quanto para quem quer renegociar as dívidas.
“Os credores estão propensos à negociação para que o nome da pessoa esteja limpo a tempo de conseguir fazer compras. Por outro lado, com o décimo terceiro na mão, a pessoa tem uma chance de ter um valor inicial maior para poder negociar”.
Em setembro, 62,4 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O equivalente a 40% da população adulta acima de 18 anos.
Para saber como administrar o décimo terceiro sem ceder a impulsos de compra ou tomar decisões financeiras equivocadas, o Estado separou dicas de três especialistas em planejamento: Luiz Correa (da Planejar), Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper; e Fabio Gallo, da Fundação Getúlio Vargas.
Para quem está endividado
O professor de Finanças Fábio Gallo destaca que o primeiro passo para renegociar uma dívida é saber exatamente o valor devido. “Por incrível que pareça, tem muita gente que não sabe quanto deve”, aponta.
Para isso, é preciso procurar o credor e pedir a discriminação da dívida por escrito. “Esse papel explica o motivo pelo qual a pessoa deve, o valor dos juros e a quantia principal, além de ter uma condição legal”.
Gallo aconselha ser bastante cauteloso para conferir os valores apresentados pelo credor. Caso o devedor não conheça o suficiente de matemática financeira para refazer as contas, o professor recomenda a ajuda de especialistas, como consultores e planejadores financeiros ou, até mesmo, de órgãos públicos como o Procon.
“Muitas vezes, os cálculos podem estar errados, propositalmente ou não. Além do famoso SCC – o se colar, colou. Então, confira os valores”.
Com as contas certas, o próximo passo é analisar e definir o quanto o devedor pode pagar. Essa estratégia é válida não somente para ajudar a definir um valor para a negociação, mas também para que a pessoa que vai renegociar consiga quitar as dívidas e não acabe contraindo mais despesas.
Passo a passo para pagar a dívida
– Pague primeiro as dívidas mais caras. As dívidas que envolvem grandes quantias também cobram mais juros, quanto antes o consumidor abatê-las, menos dinheiro vai gastar.
– Atenção para as dívidas do cartão de crédito, ainda que não sejam o maior montante, os juros costumam ser os mais altos e, portanto, as dívidas se tornam mais caras
– Não deixe de amortizar dívidas altas porque o valor do décimo terceiro não é suficiente para abatê-las. Dificilmente algum investimento vai render acima dos juros desse débito.
– Use o décimo terceiro como instrumento de negociação. Não aceite qualquer proposta, invista em tempo para encontrar condições melhores.
– Cuidado com a antecipação de parcelas de financiamentos, ou mesmo de aluguéis, essas negociações só compensam se o credor diminuir consideravelmente os juros. Nesse caso, é preciso fazer contas e não se deixar levar pela ansiedade de se livrar do compromisso das parcelas
– Se o décimo terceiro for a sua única reserva, às vezes é melhor guardá-lo para emergências em vez de pagar uma parcela antecipada.
Para quem quer guardar dinheiro
– Dinheiro reservado para emergências podem ser investidos com liquidez diária, do tipo que o investidor pode reaver seu dinheiro em até um dia.
– Mesmo em uma situação de desemprego, uma liquidez de 30 dias é suficiente para resgatar investimentos. A dica aqui é ter a quantia de até 6 meses de seus custos guardados em títulos desse tipo.
– Diversifique seus investimentos sempre que possível. Em razão do valor recebido no décimo terceiro, muitas vezes não é possível fugir do Tesouro Direto, mas vale lembrar que algumas corretoras reduziram os aportes para alguns investimentos no mês de novembro.
Para quem quer assumir riscos maiores
– Não comece com grandes quantias. Para se adaptar, é preciso se educar com valores menores
-Entenda que o tempo e a paciência são fundamentais para conseguir bons resultados, e não se desespere com as primeiras perdas
– Fundos multimercados são a primeira indicação dos especialistas, eles envolvem riscos moderados e não exigem alto conhecimento no mercado
– Fundos de ações são um segundo passo. Antes de se arriscar sozinho no mercado de ações, essa pode ser uma oportunidade para aprender mais. Lembrando que se o investidor não tiver conhecimento ou tempo, os planejadores indicam seguir nos fundos.
Quem recebe o décimo terceiro?
Tem direito a receber a remuneração todos os trabalhadores com carteira assinada, inclusive os empregados domésticos, os beneficiários da Previdência Social e aposentados, os beneficiários de pensão da União dos Estados e dos municípios. A partir de 15 dias trabalhados, o brasileiro ganha o direito de receber a gratificação.
Já os estagiários não têm direito ao décimo terceiro. Por não serem considerados empregados e estarem enquadrados na Lei do Estágio, essa modalidade trabalhista não possui os mesmos direitos dos trabalhadores enquadrados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Como é feito o cálculo do décimo terceiro?
A lei garante que a quantia recebida pelo trabalhador corresponda a um doze avos do salário mensal. Em suma, o brasileiro que tiver direito ao décimo terceiro, receberá um salário extra ao fim de cada ano.
É importante lembrar que o valor recebido será proporcional ao número de meses trabalhados em 2018. O salário integral do trabalhador é dividido por doze e o resultado é multiplicado pelo número de meses trabalhados. Outras gratificações, como horas extras, adicionais noturno e de insalubridade também são adicionados ao cálculo.
Quando é o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro?
A gratificação é dividida em duas parcelas. A primeira delas, de acordo com a Lei 4.749, de 12 de agosto de 1965, deverá ser paga entre o dia 1º de fevereiro e o dia 30 de novembro. O restante será pago em uma segunda parcela até o dia 20 de dezembro.
O trabalhador também pode antecipar o pagamento e receber a primeira parcela junto com as férias. Para isso, é preciso que o funcionário faça o pedido junto à empresa no mês de janeiro.
Fonte: Estadão

Inflação desacelera e caderneta pode pagar rendimento positivo no ano

A redução nos preços dos combustíveis e nas tarifas de energia elétrica, dois dos que são administrados pelo governo, que o consumidor desta vez sentiu diretamente no bolso, refletiu de forma positiva nos índices de inflação.
De acordo com dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula a inflação oficial, o IPCA-15 de novembro apurou alta de 0,19%, uma forte desaceleração em relação ao de 0,58% de outubro. Trata-se de um tombo de 67%.
A expectativa é que a forte queda nas cotações internacionais do petróleo, que impacta os preços dos combustíveis (gasolina, etanol e óleo diesel) no País, contribua para conter a inflação neste fim de ano e também no próximo. A menos que ocorra uma retomada de alta do petróleo ou um solavanco do dólar, segundo analistas do setor.
Na esteira da queda das cotações do barril de petróleo no mercado internacional, a Petrobrás baixou seguidamente o preço da gasolina nas refinarias este mês, acumulando uma redução de 13,58% na primeira quinzena de novembro.
Outro item que tem forte peso no cálculo da inflação é a conta de luz, que está mais barata desde outubro com a mudança tarifária de energia elétrica (de vermelha patamar 2 para amarela, mais barata). A recomposição em curso no nível dos reservatórios de geração de energia permanece, ajudada pelo regime favorável de chuvas, o que deve contribuir também para manter a inflação bem comportada.
Um risco, de acordo com especialistas em acompanhamento de preços, pode surgir das bruscas variações do custo de alimentos. A inflação corrente, estampada no IPCA-15 de 0,19%, foi influenciada, por exemplo, pela alta do tomate, principalmente, batata-inglesa e cebola.
O choque nos preços desses alimentos, contudo, é considerado sazonal e, portanto, seu efeito negativo sobre a inflação temporário. Cessada a pressão de alta, a inflação tende a voltar a seu canal de normalidade, sem risco de repasse da alta aos preços futuros pelo mecanismo de indexação, como ocorria nos tempos de hiperinflação no fim da década de 1990.
A desaceleração da inflação, puxada por queda de preços de itens que pesam forte e diretamente no bolso, contribui para aumentar o poder de compra dos consumidores neste momento de transição de uma economia que acaba de sair de severa recessão, mas ainda patina, em meio a muitas incertezas, para retomar um crescimento mais vigoroso.
A trégua da inflação proporciona certo conforto também a quem faz aplicações de renda fixa e obtém como retorno um juro nominal baixo, que nem sempre assegura margem real positiva, acima da inflação.
Analistas e economistas que fazem prognósticos sobre os principais indicadores econômicos para o boletim Focus, que o Banco Central divulga toda segunda-feira, também estão otimistas. De acordo com o último relatório Focus, a inflação oficial estimada para novembro está em -0,06% e, para dezembro, em 0,19%.
Se essas previsões se materializarem, o IPCA acumulado em 2018 ficará em 3,94%. O que não deixa de ser um alento para o aplicador em renda fixa, já que a ameaça de rendimento negativo deixa de existir. Até mesmo a caderneta de poupança, a que paga um dos retornos mais raquíticos do mercado, terá tido condições de proteger o dinheiro do investidor contra os efeitos corrosivos da inflação.
Este ano, a remuneração acumulada da caderneta será de 4,68%. Portanto, existe aí a perspectiva de ela pague um rendimento real de 0,71%, caso a inflação fique mesmo dentro das projeções atuais do mercado financeiro. E nas demais aplicações de renda fixa, a situação não será muito diferente, porque o rendimento da maioria delas tem ficado ao redor de 0,35% a 0,45% ao mês.
Para o próximo ano, a projeção atual de inflação está em 4,12%, o que permite esperar por taxas de juros também em níveis mais comportados. Assim, o aplicador que quiser um rendimento mais interessante terá de se expor um pouco mais ao risco.
O IPCA deste mês, do qual o IPCA-15 antecipou uma prévia, será conhecido no fim da primeira semana de dezembro.
Fonte: Estadão

20 direitos que os consumidores não conhecem

Você tem certeza de que conhece bem os direitos por lei concedidos a você?
1 – Nome deve ser limpo até cinco dias após pagamento da dívida
Uma decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que, depois que o consumidor paga uma dívida atrasada, o nome dele deve ser retirado dos órgãos de proteção ao crédito em no máximo cinco dias. O prazo deve ser contado a partir da data de pagamento;
2 – Construtora deve pagar indenização por atraso em obra
Os órgãos de defesa do consumidor entendem que a construtora deve indenizar o consumidor em caso de atraso na entrega do imóvel, diz Maria Inês Dolci, da Proteste. Algumas empresas, ao perceberem que a obra vai atrasar, têm por hábito já oferecer um acordo ao consumidor antecipadamente. O melhor, porém, é procurar orientação para saber se o acordo oferecido é interessante;
3 – Bancos devem oferecer serviços gratuitos
O consumidor não é obrigado a contratar um pacote de serviços no banco. Isso porque as instituições financeiras são obrigadas a oferecer uma quantidade mínima de serviços gratuitamente, como o fornecimento do cartão de débito, a realização de até quatro saques e duas transferências por mês e o fornecimento de até dois extratos e dez folhas de cheque mensais;
4 – Não existe valor mínimo para compra com cartão
A loja não pode exigir um valor mínimo para o consumidor pagar a compra com cartão. Segundo o Idec e o Procon, se a loja aceita cartão como meio de pagamento, deve aceitá-lo para qualquer valor nas compras à vista. A compra com o cartão de crédito, se não for parcelada, é considerada pagamento à vista. Cobrar mais de quem paga com cartão de crédito fere o inciso V do artigo 39 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que classifica como prática abusiva exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
5 – Você pode desistir de compras feitas pela internet
Quem faz compras pela internet e pelo telefone pode desistir da operação, seja por qual motivo for, sem custo nenhum, em até sete dias corridos. “A contagem do prazo inicia-se a partir do dia imediatamente posterior à contratação ou recebimento do produto”, diz o Procon de São Paulo. A regra está no artigo 49 do CDC. A contagem não é interrompida nos finais de semana ou feriados;
6 – Você pode suspender serviços sem custo
O consumidor tem o direito de suspender, uma vez por ano, serviços de TV a cabo, telefone fixo e celular, água e luz sem custo. No caso do telefone e da TV, a suspensão pode ser por até 120 dias; no caso da luz e da água, não existe prazo máximo, mas depois o cliente precisará pagar pela religação, diz Maria Inês Dolci, da Proteste;
7 – Cobrança indevida deve ser devolvida em dobro
Quem é alvo de alguma cobrança indevida pode exigir que o valor pago a mais seja devolvido em dobro e corrigido. A regra consta do artigo 42 do CDC. Se a conta de telefone foi de R$ 150, por exemplo, mas o cliente percebeu que o correto seriam R$ 100, ele tem direito de receber de volta não só os R$ 50 pagos a mais, e sim R$ 100 (o dobro) corrigidos;
8 – Você não precisa contratar seguro de cartão de crédito
As administradoras de cartão de crédito sempre tentam oferecer aos clientes seguros que protegem o consumidor contra perda e roubo. Órgãos de defesa do consumidor entendem, porém, que se o cartão for furtado e o cliente fizer o bloqueio, qualquer compra feita a partir dali será de responsabilidade da administradora, mesmo que ele não tenha o seguro;
9 – Quem compra imóvel não precisa contratar assessoria
Quando vai adquirir um imóvel na planta, o consumidor costuma ser cobrado pelo Sati (Serviço de Assessoria Técnico Imobiliária), uma assistência dada por advogados indicados pela imobiliária. Esta cobrança não é ilegal, mas também não é obrigatória. O contrato pode ser fechado mesmo sem a contratação da assessoria;
10 – Passagens de ônibus têm validade de um ano
As passagens de ônibus, mesmo com data e horário marcados, têm validade de um ano, de acordo com a da Lei nº 11.975, de 7/6/2009. Caso não consiga fazer a viagem na data marcada, o passageiro deve comunicar a empresa com até três horas de antecedência. Depois, poderá usar o bilhete em outra viagem, sem custos adicionais (mesmo se houver aumento de tarifa);
11 – Se o consumidor desistir de um curso, tem direito a receber o valor das mensalidades pagas antecipadamente
Se houver desistência, as parcelas pagas referentes aos meses que não serão cursados deverão ser devolvidas. Porém, não há a obrigação do curso devolver o valor pago pelo material didático. O Idec considera abusiva qualquer cláusula contratual que estabeleça a não devolução do valor pago. No entanto, a escola pode cobrar multa, desde que isso esteja previsto no contrato, e que o valor fixado não seja abusivo. Por lei, o limite para multa com cancelamento de contrato é de 10%;
12 – Doador de sangue tem direito a meia entrada
Doadores de sangue registrados em hemocentro e bancos de sangue de hospitais dos  estados Paraná (Lei Estadual 13.964/2002), Espírito Santo (Lei Estadual 7.737/2004) e Mato Grosso do Sul (Lei Estadual nº 3.844/2010) têm direito à meia-entrada, pagando assim a metade do valor estipulado ao público geral para o ingresso a espetáculos culturais, eventos esportivos, cinemas, exposições, entre outros;
13 – Toda loja deve expor preços e informações dos produtos
Artigo 6, parágrafo terceiro do CDC: a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
14 – Se a ligação do celular for interrompida, você pode repeti-la em até 120 segundos
Resolução nº 604, de 27 de novembro de 2012, aprova alteração no Regulamento do Serviço Móvel Pessoal (SMP) para que chamadas sucessivas feitas de celular para um mesmo número sejam consideradas uma única ligação para efeitos de tarifação. Para serem consideradas sucessivas, as chamadas deverão ser refeitas no intervalo máximo de 120 segundos entre os mesmos números de origem e de destino;
15 – O fornecedor deve responder por defeitos de fabricação ? até mesmo fora do período de garantia
Segundo o CDC, os fornecedores respondem pelos defeitos de qualidade ou quantidade que tornem produtos inadequados ao consumo ou diminuam seu valor.  E não adianta dizer que não sabia de nada: o fato do fornecedor desconhecer o erro não o exime da responsabilidade. Tampouco é possível escapar da obrigação por meio de cláusulas em letrinhas miúdas ? a lei proíbe que o contrato atenue ou exonere o fornecedor de responder pelo problema. Quando se tratam de problemas aparentes (ou facilmente perceptíveis) em serviços ou produtos não duráveis, o consumidor tem até 30 dias para fazer sua reclamação. No caso dos duráveis, esse prazo é de até 90 dias.
A situação se torna mais polêmica quando se trata dos chamados? vícios ocultos?, ou seja, defeitos que não são facilmente identificados e podem demorar anos para se manifestarem. A lei deixa claro que o consumidor tem direito à reparação de falha oculta até o fim da vida útil do produto e não apenas durante o período de garantia. O prazo para reclamação começa a contar a partir do momento em que o defeito de fabricação foi notado;
16 – Em nenhuma hipótese o cliente pode ser forçado ao pagamento de multa por perda de comanda
Essa prática é ilegal e o consumidor deve pagar apenas o valor daquilo que consumiu. É importante salientar que o controle do consumo realizado nesses estabelecimentos é de inteira responsabilidade do próprio estabelecimento, não dos clientes.
Portanto, além da comanda entregue ao consumidor, é necessário que o recinto mantenha outro tipo de controle do consumo como um sistema informatizado de cartões magnéticos. Essa obrigação não pode ser transferida ao consumidor, logo, se o estabelecimento não possui essa segunda alternativa de controle, não pode impor ao consumidor qualquer taxa ou multa pela perda da comanda;
17 – Taxa de 10% não é obrigatória
A taxa de 10 % ou a gorjeta do garçom é uma forma que muitos estabelecimentos utilizam para bonificar o profissional pela atenção dada e pelo serviço bem prestado. É uma liberalidade, ou seja, o consumidor pode optar por pagar ou não.
Essa taxa deve ser informada prévia e adequadamente, com o devido valor discriminado na conta e a indicação de que a cobrança é opcional ao cliente. Contudo, é prática usual os recintos comercias não informarem sobre a taxa, e até mesmo informarem que o pagamento é obrigatório;
18 – Consumação mínima é uma prática abusiva
Infelizmente a cobrança da chamada ? consumação mínima? é uma prática corriqueira. Mas isso não a torna lícita, pelo contrário, configura-se uma prática abusiva.
Segundo o CDC, em seu artigo 39, inciso I, é vedado o fornecimento de produto ou serviço condicionado à compra de outro produto ou serviço, o que normalmente é chamada venda casada. Nestes termos, é abusivo e ilegal um estabelecimento obrigar a alguém consumir, seja em bebida ou em comida, um valor mínimo, exigido previamente como condição de entrada/permanência no estabelecimento, ou então, exigir o pagamento mesmo sem ter consumido qualquer produto;
19 – Todos nós temos os seguintes direitos, sem precisar pagar nenhum dinheiro por eles:
  1. de fazer um pedido ao juiz, ao governador, ao prefeito, ao deputado, ao vereador, ou a qualquer tipo de autoridade, para defender nossos direitos ou para ir contra bandalheiras ou contra abusos de quem tem poder;
  2. de retirar certidões em repartições públicas, para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse de cada um;
20 – Sua opinião não confere o direito de agressão por parte de um terceiro
Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.
Cada um de nós tem o direito de viver, de ser livre, de ter sua casa, de ser respeitado como pessoa, de não ter medo, de não ser discriminado por causa de seu sexo, de sua cor, de sua idade, de seu trabalho, da cidade de onde veio, da situação financeira.
Fonte: Blog Televendas

Feirão da Serasa para limpar nome começa nesta terça

Em São Paulo, consumidores com dívidas atrasadas podem sentar frente a frente com as empresas e renegociar seus débitos com condições especiais
São Paulo – Nesta terça-feira (27), começa a edição presencial do Feirão Serasa Limpa Nome, no estacionamento do Shopping Itaquera, em São Paulo. Os consumidores com dívidas atrasadas ou negativados podem sentar frente a frente com as empresas e renegociar seus débitos com condições especiais. 
O evento acontece até o próximo sábado (1), das 8h às 18h. É necessário levar um documento com número do CPF e foto. 
No feirão, é possível conseguir descontos de até 95% ou prazos de pagamento maiores para para regularizar a situação financeira. Entre as empresas que participam do evento este ano, estão Ipanema, Tribanco, Porto Seguro, Itaú, Claro, Net, Recovery e Vivo. Empresas como 99, SumUP e GetNinjas também estão no feirão para orientar consumidores desempregados sobre como podem usar plataformas para reingressar no mercado de trabalho.
Além do evento físico, um feirão online da Serasa acontece simultaneamente até o próximo sábado (1). O Boa Vista SCPC também realiza uma campanha para limpar nome em mais de 60 cidades do país até o final de dezembro.
Dicas para renegociar dívidas
Antes de renegociar uma dívida, é preciso lembrar que a renegociação gera um novo débito. Por isso, o devedor só deve aceitar o acordo oferecido se tiver condições de pagar, como recomenda o consultor financeiro André Massaro, autor do blog “Você e o Dinheiro” em EXAME
É fundamental fazer um estudo aprofundado das próprias finanças para ter segurança de que poderá dar conta dos novos compromissos. O consumidor deve colocar na ponta do lápis todas as despesas fixas e as dívidas já assumidas.  Assim, é possível saber quanto deve sobrar para pagar a nova dívida que será negociada e escolher as condições de pagamento que melhor se encaixam no orçamento.
Além disso, é importante descobrir qual é o “verdadeiro problema” – a causa do endividamento. Tratar uma dívida como mero “problema financeiro” faz com que, na maioria das vezes, as pessoas resolvam “o problema errado”.
Fonte: Exame.com